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quinta-feira, 1 de março de 2018

Para Lula, 2018 era ano de Eduardo ser seu candidato a presidente


'Se Eduardo tivesse aceitado minha proposta de ser vice da Dilma, a gente estaria discutindo a campanha dele', afirmou Lula


Lula citou uma proposta feita em 2011 a Eduardo Campos e sua esposa, Renata, para que o socialista fosse vice na chapa da ex-presidente Dilma nas eleições de 2014, e na eleição seguinte, ter o apoio do PT na sua própria candidatura
Foto: Reprodução

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Para 35,9% dos pernambucanos, melhor governador de Pernambuco foi Eduardo Campos


Postado por Inaldo Sampaio


Pesquisa do Instituto Maurício de Nassau divulgada neste final de semana pelo JC revela que, para 35,9% dos pernambucanos, o melhor governador que o Estado já teve foi Eduardo Campos (PSB).

É compreensível esse tipo de resposta porque Campos morreu tragicamente no auge de sua carreira política. Além do mais, deixara o Governo do Estado com uma taxa de aprovação superior a 80% e disputava a Presidência da República pelo PSB.

Os entrevistados disseram também que o segundo melhor governador de Pernambuco foi Miguel Arraes (PSB) com 16,5% das citações, seguido por Jarbas Vasconcelos (PMDB) com 10,3%, Roberto Magalhães (DEM) com 1,9% e Paulo Câmara (PSB) com 1,2%.

Pela leitura do jornal, Paulo Câmara já pode ser considerado o “pior” governador da história de Pernambuco depois do regime militar.

De 1982 foram eleitos em nosso Estado para o Palácio do Campo das Princesas os seguintes governadores: Roberto Magalhães, Miguel Arraes, Joaquim Francisco, Miguel Arraes, Jarbas Vasconcelos (eleito e reeleito), Eduardo Campos (eleito e reeleito) e Paulo Câmara.

Cumpriram mandato-tampão durante esse período José Muniz Ramos (terminou o mandato de Marco Maciel), Gustavo Krause (terminou o mandato de Roberto Magalhães), Carlos Wilson (terminou o mandato de Miguel Arraes) e João Lyra Neto (terminou o mandato de Eduardo Campos).

A pesquisa do IPMN/JC foi realizada entre os dias 23 e 24 de março com 2.014 questionários e sua margem de erro é 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

PSB RETORNA ÀS MÃOS DE OUTRO POLÍTICO PERNAMBUCANO


Por aclamação, o diretório nacional do PSB escolheu nesta segunda-feira (13), em Brasília, o pernambucano Carlos Siqueira para substituir o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na presidência do partido.

Siqueira era o secretário-geral e coordenador da campanha de Eduardo à Presidência da República. Após a morte do ex-governador, porém, ele afastou-se da campanha por divergências com Marina. E chegou a declarar numa entrevista que ela não representava o “legado” do ex-governador.

O presidente interino da legenda, Roberto Amaral, não participou da reunião por ter divergido da decisão da maioria do partido de apoiar Aécio Neves (PSDB) para presidente da República.

Segundo ele, o PSB “traiu” o seu próprio ideário ao dar apoio a um “candidato de direita”. A deputada reeleita Luíza Erundina (SP) também não compareceu.

Na nova correlação de forças dentro do partido, destacam-se os Estado de Pernambuco e de São Paulo.

Na eleição de chapa única, o primeiro vice-presidente também será de Pernambuco: o governador eleito, Paulo Câmara. O prefeito de Recife, Geraldo Júlio, será o primeiro secretário.

Já o vice-governador eleito de São Paulo, Márcio França, foi reconduzido à Secretaria de Finanças do partido.

A eleição do pernambucano Carlos Siqueira aconteceu numa reunião a portas fechadas na sede do próprio partido, em Brasília.

Ele foi lançado pela secção pernambucana do partido, que havia se comprometido a apoiar a candidatura de Roberto Amaral, atual vice-presidente. O compromisso, por escrito, foi assumido pelo presidente regional, Sileno Guedes e o prefeito do Recife, Geraldo Júlio.

Porém, como Amaral opôs-se ao apoio do partido a Aécio Neves (PSDB), os pernambucanos desistiram de apoiá-lo e lançaram a candidatura de Carlos Siqueira, que será o terceiro pernambucano a presidi-lo. Os outros foram Miguel Arraes e Eduardo Campos.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

JOÃO CAMPOS: 'A CORAGEM VAI VENCER O MEDO'


Nesta reta final de campanha, o filho mais velho de Eduardo Campos, João Campos, virou um dos protagonistas da Frente Popular. Durante o ato político da candidata à Presidência da República (PSB), Marina Silva (PSB), nesta segunda-feira (29), o sucessor do líder do PSB roubou a cena e fez um discurso encadeado, defendendo, além de Marina, os candidatos da Frente Popular. Ele foi à frente do palco montado no Cais da Alfândega, no bairro do Recife, e enalteceu as ações do pai, sendo interrompido várias vezes por aplausos da militância presente no local.

Antes de morrer meu pai teve coragem de olhar nos olhos da população, com aqueles olhos verdes dele, e trazer o desenvolvimento para o Estado.

Em cada trecho de seu discurso, João Campos tecia comentários sobre os candidatos da Frente Popular. Ele mencionava os postulantes, e os chamava, um a um, para ficar ao seu lado no palco. “Eduardo foi buscar no Sertão esse lutador para disputar o Senado”, disse, em referência a Fernando Bezerra Coelho (PSB).

Líder não se faz, já nasce dessa forma. E por isso meu pai foi buscar essa nova liderança para disputar o governo”, relatou João Campos, chamando o candidato Paulo Câmara (PSB) para ficar do seu lado.

Ele também enalteceu a figura de Marina Silva, relatando sobre sua origem humilde e que será responsável por levar os ideais de Eduardo Campos para o País. “Marina você vai subir junto com Beto Albuquerque a rampa no Palácio do Planalto carregando a bandeira do legado de Eduardo campos”, afirmou.

Por fim, citou a sua mãe, Renata para falar de coragem. “Já aprendi com meu pai e minha mãe que é preciso ter coragem na vida. A coragem vai vencer o medo”, relatou João Campos, numa referência aos ataques que Marina Silva vem sendo vítima.


Com informações de Márcio Didier, editor do Blog da Folha.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

NA REFREGA DO PSB, AMARAL SE COMPARA A MARINA


Josias de Souza


Na briga para permanecer na presidência do PSB até 2017, Roberto Amaral teve de tourear a capitania de Pernambuco, que se julgava herdeira do posto depois da morte de Eduardo Campos. Em privado, Amaral indagou: se Marina Silva era vice na corrida presidencial e virou naturalmente a cabeça da chapa, porque eu, como vice do Eduardo, não seria seu sucessor natural no comando do partido?

Ante a perspectiva de veto, Amaral bateu o pé. Foi preciso um apelo da viúva de Campos, Renata, para que ele concordasse em adiar a eleição da nova Executiva partidária desta segunda-feira para o dia 13 de outubro. Ainda assim, só topou depois que a resistência pernambucana se conformasse em acomodar o emergente prefeito de Recife, Geraldo Júlio, na vice-presidência do partido.

Para tornar-se vice de Marina com o aval da turma de Pernambuco, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) comprometera-se em apoiar o nome de um pernambucano para o comando do partido. Esqueceu, porém, de combinar com os russos.

Movendo-se abaixo da linha d’água, Amaral arrastou o apoio do PSB de São Paulo (Márcio França), do Espírito Santo (Renato Casagrande), do Distrito Federal (Rodrigo Rollemberg), de Minas Gerais (Júlio Delgado) e de outras praças menores. De quebra, dividiu Pernambuco, atraindo para sua canoa o secretário-geral Carlos Siqueira, ex-operador de Miguel Arraes e de Eduardo Campos.

A turma do contra argumentava: na burocracia partidária, quem só ambiciona o poder sem levar em conta todo o resto erra o alvo. Amaral parece guiar-se por outra lógica: quem não ambiciona o poder vira alvo. Vingando sua estratégia, Amaral interromperá um ciclo de 21 anos de presidências pernambucanas no PSB —primeiro com Arraes, depois com Campos.

domingo, 28 de setembro de 2014

EM PETROLINA, JOÃO CAMPOS É RECEBIDO COMO POP STAR

Por JAMILDO



O herdeiro de Eduardo, João Campos, foi a Petrolina participar na manhã deste sábado de uma caminhada da Frente Popular de Pernambuco, com concentração na Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio.

Na noite de sexta-feira, foi recebido como pop star ao chegar ao Aeroporto Internacional Senador Nilo Coelho, em Petrolina, ao lado de Raul Henry, candidato a vice-governador, e a comitiva. O filho de Eduardo foi recebido por jovens e por servidores da educação, levados ao local pelo candidato a deputado estadual, Lucas Ramos (PSB).

“João Campos é mais um símbolo daquilo em que acreditamos, da nova política que o pai dele nos ensinou. Eduardo nos deixou um legado, a esperança de um novo Pernambuco, e vamos levá-lo adiante”, disse Lucas Ramos.

Horas antes, professores, técnicos da educação, merendeiras e estudantes participaram de uma reunião no comitê do candidato em Petrolina. O evento começou com uma grande ciranda, ao som de Madeira do Rosarinho. O deputado federal e candidato à reeleição, Gonzaga Patriota, foi representado pelo sobrinho Pedro Patriota.


Estavam ainda na caminhada os deputados Gonzaga Patriota e Fernando Filho (que busca a reeleição) e os postulantes à Assembléia Lucas Ramos, Miguel Coelho, Vilmar Cappellaro, além do prefeito Doni, de Lagoa Grande, Ronieri Reis, de Dormentes.




quinta-feira, 25 de setembro de 2014

" O LEGADO DE EDUARDO É DE TODOS OS PERNAMBUCANOS "




Por Wilson Monteiro

Linda foto, mas não devemos ser elevados a categoria de idolatras, isso é o que segmentos da imprensa pretendem. Se alguém fala mal de Eduardo só estimula pessoas que querem que o nome dele seja citado até o dia 5 de outubro.

Eu lembro de Eduardo, dos belos discursos no Sertão, do caminhar dele ao lado de Dona Renata Campos. Lembro-me de uma foto dos dois, Eduardo e Renata, numa praça de uma cidade do interior que esteve durante as férias. Agora, entendo que Paulo Câmara deve falar mais dele a falar do legado de Eduardo Campos. O legado do ex-governador é patrimônio de todos os pernambucanos, natos e adotivos.

Fonte: Magno Martins

AÉCIO ATRIBUI A CAMPOS SUAS DEBILIDADES EM MG

Josias de Souza


Aécio Neves chega à beira da urna como um candidato correndo atrás de uma explicação. Tomado pelas pesquisas, o desempenho do presidenciável tucano ficou aquém do planejado até mesmo em Minas Gerais, de onde Aécio esperava extrair uma votação exuberante. Hoje, segundo o último Ibope, Dilma Rousseff (32%) disputa os votos dos mineiros com Aécio (31%) em condições de igualdade.

Por quê? “Acho que essa eleição teve um trauma grande com a morte de Eduardo Campos, inclusive em Minas”, disse Aécio nesta quarta-feira. “São duas eleições [antes e depois da morte de Campos]. O fato consistente dessa pesquisa é que estamos crescendo. Vamos chegar na frente em Minas. É uma oportunidade que o Estado não pode perder. Vim buscar em Uberaba a força para esse chamamento pela nossa candidatura.''

Como se vê, Aécio ainda não encontrou uma boa explicação.

Fonte: Josias de Souza

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

RENATA CAMPOS, O TRUNFO DA CAMPANHA

Do Diario de Pernambuco – Rosália Rangel

Da condição de esposa, mãe e militante política, a ex-primeira-dama do Estado Renata Campos passou a ser vista por uma ótica diferente. No dia 13 de agosto, ela saiu dos bastidores para conviver com uma nova realidade. Com a morte do ex-governador Eduardo Campos, em um acidente aéreo, na cidade de Santos, litoral de São Paulo, ela se transformou em uma espécie de “amuleto” para o partido e aliados. Passado mais de um mês do acidente, aumenta a expectativa sobre a participação dela na campanha do candidato da Frente Popular ao governo do Estado, Paulo Câmara (PSB).

Sobre esse assunto, socialistas mais próximos garantem que não existe estratégia definida. Nos bastidores comenta-se que Renata poderá ser acionada caso a campanha fique mais acirrada com o candidato Armando Monteiro Neto (PTB). Seria um trunfo guardado na manga na camisa. 

Mesmo sem um planejamento, alguns reconhecem que a imagem da ex-primeira-dama poderá ser captada para o guia eleitoral em eventos de maior peso, a exemplo da visita da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, na próxima terça-feira, ao interior do Estado.

Fonte: Blog do Magno Martins

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

MISSA DE 1 MÊS DE EDUARDO ACONTECE SÁBADO


Do blog de João Alberto

Familiares de Eduardo Campos organizam, neste sábado, a missa de 30º dia da morte do governador Eduardo Campos. Será na Igreja de Casa Forte, às 19h, em cerimônia religiosa comandada por Padre Edwaldo.

Também neste sábado, está marcada a missa para o jornalista Carlos Percol, que morreu no mesmo acidente aéreo. Será às 10h, na Igreja da Nossa Senhora da Boa Viagem, na pracinha do bairro.


Fonte: Blog do Magno Martins

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

FILHOS DE EDUARDO REFORÇAM CAMINHADA DE CÂMARA



Do Diario de Pernambuco

A caminhada de Paulo Câmara, ontem, em Caetés I, Abreu e Lima, foi diferente. A atração principal não foi o socialista, mas dois filhos do ex-governador Eduardo Campos, Pedro e João Campos. Foi a primeira vez após a morte do pai que eles participaram de uma caminhada. Mesmo debaixo de chuva, militantes e populares fizeram questão de cumprimentá-los. Pediram, inclusive, permissão para fazer “selfies” (autoretratos com o celular). Os dois foram bastante assediados e não recusaram qualquer contato.

Pedro conversou rapidamente com a reportagem do Diario de Pernambuco e comentou que ele e o irmão já estavam querendo participar antes dos eventos de campanha. “Nós que ligamos para o pessoal. Já estávamos querendo vir”, disse. Em vários momentos, agiram como viram tantas vezes o pai fazer, cumprimentando e acenando para as pessoas.

Questionado sobre a participação da mãe Renata na reta final da campanha, limitou-se a dizer. “Agora não, ela tem que cuidar de Miguel”, completou Pedro, fazendo referência ao irmão que nasceu em janeiro. No fim do ano passado ventilou-se nos bastidores a possibilidade de João Campos, estudante de engenharia da Universidade Federal de Pernambuco, se candidatar a deputado federal, mas a ideia acabou não sendo levada em frente.




Fonte: Blog do Magno Martins

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O ESCÂNDALO DA REFINARIA DE PERNAMBUCO, SEGUNDO EDUARDO CAMPOS

Blog de Magno Martins:

(...) Numa das últimas viagens com ele, ainda governador, quando estava sendo cogitada a convocação dele para uma comissão especial da Petrobras no Congresso, lhe perguntei sobre o que acontecia nesse escândalo da Refinaria Abreu e Lima.

Ele me disse com muita ênfase: “Magno, esse é um dos maiores escândalos de todos os tempos, pois esse projeto era estimado em U$ 2,5 bilhões e já gastaram mais de U$ 21 bilhões, além de um atraso de mais de 300% do tempo. Por isso, que apoiei a CPI da Petrobras e vou fazer de tudo para sabermos a verdade nua e crua”.

Pelas suas contas, se não me falha a memória, já haviam sido gastos R$ 40 bilhões a mais do previsto inicialmente, algo realmente absurdo, um escândalo gigantesco que não pode ficar impune, em nenhuma hipótese. Levantei o ponto sobre quererem atingir o governo dele, como o PT quer colocar na CPI.

E ele me disse: “Não tenho nenhum tipo de preocupação, muito pelo contrário, porque tudo e todos devem ser investigados, sem qualquer privilégio, sendo que Suape recebeu um adiantamento e os recursos foram aplicados de maneira exemplar, inclusive cumprindo os prazos e os custos dentro do previsto, ao contrário do não cumprimento da Petrobras que está com tudo estourado de custos e prazos”.

Acrescentei outra pergunta sobre a razão de Paulo Roberto Costa ter incluído o nome dele como testemunha e Eduardo me respondeu: “Esse Paulo Roberto Costa se revelou um grande bandido, membro de uma gangue chefiada pelo PT e só faz o jogo do poder. Ele pensa que vai me intimidar, mas não tenho um segundo de temor e vou jogar tudo o que posso para desvendar todos os membros dessa quadrilha”.

Disse que sabia que ele, o Paulo Roberto, estava fazendo o jogo do PT e que iria enfrentar os dois sem nenhum tipo de medo, porque tinha consciência total e completamente tranquila. Ou seja, senti uma segurança absoluta de Eduardo Campos quanto a este assunto.

Ele não tinha o que esconder, ainda mais porque tinha duas CPIs dominadas pelo PT querendo fazer tudo para destruí-lo, além da investigação comandada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

Em suma, dá para entender que a matéria da Veja tem a ver com uma vingança de Paulo Roberto Costa e sua gangue responsável pela maior estrutura de corrupção que se tem conhecimento deixando o "mensalão" como uma pelada infantil.

Leia mais em Uma pelada infantil



Eduardo Campos
Fonte: Blog do Ricardo Noblat


domingo, 7 de setembro de 2014

ATACAR UM MORTO É UMA SÓRDIDA COVARDIA


A revista Veja em sua capa traz uma matéria que pode ser uma bomba a detonar a candidatura da presidente Dilma. O que nos interessa agora é uma ilação representando algo muito estranho.

Na referida reportagem, vem algo extremamente espúrio: procuram colocar Eduardo Campos no meio dessa confusão monumental conduzida pelo ex-todo-poderoso da Petrobras.

Em primeiro lugar, não pode haver covardia mais sórdida do que atacar um morto. Esse movimento contra Eduardo é algo de uma indignidade sem qualquer limite. Trata-se da mais absurda podridão humana, especialmente contra sua família, sobretudo a viúva e os filhos ainda adolescentes.

Em segundo lugar, só pode ser algum tipo de vingança por conta da postura sempre corajosa que Eduardo tinha em favor de se aprofundar as investigações e definir punições exemplares contra os malfeitos realizados na Petrobras como um todo e, especialmente, a roubalheira na construção da Refinaria Abreu e Lima.

Certamente, devem existir vários interesses ocultos por detrás desses movimentos. Mas não podemos deixar no silêncio os ataques putrefatos contra a memória de Eduardo Campos e da família ainda sofrendo as tristezas do luto.



Fonte: Blog do Magno Martins

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

EMOÇÃO, CHORO E SAUDADE NA HOMENAGEM A EDUARDO CAMPOS



A sessão solene realizada, ontem, na Câmara dos Deputados para homenagear o ex-governador Eduardo Campos e o ex-deputado federal Pedro Valadares (PSB-SE) foi pontuada pelo clima de comoção, tanto da parte dos parlamentares quanto de parentes e amigos que exaltaram a importância dele na cena da política nacional.

O líder do PP, deputado Eduardo da Fonte (PE), destacou que aprendeu muito com Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no dia 13 de agosto. O parlamentar conviveu com o ex-governador no período em que ele governou Pernambuco.

“Ele me fez conhecer como são feitas as coisas da política. É uma tragédia que, com certeza, nos deixou órfãos de esperança e de realizações”, lamentou. Ele também pediu orações para as famílias de Campos, do ex-deputado Pedro Valadares e das outras cinco pessoas mortas no acidente.

O deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE) declamou o poema “O Filho”, de Maximiano Campos, pai de Eduardo Campos. O texto foi escrito em homenagem ao nascimento do ex-governador pernambucano, em 1965.

Inocêncio destacou a trajetória política de Eduardo Campos, desde os tempos de menino até a morte trágica, evidenciando o carinho de Campos pelas pessoas pobres. Disse ainda que Valadares era um homem alegre e articulador, motivo pelo qual foi convidado a integrar a campanha presidencial de Eduardo Campos.

Solidariedade

O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), prestou solidariedade às famílias de todos que morreram no acidente ocorrido em Santos (SP). Segundo ele, a trajetória política de Campos é brilhante. “Ele foi um vencedor na politica, sonhou com um estado mais justo e um Brasil melhor. Infelizmente, não teve oportunidade de colocar em prática seus planos para o País”, declarou Filho.

O parlamentar acrescentou que, apesar de estarem em campos políticos opostos, Campos tinha grandes qualidades humanas: era generoso e capaz de atitudes de grandeza. Ele lembrou que, durante a posse do atual governador de Pernambuco, João Lyra, Campos se emocionou ao falar de sua mulher, Renata Campos. “Sua maior amiga foi Renata Campos”, frisou o líder do DEM. Mendonça Filho comentou que sua homenagem é ao político, ao homem público, mas, principalmente, ao pai e marido Eduardo Campos.

O líder do PSD, deputado Moreira Mendes (RO), ressaltou que a morte de Eduardo Campos causou enorme comoção no País. “Neste momento de profunda dor, nosso partido se associa às homenagens a esse grande brasileiro”, afirmou. O parlamentar destacou o carisma de Campos, sua carreira política e o compromisso com o Brasil. Segundo Mendes, o legado do ex-governador de Pernambuco constará na história do País.

O líder do PSDB, deputado Antônio Imbassahy (BA), disse que Campos era protagonista da renovação política brasileira. “Uma sólida história familiar, um excelente gestor e governador do estado de Pernambuco”. Conforme ele, o ex-deputado Pedro Valadares, outra vítima do acidente aéreo que tirou a vida de Campos, também representou esperança e otimismo com o futuro do Brasil.

Imbassahy destacou a relação cordial entre Campos e PSDB e ressaltou o rompimento do político do PSB com o governo federal para ocupar um espaço na oposição. Dirigindo-se à mãe de Campos, ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes, Imbassahy afirmou que a herança de Campos para a política é motivo de orgulho. “Eduardo Campos é fonte de inspiração na política”, frisou o parlamentar.




Fonte: Blog do Magno Martins

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

IRMÃO DE CAMPOS PLANEJA ENTRAR PARA A POLÍTICA

:

O advogado e filho da ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes, Antônio Ricardo Acciolly Campos, vai entrar para a política. Tonca, como é mais conhecido em Pernambuco, é irmão do ex-governador e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, que faleceu em virtude de um acidente aéreo ocorrido na última quarta-feira (13), em Santos, litoral paulista. "Devo entrar para a política. Não agora, não é a hora", disse ao jornal Estado de São Paulo. Segundo ele, sua "missão neste momento é preservar o legado de Eduardo Campos e de Miguel Arraes [avô e ex-governador de Pernambuco]".

Antônio Campos é filiado ao PSB, assim como a viúva de Eduardo, Renata Campos. Renata chegou a ter o seu nome especulado para ser a vice de Marina Silva, que ascendeu a posição de candidata à Presidência da República pelo PSB com a morte do correligionário.
O advogado pernambucano, que sempre atuou como consultor e na área jurídica das campanhas do PSB, ainda não decidiu se deverá lançar-se candidato nas próximas eleições municipais, em 2016, ou em 2018. 

No momento, ele estaria buscando evitar algum embaraço político em relação a Renata Campos, que após a morte do marido passou a ter um papel de destaque nas campanhas de legenda em nível nacional e estadual. Um outro ponto está no fato do filho mais velho de campos, João Henrique (20), também estar se preparando para assumir a condição de herdeiro político do pai.

No momento, Antônio Campos deverá continuar atuando nos bastidores, tendo como uma de suas principais atribuições fazer a articulação entre os 21 partidos que integram a Frente Popular de Pernambuco, coalização de legendas que asseguraram a base do governo Eduardo Campos.




Fonte: Portal 247 PE

terça-feira, 19 de agosto de 2014

PARA PERITOS, PEÇA DE AVIÃO QUE LEVAVA EDUARDO, OS FLAPS, PODEM TER CAUSADO QUEDA


As primeiras análises dos restos das peças do Cessna Citation que caiu na quarta-feira, 13, matando o ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência pelo PSB Eduardo Campos e mais seis pessoas apontaram que os flaps do avião estavam recolhidos. O dado sobre o flap é considerado fundamental para a avaliação das causas do acidente. Quando um piloto vai aterrissar, é preciso "baixar os flaps", que são como extensões das asas e ajudam na sustentação e frenagem do avião no solo.

Mas no manual de instrução do jato há uma restrição segundo a qual os flaps não podem ser recolhidos se o avião estiver em velocidade acima de 200 nós, ou seja, acima de 370 km/h.

Assim, se o piloto acelera com os flaps abertos, baixados, depois de uma eventual arremetida com a potência do motor no máximo e acima desse patamar, a recomendação é para que se reduza a velocidade, baixando a altitude, recolha os flaps e aí retome o voo normalmente. A constatação dos peritos não é ainda conclusiva e terá de ser mais detalhada na análise das peças pelos técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Baque

Segundo a instrução do Cessna, se os flaps forem recolhidos com o avião a mais de 370 km/h, ocorre um "put down" (baque) violento, movimento que puxa o avião para baixo, tirando a estabilidade da aeronave a ponto de desorientar o piloto.

Portanto, para os investigadores, se os flaps estão recolhidos é porque há duas opções imediatas: o procedimento pode ter sido realizado no tempo certo, com velocidade certa, ou o flap foi recolhido após a arremetida, em alta velocidade.

Como o Cessna se acidentou e explodiu ao se chocar com o solo, a análise dos peritos se volta agora para a possibilidade de um eventual "put down", tendo sido motivado por suposto recolhimento do flap acima de 370 km/h, contribuindo, desta forma, para o acidente.

O problema é que, em momentos de decisão e tensão, as operações não são todas feitas seguindo as recomendações. E para dificultar as investigações, na definição das diferentes velocidades adotadas pelo avião quando se aproximava da Base Aérea, o Cessna não tinha, como equipamento de série, um gravador de dados, com informações sobre altitude do avião no momento de suas operações cruciais, como pouso e decolagem e comandos efetuados pelo piloto. Também não foram gravadas as conversas mantidas pelos piloto e copiloto na cabine.

Os investigadores ainda consideram um problema o fato de não existir torre de controle em Santos, que centraliza e armazena vários dados do voo, mas apenas uma estação de rádio controlada por um operador.

Segundo o operador da Base Aérea de Santos, que já foi ouvido informalmente pela comissão de investigação, o piloto da aeronave estava absolutamente tranquilo quando lhe informou que estava arremetendo, assim como quando respondeu que ia esperar o tempo melhorar para tentar nova aterrissagem. Mas há especulações de que ele pudesse estar em uma altitude baixa, que não deu sustentação ao avião, na hora de arremeter. Tudo isso, agravado pelo mau tempo na região.

Segundo informações da Força Aérea, se o avião possuísse um gravador de dados do voo seria possível apontar exatamente a velocidade e altura do avião na hora da arremetida. Mas os militares envolvidos ressaltam que há técnicas na investigação do acidente que permitem que se chegue a uma precisão considerável de importantes dados no momento do impacto, mas não da arremetida.

Segundo os técnicos, até agora, o único choque registrado do avião foi contra o solo, deixando uma cratera de quatro metros.

Fonte: Diário de Pernambuco

domingo, 17 de agosto de 2014

VELÓRIO DE EDUARDO CAMPOS



Vitor Tavares/G1

Entorno do túmulo onde será sepultado ex-governador, no Cemitério de Santo Amaro, está lotado de populares. Campos será enterrado ao lado do avô, o também ex-governador Miguel Arraes.



Renan Holanda/G1

João Campos, 20 anos, filho mais velho do ex-governador de Pernambuco, cumprimenta populares de cima do caminhão do Corpo dos Bombeiros que leva corpo do pai para enterro no Cemitério de Santo Amaro. Veículo tem faixa com a frase "Não vamos desistir do Brasil".


Reprodução/TV Globo

Milhares de pessoas tomam Ponte Princesa Isabel, no Centro do Recife, e seguem a pé cortejo para o Cemitério de Santo Amaro.

Mariana Oliveira/G1

Filhos de Campos e mãe do ex-governador, Ana Arraes, aguardam saída do caminhão do Corpo de Bombeiros.

Reprodução/TV Globo

Caixão de Eduardo Campos é colocado no carro dos bombeiros, onde as coroas de flores já haviam sido depositadas.

Reprodução/TV Globo

Imagem do Globocop mostra região histórica do Recife tomada por milhares de pessoas. Cortejo com corpo de Eduardo Campos deve sair em minutos do Palácio do Campos das Princesas para o Cemitério de Santo Amaro.


Katherine Coutinho/G1

Petrúcio Amorim e Maciel Melo cantam músicas em homenagem a Eduardo Campos antes da saída do cortejo do Palácio do Campo das Princesas.

Lucas Liausu/Globoesporte.com

Aécio Neves acompanha missa celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido.

Lucas Liausu/Globoesporte.com

Ex-presidente Lula e prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, acompanham fim da cerimônia no Centro da capital pernambucana.


Lucas Liausu/Globoesporte.com

Bandeira de Pernambuco é exibida em sacada do Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, Centro da capital.


Lucas Liausu/Globoesporte.com

Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) acompanha cerimônia de uma das sacadas do Palácio do Campo das Princesas, Centro do Recife.


Reprodução/TV Globo

Filhos de Campos gritam, junto com a multidão, o coro: "Eduardo, guerreiro do povo brasileiro"!



Mariana Oliveira/G1

Termina missa campal na Praça da República, mas público continua entoando cânticos religiosos.


Katherine Coutinho/G1

Palco na Praça da República fica repleto de parentes amigos e autoridades.

Mariana Oliveira/G1

No palco, entre as autoridades, Dilma Rousseff e Aécio Neves estão muito próximos um do outro, com Lula entre eles.


Lucas Liausu/Globoesporte.com

Blocos líricos fazem homenagem a Eduardo Campos em frente ao Palácio do Campo das Princesas.


Lucas Liausu/Globoesporte.com

Multidão acompanha missa pelos telões instalados na Praça da República, no Recife.


Fernando Rêgo Barros/TV Globo

Fila para ver os caixões chega à Ponte Princesa Isabel.


Márcio Fernandes/ Estadão Conteúdo

Dilma Rousseff durante o velório de Eduardo Campos.


Reprodução/TV Globo

A presidente Dilma Rousseff já está em frente ao Palácio do Campo das Princesas, no velório de Eduardo Campos. Ao aparecer no telão, a presidente foi vaiada.


Reprodução/TV Globo

Renata Campos e os filhos assistem à missa de corpo presente de Eduardo Campos, no Recife.

Lucas Liausu/Globoesporte.com

José, filho de Eduardo e Renata Campos, deita a cabeça sobre o caixão do pai.


Reprodução/TV Globo

Renata Campos recebe condolências entre os filhos João e Pedro no velório do ex-governador de Pernambuco, no Centro do Recife.

Vitor Tavares/G1

Caixão com corpo de Eduardo Campos é retirado de viatura do Corpo dos Bombeiros.

Luna Markman/G1

Três filhos de Campos – João, Pedro e Maria Eduarda – acenam para o público na chegada ao Palácio do Campo das Princesas. Eles fizeram percurso da Base Aérea, na Zona Sul, até o Centro do Recife no mesmo caminhão dos bombeiros que transportou caixão do ex-governador.

Reprodução/TV Globo

Motoristas param veículos em vias do Recife para se despedir do ex-governador. Cortejo com corpo de Eduardo Campos segue para a sede do governo estadual.

Reprodução/TV Globo

Comitiva aguarda saída dos corpos da Base Aérea do Recife.

Fonte: G1.com


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

COMOÇÃO TOMA CONTA DE MISSA NA CASA DE EDUARDO


Aconteceu, há pouco, na casa da família do ex-governador Eduardo Campos, uma missa para as famílias das vítimas do acidente aéreo que aconteceu, ontem, em Santos. A missa foi celebrada pelo Frei Rinaldo e pelo Padre Luciano brito que contou como está o clima dentro da casa. “Dona Renata está serena, sempre com Miguel nos braços. Pedro, filho do casal, fez uma leitura bíblica no livro de Jó bastante emocionado, o clima é de profunda tristeza”, disse o padre.


Cecilia Ramos, viúva de Carlos Percol, disse que aprendeu com Percol a transformar os momentos ruins em bons. “Falei com ele na madrugada em que Eduardo deu entrevista ao Jornal Nacional, estávamos muito felizes”, confessou Cecilia.

Presente durante a cerimônia, o ex-secretário de imprensa de Pernambuco, Evaldo Costa, falou sobre a missão do prefeito de Recife, Geraldo Júlio (PSB) neste momento. “Geraldo tem a responsabilidade de puxar o cordão. Ele reúne as condições políticas necessárias para puxar o barco daqui pra frente”, afirmou.

Tadeu Alencar, candidato a deputado federal e ex-secretário da casa civil durante o Governo de Eduardo, comentou sobre o período que passou com Campos e qual legado ele deixa para o País. “Acompanhei durante sete anos o Governo de Eduardo e foi uma gestão marcante. Voltada para a melhoria de vida do povo pernambucano. Ele deixa um vazio na política, na família e nos tantos amigos que fez. A única maneira de superar é dar sequência ao projeto de Eduardo”, disse Tadeu.


Blog do Magno Martins 

AERONÁUTICA SEM PRAZO PARA CONCLUIR LEITURA DE CAIXA-PRETA



BRASÍLIA (Agência Brasil) – Peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já iniciaram o trabalho de coleta das informações registradas pela caixa-preta do avião em que viajava a comitiva do presidenciável Eduardo Campos e que caiu na quarta-feira (13), em Santos (SP). Segundo a assessoria da Aeronáutica, a degravação da conversa entre os pilotos ainda não tem prazo para ser concluída.

Ainda de acordo com a Aeronáutica, as normais internacionais, também adotadas pelo Brasil, não estipulam prazos para a conclusão das investigações de acidentes aéreos, pois os cronogramas são definidos em função da complexidade de cada caso. No caso específico, o trabalho está sendo inicialmente considerado complexo devido aos danos na aeronave e na caixa-preta. Segundo os técnicos militares, a preservação dos registros, entretanto, só poderá ser avaliada após a abertura do equipamento.

O gravador de voz do Cessna 560XL chegou a Brasília (DF) no fim da noite dessa quarta-feira (13) e foi imediatamente encaminhado ao Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo do Cenipa, onde será desmontado para que os peritos possam retirar os chips com os áudios e avaliar as condições de leitura dos dados.

O modelo da aeronave usada por Campos só tinha uma caixa-preta, o chamado cockpit voice recorder (CVR), que grava os sons internos da cabine, principalmente as conversas entre os pilotos. Diferentemente de aeronaves de maior porte, o jatinho executivo não é obrigado a ter o mecanismo chamado flight data recorder (FDR), que registra os parâmetros de voo, como a velocidade, as posições em que estavam posicionados os manetes e quais os comandos que foram acionados.

A investigação a cargo do Cenipa tem o objetivo de esclarecer os fatores que contribuem para um acidente aeronáutico, e não para apontar culpados e responsabilizá-los criminalmente. A partir das conclusões, as autoridades militares podem recomendar uma série de mudanças que contribuam para melhorar a segurança de voo, prevenindo novas ocorrências pelos mesmos motivos. Suas conclusões, contudo, costumam ser levadas em conta pelo Ministério Público na hora de denunciar os responsáveis.

O avião da comitiva do ex-governador de Pernambuco caiu por volta das 10h dessa quarta-feira (13). Quando se preparava para o pouso, a aeronave arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com o avião. Os dois tripulantes da aeronave e os cinco passageiros morreram. Onze pessoas que moravam ou estavam próximos ao local do acidentes sofreram ferimentos e tiveram que ser atendidas em unidades hospitalares. O único ferido que ficou internado, uma criança de 1 ano e meio, deixou a Santa Casa de Misericórdia de Santos essa manhã.

Segundo o Comando da Aeronáutica, o Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino à Base Aérea de Guarujá, também conhecida como Aeroporto de Guarujá. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião estava com o certificado de aeronavegabilidade e a inspeção anual de manutenção em dia




Fonte: Blog da Folha

LUTO E RESISTÊNCIA




Assim como a vida, a política não tem um traçado lógico. Os fios que sustentam todas expectativas humanas são frágeis e traiçoeiros e, dentro dessa imprevisibilidade tão devastadora, o Brasil hoje está diante de uma nova realidade difícil de ser aceita e compreendida. A morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB) é uma tragédia com um impacto político de tal magnitude que é preciso um tempo para que as ideias se reestabeleçam. Só a dor é imediata – essa dor que machuca os familiares, entristece os brasileiros, emudece os pernambucanos, e que estabelece um vácuo de liderança e uma interrogação sobre o futuro de aliados e adversários, às vésperas de uma eleição presidencial.

Visto como símbolo da renovação política no Brasil, Eduardo foi o único governador da geração de 2006 que não saiu de cena desde o primeiro dia do seu mandato e que movimentava a sucessão presidencial com a pregação da mudança. Essa era a tônica da campanha, dentro da tese que todas as eleições têm ondas que as definem. Agora, a partir do desaparecimento de Eduardo, a questão emocional vai se impor e Marina Silva tem a obrigação de ser a candidata do PSB à Presidência da República. Há, no entanto, de se dar uma trégua para que a ex-ministra tenha condições de aceitar essa fatalidade política, lembrando também que, por ser a candidata a vice-presidente ela não assume automaticamente a cabeça da chapa.

Em São Paulo, centro nervoso das discussões nacionais, lideranças políticas e do mundo financeiro e econômico já arriscavam prognósticos sobre a sucessão presidencial com a morte do ex-governador pernambucano. As maiores apostas convergiam para uma possível vitória da presidente Dilma Rousseff (PT), a qual num gesto de delicadeza e sensibilidade suspendeu as atividades de sua campanha por três dias. Em segundo lugar, manifestou-se uma expectativa a favor do candidato Aécio Neves (PSDB), tão fragilizado ao falar sobre o amigo morto. Por fim, uma torcida por Marina, que lembrou aos brasileiros que o desaparecimento do seu companheiro de chapa exige luto e resistência – sem dúvida, o melhor recado político em um dia de tanto pesar.

Neto de Miguel Arraes, Eduardo seguiu à risca os passos do avô e, por uma dessas coincidências inexplicáveis, morreu no mesmo dia do ex-governador. Eduardo era a face renovada de Arraes. Tinha um olhar direcionado para as periferias, para os pobres, para os necessitados e, à sua maneira, também sabia instigar os adversários. Construiu sua carreira sempre no PSB e se colocava como a alternativa para quebrar a polarização PT e PSDB.

Tão logo sua morte foi anunciada pelas emissoras de televisão esta colunista recebeu telefonemas de pessoas que, de uma maneira ou de outra, foram beneficiadas por ações do seu governo. Testemunhos dessa natureza podem redirecionar a sucessão estadual, beneficiando Paulo Câmara (PSB), candidato a governador pela Frente Popular, cujos índices de intenção de voto não são animadores. Em meio ao luto, esses foram temas analisados em voz baixa. Ontem, ninguém se sentiu à vontade para grandes previsões, embora todos estivessem conscientes de que uma nova realidade já está imposta e que poderá afetar também a trajetória do adversário Armando Monteiro Neto (PTB).

Até nós, jornalistas, trabalhamos quase em silêncio. Mas tínhamos que entrevistar, conter a emoção, registrar e escrever, assim como fariam nossos colegas de profissão Carlos Percol, Marcelo Lyra e Alexandre Severo, que estavam com o ex-governador Eduardo Henrique Accioly Campos. O outro lado do luto é a resistência.

Foto: Helder Tavares/DP/D. A. Press




Fonte: Diário de Pernambuco, por Marisa Gibson