Convidado do quadro Sextou do Frente a Frente da próxima sexta-feira, o cantor, compositor e poeta Flávio Leandro, que vive numa fazenda em Bodocó, debaixo da Chapada do Araripe, cenário de inspiração, conta em detalhes porque resolveu abandonar os palcos da vida.
Ele se despediu dos shows numa postagem pelas redes sociais no último fim de semana. “Meu povo amado, estou me despedindo dos shows, mas a música estará comigo até o fim dos meus dias. É uma história longa, mas nada que muita gente já não soubesse, vez que tudo começou em 2013, quando a pedido de minha intuição, anunciei nas redes sociais que encerraria minha carreira em 2020. Fui convencido por muitos a continuar, então veio a pandemia e nos parou", comunicou.
E acrescentou: "Entre lágrimas, risos, cantos e orações, atravessamos este momento trágico da humanidade, em família, na singularidade de nosso sítio, e apesar de todas as dores pelas perdas irreparáveis de nossos irmãos, confesso que desfrutei de uma calmaria da qual meu corpo e minha mente nunca haviam provado, e a ideia de não mais fazer shows entrou novamente na pauta prioritária de meu existir".
Ninguém entendeu a decisão, até porque Flávio Leandro está no auge da sua carreira, com apenas 51 anos de idade. Autor de muitos sucessos, como De mala e cuia e Chuva de honestidade, esta um grito de protesto contra a indústria da seca, Flávio é, segundo o também forrozeiro Maciel Melo, um dos mais completos e talentosos compositores da música raiz pé de serra do Brasil.
Uma entrevista imperdível!

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