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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Haddad quer quebrar ainda mais as prefeituras



Do Blog de Edmar Lyra.

A proposta de Fernando Haddad de aumentar em 20% o Bolsa Família geraria um déficit de 5 bilhões nas contas do governo, cujo valor ainda não se explica de onde viria. Porém o maior problema está em aumentar o mínimo acima da inflação. Esse projeto desesperado de Haddad traria dois problemas imediatos. Primeiro acentuaria a crise fiscal quebrando ainda mais as prefeituras que não possuem receita suficiente para bancar um salário mínimo que cresça acima da inflação e a própria inflação seria aumentada, uma vez que a irresponsabilidade fiscal do eventual governo Haddad teria como consequência imediata um sobrepreço nos produtos e serviços uma vez que aumentaria o custo das microempresas para continuarem existindo, o que traria uma consequência ainda mais devastadora que seria o aumento do desemprego.

domingo, 9 de setembro de 2018

Dilma falou besteira

Por Magno Martins 
Carlos Brickmann

O dilema dos outros - Dilma Rousseff é coerente: falou besteira. Acusou a vítima pelo ataque. Mas a posição oficial do PT é condenar o atentado. É a posição de todos os partidos. Mas a preocupação é outra: como ajustar a propaganda diante dos novos fatos.

O mais preocupado é Alckmin: ele era quem mais criticava Bolsonaro, em busca das intenções de voto tucano que tinha migrado. Na campanha, Alckmin era o administrador sensato, capaz de pacificar o país, e Bolsonaro um político descontrolado, uma espécie de petista visto pelo espelho.

Se os anúncios eram ou não eficientes, ainda não dá para saber. Mas eram vistos, e não só na TV, onde Alckmin tem quase a metade do tempo disponível: segundo O Globo, meio milhão de pessoas viram dois dos vídeos na Internet, e os outros também tinham audiência.

Só que agora não dá para atacar Bolsonaro, que é vítima; nem deixar de atacá-lo, pois aí fica difícil retomar os eleitores perdidos para ele. O PT só não tem esse problema porque precisa explicar que Lula agora é um universitário de terno e gravata, com sobrenome árabe, que não consegue falar sobre nenhum assunto, nem sequer dar um bom-dia, depois de visitar Curitiba.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

PT dá a Haddad estrutura de candidato a presidente



Postado por Magno Martins



Dirigentes, porém, resistem a emitir sinais indicando que partido já dá Lula fora da disputa

Marina Dias e Catia Seabra – Folha de S.Paulo

Com aval do ex-presidente Lula, Fernando Haddad, candidato a vice na chapa do PT ao Planalto, montou uma estrutura de campanha que inclui assessoria e segurança que serão custeados pelo partido.

O fotógrafo Ricardo Stuckert foi designado diretamente por Lula para acompanhar Haddad, em uma demonstração de que o ex-prefeito de São Paulo é sua aposta para substitui-lo quando a Justiça Eleitoral o declarar inelegível.

Um dos principais assessores de Lula, Stuckert está na equipe desde o dia 5 de agosto, quando o PT oficializou Haddad como vice na chapa à Presidência. Os demais integrantes do staff foram escalados esta semana, em movimento que ainda esbarra na resistência de parte da cúpula petista, que gostaria de retardar a largada oficial de Haddad.

Dispostos a deter o avanço do ex-prefeito, integrantes do partido criaram uma espécie de “comando maior”, sob o qual estariam subordinadas decisões de campanha como agenda de viagens e concessão de entrevistas.

Liderado pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, esse grupo inclui ainda o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli e o ex-ministro Ricardo Berzoini. A tese desses petistas é de que colocar Haddad na rua pode reforçar a ideia, já corrente, de que Lula não será de fato candidato.

Alheio a esse argumento, o próprio Lula autorizou que a equipe de Haddad iniciasse os trabalhos na véspera do registro de sua candidatura no Tribunal Superior Eleitoral, que ocorrerá nesta quarta (15).

O ex-presidente fez prevalecer sua avaliação de que o ex-prefeito deve ser seu porta-voz, desde que reafirmando sua candidatura e compromissos programáticos.

Além do fotógrafo, o candidato a vice petista escalou homens de sua confiança para a equipe, como Laio Morais, espécie de secretário pessoal, Nunzio Briguglio, assessor de imprensa, e Frederico Assis, que cuidará de sua agenda de compromissos. Amigo do ex-presidente, o ex-ministro Luiz Dulci será o coordenador de agenda da campanha. Já Marco Aurélio Ribeiro, emissário de Lula na prisão em Curitiba, também vai colaborar com Haddad.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Marília Arraes critica PSB e espera recurso ao diretório nacional

  Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem

Publicado por Amanda Miranda em Eleições 2018

A esperança dos aliados de Marília Arraes, que teve a candidatura rifada pela Executiva Nacional do PT nesta quarta-feira (1º), está no diretório nacional do partido. Um grupo dez petistas, incluindo o pernambucano Múcio Magalhães, decidiu apresentar um recurso contra a decisão da executiva de apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB) em Pernambuco.

“É um esforço feito dentro de gabinetes, que não tem dialogo com a base, com a militância”, reclamou Marília Arraes em coletiva de imprensa esta noite.

No texto do recurso, os petistas afirmam que “o resultado concreto das negociações com o PSB resultaram no ‘não apoio’ formal e nacional, e portanto não está dentro do que pode ser considerado dentro dos interesses partidários para vencer as eleições 2018”.

O argumento também foi usado por Marília Arraes. “O que aconteceu e que já foi algo anunciado é que o núcleo político que está aí, o governador Paulo Câmara e sua entourage, não têm força política para levar o PSB a apoiar o PT”, afirmou.

“A candidatura tomou um corpo grande e assustou muito os nossos adversários, que hoje estão tentando se manter a todo custo no poder e fazem todo tipo de manobra para tentar evitar que a gente tenha essa candidatura, que é uma candidatura hoje que o Estado todo sabe que ganha a eleição”, disse ainda.

» PT mantém encontro em Pernambuco, mas sugere voto concordando com decisão nacional

A executiva nacional do PT decidiu, por 17 votos a oito, apoiar a reeleição do governador de Pernambuco Paulo Câmara, fechando aliança com o PSB. Apesar disso, os socialistas não integram oficialmente a chapa petista nacionalmente, condição que era colocada antes.


Com a proximidade das convenções e a possibilidade de o PSB marchar com Ciro Gomes, presidenciável do PDT, no entanto, o PT decidiu ceder. A expectativa é de que no próximo domingo (5), na convenção nacional do partido, seja decidido pela neutralidade dos socialistas, liberando os estados.

Haverá acordos entre PT e PSB na Paraíba, no Amapá e no Amazonas, além de Pernambuco.

Reuniões nacionais

De acordo com a deputada estadual Teresa Leitão (PT), que integra o diretório nacional, haverá uma reunião na próxima sexta-feira (3). Além dela, vão ao encontro Sheila Oliveira, secretária de Comunicação em Pernambuco, e Vivian Farias, dirigente partidária.
As três também participam nesta quinta-feira (2) do encontro de delegados de Pernambuco, em que 300 petistas vão votar entre a candidatura própria ou a aliança. Mais cedo, a executiva estadual orientou, em nota, a seguir a decisão da executiva nacional, ou seja, votar pelo apoio a Paulo Câmara.
No sábado (4), haverá um encontro nacional do PT. O partido tem até o domingo (5) para decidir, prazo final para a realização de convenções e data dos encontros do PSB nacionalmente e em Pernambuco.

Antes da coletiva de imprensa, entrevistada durante a eleição da presidência da Assembleia Legislativa, Teresa Leitão havia adotado um discurso crítico à negociação da aliança.
“A condução foi péssima, não respeitou nenhum processo de debate. Teve veto, esconde-esconde de deliberação, isso tudo contribui para você não acatar. Já está rachado o partido e a condução não foi de busca da unidade, foi de ter vitórias e derrotas”, afirmou. “O impacto é o acirramento interno, é a militância pedindo desfiliação”.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

O nome preferido de Lula



Posted By João Alberto


Jaques Wagner/Divulgação

Muitos petistas defendem o nome de Jaques Wagner, como candidato a presidente. Fazem projeções de que só com os votos da Bahia, ele poderia chegar a 5% das intenções de votos nas pesquisas. Outro nome, Fernando Hadadd, não passa de 3%. Muitos petistas também asseguram que ele Jaques Wagner é o nome preferido por Lula.

terça-feira, 31 de julho de 2018

PT negocia neutralidade do PSB em troca de retirar candidatura de Marília

Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem

Publicado por Douglas Fernandes em Eleições

Estadão Conteúdo – Dirigentes do PT disseram nessa segunda-feira (31) durante reunião do Conselho Consultivo do partido, em São Paulo, que os petistas não negociam mais uma coligação nacional com o PSB. O objetivo do PT, agora, é evitar que o PSB se alie formalmente a Ciro Gomes (PDT), e libere suas lideranças estaduais para apoiar o candidato a presidente que considerem melhor.

A negociação passa por acordos entre PT e PSB em Pernambuco e Minas Gerais. Em Pernambuco, o PT forçaria a saída de sua pré-candidata, a vereadora Marília Arraes, abrindo caminho para a candidatura à reeleição do governador Paulo Câmara (PSB). Em Minas, seria o inverso. O ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) abandonaria a disputa, em favor do petista Fernando Pimentel, que concorre à reeleição.


O PT já adiou duas vezes o encontro nacional que vai definir a posição do partido em Pernambuco em nome das negociações com o PSB. Segundo petistas pernambucanos, Marília tem hoje a maioria do diretório estadual.


O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, negou os termos da negociação. Segundo ele, a possibilidade de apoiar o PT ainda não foi totalmente descartada. No domingo, o partido vai decidir entre uma coligação com os petistas, apoio a Ciro ou liberar as lideranças estaduais. O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), defende uma candidatura própria, mesmo que seja para perder a eleição. França não quer abrir mão do tempo do partido no horário eleitoral da TV, mas é minoria.

“Não discuti isso (acordo regional envolvendo Lacerda) com ninguém. O PT condicionou a retirada da Marília a um acordo nacional”, afirmou Siqueira.

O PT ainda negocia alianças com o PROS e o PCdoB. Segundo dirigentes do partido, emissários levaram ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pela Lava Jato e preso em Curitiba, a sugestão de que Manuela d’Ávila, pré-candidata do PCdoB, seja a vice na chapa petista. Lula não se manifestou.

A escolha do vice é motivo de divergências no PT. Correntes influentes dizem que o partido deve escolher logo um nome dentro de suas próprias fileiras. Um grupo prefere que o vice seja um nome “fraco”, que não seja visto como possível “plano B” a Lula. Outros petistas acham melhor que o vice seja o possível substituto de Lula.

Presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (PR) publicou um texto na página do partido no qual critica lideranças da esquerda que admitem uma eleição sem Lula.

Bem alimentado, Lula terceirizou greve de fome




Josias de Souza




Seis militantes de movimentos sociais iniciam nesta terça-feira, em Brasília, uma greve de fome pela libertação de Lula. Comandante do ''exército do MST'', João Pedro Stédile declarou que o tempo de duração da greve será determinado pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal.

“Ela foi indicada para respeitar a Constituição”, disse Stédile, ao lado dos companheiros que prometem fechar a boca. “Tem dois recursos aguardando julgamento –uma ADC do PCdoB, que consulta se uma pessoa pode ser presa antes do julgamento de todos recursos; e um outro recurso da OAB, sobre validade da presunção de inocência até o julgamento da última instância. Basta colocar os recursos em plenário para acabar com a greve.”

Em português claro, deseja-se pressionar o Supremo para rever a regra que autorizou o encarceramento de condenados em segunda instância. A questão já foi apreciada pelos ministros da Suprema Corte quatro vezes desde 2016. Na votação mais recente, produziu-se um placar de 6 votos a 5 contra a concessão de um habeas corpus que impediria a prisão de Lula.

Ironicamente, os devotos do líder petista fazem por Lula um sacrifício que ele se abstém de fazer por si mesmo. Lula desenvolveu uma ojeriza por greves de fome. Em fevereiro de 2010, ainda na pele de presidente, o agora presidiário realizou uma viagem oficial a Cuba. Desembarcou em Havana no dia da morte do dissidente cubano Orlando Zapata Tamoyo, que ficara sem comer por 85 dias.

Instado a comentar a privação alimentar do preso político cubano, Lula declarou: “Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome. Eu, depois da minha experiência de greve de fome, pelo amor de Deus, ninguém que queira fazer protesto peça para eu fazer greve de fome que eu não farei mais.”

Na época, o repórter Elio Gaspari rememorou a “experiência” de Lula: “Em 1980, quando penou 31 dias de cadeia que ajudaram-no a embolsar pelo Bolsa Ditadura um capital capaz de gerar mais de R$ 1 milhão, Lula fez quatro dias de greve de fome. Apanhado escondendo guloseimas, reclamou: ‘Como esse cara é xiita! O que é que tem guardarmos duas balinhas, companheiro?’.”

Em março de 2010, já de volta ao Brasil, Lula adicionou ao comentário infeliz que fizera em Havana uma pitada de escárnio. Em defesa da soberania cubana, o então presidente petista comparou os presos políticos da ditadura dos irmãos Castro com os bandidos comuns esquecidos no interior do sistema carcerário de São Paulo.

Eis o que declarou Lula: “Eu penso que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para libertar pessoas. Imagina se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade. Temos que respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano de deter as pessoas em função da legislação de Cuba, como quero que respeitem ao Brasil.”

Quer dizer: considerando-se os critérios de Lula, condenado a 12 anos e um mês de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, os militantes que se dispõem a deixar de inserir alimentos por sua libertação deveriam respeitar a “determinação da Justiça” brasileira. Sucede, porém, o oposto.

Bem alimentado, Lula patrocina o surgimento de mais uma excentricidade eleitoral. Depois da candidatura presidencial cenográfica de um ficha-suja, depois da campanha presidencial por correspondência, Lula conduz desde a cela especial de Curitiba um inusitado processo de terceirização de greve de fome.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Programa do PT aposta na nostalgia e evita autocrítica



Postado por Magno Martins


Plataforma eleitoral minimiza dificuldades que novo governo encontrará e defende políticas duvidosas

Ricardo Balthazar – Folha de S.Paulo

A economia brasileira ainda está longe de se recuperar da recessão em que afundou quando Dilma Rousseff estava no poder, mas quem buscar na nova plataforma eleitoral do PT uma explicação para o que aconteceu ficará decepcionado.

Antecipado pela Folha na semana passada, o programa evita discutir as origens da crise, minimiza as dificuldades que o próximo governo enfrentará e defende políticas que alcançaram resultados duvidosos mesmo quando as circunstâncias pareciam mais favoráveis do que hoje.

Os petistas prometem um plano de emergência para retomar investimentos públicos e criar empregos no primeiro ano do novo governo, mas não há previsão de custos, nem indicação clara da origem dos recursos que financiariam o projeto.

Bancos públicos seriam convocados a aumentar a oferta de crédito e baixar os juros de seus empréstimos, numa tentativa de forçar os bancos privados a fazer igual. Dilma experimentou a mesma ideia em seu governo, com resultados efêmeros.



Trabalhadores e empresários teriam assento no Conselho Monetário Nacional e voto nas discussões sobre a meta de inflação. Parece novo? Empresários participavam das reuniões do órgão durante a ditadura militar e dois sindicalistas puderam entrar com o retorno à democracia. Os patrões sempre levaram a melhor.

Não há problema mais desafiador à espera do próximo presidente do que o déficit nas contas da Previdência Social, que hoje consome 49% dos gastos do governo federal. O programa petista mal toca no assunto.

Ele ignora o envelhecimento da população, que tem feito a despesa com aposentadorias e pensões crescer rapidamente, e diz que a situação será resolvida com a volta do crescimento e cortes nos benefícios dos servidores mais bem pagos.

Como estratégia eleitoral, uma tentativa de resgatar o espírito dos anos gordos em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva governou, o programa petista talvez faça sentido. Em caso de vitória, ele só servirá para alimentar frustrações mais tarde.

domingo, 15 de julho de 2018

Lei, ora a Lei...



Postado por Magno Martins

Carlos Brickmann

Pela Lei da Ficha Limpa, Lula não pode ser candidato, mesmo que seja libertado: foi condenado em segunda instância. Mas no Brasil nunca se sabe. Até já tiraram um mandato de presidente sem mexer em seus direitos políticos. De repente... é difícil, mas aqui nenhum absurdo é impossível.

O PT iniciou há dias um movimento para registrar a candidatura de Lula, com atos espalhados pelo país. A campanha vai até 15 de agosto, quando o PT tentará registrá-lo. Caso a tentativa fracasse, haverá o Plano B.

Mas o próprio Lula parece convencido de que não irá disputar. Vetou o apoio do PT a Ciro Gomes (que foi seu ministro e se propunha a fazer um Governo de esquerda, seja lá o que isso for), e deixou de sobreaviso dois fiéis entre os fiéis, Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, e Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, para se candidatarem caso seja preciso.

Ao mesmo tempo, Wagner conversa com Josué Gomes da Silva em busca do apoio do PR. Josué parece interessado em ser vice: até já mudou o nome para “Josué Alencar”, para relembrar seu pai, que foi vice de Lula.

E não se imagine que Wagner converse sem o aval de Lula: isso não ocorreria. Já outra informação ainda não foi confirmada: a de que Lula poderia aceitar Josué como candidato à Presidência, dando-lhe formalmente seu apoio.

sábado, 14 de julho de 2018

Fernando Haddad vira advogado de Lula



Posted By João Alberto


Fernando Haddad/Divulgação

Fernando Haddad, favorito a ser o Plano B do PT, vai atuar como advogado em processos de Lula. Com isso, passará a ter acesso livre ao ex-presidente na prisão.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Petistas: “Sem Marília é o fim do PT em Pernambuco”



Postado por Magno Martins



Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

Os dirigentes do PT que pregam que a legenda endureça na negociação com o PSB, exigindo que os socialistas apoiem a candidatura presidencial em troca de aliança em Pernambuco, dizem que só essa troca compensa retirar a pré-candidata Marília Arraes da disputa ao governo no Estado.

Segundo esse raciocínio, a saída dela e a adesão à candidatura do atual governador, Paulo Câmara (PSB-PE), à reeleição pode significar “o fim” do PT em Pernambuco.

O PSB nacional reluta e tenta estabelecer trocas apenas regionais com o PT.

Na visão dos dirigentes petistas, o que ocorre agora entre as duas legendas é um jogo de pôquer.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Presidente do PT desautoriza Marília Arraes sobre aliança com Silvio Costa




NOTA

Sobre os assuntos tratados na coletiva convocada pela vereadora e pré-candidata Marília Arraes, registramos :

1- Que a hipótese de coligação com o Avante ou o eventual apoio à postulação do deputado Silvio Costa, jamais foi apresentada ou debatida na Direção Estadual do PT-PE, a cujas instâncias (Diretório e Encontro de Delegados) cabem, exclusivamente, a decisão sobre as candidaturas do nosso partido ao Governo do Estado e ao Senado;

2- Que, como é de público conhecimento, essas decisões partidárias, no PT em todo o Brasil, somente serão tomadas entre os dias 27 a 29 de julho, se não houver nova alteração nesse calendário;

3- Até lá, seguem as articulações da Direção Nacional objetivando construir alianças com os partidos declarados prioritários pela resolução da Executiva Nacional, datada de 09 de junho passado, o PSB e o PCdoB;

4- Que a decisão sobre as candidaturas majoritárias em Pernambuco serão tomadas, com estreito entrosamento, pelas instâncias nacional e estadual, tendo como eixo central o fortalecimento da vitoriosa candidatura Lula Presidente e da retomada de um modelo de desenvolvimento popular e democrático, no interesse do povo brasileiro e do País.

Recife, 19 de junho de 2018.

BRUNO RIBEIRO
Presidente do PT-PE

Condenação de Gleisi deixaria PT mais coerente



Josias de Souza


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal julga nesta terça-feira o processo em que Gleisi Hoffmann, a presidente do PT, é acusada de desviar R$ 1 milhão em verbas roubadas da Petrobras para sua campanha ao Senado em 2010. Gleisi é acusada de corrupção e lavagem de dinheiro. Será o segundo julgamento no Supremo de uma pessoa encrencada na Lava Jato. No primeiro, o deputado Nelson Meurer, do PP, foi condenado a 13 anos, 9 meses e 10 dias de cadeia.

A proximidade do julgamento levou Gleisi a diversificar o repertório de temas que trata nas redes sociais. Antes, a senadora dedicava 100% de suas manifestações à defesa da inocência de Lula e do direito do presidiário de concorrer ao Planalto. Agora, ela se iguala ao grande líder, autodenominando-se mais uma vítima da mesma engrenagem que produz delações sem provas para moer o PT.

A eventual condenação de Gleisi aprofundaria o abismo petista, tornando o PT mais coerente. Com filiados ilustres atrás das grades e um candidato à Presidência ficha-suja, a legenda teria no comando uma condenada por corrupção em última instância. Mas a firmeza com que Gleisi se diz “perseguida” parecer afastar essa possibilidade. Uma característica curiosa da corrupção se observa no PT. Os corruptos estão sempre nos outros partidos.

domingo, 10 de junho de 2018

Gleisi orientou retirar candidaturas e deixar apenas Marília, diz deputada

Foto: Diego Nigro/JC Imagem


Publicado por Amanda Miranda

Aliada de Marília Arraes, a deputada estadual Teresa Leitão afirmou neste sábado (9) que a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, orientou o presidente estadual do partido, Bruno Ribeiro, a retirar as pré-candidaturas do deputado estadual Odacy Amorim e do militante José de Oliveira. A parlamentar está em Minas Gerais, onde a executiva nacional do partido aprovou uma resolução que pode interferir na aliança com o PSB nos estados, incluindo Pernambuco, onde o apoio à reeleição do governador socialista Paulo Câmara limaria Marília.

O texto determina que as decisões locais devem ser submetidas à executiva. “Está clara, portanto, a primazia do projeto nacional sobre as disputas regionais”, afirma o documento. O texto diz ainda que a prioridade é “construir uma coligação nacional para apoiar a candidatura Lula com PSB, PCdoB e outros partidos” e que essas siglas devem indicar o vice na chapa. Além disso, os palanques estaduais devem seguir a mesma orientação.

Segundo Teresa Leitão, a determinação para retirar os nomes de Odacy e José de Oliveira foi por causa do resultado da pesquisa realizada para consumo interno do partido, em que a vereadora do Recife aparece em empate técnico, mas à frente de Paulo Câmara.


“Pernambuco foi muito destacado no processo de avaliação, se reconheceu a força da candidatura de Marília e se sabe também da motivação do PSB para retirar essa candidatura”, minimizou Teresa Leitão.

A deputada está em Belo Horizonte (MG), onde a executiva nacional do PT se reuniu após lançar, nessa sexta-feira (8), a pré-candidatura de Lula.

“A sintonia que precisa haver é as candidaturas estaduais estão diretamente ligadas à candidatura de Lula e o apoio que se requer do PSB é um apoio nacional, formal. A contraposição do PT é um apoio formal”, disse a deputada. “O investimento que o PT vai fazer é pelo apoio oficial e nacional à candidatura de Lula”.

Antes, na negociação com o PSB, era proposta uma aliança nos 11 estados, incluindo Pernambuco, mas não uma coligação nacional. No último dia 31, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, havia dito que não há clima para uma aliança nacional com o PT. “Não existe (conversas para fechar a aliança nacional com o PT). Se essa discussão existe é fora do partido”, disse. O Blog de Jamildo tentou contato com ele e outros socialistas neste sábado, mas as ligações não foram atendidas.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Encontro do PT-PE é adiado




Postado por Magno Martins



A decisão acerca do rumo do PT de Pernambuco deve demorar um pouco mais a sair. Segundo o Blog da Folha, o encontro do diretório estadual, marcado para o próximo domingo (10), será adiado. Isso porque o Diretório Nacional da sigla alterou o calendário dos encontros estaduais. A legenda ainda manteve a pré-candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes.

Por meio de nota, o partido explica que as datas foram alteradas considerando as tratativas com os partidos de centro-esquerda e a tática nacional definida pela Direção Nacional do PT.

"Considerando as tratativas com os partidos de centro-esquerda e a tática nacional definida pela Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores, de que a centralidade da nossa disputa é a candidatura nacional de Lula à Presidência da República, a Comissão Executiva Nacional resolve divulgar uma nova agenda pré-eleitoral. Todos os encontros estaduais do PT serão adiados para a data de 27 a 29 de julho, bem como o encontro nacional que será realizado entre os dias 30 de julho e 5 de agosto".

O texto ainda afirma que, até que as tratativas com os demais partidos sejam definidas, estão mantidas pré-candidaturas, incluindo a de Marília Arraes.

"Desta forma, até que as tratativas com os demais partidos sejam acordadas, estão mantidas as pré-candidaturas aos governos estaduais, a exemplo de Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte, Marília Arraes, em Pernambuco, Luiz Marinho, em São Paulo, Dr. Rosinha, no Paraná, Miguel Rossetto, no Rio Grande do Sul, Paulo Rocha, no Pará, Décio Lima, em Santa Catarina, dentre outras".

Chapas serão definidas domingo e segunda




Posted By João Alberto


Humberto Costa/Ag. Senado

O encontro do PT para definir sobre a candidatura própria ou a coligação com o PSB, acontece sábado, das 9h às 18h, no Recife Praia Hotel. Já o encontro das oposições, para lançar as candidaturas de Armando Monteiro Neto a governador e José Mendonça Filho a senador, será segunda-feira, às 10h, no MV Empresarial.

Armando Monteiro Neto/Ag. Senado

Marília Arraes/Divulgação

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Gleisi Hoffmann não vai tentar reeleição para o Senado




Posted By João Alberto


Gleisi Hoffmann/Ag. Senado

Gleisi Hoffmann, presidente do PT e porta-voz de Lula, está avisando que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados. Como não teria chance de se reeleger senadora, decidiu apoiar Roberto Requião.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Marília Arraes não tem plano B. Quer mesmo ser candidata a governadora





Posted By João Alberto


Marília Arraes/Divulgação

Marília Arraes continua firme no seu projeto de disputar o governo do estado. Nega-se a falar de um Plano B, mas com certeza seria a disputa de mandato de deputada federal, com enormes chances de ser eleita.

domingo, 20 de maio de 2018

Marília: há ‘guerra de nervos’ em discussão sobre aliança ou candidatura

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20/05/18 Foto: Arthur Marrocos/Divulgação

Publicado por Amanda Miranda

A vereadora Marília Arraes, pré-candidata ao governo de Pernambuco pelo PT, defendeu neste domingo (20), após o ato no Recife, que a decisão sobre o partido ter um nome próprio ou fechar aliança com o PSB, tomada no encontro de delegados marcado para 10 de junho, será respeitada pela direção nacional. “O que acontece é uma guerra de nervos”, afirmou, ao ser questionada sobre as últimas conversas de petistas com os socialistas.

Marília alega que as notícias sobre sinalizações entre PT e PSB são para tentar desestimular a militância em relação à sua candidatura. Para ela, a busca de apoio à reeleição de Paulo Câmara (PSB) foi “sem retorno”.

“Eu já tinha falado: Paulo Câmara é muito fraco politicamente para conduzir o PSB nacional para uma aliança como essa”, disse, retomando a declaração dada no programa 20 Minutos, exibido na TV Jornal nesse sábado (19). “A nacional tem reafirmado todos os dias que na verdade essa decisão será tomada
aqui em Pernambuco”.


Essa semana a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, se reuniu com Carlos Siqueira, o do PSB. Após uma visita a Lula na prisão, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, responsável pelo programa de governo petista, afirmou que o ex-presidente pediu que fossem incluídas iniciativas das gestões estaduais e citou a de Paulo Câmara. Na sexta-feira (18), o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), de quem também dependeria a aliança, esteve no Palácio do Campo das Princesas.


Marília afirmou no seu discurso que os adversários tentam dividir o PT. “Quem está dividido são eles, porque existe um palanque de Temer em Pernambuco dividido entre os que apoiam Temer e assumem essa condição, assumem que estão apoiando todo esse desmonte nacional brasileiro, e existem aqueles que colaboraram para o golpe, que articularam o golpe, junto com Temer, mas que por oportunismo não querem assumir esse papel nesse momento, fingem que nada aconteceu”, acusou o PSB. “Nós somos o palanque que vai fazer a defesa do presidente Lula e muito mais, a defesa do projeto de sociedade que nós conseguimos iniciar depois de 500 anos de história. Mas eles não aceitam.”

Indagada sobre a afirmação do senador Humberto Costa, defensor da aliança com os socialistas, de que teria “número expressivo” de delegados que vão votar no encontro de delegados de 10 de junho pelo apoio ao PSB, Marília Arraes respondeu que eles são “passíveis de convencimento” e que acredita ter a “expressiva maioria”. “Essa tese da aliança não tem sido debatida coletivamente”, afirmou.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Razão e emoção: carta de Lula a Gleisi desanima PT


Postado por Magno Martins



A carta de Lula defendendo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, surpreendeu e desanimou lideranças da legenda que defendiam a discussão de planos alternativos à candidatura dele, ainda que não fossem adotados agora e mesmo que não fossem abordados publicamente.

O texto na prática bloquearia de vez qualquer conversa: ao dizer que “se aceitar a ideia de não ser candidato, estarei assumindo que cometi um crime”, Lula jogaria o mesmo peso nos que defendem a discussão sobre alternativas, segundo lideranças que defendiam a análise de cenários sem ele.

Ao fazer isso, estariam acusando Lula de criminoso.

De acordo com uma das lideranças, o ex-presidente, com a carta a Gleisi Hoffmann, saiu do plano da razão para jogar exclusivamente com o da emoção. (Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo).