Por Magno Martins.

Agora é pra valer!
Um dos parlamentares mais antigos do Congresso, já no 10º mandato consecutivo, o deputado Inocêncio Oliveira (PR) já anunciou por várias vezes a decisão de encerrar a carreira, mas em todas as manifestações recuou.
Por isso mesmo, há uma descrença na informação antecipada, ontem, por este blog, de que não seria candidato à reeleição. Agora, entretanto, a decisão não tem volta.
Com dificuldades de audição e de mobilidade, esta prejudicada por um tratamento no joelho que parece não ter fim, Inocêncio resolveu pendurar as chuteiras.
Na manhã de segunda-feira passada formalizou a decisão ao governador Eduardo Campos (PSB). O deputado não deixa a vida pública. Pretende continuar influenciando com o seu grupo político.
Tanto que o seu candidato a federal e, consequentemente, herdeiro político em Brasília, será o primo e afilhado Sebastião Oliveira, deputado estadual.
Para ocupar a vaga deste na Assembleia Inocêncio está apoiando um trio também muito fiel: ex-deputado José Marcos, o deputado licenciado Alberto Feitosa, secretário estadual de Turismo, e o ex-prefeito de São José do Belmonte, Rogério Leão, que ocupa, no momento, a presidência do Porto do Recife.
Filho de Serra Talhada, terra de Lampião e Agamenon Magalhães, Inocêncio é dono de um magnífico patrimônio eleitoral no Sertão. Na última eleição, foi o terceiro deputado mais votado da bancada federal, superando a casa dos 198 mil votos.
Com mais de 50 anos de atividade política, ocupou todos os cargos de comando na mesa diretora da Câmara, entre os quais a presidência no biênio 93-94, quando então ocupou por diversas vezes, interinamente, a vice-presidência da República, substituindo Itamar Franco quando este se ausentava do País em missões internacionais.
REVOADA– As informações que chegam de Brasília dão conta de que mais de 100 deputados federais irão mudar de partido até o próximo dia 5, quando vence o prazo do troca-troca partidário. Os partidos que mais inchariam seriam o Solidariedade, criado por Paulinho da Força Sindical, e a Rede de Sustentabilidade, de Marina, este se vier a ser regularizado pelo TSE.
PSB faz cooptação–

Em Pernambuco, haverá muitas surpresas ainda em relação ao troca-troca partidário. Depois do deputado André Campos, que saiu do PT e ingressou no PSB, estariam debandando Clodoaldo Magalhães e Marco Antônio Dourado, do PTB para o PSB, e Isaltino Nascimento, do PT para o PSB.
Mais troca-troca– Quanto à bancada federal, o primeiro deputado a confirmar migração partidária foi Augusto Coutinho, do DEM para o Solidariedade. Fala-se, entretanto, que Paulo Rubem Santiago, atualmente no PDT, também se mudaria para o partido de Paulinho da Força Sindical. Com mandato estadual, mas candidato a federal, Tony Gel trocaria o DEM pelo PMDB.
Espólio de Serra– Se José Serra não vier a ser candidato a presidente, 11,64% dos eleitores migrariam para o candidato do PSB, Eduardo Campos, mas a grande maioria – 28,86% - votaria em Marina Silva (Rede). Do mesmo partido de Serra, Aécio Neves atrairia 19,42%, segundo pesquisa do Instituto Paraná postada ontem no site do jornal O Globo.
Quociente complicado –
Com dificuldades de reeleição no DEM, o deputado federal Augusto Coutinho tem que abrir o olho em relação ao partido da Solidariedade. Mesmo que a Central Sindical (Força Sindical) seja colocada à disposição dos seus eventuais deputados, não será tão simples assim atingir o quociente eleitoral nos 27 Estados.