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terça-feira, 15 de outubro de 2013

COLUNA DE MAGNO MARTINS

Coluna da terça-feira



Carro blindado para o MP

A Polícia e o Ministério Público estadual prometem para hoje elucidar o assassinato do promotor Thiago Farias Godoy, 36 anos, ontem, em Itaíba. Seja qual for esse desfecho, o debate que se abre agora é quanto às condições de trabalho do MP no Estado.

É inadmissível, por exemplo, que um promotor atuando numa região conflituosa como a de Itaíba e Águas Belas, cidades-irmãs e extremamente violentas, não tenha seguranças nem tampouco um carro blindado.

Isso seria o mínimo de segurança que o poder público poderia oferecer. Doutor Godoy, um carioca boa pinta, que chegou ao Estado e aqui se revelou como excelente professor de Direito Cível, foi alvejado com dois tiros de espingarda 12 quando se dirigia para o fórum do município de Itaíba.

A Polícia trabalha em duas linhas de investigação, segundo revelou ao blog o procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon. Que não quis, entretanto, adiantar nenhuma delas.

O crime, uma das manchetes do Jornal Nacional, da TV-Globo, teve grande repercussão no País, não só pela sua brutalidade, mas também pela sua forma e pela falta de informação da Polícia.

Uma força-tarefa envolvendo a policia civil, a polícia de inteligência e o MP trabalha no caso prometendo seu desfecho para hoje. O episódio acendeu uma luz amarela no MP.

No Interior, especialmente nos grotões do Sertão, têm muitos promotores e juízes temerosos, alguns inclusive já andando com segurança particular, tudo porque não recebem dos poderes públicos a segurança necessária para o exercício tranquilo da profissão.

A PISTA DA NOIVA– Tão logo chegou, ontem, de Itaíba, o procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, foi ao gabinete do governador Eduardo Campos para relatar o que viu e colheu na sua ida ao local do crime. Em Itaíba, Fenelon teve uma longa conversa com a advogada Mysheva Ferrão Martins, noiva da vítima, que estava no carro, mas nada sofreu. A linha de investigação da polícia está em cima do depoimento dela.
Investigação federal
  Durante o encontro com o procurador-geral de Justiça, o governador Eduardo Campos ligou para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que designou três procuradores e dois conselheiros para atuarem conjuntamente nas investigações do assassinato do promotor Thiago Farias Godoy.

Sem impunidade– “Já temos algumas linhas de investigação, que vão ser aprofundadas nas próximas horas”, disse, ontem, o governador Eduardo Campos ao tratar do assunto numa coletiva com a Imprensa. Segundo ele, não haverá impunidade. “As instituições vão dar resposta a esse bárbaro crime”, acrescentou.

Apoio federal- O secretário de Defesa, Wilson Damázio, disse que as linhas investigativas do crime do promotor de Águas Belas são as mais variadas como se deve fazer numa apuração. “Pernambuco vai responder. O sistema de Justiça está unido nesse momento aqui e recebemos o apoio do MP Federal e todo o sistema nacional de segurança”, afirmou. Em Itaíba – Se dependesse da família que mora no Rio, o sepultamento do promotor seria realizado na capital carioca. Mas a noiva da vítima, em conversa com o procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon, acertou para ser em Águas Belas, onde ele morava.Thiago e Ferrão estavam com casamento marcado para 1 de novembro.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

GOVERNO QUER PINTO FORA DO TRABALHO


EXTRA!! EXTRA!!
Ilimar Franco
 
O governo Dilma espera, para qualquer momento, a demissão do Secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Paulo Roberto Pinto (foto abaixo). Ele é suspeito de participar de fraude na pasta que teria resultado no desvio de R$ 400 milhões. A permanência de Paulo Pinto pode custar o cargo do ministro Manoel Dias, que por enquanto ainda tem a confiança do Planalto.

A Polícia Federal, que atuou com apoio da Controladoria Geral da União, prendeu 22 pessoas e convocou Paulo Pinto para prestar depoimento. Estes teriam montado um esquema usando uma organização social, o Instituto Mundial do Desenvolvimento da Cidadania, para desviar os recursos públicos.

A demissão de Paulo Pinto está sendo cobrada do ministro Manoel Dias e só não teria ocorrido ainda, segundo integrantes do governo, pela ligação política do secretário-executivo com o presidente do PDT, Carlos Lupi. Ele entrou para o ministério quando Lupi foi nomeado para a pasta do Trabalho, foi afastado quando o cargo foi entregue a Brizola Neto e retornou com a nomeação de Manoel Dias.




domingo, 5 de fevereiro de 2012

DE AGONIA EM AGONIA

Ao encontrar a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) na abertura do ano legislativo, quinta-feira, o deputado Luciano Castro (PR-RR) cobrou uma solução para o Ministério dos Transportes. "Uma coisa de cada vez. Hoje resolvemos uma", disse ela, em referência à substiuição de Mário Negromonte no Ministério das Cidades. Ideli e Castro combinaram de conversar nesta semana. O PR não se sente representado pelo atual ministro Paulo Sérgio Passos. Ele substituiu o senador Alfredo Nascimento (PR-AM), que saiu do ministério após denúncias de corrupção. O partido se sente injustiçado por não ter indicado o sucessor.
 
Por Ilimar Franco de o Globo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

MINISTRO ENTREGA CARGO - DILMA PROCURA SUBSTITUTO




O ministro das Cidades, Mário Negromonte, pôs seu cargo à disposição em conversa nesta segunda-feira com a presidente Dilma Rousseff, que cumpriu agenda em Salvador. Segundo relatos de políticos presentes nos eventos do governo na Bahia, Dilma teria sido surpreendida pela iniciativa de Negromonte e não deu uma posição definitiva a ele sobre o seu futuro. Mas, segundo auxiliares do Palácio do Planalto, Dilma já está avaliando nomes do PP, partido do ministro, para substituí-lo e vai efetivar a saída de Negromonte quando voltar da viagem a Cuba e Haiti, iniciada nesta segunda-feira à noite.

A aliados, Negromonte explicou que tomou a iniciativa de abordar o assunto com a presidente para evitar mais constrangimentos, diante do noticiário de que o Palácio do Planalto trabalha a sua substituição dentro da reforma ministerial em curso. Na conversa desta segunda-feira, Negromonte disse a Dilma que não é apegado a cargos. E relatou para seus aliados que foi uma conversa “extremamente elegante”.
(Informações de O Globo) Escrito por Magno Martins.