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domingo, 21 de setembro de 2014

LULA NÃO TÁ NEM AÍ PRA ARMANDO


Foto- Google Imagem

Pode-se dizer tudo do ex- presidente Lula (PT) menos que ele não seja pragmático. Exatamente por isso, é que andam dizendo, em Brasília, que ele já bateu na mesa e ordenou: agora é preciso dar força total para eleger de João Paulo (PT) senador, porque pelo andar da carruagem, ele já se convenceu de que o candidato a governador, Armando Monteiro (PTB), não tem chances de ganhar a eleição em Pernambuco.
Pelo que se conta, no Planalto Central, Lula não teria mais esperança de eleger Armando Monteiro depois da última pesquisa do Ibope, divulgada na última terça-feira, que mostrou liderança de Paulo Câmara (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco, com 38% das intenções de voto, enquanto Armando Monteiro marcou 32%.
Como os petistas seguem fielmente o que Lula determina, a ausência dos petistas nas caminhadas de Armando Monteiro já começou a ser notada no comitê central da campanha, se bem que, alguns assessores do candidato, ainda acreditam que isso vai mudar nos próximos dias.

Só vendo.


Fonte: Site da Divane Carvalho

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

PAUTA CANSADA

Não dá pra entender por que toda campanha para presidente da República tem a mesma pauta há anos: casamento gay, aborto e maconha, como se fossem os únicos problemas do Brasil e por isso, precisam constar dos programas de governo dos presidenciáveis. Ou o País vai parar no mais fundo dos abismos.

Entra e sai eleição e é a mesma chatice, como se nada mais fosse importante para os brasileiros. Nesta campanha o rame-rame começou, esfriou, agora esquentou novamente porque como Marina Silva (PSB) está disparada nas pesquisas, os adversários aproveitam para reforçar a pauta cansada. E como a presidenciável é evangélica, aí ninguem se engane, casamento gay, aborto e maconha vão passar a campanha inteira desfilando no noticiário.

E haja paciência para aguentar um debate tão rasteiro, tão sem criatividade, tão sem graça.




Fonte: Divane Carvalho

terça-feira, 1 de abril de 2014

VALE A PENA LER O ARTIGO DE DIVANE CARVALHO JORNALISTA COMPETENTE E TESTEMUNHA DE UMA ÉPOCA DIFÍCIL DE VIVER NO BRASIL

Metralhadoras, adeus! 

Foto- Google Imagem

Agora que o golpe militar de 1964 completa meio século, é impossível não lembrar o quanto era difícil fazer jornalismo nos anos de chumbo da ditadura. A partir de 1970, primeiro no Jornal o Estado de S.Paulo depois no Jornal do Brasil, eu era repórter de um setor que foi "batizado" de Direitos Humanos, formado por instituições que, em tese, não tinham nada a ver uma com a outra.


Em tese. Porque apesar da censura aos jornais, das ameaças de todos os tamanhos aos jornalistas, eu cobria a Arquidiocese de Olinda e Recife quando o arcebispo era dom Helder Câmara; a Auditoria da 7ª Circunscrição Judiciária Militar (7ªCJM); os presos políticos de Pernambuco e seus advogados; a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese, a Polícia Federal e a Ação Católica Operária (ACO). Tempos difíceis. Mas trabalhava com a maior disposição, apesar do medo imenso.


Conheci as metralhadoras na ditadura. A primeira vez que vi uma, de perto, foi em setembro de 1969. Repórter do Jornal do Commercio, onde comecei no jornalismo, fui escalada para a saída de Gregório Bezerra da Casa de Detenção de Pernambuco. Ele foi um dos 15 presos políticos do País trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado por militantes de extrema esquerda sob o comando do então estudante Franklin Martins. Ele mesmo, o ex-ministro do governo Lula que sonha dia e noite em "regular" a imprensa.


Jornalista que não acabava mais, todos fomos obrigados a ficar na calçada em frente à Casa de Detenção e não podiamos nem descer o meio fio, alertavam os policiais armados de metralhadoras. Apavorada com as armas, resolvi não olhar para elas e assim consegui ficar até o final e voltar à redação. Estava tão nervosa que meu chefe, Aldo Paes Barreto, teve que conversar bastante comigo até eu me acalmar para escrever o que tinha acontecido.


Depois disso, por onde andava estava sempre encontrando uma metralhadora: nas greves de fome dos presos políticos, na Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, ou no Hospital da Polícia Militar, elas estavam por toda parte. Na Auditoria Militar, na Polícia Federal então, nem se fala, as armas ficavam na recepção do prédio. Um horror! Quando alguém chegava lá a primeira coisa que via era agente pegando armas ou entregando armas, uma sutileza de elefante. Até que um dia os jornalistas questionaram essa ameaça permanente e as armas saíram da recepção.


Em 1975, as metralhadoras, novamente. Agora apontadas para a sucursal do Jornal O Estado de S. Paulo, da guarita do Hospital do Exército, que ficava em frente, depois que o diretor Carlos Garcia foi preso. Durante os dois dias que ele ficou sendo torturado, as armas não saiam da guarita do Hospital enquanto eu e os outros funcionários do jornal trabalhávamos sob a mira delas.


No final dos anos 70 outra metralhadora no meu caminho. Um policial a apontava para minha bolsa, exigindo que eu mostrasse a identidade. Medo danado, um frio correndo pela costas, mas trabalho é trabalho e não tinha saída. Em plana luz do dia, na entrada de um prédio na Estrada do Arraial, Casa Amarela, a repórter do Jornal o Globo, Marisa Gibson e eu, do Jornal do Brasil, ali estávamos em busca de notícias sobre a prisão de clandestinos. Os subversivos, como eram chamados pelos agentes da ditadura, todas as pessoas que discordavam do regime e lutavam por liberdade.


Na mira da metralhadora, assistimos os policiais carregarem livros e documentos dentro de lençóis e o medo só aumentava. A gente começou a temer que poderíamos ser presas porque éramos testemunhas do trabalho deles, que se negavam a nos dar informações. Diziam apenas que devíamos procurar a Superintendência da Polícia Federal e mais nada.


Foram presos naquele dia o veterinário Valmir Costa, o operário metalúrgico Edilson Freire Maciel, a estudante Maria Aparecida dos Santos e a pediatra Selma Bandeira Mendes. Eram procurados pela ditadura sob acusação de tentarem reorganizar o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e foram os primeiros a serem beneficiados pela Lei da Anistia, sancionada no dia 28 de outubro de 1979 pelo general João Batista Figueiredo.


Aqui uma história singular, para a época: o juiz auditor militar Theódulo Miranda , da 7º CJM, recebia a imprensa diariamente. Naquele 28 de outubro de 1979, os jornalistas que davam cobertura à auditoria já se preparavam para sair, sem notícias, quando ele pediu que esperássemos alguns minutos que teria uma notícia "quente". E tinha mesmo: ao ser informado por um amigo de Brasília, que o presidente acabava de sancionar a Lei da Anistia, ele expediu o alvará de soltura para os primeiros presos beneficiados: Valmir Costa, Edilson Freire Maciel, Maria Aparecida dos Santos e Selma Bandeira Mendes. E também revogou os mandados de prisão expedidos contra 101 pessoas, entre elas Miguel Arraes, Francisco Julião e Gregório Bezerra.


Ele passou para a história como o primeiro juiz militar a libertar os presos políticos. E nós iniciamos ali uma longa jornada para cobrir em detalhes a saída dos primeiros anistiados e de todos os outros que vieram em seguida. Aí não teve mais metralhadoras pelo caminho.

sábado, 14 de abril de 2012

DO LIMÃO À LIMONADA


Foto- Divulgação


O senador Humberto Costa (PT-PE) será o relator do processo por quebra de decoro parlamentar do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Antes de ser escolhido por sorteio, o pernambucano assistiu a cinco desistências de outros senadores que abriram mão da missão.

Considerada uma tarefa difícil - tanto que foi rejeitada por cinco senadores que alegaram tudo quanto é desculpa para não assumí-la - a relatoria do caso Demóstenes Torres coloca Humberto Costa na crista da onda, como se diz.

De uma hora para outra ele sai das picuinhas provincianas da sucessão municipal do Recife e ocupa uma imensa vitrine com direito a destaque nacional na mídia e junto aos eleitores.

Como caberá a Humberto Costa elaborar relatório recomendando a absolvição ou aplicação de penalidades a Demóstenes, que vão de advertência à perda de mandato, o senador pernambucano tem tudo para subir muitos degraus na sua trajetória política, deixando pra trás o diz-que diz do PT pernambucano que perdeu o rumo e o senso.

Humberto Costa pode fazer desse azedo limão, uma limonada. E ainda saboreá-la com muito gelo e adoçada no ponto certo, esquecendo o sonho de ser o candidato do partido a prefeito do Recife, que ele acalentava há um bom tempo. Mas foi atropelado pelo Palácio do Campo das Princesas.

Do Blog de Divane Carvalho

terça-feira, 3 de abril de 2012

QUE DECEPÇÃO, HEM GENTE?


Foto- Google Imagem




Toda vez que aparece um político querendo ser mais honesto que a honestidade ou mais ético do que a ética, é preciso ter cuidado, Se possível, é bom manter uma distância regulamentar desse poço de virtudes que, infelizmente, costuma esconder um corrupto maior do que a corrupção.


Um exemplo completo é o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), ex líder do Democratas no Senado, que chocou milhões de brasileiros quando foi revelado o seu envolvimento com o mafioso Carlinhos Cachoeira. Logo ele, um advogado, promotor de justiça, ex-secretário de segurança de Goiás, um verdadeiro paladino da ética pública revelou-se amigo íntimo de um bandido, com todas as consequências que são geradas por esse tipo de amizade.


Não fosse senador da República, Demóstenes estaria preso ao lado de Carlinhos Cachoeira e sua quadrilha, mas como tem um mandato essa vergonhosa história ainda vai render muito. Infelizmente.
Por Divane Carvalho

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

PADRE VITO MIRACAPILO

  A segunda vez que subi no altar

Foto- Google Imagem


Já subi no altar que fica do lado esquerdo na igreja de Ribeirão, Zona da Mata Sul de Pernambuco, por conta do padre Vito Miracapillo.

Não foi pra rezar não. Nem pra casar, porque quando casei fiquei bem perto do altar, mas nem de longe disputei espaço com a santa na igreja, nada disso.

A segunda vez, subi literalmente no altar "armada" com uma cadeira para me defender de um grupo de plantadores de cana, que detestava o religioso italiano. E tentou impedir a concelebração da Arquidiocese de Olinda e Recife em protesto pela expulsão do padre, pedida pelo então deputado Severino Cavalcanti e decretada pela ditadura militar.

E o trabalho da imprensa, naturalmente, para que a truculência deles não chegasse às páginas dos jornais. Mas chegou.

É uma história hilária, hoje, quando a gente imagina jornalistas subindo num altar para poder trabalhar. Há 30 anos atrás quase vira uma tragédia.

Igreja lotada. Homens, mulheres, crianças, parecia que Ribeirão inteiro estava lá. E os jornalistas aguardando a missa. A concelebração foi presidida pelo Arcebispo Auxiliar de Olinda e Recife, dom Lamartine Soares e com ele mais dois padres.

A missa mal começou e chegaram os brutamontes. Empunhavam uma bandeira do Brasil com um imenso mastro, entraram cantando o Hino Nacional - alguns exibindo revólveres na cintura- e assim foram avançando pra cima dos celebrantes.

Gritos, correria, crianças pulando janelas, um horror. Quando os fornecedores de cana notaram que repórteres e fotógrafos estavam na igreja, partiram para amedrontá-los.

Repórter do Jornal do Brasil, subi no altar junto com a colega Luzanira Rego (onde estiver, tenho certeza, Luza vai dar risadas) e na maior moral avisamos: se alguém se aproximar vai levar uma cadeirada.

Poderíamos ter sido massacrados. Todos. Não fosse o delegado da cidade que chamou o feito à ordem, tirando os fornecedores de cana da igreja para que a missa fosse rezada.

A missa chegando ao fim, pensei rápido: se a gente não divulgar logo o que aconteceu, aquele fato tão grave ia ser censurado. Saí da igreja e entrei na primeira loja que encontrei em Ribeirão em busca de um telefone (isso mesmo, gente, não existia celular, computador, nada disso) e passei uma nota para a Rádio Jornal do Brasil.

A notícia explodiu como uma bomba e aí ninguém conseguiu mais censurar nada. Nem mesmo os poderosos plantadorores de cana que "brilharam" nas manchetes dos jornais de todo país no dia seguinte.

O padre Vito Miracapillo, expulso do Brasil há 31 anos por se recusar a celebrar uma missa em homenagem ao Dia da Independência, no município de Ribeirão, onde era pároco, está de volta a Pernambuco.

Novos tempos, padre Vito. Ainda bem. E amém.
 
Por Divane Carvalho

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TODO CUIDADO É POUCO




Foto- Google Imagem

O  PT não desiste: na próxima sexta-feira, o partido vai realizar um seminário para discutir uma proposta de regulação para a mídia. A novidade é que o encontro não terá a presença dos dois ministros de Dilma Rousseff ligados à área, Helena Chagas (Comunicação Social) e Paulo Bernardo (Comunicação).

A proposta do governo Lula sobre o tema foi feita por Franklin Martins, antecessor de Helena. O anteprojeto passou ao guarda-chuva da pasta de Bernardo, que o engavetou.

Franklin será um dos palestrantes do seminário "Por um novo Marco Regulatório nas Comunicações", que será realizado em um hotel de São Paulo.

Também falarão o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), blogueiros e representantes de entidades ligadas à mídia.

Os nomes dos ministros não constam da programação oficial do evento, que terá quatro mesas de discussões e, como não poderia faltar, uma plenária final.

Enquanto não conseguirem censurar a Imprensa, como aconteceu na ditadura militar, os petistas não sossegam.
Do blog de Divane Carvalho

domingo, 20 de novembro de 2011

JOÃO ENXUGANDO GELO

O prefeito do Recife, João da Costa (PT), continua tentando se credenciar para disputar a reeleição, mas todo o esforço que vem desenvolvendo ainda não foi suficiente para sensibilizar os eleitores.

Por toda parte da cidade crescem as críticas ao petista e o que se ouve de piadas por conta da desastrada administração dele daria para escrever um livro.

As pessoas criticam a má qualidade do recapeamento que ele vem fazendo em vários pontos da cidade, os buracos que deixam os motoristas irritadíssimos, a sujeira que está por toda parte e, principalmente, a mobilidade que não acontece.

Apesar disso tudo, os virtuais pré-candidatos oposicionistas ainda não acharam o caminho para chegar perto dos recifenses e, assim, garantir uma disputa interessante em 2012.

Nem podia ser diferente. Pois enquanto João da Costa continua nadando contra a maré fortíssima, seus adversários não saem do canto a não ser, eventualmente, para uma ação ou outra sem maiores repercussões.

Como a realizada sexta-feira passada, quando Raul Henry (PMDB), Daniel Coelho (PSDB) e Raul Jungmann (PPS) fizeram uma panfletagem contra a instalação de uma termoelétrica em Suape, que ainda nem saiu do papel. Ninguém deu a mínima.

Do jeito que vai, Eduardo Campos (PSB), que além de governador está quase prefeito, terminará dando as cartas e colocando um candidato para disputar a Prefeitura do Recife com seu total e irrestrito apoio. E de nada adiantarão as gritarias do PT e demais partidos da Frente Popular.

Fonte: Site de Divane Carvalho