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terça-feira, 18 de novembro de 2014

TCE-PE APONTA DESAFIOS DO ESTADO PARA O GOVERNADOR ELEITO

O aumento no déficit com as despesas da Previdência é um dos gargalos destacados pelo órgão


Em Brasília, o detalhamento da situação de Pernambuco foi entregue pelo conselheiro Marcos Loreto ao governador eleito Paulo Câmara (PSB) / Foto: JC Imagem

Em Brasília, o detalhamento da situação de Pernambuco foi entregue pelo conselheiro Marcos Loreto ao governador eleito Paulo Câmara (PSB)

Foto: JC Imagem


O Tribunal Contas de Pernambuco (TCE-PE) apresentou ontem, no seminário “Pacto pela Boa Governança: um retrato do Brasil”, um relatório direcionado à situação de Pernambuco contendo um diagnóstico sobre as áreas da saúde, educação, previdência social e infraestrutura. Assim como na esfera federal, o aumento no déficit com as despesas da Previdência Social no Estado é um dos desafios destacados pelo órgão.

Em Brasília, o detalhamento da situação de Pernambuco foi entregue pelo conselheiro Marcos Loreto ao governador eleito Paulo Câmara (PSB), que participou do seminário. “Esse manual (Boa Governança) é um trabalho de colaboração que aponta os principais gargalos do Estado”, explicou Loreto. 

Tomando como base o demonstrativo das receitas e despesas previdenciárias dos servidores públicos do Estado, referentes ao exercício de 2012, e apresentando uma projeção dos anos seguintes, o tribunal observa que as despesas previdenciárias sofrerão um aumento no período de 2013 a 2025. Em 2016, estão projetadas em R$ 3,63 bilhões. Mas é em 2025 que atingem o ápice, no valor de R$ 4,33 bilhões. O período de redução só seria iniciado em 2033, baixando para R$ 4,19 bilhões.

Já as receitas sofrem ligeira redução no período de 2016 (R$ 1,75 bilhão) a 2025 (R$ 1,69 bilhão). Depois, apresentam valores quase constantes no período de 2033 a 2088. O TCE recomendou que o governo do Estado promova a efetiva implementação do Fundo Previdenciário (Funaprev) e institua a previdência complementar para os novos servidores.

Na saúde, o tribunal fez um alerta sobre as condições de atendimento no interior. Segundo o documento, a baixa oferta de leitos hospitalares e equipamentos de saúde no SUS resultou numa migração de pacientes para a Região Metropolitana do Recife a procura de atendimento. Na educação, a inadimplência das prestações de contas dos repasses financeiros feitos para as gerências de educação (82,20%) e escolas estaduais (61,79%) também é um problema a ser sanado.

Fonte: jconline.ne10.uol.com.br

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

INFLAÇÃO DESACELERA A 0,42% EM OUTUBRO, MAS CONTINUA ACIMA DO TETO DA META


Do UOL, em São Paulo 07/11/2014

A inflação desacelerou para 0,42% em outubro, mas continua acima do limite máximo da meta do governo em 12 meses, a 6,59%.

O governo tem o objetivo de manter a inflação em 4,5% ao ano, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (ou seja, podendo oscilar entre 2,5% e 6,5%).

Em setembro, os preços tinham subido 0,57%, fazendo com que a inflação em 12 meses atingisse 6,75%, o maior valor desde 2011.

No acumulado do ano, até agora, a alta dos preços está em 5,05%. No mesmo período do ano passado, a inflação acumulava alta de 4,38%.

Segundo a agência de notícias Reuters, economistas citam o forte aumento nos gastos do governo e o a escassez de mão de obra como fatores importantes para a alta inflação.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e foi divulgado nesta sexta-feira (7).

Os preços de alimentação e transporte respondem, juntos, por 43% do orçamento das famílias, segundo o IBGE, e subiram menos em outubro do que em setembro.

Assim, esses gastos foram os principais responsáveis pelo resultado do IPCA do mês passado.
Tomate sobe 12%; carne e cerveja desaceleram

O preço do tomate foi o que mais variou de um mês para outro: se em setembro tinha caído 9,42%, em outubro saltou 12,37%.

Outros produtos, no entanto, perderam força: o preço das carnes, que tinha subido 3,17% em setembro, subiu menos em outubro, 1,46%.

Ainda assim, a carne teve o maior impacto sobre a alta nos preços dos alimentos no mês passado.

A cerveja tinha aumentado 3,48% em setembro, e desacelerou para 1,46% em outubro; uma refeição completa, que em setembro tinha apresentado alta de 1,02%, subiu 0,15% em outubro.

Entre os itens que apresentaram queda no preço, a farinha de mandioca é destaque, passando de uma alta de 2,52% em setembro para queda de 0,34% em outubro.

O queijo tinha subido 0,86%, e em outubro caiu 0,96%; e o leite longa vida também saiu de alta de 1,75% para queda de 1,83%.
INPC sobe 0,38% em outubro

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) subiu 0,38% em outubro, menos do que os 0,49% registrados em setembro. No acumulado do ano, o indicador tem alta de 5,02%. No mesmo período do ano passado, a alta era de 4,25%.

Em 12 meses, a inflação medida pelo INPC está com alta de 6,34%, abaixo dos 6,59% que foram registrados nos 12 meses terminados em setembro.

O INPC se refere às famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. 

Para o cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 30 de setembro a 28 de outubro de 2014 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de agosto a 29 de setembro de 2014 (base)