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segunda-feira, 25 de março de 2024

Governador Joaquim Francisco

 

Duas vezes prefeito do Recife com altíssimas taxas de avaliação positiva, a primeira de 1983 a 1985, biônico, nomeado pelo então governador Roberto Magalhães, e a segunda, de 89 a 90, eleito no pleito de 1988, Joaquim Francisco de Freitas Cavalcanti chegou ao Governo de Pernambuco em 1991, depois de uma campanha memorável em 1990, derrotando Jarbas Vasconcelos (PMDB), a quem já havia imposto a primeira derrota em 88, vencendo Marcus Cunha (PMDB), candidato apoiado por Jarbas.
Jarbas e Joaquim proporcionam um duelo de gigantes, esquerda x direita, com ataques violentos, até no campo pessoal. Joaquim foi chamado de “Dedo duro” do regime militar, com pichações em muros e panfletagem. O troco veio numa medida extemporânea: panfletos nas ruas sobre uma suposta agressão de Jarbas ao pai. Na largada, Joaquim liderou todas as pesquisas, até se recusar a ir aos debates na TV.
Foi chamado de “fujão” no guia eleitoral de Jarbas e começou a despencar nas pesquisas. Num sábado, quando fazia campanha de rua em Garanhuns, Joaquim foi surpreendido com uma pesquisa do Datafolha, caindo oito pontos, com Jarbas se aproximando e ameaçando liderar. Imediatamente, suspendeu sua agenda, voltou para Recife e com o seu núcleo duro de campanha discutiu a ideia de desafiar Jarbas para um debate na TV.
E de forma inusitada: durante o horário da propaganda eleitoral, somando o tempo das duas coligações. Deu certo! Jarbas topou. O debate foi realizado nos estúdios da TV-Jornal, com 50 minutos de duração. Joaquim levou uma pasta com supostas denúncias que pesavam contra o adversário, não abriu em nenhum momento, mas amedrontou Jarbas, que acabou levando desvantagem no enfrentamento. Joaquim saiu com imagem de vitorioso, voltou a crescer nas pesquisas e ganhou a eleição no primeiro turno, mas com uma diferença inferior a 1%. Teve 1.238.326 votos (50,95%) contra 1.088.365 (44,78%) de Jarbas.
Na vitrine como um dos melhores prefeitos do Recife, Joaquim chegou à condição de candidato a governador pelo PFL com autonomia e estilo próprios, desprezando o grupo mais conservador da pefelândia, liderado por Ricardo Fiúza e Gilson Machado. O primeiro sinal disso se deu com a escolha do candidato a vice, que se traduziu numa surpresa e num choque para quem esperava alguém mais ligado a Marco Maciel: o empresário Roberto Fontes, de Caruaru, cujo irmão, Lourinaldo Fontes, o Maninho, era muito próximo a PC Farias, pivô do maior escândalo na era Collor, que o levou ao impeachment.
Íntegra da coluna no meu blog

sábado, 17 de novembro de 2018

Da Coluna de Edmar LYra


Coluna do blog deste sábado
De Edmar Lyra.

Mais Médicos precisa ser aprimorado

Que o programa Mais Médicos é um sucesso ninguém pode discutir, pois ele veio para suprir uma carência de médicos em todo o país, sobretudo em regiões mais afastadas, quando os próprios médicos brasileiros se negam a atuar em cidades fora das grandes metrópoles. Desde sua criação em 2013, milhares de pessoas foram beneficiadas através de profissionais do mundo inteiro, que se deslocaram ao país para atuar junto a pessoas carentes.

O grande questionamento desde a implementação do programa se deu a respeito de Cuba, uma vez que os profissionais daquele país não recebem integralmente seu salário, que é confiscado pela ditadura dos Castro. Se porventura o médico receber R$ 10 mil de salário, apenas R$ 3 mil fica para a sua manutenção no Brasil, enquanto o restante vai para o governo cubano. É um confisco salarial que o Brasil foi complacente com isso desde o começo.

Como se não bastasse, os médicos cubanos que atuam no Mais Médicos não precisam passar pelo Revalida, que é uma prova utilizada pelo Brasil para que todos os médicos formados no exterior possam ter seu diploma reconhecido no país e eles consequentemente tenham condições de atuar profissionalmente no país.

Por fim, os médicos cubanos não podem trazer seus familiares para morarem no Brasil junto com eles, e através do programa há uma separação de famílias, pois a ditadura cubana não permite que eles possam vir ao Brasil com seus familiares para diminuir o risco de deserção. Pois bem, foram estas as medidas exigidas pelo presidente Jair Bolsonaro para manter o convênio com Cuba. O governo daquele país simplesmente não aceitou e decidiu pela volta dos médicos cubanos.

As exigências de Bolsonaro são extremamente pertinentes, uma vez que o Revalida garantiria que a população atendida pelo Mais Médicos seria assistida por profissionais efetivamente qualificados para exercer a função, o salário integral aos médicos cubanos, o que seria óbvio, é fundamental para que eles possam ter qualidade de vida num país diferente do seu, e ter seus familiares aqui no Brasil os tranquilizaria para fazer a vida no país.

A ausência dos cubanos a partir de então poderá abrir caminho para um novo formato do Mais Médicos, que seria o aproveitamento da mão de obra local e ampliar algumas exigências para médicos formados em universidades públicas ou através dos programas de ampliação da oferta de vagas em instituições privadas, como Fies e Prouni, para que estes médicos possam atuar em áreas que os profissionais já estabelecidos não aceitam ir.

Outra alternativa seria criar um meio termo para os profissionais cubanos, invertendo o valor que o médico recebe para 80% e o governo cubano ficar com 20% do salário, porém mantendo a exigência do Revalida e estabelecer a possibilidade de familiares dos médicos estarem no Brasil de vez em quando custeados pelo governo brasileiro. Opções não faltam para corrigir distorções do Mais Médicos, que apesar de ser um programa exitoso, é preciso ser aprimorado pois quem ganha com essas medidas são os próprios profissionais e a sociedade como um todo.

Garanhuns – As luzes da Magia do Natal 2018 se acenderam pela primeira vez na noite desta sexta-feira (16), encantando o público presente em frente ao Palácio Celso Galvão, no centro da cidade. A decoração dos demais pontos de Garanhuns também foi apresentada simultaneamente, trazendo os detalhes de cada trabalho feito pelos artesãos ao longo do ano. O Palco Prefeitura recebeu uma série de apresentações culturais e o prefeito de Garanhuns, Izaías Régis, foi o responsável pela abertura do evento que tem se consolidado cada vez mais dentro do mapa turístico natalino da região.

Descasp – A Justiça concedeu em caráter liminar a manutenção da Decasp até a conclusão de inquéritos que estavam sendo realizados pela delegada Patrícia Domingos em até 45 dias. Caso se confirme a decisão de primeira instância, Patrícia poderá seguir com as investigações e consequentemente trazer muita dor de cabeça para quem tiver contas a acertar com a justiça.

Balanço – Em dez dias como governador em exercício, Eriberto Medeiros não deixou o Estado parado. Fez um giro pelo Agreste, passando por Bonito, Cortês, Barra de Guabiraba, São Joaquim do Monte, Camocim de São Félix, Sairé e Cumaru. Na capital, visitou a Delegacia do Cordeiro, a Escola Barros de Carvalho e o EREM Creusa Barreto Dornelas (antigo CAIC da Torre). Ainda prestigiou eventos na Alepe, reuniu deputados para discutir Projetos de Lei do Executivo, visitou a Câmara do Recife, homenageou policiais, além de receber lideranças políticas no Palácio do Campo das Princesas.

Reconhecimento – A gestão do prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, recebeu nota máxima nos indicadores econômico-financeiros que compõem a análise da capacidade de pagamento, ficando com a classificação A. No país, apenas três capitais atingiram a mesma nota de Jaboatão. As gestões de Pernambuco e do Recife ficaram com nota C.

RÁPIDAS

Bruno Araújo – Caso se confirme a ida de Bruno Araújo para a presidência nacional do PSDB, ele terá a incumbência de reestruturar o partido após a fragorosa derrota presidencial sofrida por Geraldo Alckmin, e de se manter em evidência para tentar voltar à Câmara dos Deputados em 2022, após cinco mandatos consecutivos no parlamento.

Sebastião Oliveira – Além de figurar entre os cinco mais votados, o deputado federal reeleito Sebastião Oliveira emplacou seu irmão, Waldemar Oliveira, como suplente do senador Humberto Costa. Herdeiro político de Inocêncio Oliveira, Sebastião vem numa forte crescente tanto eleitoral quanto política.

Inocente quer saber – Quando voltar ao cargo, Paulo Câmara manterá o nível de diálogo com os outros poderes adotado pelo presidente da Alepe, Eriberto Medeiros?

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Inocêncio Oliveira fez 80 anos


Nossos parabéns ao Ilustre Pernambucano, pela passagem do seu aniversário.
Jânio Arruda.
Do blog de Edmar Lyra:

Deputado federal por dez mandatos ininterruptos, entre 1975 e 2015, com quarenta anos na Câmara dos Deputados, Inocêncio Oliveira que presidiu à Casa entre 1993 e 1995, completou neste domingo 80 anos de idade. Político tradicional, o ex-deputado que está sem mandato há quatro anos, segue cumprindo sua agenda no escritório político, recebendo aliados e amigos de todo o estado. Nascido em Serra Talhada em 21 de outubro de 1938, Inocêncio é médico e construiu uma carreira invejável na política, deixando como herdeiros os deputados Sebastião Oliveira e Alberto Feitosa, bem como seu neto Victor Oliveira, que já disputou a prefeitura de Serra Talhada em 2016.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Da coluna de Inaldo Sampaio




Se seguir Paulinho a reforma não sai
Postado  por Inaldo Sampaio

Coluna Fogo Cruzado

Todas as centrais sindicais têm a mesma opinião sobre a previdência e discordam da fixação de uma idade mínima para aposentadoria

Certamente para ganhar tempo, Michel Temer criou um “grupo de trabalho” para discutir a reforma da previdência. Trata-se da mais urgente reforma de que o Brasil está precisando, sob pena de daqui a cinco ou seis anos não dispor dos recursos necessários para pagar a aposentados e pensionistas. A propósito, notável político pernambucano costumava dizer que quando um governante não pode ou não quer resolver um problema cria imediatamente um “grupo de trabalho”. Foi o que o presidente fez, prometendo ouvir sugestões das centrais sindicais. Ora, todas as centrais têm a mesma opinião sobre a Previdência. Acham que ela é superavitária e não concordam com a fixação de uma idade mínima para aposentadoria. Por isso se Temer for ouvir Paulinho da Força e outros sindicalistas do mesmo naipe, essa reforma não sairá nunca. É melhor deixá-la com Henrique Meirelles e utilizar a maioria que tem no Congresso para aprová-la ainda este ano.

Justiça – Por “dever de justiça”, diz o secretário Márcio Stefanni (Fazenda), deve-se dizer que Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES, ajudou muito Pernambuco durante o tempo em que esteve lá. A caneta dele foi “decisiva”, garante, para que a Fiat e o Estaleiro Atlântico Sul viessem para cá e que os investimentos do banco no Nordeste passassem a ser proporcionais ao tamanho do PIB da região.

Líder – Mesmo sob o governo de Michel Temer, o deputado Jarbas Vasconcelos continuará sem ambiente no PMDB. Não se dá com Renan Calheiros/Eduardo Cunha nem se submeterá à liderança do obscuro deputado Baleia Rossi (SP), que foi vereador em Ribeirão Preto (SP) e cumpre o 1º mandato na Câmara Federal.

Corrida – Dos deputados estaduais que estão de olho em prefeituras, quem mais se mexe são Miguel Coelho (PSB) e Raquel Lyra (PSDB), o 1º com sua “Agenda 40” em Petrolina e o 2º com o “Mobiliza Caruaru”.

Peixe – O deputado João Eudes (PDT) sugeriu a Paulo Câmara desapropriar o antigo prédio da fábrica Peixe, em Pesqueira, para que lá seja instalada a feira livre da cidade. O prédio faz parte da história do município.

Recado – Mendonça Filho (DEM) e Augusto Coutinho (SD) estariam hoje na Câmara Federal se não tivessem disputado a eleição dentro da Frente Popular? É a pergunta que oportunamente o PSB irá fazer.

Quarto – Depois de Joaquim Neto (PSDB), Fernando Resende (PR) e João Paulo (PSB), surgiu um 4º candidato à prefeitura de Gravatá: o atual vice Rafael Prequé (PRB), que acaba de celebrar uma aliança com Júnior Darita (PTN). Pesquisa será feita em junho, e o que estiver melhor na fita será o candidato.

Ferrovia – Ciro Gomes (PDT) pediu demissão da CSN, que toca o projeto da Transnordestina, para se manter distante do governo Michel Temer. Ele ficou no cargo 1 ano e 3 meses e sua principal missão era destravar esta ferrovia, de 1.753 km de extensão e absolutamente estratégica para esta região.

Recibo – O Palácio do Campo das Princesas nega não ter convidado os deputados Zeca e Júlio Cavalcanti (PTB) para participarem da inauguração da Escola Técnica Estadual de Arcoverde. Garante que o convite seguiu por e-mail e que ambos confirmaram o recebimento. Essa regra é respeitada pelo governador Paulo Câmara sempre que se desloca para o interior: convida os políticos locais para acompanhá-lo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

PROVOCAÇÕES ENTRE OS PRESIDENCIÁVEIS MARCAM O PRIMEIRO BLOCO DO DEBATE DA GLOBO

Ana Luiza Machado - Diário de Pernambuco

Globo/ João Cotta/ Divulgação
O último debate presidencial das eleições 2014, da Rede Globo, realizado nesta quinta-feira (2), começou com uma pergunta sobre o escândalo da Petrobras. Temas como homofobia e criminalização das drogas também foram tratados pelos candidatos. Participam do programa a presidente Dilma Rousseff (PT), que disputa a reeleição, o senador Aécio Neves (PSDB), a ex-senadora Marina Silva (PSB), Levi Fidelix ( PRTB), Luciana Genro (PSol), o senador Eduardo Jorge (PV) e o deputado Pastor Everaldo (PSC). Chamou a atenção o formato do programa. Os candidatos que fazem e respondem às perguntas indo ao centro do palco e ficando frente à frente.

O primeiro bloco de perguntas, com temas livres, começou com Luciana Genro questionando Dilma Rousseff se o escândalo da Petrobras é resultado das alianças "da direita" com seu governo. Dilma se defendeu informando que propôs fiscalizações, investigações, confisco de bens para servidores e celeridade no julgamento. "Todas essas propostas visam acabar com a impunidade. Eu demiti o ex-diretor da estatal (Paulo Roberto Costa) e permiti que tivesse a investigação", disse a petista. Ela também considerou "há corruptos em todos os lugares, mas o importante é fiscalizar" e que a abertura de investigações é "uma característica" do governo dela. "Não acredito que tem ninguém acima de corrupção", disse a presidente à Luciana Genro. 

O segundo a ser chamado pelo mediador Willian Bonner, Pastor Everaldo questionou Aécio Neves sobre as estatais estarem a serviço do governo federal. Aécio entrou nesta quinta-feira (2) com uma ação de investigação sobre o suposto boicote da distribuição de material de campanha tucana pelos Correios. Aécio provocou Dilma. Disse que ela não tinha o direito de responder naquele momento, afirmando que ela mentiu por não ter demitido o ex-diretor da Petrobras. "A ata do conselho consta que Paulo Roberto renunciou e não que foi demitido. Ainda houve cumprimentos pelos excelentes serviços prestados", disse Aécio que ainda defendeu Marina Silva, com quem disputa o segundo lugar nas intenções de votos, da campanha do PT que segundo ele tem sofrido grandes acusações. 

A cortesia de Aécio com Marina Silva acabou na pergunta seguinte, quando o tucano se dirigiu à socialista. Reclamou da tentativa dela de impedir o programa eleitoral tucano só por ele lembrar a população que ela passou 24 anos no PT. "É essa a sua nova política? ", questionou Aécio. Marina rebateu, afirmou que o fato de ter sido filiada ao PT não significa dizer que concordava com todas as ações. Saí do PT porque não concordava com ele, nunca vi o senhor fazer uma crítica ao mensalão mineiro. O candidato tucano destacou que o mensalão do PSDB nunca foi comprovado. 

Dilma escolheu perguntar a Eduardo Jorge sobre o Pronatec, que ela considera uma das grandes conquistas de seu governo. Não houve ataques. Ele salientou que é preciso melhorar a qualidade de ensino e o salário dos professores, que atualmente é apenas dois salários mínimos. A petista defendeu que enviou ao Congresso o projeto para destinar um percentual dos royalties do Petróleo para a Educação. Eduardo Jorge disse que não acredita nesse repasse e falou sobre a poluição ao planeta.

Na vez de Marina, ela escolheu perguntar ao Pastor Everaldo sobre o Bolsa Família. Ele disse que foi o precursor deste modelo de ajuda social quando implantou o "cheque-cidadão" no Rio de Janeiro. Disse que poderá aprimorar caso seja eleito. Marina garantiu que ampliará o programa, porque o considera importante. Pastor Everaldo disse, que em um possível governo dele, "nenhum brasileiro passará fome".

O clima pesou quando o sempre calmo Eduardo Jorge propôs que Levy Fidelix pedisse perdão pelo que falou no debate passado (sobre dois iguais não reproduzirem). Fidelix disse que Eduardo Jorge não tinha moral para pedir nada, porque o candidato verde aconselharia os jovens a fumar maconha e citou a Constituição para definir que a posição cristã é que o casal é composto por um homem e uma mulher. "O senhor envergonhou o Brasil", retrucou Eduardo Jorge. Fidelix rebateu: "quem envergonha é você ao fazer apologia à morte, mandando meninas para clinicas de aborto".

Fidelix escolheu o embate com Luciana Genro e denunciou a tabelinha que ela pediu no debate da TV Clube/Record e não teve palavra para cumprir. Nervosa, Luciana desmentiu e disse que ele deveria sair algemado pela homofobia que teria praticado. Ele respondeu, dizendo que não estimulou violência e tem o direito de se expressar. O clima esquentou nas provocações. Luciana rebateu que a bandeira do PSol é a da tolerância.

Fonte: Diário de Pernambuco