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segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Coluna República do Povo

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CAP. 5

          APRENDENDO COM O PASSADO PARA FAZER UM NOVO FUTURO


Umas das coisas mais importantes em uma sociedade é a cultura, e em Taquaritinga do Norte não é diferente, embora a nossa cultura esteja abandonada e esquecida a muitos anos.
   Esquecer de cuidar da cultura traz um grande prejuízo para as gerações, Taquaritinga do Norte está abandonada e sua história está no esquecimento, a terra do nosso benfeitor Severino Pereira da Silva tem um quinhão de grandes homens e grandes mulheres que ajudaram a construir sua história, temos um brejo no meio do cariri com um clima muito bom e um povo ordeiro, mas a nossa história está sendo apagada por administradores "Aculturados", sabendo que ela não dar votos,  a nossa cultura é abandonada e são nomeados diretores apenas como um cala.boca dentro desse imenso curral eleitoreiro que é o atual grupo político que desgoverna Taquaritinga
Afinal o que é CULTURA?
É um conjunto de conhecimento, crenças, costumes, valores e práticas compartilhados por uma sociedade que também tem o compromisso de manter tudo isso vivo de geração em geração. Ela abrange diversos aspectos da vida, como a arte, a música, a gastronomia, a religião, a linguagem e as tradições. A cultura é fundamental para a identidade de um povo.
A história de Taquaritinga seus grandes homens, os grandes feitos estão ficando no esquecimento.
houve um homem chamado Jânio Arruda, que quando prefeito buscou resgatar nossa cultura, ele lançou até um livro intitulado: FRAGMENTOS DA HISTÓRIA, que eu recomendo a todos que leiam, lá está um dos poucos e último registro da nossa história e quem sabe através dessa agradável leitura, através dessa viagem na nossa história nós como cidadãos e protagonistas do presente possamos entender nosso papel e olhando para o passado aprendendo com ele, possamos no presente escrever uma nova página na história para contar as gerações futuras.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Coluna reflexão


Marcos Antonio Pontes
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A MALDITA HERANÇA DO PT

Observando a vinda de Lula ao estado da Paraíba e vendo todo aquele aparato que foi organizado fica a pergunta: será que o ex presidente Lula realmente tirou o país da miséria?

Será que estamos perdendo a razão?será que estamos perdendo o senso do que é certo e do que é errado?vamos deixar os valores se inverter? onde estão agora os amigos de Lula? entre eles JOSÉ DIRCEU, DELUBIO SOARES,JOSÉ GENUINO, ANTONIO PALOCCI, JOÃO VACARI, MARCOS VALÉRIO, JOÃO PAULO CUNHA,PEDRO CORRÊA, (a lista é imensa) deputados, senadores, governadores, ministros e toda uma corja de banqueiros, bicheiros, empresários, em um esquema de: PETRODÓLARES MENSALÃO, PROPINA, LAVA JATO,em um roteiro hollywoodiano, mas Lula primeiro não sabia de nada, e agora diz que é tudo dos amigos, são mais de 200 milhões de dólares  em corrupção do PT de 2003 a 2013, convertendo em reais vai dar a bagatela de mais de 600 milhões de reais o que daria pra construir várias  universidades,  hospitais e  presídios, e para o povo sofrido do NE?, 138 bilhões de reais para 13 milhões de família de baixa renda durante o mesmo período de 10 anos 2003 a 2013, uma média de 100,00 reais por família de 4 membros 25,00 por pessoa, uma compra de votos da consciência e dignidade do povo nordestino já tão castigado pelas secas que leva a ppobresa extrema.

Agora fica a reflexão: Se observamos nos grandes centros do país como em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná Lula e o PT não enganam mais ninguém, mas pelo que vimos em Monteiro parece que ele vai continuar iludindo o povo do NE o povo tão trabalhador de tantas lutas e tantas revoluções desde o Brasil império até os dias atuais. Mas ainda podemos acreditar no Brasil, virar essa página suja da história e reescrever um novo capítulo, deixar para trás a figura desse anti herói chamado Lula que talvez um dia já teve a bondade em seu coração, mas se corrompeu e hoje não passa de instrumento de uma milicia investida de partido.  
Charge.

sábado, 28 de março de 2015

PTB toma do PSB o comando da UVP

Por Inaldo Sampaio

Coluna Fogo Cruzado – 28 de março

Biu Farias era tido como favorito para continuar à frente da UVP, mas foi derrotado pelo candidato da oposição

Assim que acabou ontem na cidade de Triunfo a eleição para a escolha dos novos dirigentes da UVP (União dos Vereadores de Pernambuco), o deputado Beto Accioly postou nas redes sociais: “Amigo Biu (Farias), a derrota foi do PSB”. Biu Farias, vereador em Surubim pelo partido, representava a continuidade de um grupo que estava no poder havia mais de 20 anos. É irmão do ex-senador Antônio Farias e identificado politicamente com as forças que governam Pernambuco. Era tido como favorito. Mas acabou sendo derrotado pelo candidato da oposição, Josinaldo Barbosa, vereador em Nazaré da Mata pelo PTB. Ora, se Biu foi um ótimo presidente e teve o apoio do governo estadual, a frase do deputado Beto Accioly merece uma reflexão: o derrotado foi ele ou o partido a que pertence? Na eleição para a 1ª secretaria da Assembleia Legislativa o vitorioso foi Diogo Moraes, mas o derrotado foi o PSB que apoiou Lula Cabral.

Projeto do PSB para 2016

O PSB reuniu em Brasília os presidentes dos diretórios regionais para começar a discutir 2016. O partido elegeu 432 prefeitos em 2012, cinco dos quais de capitais: Geraldo Júlio (Recife), Roberto Cláudio (Fortaleza), Márcio Lacerda (Belo Horizonte), Mauro Mendes (Cuiabá) e Mauro Naziff (Porto Velho). O projeto do partido é eleger 500 prefeitos, entre os quais Romário (RJ), Marta Suplicy (SP), Beto Albuquerque (Porto Alegre) e Geraldo Júlio (Recife) de novo.

Cobrança – Diogo Moraes (PSB) está à frente de um grupo de deputados que vai acompanhar o andamento das obras federais em Pernambuco que estão à espera de conclusão. A lista é imensa, mas as principais são essas: Transnordestina, transposição do São Francisco, adutoras do Pajeú e do Agreste e duplicação da BR 104. O arco metropolitano nem se fala, pois sequer saiu do papel.

Água – Por conta do “dilúvio” que caiu em Araripina na última 4ª feira (191 milímetros), a prefeitura está aceitando doações para os moradores da periferia que tiveram suas casas danificadas.

Misto – O grupo de estudos que a Associação Comercial de Pernambuco criou para analisar a reforma política vai defender o financiamento misto (publico e privado) das campanhas eleitorais.

Ânimo – A deputada Luíza Erundina (PSB-SP) faz parte do “Raiz Movimento Cidadanista” que ensaia transformar-se em partido político. Ela está com 80 anos, mas tem o ânimo de uma adolescente.

Mediação – Teresa Leitão, deputada estadual e ex-presidente do Sintepe, está fazendo o meio de campo entre o governo estadual e o sindicato da categoria para evitar que estoure uma greve de professores logo após a Semana Santa. Os professores de SP cruzaram os braços desde o último dia 13.

Vagas – Pelos dados do IBGE, a indústria fechou 259 mil postos de trabalho, em fevereiro (60 mil só no Nordeste), em relação ao mesmo mês de 2014. Isso faz aumentar a responsabilidade do ministro Armando Monteiro, que está cuidando não apenas da indústria, mas também do comércio exterior.

Justiça – O prefeito Geraldo Júlio deu um belo presente aos músicos da Orquestra Sinfônica ao sancionar ontem o seu Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos. A Orquestra estava perdendo seus melhores talentos por conta da baixa remuneração. Basta dizer que alguns músicos se aposentaram, após 35 anos de serviço, ganhando menos de três salários mínimos. A PCR com o PCCV corrigiu uma injustiça.

Calmaria – Mesmo o PIB de 2014 tendo crescido apenas 0,1% em relação ao de 2013, dando munição aos oposicionistas Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), o país vai entrar na Semana Santa menos conflagrado do que saiu do carnaval. A oposição parou de defender o “impeachment” de Dilma Rousseff e os grupelhos que defendem a volta dos militares ao poder são cada veze mais escassos.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Dilma pede apoio a quem lhe pediu


Coluna Fogo Cruzado – 27 de março

Governadores dos nove estados do Nordeste foram a Dilma Rousseff na última quarta-feira com uma lista de pedidos que ia de mais recursos para a área de saúde à abertura de uma linha de crédito para a construção de obras hídricas. A presidente os recebeu no Planalto como recomenda a boa política: com um abraço forte e tapinha nas costas. No entanto, não acenou com nenhum tipo de ajuda enquanto o Congresso não aprovar o ajuste fiscal proposto pelo ministro Joaquim Levy. Espertamente ela devolveu aos governadores o mesmo pedido de ajuda que eles lhe fizeram, dizendo que só haverá dinheiro para investimentos se o ajuste fiscal for realizado. Foi uma recomendação ao bloco para que convença os seus deputados e senadores a votarem a favor das medidas fiscais. Se a maioria dos 188 congressistas nordestinos seguir a orientação dos governadores um passo importante terá sido dado para a aprovação do ajuste.

Dilma não se negará a dar apoio aos governadores do Nordeste, desde que o Congresso Nacional aprove o ajuste fiscal proposto por ela

Pela volta da refinaria

Como o Maranhão não sofre com seca, o governador Flávio Dino (PCdoB) foi o único do Nordeste que não pediu dinheiro a Dilma para fazer obras hídricas. Tudo que ele quer do atual governo é a revisão da decisão da Petrobras de cancelar a planta da refinaria que estava prevista para aquele estado. Essa refinaria, aliás, que foi prometida aos maranhenses no governo Lula, é a única coisa que une Sarney ao atual governador, como uniu em Pernambuco Arraes e Marco Maciel.

Visita – O vice-governador Raul Henry (PMDB) viajará segunda agora a Fortaleza, junto com o secretário Fred Amâncio (educação), para conhecer um dos programas educacionais do governo Cid Gomes. Vai retribuir a visita que o então ministro da educação fez a Pernambuco, no início deste ano, para conhecer o modelo das escolas de tempo integral do governo Eduardo Campos.

Greve – Foi um alívio para Paulo Câmara a decisão tomada pelo Sintepe de fazer uma “greve de advertência” de 48 horas. No Paraná o governador Beto Richa enfrentou uma paralisação de 29 dias.

Páscoa - Os deputados Socorro Pimentel (PSL) e Vinicius Labanca (PSB) vão se ausentar do Brasil na Semana Santa. Socorro fará um giro pela América Central e Labanca pela Suíça e Portugal.

Chuva – O Operador Nacional do Sistema Elétrico prevê chuvas agora em abril, na bacia do São Francisco, dentro da “média histórica”. É uma boa notícia para a Chesf e suas usinas de energia elétrica.

Paciência – Formado na escola do velho “partidão”, o secretário Milton Coelho (foto) é quem comanda as negociações, pelo lado do governo, com os sindicatos de servidores públicos. Ele tanto tem paciência para lidar com sindicalistas como sabe encerrar o papo se a conversa perder a objetividade.

Palmas – O PCdoB comemorou seus 93 anos de fundação no Convento de Santa Teresa, em Olinda, para provar que não tem preconceito contra quem professa a fé cristã. O partido foi fundado em 1923, em Niterói (RJ), por um grupo de 11 pessoas, entre elas o pernambucano Cristiano Cordeiro.

Posse – O sindicalista Rinaldo Júnior assumiu ontem, numa solenidade festiva, a presidência da Força Sindical em Pernambuco. Ele é suplente de deputado estadual pelo PDT e entrou no lugar de Aldo Amaral, suplente de federal pelo PRB. É o 3º presidente da Força em Pernambuco nos últimos oito anos.

Calvário – Há exatamente três anos o presidente nacional do DEM, José Agripino, defendia a expulsão dos quadros do partido do então senador Demóstenes Torres (GO) por quebra do decoro parlamentar. Demóstenes ia regularmente à tribuna dar aulas de “ética” ao país, até que se descobriu que ele tinha ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Agora o acusado é o próprio Agripino.

Corte – Se aplaudimos o “Mais Médicos”, está na hora do “Menos Ministérios”, diz o senador Renan Calheiros ao defender a extinção de 50% das pastas ministeriais do governo Dilma. Como forma de racionalizar a máquina, a redução tem razão de ser. Mas como contribuição ao ajuste fiscal o efeito é zero. É que há pelo menos 10 ministros que só têm uma sala, motorista e meia dúzia de assessores.

Coluna da sexta-feira por Magno Martins

A madrasta do Nordeste

Dilma frustrou completamente os governadores nordestinos que foram ao seu encontro em Brasília de pires nas mãos. Apesar do aceno de apoio político neste momento grave que o País enfrenta, por parte dos governadores, a presidente fez ouvidos de mercador e condicionou os pleitos ao ajuste fiscal.

Na prática, Dilma cobrou primeira a fatura aos governadores. Aos gestores nordestinos pediu empenho para aprovação das medidas que estão em tramitação no Congresso. Só a partir da aprovação do ajuste, o Nordeste poderá ter vez e voz. Por enquanto, nem dinheiro para pagar a água que chega a quem está com sede nos rincões ensolarados, através de carros pipas.

É sabido que o cenário econômico é desanimador e o caixa da União parece igual a cuia de cego em feira livre, vazio e descoberto. Mas foi no Nordeste que a presidente Dilma salvou a sua reeleição, obtendo uma votação expressiva em todos os Estados, contribuindo para a derrota de Aécio Neves.

No Nordeste, igualmente, já foi tratada de mãezona, principalmente pelos beneficiários dos programas sociais. Ao se apresentar insensível ao clamor dos governadores, a presidente deixa de ser na prática esta mãezona para se converter numa madrasta de coração ruim.

Dizem que as piores madrastas estão nos contos de fadas. Pode até ser, mas Dilma parece madrasta traidora e deve ter muita gente a esta altura com remorso de ter cometido o pecado de confiar a ela o comando de um País sem escândalos, sem crises, sem o domínio de verdadeiras gangues.

Tem madrasta boa, é verdade, mas Dilma está longe de ser a benfeitora do Nordeste. Enteado bom como o Nordeste não pode ser tratado assim. De nada adiantaram as mais de três horas de reunião dos nove governadores com a chefona, aliás, a madrasta. Tudo foi condicionado ao fim da crise.

Na verdade, Dilma, se fosse mãe verdadeira e não madrasta do povo nordestino, deveria pelo menos ter dado um alento ao grito do Nordeste, que padece diante da maior seca dos últimos 50 anos, com obras paralisadas, hospitais agonizando e Estados insolventes.

SEM CALOTE– A Codevasf, enfim, assumiu que é responsável pelo débito de R$ 3 milhões da conta de energia nos perímetros de irrigação do São Francisco. Há três dias, a rede da Celpe que leva energia para os projetos de irrigação Apolônio Sales, Brígida e Rodelas, entre as regiões do São Francisco e Itaparica, foi cortada, deixando dois mil agricultores prejudicados. A garantia de que o calote será honrado foi dada ao deputado Zeca Cavalcanti (PTB) pelo presidente da Codevasf, José Sólon.

Trabalhando contra – Líder do DEM na Câmara, o deputado Mendonça Filho admite que avançaram as negociações para fusão do seu partido ao PTB, mas ele é contrário, até porque já fez opção no Estado pela manutenção da aliança com o PSB em 2016, tendo recentemente indicado uma aliada para ocupar o primeiro escalão do prefeito Geraldo Júlio (PSB).


Pedindo arrego– Da mesma forma como recorreu aos governadores do Nordeste, a presidente Dilma busca governadores de outras regiões, inclusive de oposição, para que convençam suas bancadas no Congresso a votar contra destaque que inclui os aposentados como beneficiários da MP do Salário Mínimo. Um dos acionados foi Geraldo Alckmin. Dilma diz que a inclusão custará R$ 1,8 bi anuais só para a Previdência, mas também vai gerar custos para o caixa dos Estados.

Briga feia– O termo usado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, foi “molecagem”. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, fala em “alopragem”. Os adjetivos estão sendo usados no PMDB para o pedido do registro do PL, no TSE, e se referem aos ministros Aloizio Mercadante e Gilberto Kassab. O registro reforça a desconfiança do PMDB.

No pincel– A gravíssima crise instalada no Governo freou a nomeação do segundo escalão. Ex-deputados federais da bancada federal do PT, João Paulo, Pedro Eugênio e Fernando Ferro continuam pendurados no pincel, 90 dias sem bater o cartão. E o pior é que não existe nenhuma sinalização de que a coisa vai andar.



CURTAS

PAU A PAU– A eleição da diretoria da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), marcada para hoje em Triunfo, está no campo do imponderável. Biu Farias, atual presidente, que disputa à reeleição, ainda é o favorito, mas Josinaldo Barbosa, candidato da oposição, cresceu muito e pode surpreender.

MARCHA– Em visita, ontem, à Assembleia Legislativa da Bahia, os deputados pernambucanos Rodrigo Novaes (PSD), Miguel Coelho (PSB) e Odacy Amorim (PT) garantiram o engajamento dos baianos na marcha contra a seca, que será promovida em Brasília, em junho.

Perguntar não ofende: O País está vivendo um parlamentarismo branco?

quinta-feira, 26 de março de 2015

Coluna Fogo Cruzado por Inaldo Sampaio

Câmara ganharia sem fazer promessa

Por conta de uma promessa mal pensada, de duplicar nos próximos quatro anos a remuneração dos professores públicos de Pernambuco, o governador Paulo Câmara começa a enfrentar um rosário de cobranças que ninguém ainda sabe avaliar quando terá fim. Ele ganharia a eleição do mesmo jeito se não tivesse feito promessa alguma. Mas se comprometeu com uma série de coisas e agora começa a ser cobrado. Se reajustar o salário dos professores, como cobra o Sintepe, terá que reajustar também o das outras categorias profissionais, pois não é justo que se dê a um e exclua os demais. E não é nem o caso de cobrar dele, agora, a construção dos quatro novos hospitais que foram prometidos na campanha e a duplicação da 232 ligando São Caetano a Arcoverde. Essas, por mais boa vontade que o governador tenha no sentido de resgatá-las, dificilmente serão cumpridas devido à grave crise financeira que aflige os entes da federação.

Se der aumento de salário aos professores, o governador será pressionado para estender o reajuste a todo o funcionalismo público estadual

A redução do peso da dívida

A mudança do indexador da dívida dos estados, que deve entrar em vigor nos próximos 30 dias, beneficiará fortemente São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas, que estão devendo os olhos da cara. Pernambuco, que deve pouco, também será beneficiado, mas nem tanto. Já a Prefeitura do Recife será altamente favorecida juntamente com a de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Natal, João Pessoa, Cuiabá e Vitória do Espírito Santo.

Mudança - O vice-governador Raul Henry (PMDB) dá razão ao turista brasiliense que passou em frente ao Palácio Frei Caneca, sede da vice-governadoria, e o definiu como um “lixo”. Vai se mudar no 2ª semestre para um prédio no Recife Antigo até que a reforma seja concluída. Na vice tudo está em estado deplorável, dos elevadores às instalações elétricas e hidráulicas.

Visita - De passagem por Brasília, o deputado estadual Eduíno Brito (PHS) fez uma visita ao gabinete do senador José Medeiros (PPS-MT). Ambos são integrantes da Polícia Rodoviária Federal.

Otimismo – O ministro Armando Monteiro procura e não acha motivo para tanto pessimismo dos homens de negócio em relação ao futuro do Brasil. Diz que o país já passou por crise pior e saiu dela.

Tabela – O deputado Dr. Valdi (PP) pretende utilizar o seu mandato para cobrar todos os dias do Ministério da Saúde o reajuste da tabela do SUS que se encontra congelada há mais de uma década.

Lacuna – Enquanto o líder do PT na Câmara for o deputado Sibá Machado (AC), dificilmente Dilma Rousseff ganhará votação naquela Casa. Isso prova que os pernambucanos Pedro Eugênio (foto), João Paulo, Fernando Ferro e Maurício Rands fazem uma falta enorme à bancada federal petista.

Rodovia - Esclarece a direção do Dnit que o trecho da BR-232 que liga Caruaru a São Caetano, que é de sua responsabilidade, apresenta boas condições de trafegabilidade. O texto sofrível, que vai do Curado até Caruaru, é de responsabilidade do DER por conta de convênio celebrado com o governo estadual em 2002.

Fusão - Mesmo com a sanção de Dilma à lei aprovada pelo Congresso que proíbe fusão de partidos políticos com menos de cinco anos de registro no Tribunal Superior Eleitoral, a tropa que está recriando o PL (Partido Liberal) não pretende entregar os pontos. Em Pernambuco os organizadores do novo partido têm afinidade política e pessoal com o deputado André de Paula, que já comanda o PSD.

Cobrança - Júnior Matuto (PSB), prefeito de Paulista, foi ontem à Secretaria das Cidades pedir informações sobre o cumprimento de três convênios assinados com o governo estadual. Um deles, no valor de R$ 12 milhões, destina-se à construção do mercado de Paratibe, uma de suas promessas de campanha que pretende cumprir, “nem que a vaca tussa”, antes do término do atual mandato.

Coluna da quinta-feira por Magno Martins

Convidado  cair fora

A demissão do ministro de Comunicação Social, Thomas Traumman, pegou pouca gente de surpresa em Brasília, porque era inevitável, decorrente de denúncias de malfeitos no Governo. Ele foi responsável por conduzir a Pesquisa Brasileira de Mídia, a fim de auxiliar o Planalto a tomar decisões relacionadas à publicidade oficial.

Parlamentares de oposição defenderam a demissão do ministro devido a um documento interno divulgado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" que teria sido elaborado pela Secretaria de Comunicação e apontava uma situação de “caos político” no País, “comunicação errática” do Governo.

Defendia também mais investimentos em propaganda em São Paulo. Comissões da Câmara e do Senado aprovaram convite para que o ministro esclarecesse aos parlamentares o conteúdo do documento. O Palácio do Planalto se transformou em uma trincheira de guerrilha com a prática do ex-ministro Thomas Traumman.

Em pronunciamento do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), cobrando a saída de Traumman, a oposição explorou que a imprensa havia divulgado documento da Secretaria de Comunicação propondo uma ação conjunta e coordenada entre a divulgação institucional de atos do governo, cargo do órgão federal, e os blogs ditos progressistas, com a finalidade de destruir a reputação de adversários, num verdadeiro terrorismo ideológico.

Através de requerimento do próprio Aloysio Nunes, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou a convocação do ministro de Comunicação para dar explicações sobre suas declarações atrapalhadas em relação à forma de o Governo reagir ao bombardeio da oposição depois das manifestações de rua pelo afastamento da presidente.

No documento, que Thomas vazou pata o Estadão, há uma clara referência de que o Governo erra desde a reeleição de Dilma, sugerindo que os apoiadores do Governo “estão levando uma goleada da oposição nas redes sociais”. E aponta como saída reverter o quadro pós-manifestações de 15 de março com investimento maciço em publicidade oficial em São Paulo, cidade administrada pelo petista Fernando Haddad, onde se concentra, hoje, a maior rejeição ao PT.

EMPURRA-EMPURRA– A conta salgada de R$ 3 milhões de energia, não paga para manter três perímetros de irrigação no São Francisco, é de responsabilidade da Chesf, que jogou no colo da Codevasf, que por sua vez não assume. Resultado: sem luz, cortada ontem pela Celpe, quem paga o pato são os dois mil irrigantes que produzem frutas e cereais na área. Diz o ditado popular que a corda sempre quebra do lado mais fraco.

Que mico! – O corte de energia pela Celpe nos projetos de irrigação do São Francisco foi confirmado no momento em que o presidente da distribuidora, Luiz Antônio Ciarlini de Souza, dava explicações, ontem, no congresso da Amupe, sobre a transferência de responsabilidade pela iluminação pública, incluindo o custeio e manutenção de luminárias, lâmpadas, relés e reatores aos prefeitos. O município que descumprir a determinação pode ser enquadrado na Lei de Improbidade Administrativa.



Tremendo abacaxi– Os prefeitos estão apreensivos porque o prazo para assumirem os ativos de iluminação pública, que atualmente estão sob gestão das distribuidoras de energia, expirou no dia 31 de dezembro. A concessão de um prazo de adaptação foi atendida pelo Governo, porque muitos municípios enfrentam dificuldades na transferência do serviço.

Isolando o PT– Os partidos de oposição decidiram dar todo poder ao vice Michel Temer na reforma política, para colocar o PT contra a parede. Há mais simpatia pelo Distritão de Temer e do PMDB do que pelo voto em lista do PT. Presidente da Comissão, Rodrigo Maia (DEM) conta com o PSD de Gilberto Kassab e o PP também apoiando o Distritão.

Em nome da paz– Temendo o agravamento da violência, a população de Serra Talhada sai às ruas, hoje, numa passeata pela paz, iniciativa da Igreja e de outras instituições representativas da sociedade civil. O prefeito Luciano Duque se engajou ao movimento e diz que levará toda a sua equipe. “Vamos erguer a bandeira da paz”, pede.




CURTAS

RELATÓRIO– A Comissão de Economia do Senado aprovou, ontem, o relatório do senador Douglas Cintra (PTB) criando o novo marco regulatório para a biodiversidade. Entre as emendas aceitas por Cintra, está a proposta de entidades indígenas e de agricultores familiares para criação de um centro de biodiversidade.

VAIA– O deputado Ângelo Ferreira (PSB) diz que o prefeito de Sertânia, Guga Lins (PSDB), inventou a “perua” de um e-mail velho para justificar a não ida ao ato com o governador, sábado passado, de anúncio do anel rodoviário. “Na verdade, ele não foi porque iria levar uma vaia. Está ilhado no seu próprio município, porque é vaiado em qualquer evento público que comparece”, assinalou.

Perguntar não ofende: O que afinal os governadores levarão do encontro com Dilma ontem?

terça-feira, 17 de março de 2015

Coluna da terça-feira por Magno Martins


Fernando na ofensiva 

Depois de fazer desabafos durante os seminários “Todos por Pernambuco”, na semana passada em Araripina, Petrolina e Salgueiro, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) subiu, ontem, à tribuna do Senado. Em longo pronunciamento, afirmou que não tem culpa no cartório no esquema da operação Lava Jato, defendeu a memória do ex-governador Eduardo Campos e pediu pressa no seu julgamento.

Sobre as declarações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o senador disse que teve com ele diversas reuniões e agendas, sempre para tratar de temas institucionais na condição de secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, no governo Eduardo Campos, e Costa como executivo da Petrobras.

“Como todos sabem, está sendo concluída uma grande refinaria em Pernambuco. Nenhum dos contratos para qualquer tipo de serviço na refinaria passou pelas minhas mãos. Todos, absolutamente todos, foram realizados exclusivamente pela Petrobras, sem qualquer gerência estadual”, afirmou, para acrescentar:

“Em 2010, não participei da coordenação da campanha à reeleição de Eduardo Campos. Portanto, nunca tratei de doações para aquela disputa com quem quer que fosse. Aliás, abro aqui um parêntese para fazer justiça a um amigo. Eduardo foi um gestor público sério, comprometido com as melhores causas democráticas e republicanas, e por isto mesmo deixou o governo com uma aprovação superior a 80%”, afirmou.

Fernando disse, ainda, que todas as contas dele foram devidamente analisadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. “Atacar Eduardo, agora que ele já se foi, é tentar macular a imagem de um grande líder que o Brasil perdeu de maneira tão precoce. Eduardo merece respeito pelo que foi e pelo que fez. As contradições nos depoimentos dos delatores são evidentes, e isso ficará demonstrado no curso das investigações”, assinalou.

PACOTE– O ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, foi chamado, ontem, a Brasília, tão logo proferiu palestra no Recife sobre os rumos da economia em 2015. Ele integra o grupo de ministros convocado pela presidente Dilma para discutir as manifestações de rua do último domingo e a reação do Governo. Entre as iniciativas que o Governo vai propor como ofensiva está o lançamento do pacote anticorrupção.

Na corda bamba – Há muita preocupação no Governo com o destino do ministro Cid Gomes (Educação). Ele não se desculpou nem retirou a afirmação de que há uns 400 deputados achacadores. Na semana passada, quando foi adiado seu depoimento na Câmara, a temperatura subiu. O governo teme que a situação fique insustentável quando ele for depor no plenário.

Críticas a Rosseto – De passagem ontem pelo Recife, o ministro Armando Monteiro disse que o Governo deveria ter usado apenas um ministro para falar após as manifestações e criticou Miguel Rosseto, secretário-geral da Presidência. “A manifestação de Rossetto foi uma tentativa de atribuir [os problemas] à crise internacional. Sou do governo, sou solidário, mas posso expressar minha opinião livremente. Rossetto tem a sua avaliação e eu tenho a minha”, afirmou.

Saiu da toca – Um dia após os protestos realizados em diversas capitais do País contra o governo federal, a presidente Dilma defendeu, em pronunciamento, a liberdade das manifestações e disse que "valeu lutar pela liberdade" e contra a ditadura militar. "Presto homenagem a todos os que lutaram contra o regime de exceção e pela democracia e pelo restabelecimento pelas liberdades democráticas", afirmou. Ela acrescentou que teve a "honra de participar da resistência à ditadura".

Nova agenda – O governador Paulo Câmara diz que as manifestações demonstraram "claramente a necessidade de ajustes". Segundo ele, é preciso discutir uma nova agenda para o País. "O Brasil assistiu manifestações que demonstram claramente a necessidade de ajustes, de humildade, de transparência e de muito diálogo. Tem que ser apresentada e discutida uma nova agenda para o País”, pregou.



CURTAS

DIÁLOGO– O vice-presidente Michel Temer, acha que em vez de se assustar com os protestos realizados nas principais cidades do País, o Governo tem de "aplaudir" a iniciativa popular. Para ele, as ruas sinalizam que o Executivo tem de dialogar com "muita humildade" com a população.

INSATISFAÇÃO – Ministros do PT ainda insistem que as manifestações tiveram adesão apenas dos que não votaram em Dilma. Os ministros de outros partidos, porém, deixaram claro, na reunião de avaliação com a presidente, que há uma insatisfação muito mais ampla e difusa contra o governo do que se imaginava anteriormente.

Perguntar não ofende: O novo Governo Dilma será de coalização ou de transição?

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Coluna da sexta-feira por Magno Martins

Silêncio intrigante

Na profunda e preocupante crise que o Estado vive desencadeada no sistema presidiário, o governador Paulo Câmara (PSB) cancelou a sua agenda pública, se recolheu ao gabinete refrigerado e não deu um pio. Pernambuco, pelo menos até o momento, não sabe, portanto, o que o governador pensa sobre o momento.

Para a linha de frente, escalou secretários e o comando da Polícia. Existem medidas e propostas do Governo? Sim, mas não explicitadas pelo chefe maior do Estado. Mas não seria aconselhável esperar comportamento diferenciado de Câmara, porque seu estilo é diferente do ex-governador Eduardo Campos.

Eduardo, ao contrário de Câmara, teria ido para a linha de frente desde o primeiro momento, enfrentando inclusive a mídia. Era seu estilo, agressivo, aguerrido e corajoso. E deu certo! Nas grandes crises, ninguém sangrou porque ele esteve o tempo inteiro no seu comando.

Falando, ouvindo, agindo e até dando o murro na mesa. Um grande político ou gestor se forja nas mais temíveis adversidades. Todo o ambiente é favorável ao forte; de um modo ou de outro ele o ajuda a cumprir a missão que se impôs e a conseguir ir porventura mais além das barreiras marcadas.

Voltaire, pensador francês, dizia que não existem grandes conquistadores que não sejam grandes políticos. “Um conquistador é um homem cuja cabeça se serve, com feliz habilidade, do braço de outrem”, ensinou ele. Esta lição provavelmente tenha levado Eduardo a ser agressivo na ação, diferente do seu sucessor.

Porque, convenhamos, Eduardo foi forjado na política. Câmara, na área técnica. São poucos os políticos que tinham o manejo da política como Eduardo. Num momento de uma crise como esta, ele usava a sua sabedoria política para vencer todas as barreiras. Eduardo fazia assim, porque ouvia pouca gente.

O que valia, de fato, para ele, era o seu feeling. Já Paulo, ouve muita gente, até pela pouca experiência política. Ao escrever “O Príncipe”, Maquiavel desejava guiar os governantes, alertando-os sobre as armadilhas da selva política, esta mesma selva que vive, hoje, Paulo Câmara.

Um príncipe, seguindo os preceitos de Maquiavel, não devia medir esforços nem hesitar, mesmo que diante da crueldade, se o que estivesse em jogo fosse a integridade nacional e o bem do seu povo.

Câmara age sem falar, tomando decisões em cima do conjunto do que pensa seus assessores mais próximos. Não sabe que as pessoas de sucesso na gestão pública são aquelas que sabem reconhecer a necessidade de provocar, em vez de esperar para se adaptarem ao que os outros dizem ou pensam.

COM UCHOA– Integrante da bancada de oposição na Assembleia, o deputado Romário Dias (PTB) vê um cenário favorável para a reeleição de Guilherme Uchoa (PDT) e garante que, independente de surgir um candidato para bater chapa, vota com Uchoa. “Mas esta discussão que observamos, hoje, pela mídia está equivocada”, alerta.

Até o PT chia– O PSDB parece ter razão quando diz que a presidente Dilma traiu seus eleitores. Petistas estão aderindo a esta linha política. O marido da deputada Maria do Rosário (PT-RS), Eliezer Pacheco, usou as redes sociais para lançar seu grito de guerra: “Não foi nisso que nós votamos.

A política é diabólica– A carta do deputado Alberto Feitosa (PR) apelando para o presidente da Assembleia, Guilherme Uchoa (PDT), renunciar, tem lá suas razões: abrindo mão da reeleição, Uchoa passa o comando da Casa para o PSB, o que abriria a possibilidade de o PR disputar a Primeira-Secretaria. Com quem? Com o próprio Feitosa. É a política do olhando do umbigo para baixo.

Discriminação– O prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), aguarda há mais de 20 dias uma audiência pedida ao governador Paulo Câmara (PSB) para resolver broncas no município que dependem diretamente do Estado. Mas nem um e-mail o Palácio manda ao prefeito justificando as razões da demora ou dificuldades de recebê-lo.

Aumento excluído– Sobre o comentário de ontem, o ex-secretário estadual de Imprensa, Ivan Maurício, esclarece que em nenhum momento o ex-governador João Lyra (PSB) negociou percentuais de aumento de salários com a Polícia Militar para pôr fim à greve do ano passado. “Todos os itens que implicavam em despesas de pessoal foram excluídos da pauta por ordem dos impedimentos da legislação eleitoral em vigor”, garantiu.

CURTAS

FIAT– De volta a Pernambuco, o ministro Armando Monteiro, do Desenvolvimento, visita, hoje, a fábrica da Fiat em Goiana e depois almoça com a direção da montadora. Já o senador eleito Fernando Bezerra, em campanha para governador, visita a usina Pumaty, em Joaquim Nabuco. 
CUSTÓDIA– O prefeito de Custódia, Luiz Carlos (PT), garante que os servidores da ativa estão com seus salários em dia. Ressalta, entretanto, que há atraso com os aposentados, mas apenas de um mês, dezembro, com data marcada para pagamento: próximo dia 30.
Perguntar não ofende: Quando o governador vai sair da reclusão?

'Mas o que me der ouvidos habitará em segurança, e estará livre do temor do mal'. (Provérbios 1-33)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Coluna da quinta-feira por Magno Martins

No colo de Câmara

O governador Paulo Câmara (PSB) tem que mostrar capacidade de diálogo, negociação e jogo de cintura para evitar o pior cenário nesta crise na segurança pública mais adiante: a greve da Polícia Militar.

Reunidos, ontem, os principais segmentos da corporação deram um prazo até 10 de fevereiro para o Governo se posicionar sobre seus pleitos.

São reivindicações antigas, que provocaram a greve de maio de 2014, na qual o ex-governador João Lyra, atordoado com arrastões na Região Metropolitana por falta de policiamento, teve que recorrer às tropas federais, sendo atendido de imediato pela presidente Dilma.

Naquela ocasião, para pôr fim ao movimento, que apavorou a população, devido aos saques em supermercados e no comércio em geral, Lyra acatou uma proposta que acabou sobrando para o seu sucessor. Os policiais militares querem um aumento entre 30% a 50%, dependendo da patente.

Exigem, ainda, reestruturação da Hospital da PM, no Derby, e a implantação de um programa de gratificação por risco de vida no salário base da categoria, proposta que tramita na Assembleia Legislativa. O documento, enfim, avalizado por Lyra envolve nada mais nada menos do que 18 itens.

Isso sem falar num fato novo eclodido na crise do sistema penitenciário, com três dias de rebeliões: a proteção dos presídios por parte de agentes penitenciários e não policiais militares, que se recusam a acumular a função. Difícil para o Governo?

Pelo menos no plano salarial, impossível. Não há precedente no Estado para aumentos salariais em patamares exigidos pelos militares, não só porque os índices estão muito acima da inflação oficial como, acatados, o Governo estaria provocando uma reação em cadeia por parte de outras categorias, a começar pela Polícia Civil.

Sendo assim, o governador tem pela frente um grande desafio. Se motim em presídios já deixa o Estado refém da agenda negativa, imagine uma greve da Polícia Militar em pleno Carnaval!

SEM CARNAVAL– Sem dinheiro sequer para pagar em dia os servidores e manter os serviços essenciais, prefeitos começam a cancelar o Carnaval. O primeiro a tomar decisão corajosa foi Luciano Duque (PT), de Serra Talhada. Ontem, o prefeito de Limoeiro, Thiago Cavalcanti (PROS), também se dobrou à dura realidade e, em nota, informou que o município fica sem os festejos momescos.

Risco de degola– A versão vem dos próprios petistas: o ex-prefeito João Paulo teria sido rifado da lista de Dilma para a Codevasf por causa da rejeição das suas contas de prefeito do Recife referentes ao exercício de 2008. Há, também, indícios que o petista também perderá a guerra contra outros processos cabeludos que correm na instância federal.

Piada de salão– A candidatura de Edilson Silva (PSOL) à Presidência da Assembleia Legislativa caiu na galhofa. Corre o risco de ter apenas o voto dele, porque a oposição não morre de amores pelo seu estilo, preferindo, se for o caso, a reeleição de Guilherme Uchoa. Silva quer, na verdade, espaço na mídia e está conseguindo.

Tropa conselheira– Secretários mais próximos a Paulo Câmara foram convocados, ontem, para uma reunião de emergência no Palácio ao meio dia. Em pauta, a crise no sistema penitenciário, que tem tirado o sono do governador. As decisões sobre o assunto, portanto, estão sendo tomadas em conjunto e não de forma isolada pelo chefe.

O porta-voz – Responsável pela assembleia dos militares, ontem, no Centro de Convenções, que culminou na primeira proposta levada ao Governo para evitar a greve da PM, o deputado Joel da Harpa (PROS) também conduziu, em seguida, a manifestação da tropa pelas ruas da cidade em protesto contra a morte do sargento Carlos Silveira, na primeira rebelião no Aníbal Bruno, segunda-feira passada.

CURTAS

CALOTE– Não é só o prefeito de Águas Belas que não paga o salário dos servidores em dia. Em Custódia, Luiz Carlos (PT) está sem honrar a folha há dois meses, gerando um clima de insatisfação e revolta na categoria, que já fala em promover manifestações.

ASFALTO– Carlos Alberto, dono da empreiteira responsável pelas obras de restauração da PE-292, ligando Albuquerquené a Afogados da Ingazeira, garantiu ao Governo que, a partir de hoje, operários começam a chegar ao canteiro de obras para instalação da usina de asfalto.

Perguntar não ofende: Qual a saída que o Governo dará para o elefante branco do presídio de Itaquitinga?

'Como o rugido do leão jovem é a indignação do rei, mas como o orvalho sobre a relva é a sua benevolência'. (Provérbios 19-12)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Coluna da quarta-feira, por Magno Martins


O naco do PT estadual

Sem mandatos a partir de fevereiro, os deputados federais petistas não reeleitos Pedro Eugênio e Fernando Ferro, além de João Paulo, que perdeu a eleição para o Senado, passaram a integrar uma misteriosa lista do segundo e terceiro escalões encaminhada pelo partido a presidente Dilma.

A João Paulo, seria entregue o comando da Codevasf, a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, poderoso feudo do clã Coelho de Petrolina, de onde brotam recursos para projetos de irrigação que povoam a região banhada pelo rio da integração nacional.

O orçamento da Codevasf para este ano está em torno de R$ 2 bilhões, nada, portanto, desprezível, mas o grande impedimento para o PT bancar o ex-prefeito do Recife está na queda de braço com o PP, o Partido Progressista, que hoje controla o Ministério da Integração Nacional.

Mas as notícias que chegam de Brasília dão conta de que Dilma tem interesse em bancar João Paulo para um órgão de segundo escalão que possa cacifar seu poderio político em Pernambuco com vistas às eleições de 2016. Passa pela cabeça de João disputar a Prefeitura do Recife.

Quanto a Pedro Eugênio e Fernando Ferro, o primeiro já objeto de rasgados elogios pelo ministro do Desenvolvimento Econômico, Armando Monteiro Neto, sugerindo que seria aproveitado na sua estrutura, o que até o momento não se deu. Fala-se ainda na possibilidade de Eugênio ocupar uma diretoria no Banco do Nordeste.

Já Fernando Ferro, pela sua formação e sua origem na vida pública atuando na área elétrica, é cogitado para uma diretoria da Chesf – Companhia Hidrelétrica do São Francisco. Responsável pela tal lista dos nomes do PT pernambucano, a presidente da legenda, Teresa Leitão, está confiante.

Acha que João Paulo, Ferro e Pedro Eugênio têm uma larga experiência e podem emprestar ao Governo bons serviços, mas, por precaução, prefere esperar as sinalizações do Planalto, sem especificar o destino dos seus companheiros de partido.

BRIGA FEIA– Por acha que foi “rebaixado” ao perder o Ministério das Cidades para o PSD, o PP quer agora manter o controle da Codevasf e indicar, também, o diretor-geral do Departamento Nacional de Obra Contra a Seca (Dnocs). Já o PT está de olho na Eletronorte, com orçamento de R$ 1 bilhão, e o PR no Dnit, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, com orçamento de R$ 11 bilhões.
Ficha imunda– Quando um prefeito ou qualquer gestor tem mais de uma conta rejeitada pelos tribunais não é mais classificado como ficha suja, como de praxe. Os técnicos do Tribunal de Contas da União só se referem a estes como “fichas imundas”. Ex-prefeitos na imundície estão, portanto, fora da disputa de 2016.

Saia justa – Em artigo postado, ontem, no meu blog, o deputado Rodrigo Novaes (PSD), que se proclamou independente no processo eleitoral para renovação da mesa diretora da Assembleia Legislativa pôs uma saia justa no presidente estadual da legenda, André de Paula, adepto do quinto mandato para Guilherme Uchoa (PDT).

Com Uchoa– Assessor especial da deputada estadual Raquel Lyra (PSB), em temporada de férias no Exterior, o radialista Rubens Júnior nega que a parlamentar defenda candidatura própria para presidente da Assembleia. Segundo ele, ela segue a orientação do partido, votando pela reeleição de Guilherme Uchoa se o PSB fechar questão.

Para irritar Dilma – No plano nacional, a volta de Raul Jungmann (PPS), vereador no Recife, para a Câmara dos Deputados com a convocação de quatro federais para o primeiro escalão de Paulo Câmara, está sendo interpretado como uma contribuição do PSB pernambucano para reforçar a oposição a Dilma. Criativo, Jungmann é bom de briga.


CURTAS

O DRAMA– Se a Polícia Militar decidir pela greve, o governador Paulo Câmara tem quer recorrer ao Governo Federal para pedir apoio de tropas federais. Como fez, aliás, o ex-governador João Lyra Neto na paralisação da PM por reajuste salarial.

A RAZÃO– A decretação da greve tem outra motivação: a segurança dos presídios é competência dos agentes penitenciários e não da PM, que estaria acumulando a função. Além da segurança, os policiais também vão debater a questão salarial.

Perguntar não ofende: O Governo vai cumprir o que acertou em termos de aumento salarial com a PM para acabar a greve de setembro passado?

'Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele'. (Provérbios 22-6)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

COLUNA DA SEGUNDA-FEIRA

Por Magno Martins


PT no mato sem cachorro

Chegam informações de Brasília, através da coluna do sempre bem informado Ilimar Franco, de O Globo, que o PT pernambucano não se sentirá contemplado em termos de Nordeste com a ida do governador baiano Jacques Vagner, em reta final de mandato, para o primeiro escalão de Dilma.

E que brigará pelo seu quinhão. Com razão! Afinal, a política se traduz essencialmente na permanente luta pela conquista do poder. O problema, entretanto, é que o partido saiu aniquilado das urnas. Perdeu a eleição para governador, aliado com Armando, e não emplacou João Paulo senador.

No rastro do insucesso na eleição majoritária veio o pior: não elegeu um único deputado federal, cenário que cria, naturalmente, dificuldades para cantar de galo no terreiro de Dilma, exigindo cargos. O PT estadual está no seu papel de berrar. Quem não chora, não mama, já diz o ditado popular.

Mas o grande entrave do PT em Pernambuco passa pela qualificação dos seus quadros. Humberto Costa já foi ministro e não se saiu bem. O deputado Pedro Eugênio, antes de eleito, passou por uma diretoria do Banco do Nordeste, e não teria cacife para emplacar um Ministério.

Fernando Ferro é do setor elétrico, mas não tem perfil de ministro. Quem restaria? Fala-se em Mozart Sales, ex-coordenador nacional do programa Mais Médicos. Candidato a deputado federal, Sales teve uma expressiva votação: 73.967 votos. Atirou na trave, mas não fez o gol.

No Ministério da Saúde, porém, desempenhou muito bem o seu papel e ganhou a confiança da presidente Dilma. Mozart não é da corrente de Humberto nem da de João Paulo. Suas ligações com o PT passam longe de Pernambuco, têm raízes com o ex-ministro Alexandre Padilha (Saúde).

Que, por sinal, está enfraquecido por ter pedido a eleição para governador de São Paulo. Uma eventual ascensão de Mozart ao Ministério de Dilma criaria mais cisão no PT pernambucano, porque não agradaria a corrente majoritária de Humberto, por um lado, nem a João Paulo, por outro.

ANÚNCIO – O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ligou, ontem, para o senador Armando Monteiro Neto (PTB) para confirmar que seu nome será oficializado, hoje, para a pasta de Desenvolvimento Econômico. Já Katia Abreu, também confirmada para o Ministério da Agricultura, só deve ter seu nome anunciado na próxima quinta-feira. Ao fatiar o anuncio da equipe, Dilma vai criando, na prática, uma agenda positiva.

A grande família – Nem Fernando Filho, reeleito deputado federal, nem Miguel Coelho, eleito deputado estadual. Para prefeito de Petrolina nas eleições de 2016, o senador eleito Fernando Bezerra Coelho já está preparando a candidatura de outro herdeiro: Pedro Coelho. É o que corre nos bastidores da política na terra do maior grupo político do Sertão.


Entre três pastas– O que se diz em Brasília é que o ex-governador da Bahia, Jacques Wagner, é nome certo na equipe de Dilma. Tanto pode ir para o Ministério das Cidades quanto o de Comunicações ou até Saúde. Para ficar em forma, Wagner relaxa com a mulher, por uma semana, no Kurotel, tradicional centro médico e spa de Gramado (RS).

Sertanejo revolucionário– Do prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), ao lamentar a morte do empresário sertanejo e militante histórico do antigo MDB Antônio Godoy: “Homem combativo, de consciência política apurada. Foi com ele que aprendi, ainda em plena ditadura, a combater o bom combate. Era, verdadeiramente, um revolucionário firme e convicto”.

PSDB SEM LIDERANÇA - Morto em março deste ano, aos 66 anos, o ex-deputado Sérgio Guerra faz muita falta ao PSDB. Foi sob o seu comando que o partido teve a maior representatividade na Assembleia (seis deputados) e o maior número de prefeitos eleitos (26). Mais do que isso, Guerra era uma liderança nacional respeitada. Hoje, o partido é um barco à deriva nas mãos de Bruno Araújo (foto).

CURTAS

SUPLENTES– O governador eleito Paulo Câmara agiliza a escolha do secretariado ao longo desta semana. Já estaria certa a convocação de pelo menos três federais, para abrir vagas aos suplentes Augusto Coutinho (DEM), Fernando Monteiro (PP) e Cadoca (PCdoB), nesta ordem.

VAI DE UCHOA– Quanto aos deputados estaduais, Câmara quer resolver, primeiro, a pendenga da eleição da mesa diretora da Assembleia. Está inclinado a apoiar o quinto mandato de Guilherme Uchôa na presidência se a Casa aprovar nova mudança na Constituição.

Perguntar não ofende: Quantos secretários Geraldo Júlio vai mudar em consequência da equipe de Paulo Câmara?

'A mulher graciosa guarda a honra como os violentos guardam as riquezas'. (Provérbios 11-16)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

UM PACTO PELA BOA GOVERNANÇA



Coluna Fogo Cruzado – 18 de novembro

Paulo Câmara e seu vice, Raul Henry, participaram ontem no Distrito Federal do seminário “Pacto pela Boa Governança” promovido pelo TCU

Boa iniciativa a do TCU de realizar em Brasília, ontem, com a colaboração dos Tribunais de Contas dos Estados, o seminário “Pacto pela boa governança” destinado à presidente Dilma Rousseff (representada pelo vice Michel Temer) e aos governadores recém eleitos. Sem prejuízo de suas atividades de controle externo, o TCU elaborou um relatório sobre os gargalos da administração pública em cinco áreas (previdência, educação, saúde, segurança e infraestrutura) e o passou às mãos dos governantes, entre os quais o de Pernambuco, Paulo Câmara, que esteve no evento acompanhado pelo vice Raul Henry. Conforme as palavras do presidente do TCU, passado o momento eleitoral é hora de “desarmar os palanques e os espíritos” em favor do bem comum, que não é governo e nem oposição. Daí todos terem assinado a “Carta de Brasília” com o compromisso de trabalhar pela “boa governança” olhando exclusivamente o futuro do país.

Gargalos da gestão pública

Augusto Nardes, presidente do TCU, deixou alguns governadores assustados ao apresentar alguns “gargalos” da administração pública estadual: 81% dos hospitais não têm pessoal suficiente, 61 mil professores estão fora da sala de aula e 26% dos servidores já poderão se aposentar em 2015 e 46% em 2017. Disse também que se não foi feita uma nova reforma na Previdência ela vai se transformar em curto prazo numa “bomba relógio de efeito retardado”.

Pacto – A Amupe esteve presente no “Pacto pela boa governança” através dos prefeitos Luciano Duque (Serra Talhada) e Eduardo Tabosa (Cumaru). Mas quem brilhou mesmo no evento foi o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, quando provou por “A” mais “B” que a Federação não existe porque a União fica com 70% do dinheiro que arrecada.

Congresso – O II Congresso Nordestino de Municípios será realizado no Recife em outubro do próximo ano. O primeiro, que reuniu cerca de mil prefeitos, foi realizado este ano em Salvador.

Ausente – O deputado Tony Gel (PMDB) não confirma as versões que circulam em Caruaru de que já estaria se preparando para disputar a prefeitura pela 5ª vez. Quer mesmo é ficar na Alepe.

Déficit – O custo médio de uma equipe de PSF é R$ 32 mil, mensais, mas o governo federal só repassa para as prefeituras R$ 9 mil. Para a merenda, a União repassa 50 centavos per capita.

Ascensão – Vice-governador eleito do Amazonas, o deputado federal Henrique Oliveira (SD) formou-se engenheiro de Minas na UFPE e trabalhou como oficial de gabinete no governo de Roberto Magalhães ao lado de André de Paula (foto), hoje também deputado federal pelo PSD.

Marcação – Apenas um vereador de Garanhuns, Sivaldo Albino (PPS), faz oposição cerrada ao prefeito Izaías Régis (PTB), que aparentemente não dá bolas para as críticas do adversário. Agora, porém, o Ministério Público entrou na parada para apurar denúncias feitas por Albino.

Legado – Em parceria com a FPF (Federação Pernambucana de Futebol), A OAB-PE vai promover na próxima quinta um seminário intitulado “O legado da Copa”. Para Pernambuco não há dúvida de que o saldo positivo foram as obras de mobilidade, algumas das quais ainda inconclusas. E, o negativo, os R$ 6 milhões/mês que o Estado vai pagar à Odebrecht pelo período de 30 anos.

Parceria – Hoje, a partir das 9h, vão se reunir no Centro de Convenções as Comissões de Verdade de Pernambuco e de Alagoas. O objetivo é identificar casos de violação aos direitos humanos que ocorreram lá e cá. O caso mais emblemático foi a morte, antecedida pela prática de tortura, do estudante alagoano Odijas Carvalho de Souza nas dependências do Hospital da PM-PE em 1971.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

DISCURSO DE AÉCIO NADA TEVE DE NOVO


Coluna Fogo Cruzado – 7 de novembro
Foto: Orlando Brito

Aécio deu um “tom eleitoral” ao seu primeiro discurso no Senado após o segundo turno da eleição presidencial

Esperava-se mais de Aécio Neves no primeiro discurso que fez no Senado após o segundo turno da eleição presidencial. A expectativa do país era que desse o “tom político”, e não “eleitoral”, do comportamento do PSDB em relação ao próximo governo na linha do que costumava fazer o seu avô, Tancredo Neves, sempre que ia à tribuna da Câmara ou do Senado para marcar posição contra o regime militar. O discurso do senador não teve nada de novo em relação ao que já havia dito na última campanha presidencial. Centrou-o no escândalo da Petrobras, que já está sendo apurado por duas CPIs, o Ministério Público Federal e o TCU, quando poderia ter-lhe dado uma conotação mais ampla de quem realmente está preocupado com as futuras gerações e não com a próxima eleição presidencial que vai se realizar em 2018. Foi um discurso de quem perdeu a eleição e não de quem pretende liderar a oposição durante os próximos quatro anos.

Hora de desmontar os palanques

O senador eleito Fernando Bezerra (PSB) clarificou ontem sua posição em relação ao governo federal. “Estamos na oposição e vamos trabalhar na oposição, mas isso não significar interditar o diálogo com quem está no governo”, disse ele. O senador afirmou também que a campanha política chegou ao seu final e que é hora de desmontar os palanques, ou seja, de trabalhar duro junto ao governo federal para que o fluxo de recursos para Pernambuco não seja interrompido.

Jantar – Diferentemente do que se disse aqui, havia dois peemedebistas de Pernambuco no jantar que Michel Temer ofereceu anteontem, em Brasília, a cerca de 140 correligionários: Raul Henry (vice-governador eleito) e Júlio Lossio (prefeito de Petrolina). Raul não costumava ir a reuniões do “PMDB governista”. Mas como agora é governo resolveu rever o comportamento.

CPI – Seis vereadores de Garanhuns requereram a instalação de uma CPI para apurar supostas irregularidades do prefeito Izaías Régis (PTB) no preenchimento de cargos em comissão.

Saída – Como o PTB de Arcoverde ficou pequeno para abrigar a prefeita Madalena Britto e o deputado federal eleito, Zeca Cavalcanti, um dos dois terá que sair antes de setembro de 2015.

Ficção – Basta ler a prestação de contas de alguns deputados federais de Pernambuco para se chegar à conclusão de que o ex-deputado Thales Ramalho tinha razão: “Em papel cabe tudo”.

Volta – Derrotado na disputa por uma cadeira de deputado estadual nas últimas eleições, o ex-prefeito de Igarassu e de Paulista, Yves Ribeiro (foto), já recebeu a garantia do seu partido (PSB) de que não ficará desemparado. Voltará à Casa Civil para ocupar uma de suas diretorias.

Força – No PSB já há quem concorde entregar a 1ª secretaria da Assembleia ao deputado Guilherme Uchoa (PDT) em reconhecimento aos serviços prestados por ele aos dois governos de Eduardo Campos. Caso isto venha a ocorrer, ele continuará mais forte do que está hoje.

Alento – Descrentes com a possibilidade de o Governo de Pernambuco institucionalizar o FEM (Fundo de Apoio aos Municípios) a partir de janeiro do próximo ano, prefeitos já se mobilizam para pressionar seus deputados a aprovarem ainda este ano, em 2º turno, a “PEC do FPM”. Se ela passar, haverá um reforço de caixa nas prefeituras de cerca de R$ 3,5 bilhões a contar de julho de 2015.

Ameaça – Diz uma regra da política que quem quer sair de partido pede desfiliação e vai embora, jamais fica ameaçando. Políticos do PR de Pernambuco já ameaçaram diversas vezes promover uma “desfiliação em massa” em solidariedade a Inocêncio Oliveira, destituído da presidência, mas até agora ninguém saiu. Até porque não têm para onde ir porque todos os outros são iguais

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

NÃO DEU SORTE A JUNÇÃO COM O PSDB




Coluna Fogo Cruzado – 24 de outubro

Caso se confirma a vitória de Dilma no próximo domingo, a relação entre o Palácio do Campo das Princesas e o Palácio do Planalto será meramente institucional

As pesquisas do Ibope e Datafolha divulgadas ontem, mostrando Dilma à frente de Aécio, pela primeira vez neste segundo turno, acima da margem de erro, sepultaram as esperanças da Frente Popular de alinhar o governo Paulo Câmara com o Palácio Planalto. Até outubro de 2013, como se lembra, esse alinhamento foi benéfico para o Governo do Estado. Por ter sido aliado de Lula em cinco campanhas presidenciais, o PSB conseguiu o que quis com Lula e Dilma por meio do governador Eduardo Campos. A partir de janeiro, porém, caso se confirme a vitória da petista, o tratamento de “pai para filho” será coisa do passado. Ela não vai, obviamente, retaliar o Estado por causa da posição política do governador, mas a relação será meramente institucional. Paulo Câmara sabia que pagaria um preço se Dilma ganhasse a eleição. Mas não teve receio de aliar-se ao PSDB, que nunca havia marchado com o PSB numa campanha presidencial.

É o voto da gratidão

De passagem ontem pelo Recife, o vereador (em Triunfo) e ex-presidente da UVP, João Batista Rodrigues (PTB), disse ter uma explicação para o amplo favoritismo de Dilma (PT) na região Nordeste (70% x 30% de Aécio, segundo o Datafolha): o “voto da gratidão”. Segundo ele, a maioria dos nordestinos vai votar em Dilma não apenas pela Bolsa Família, mas pelo conjunto de ações que os governos dela e de Lula fizeram na região, “onde não se morre mais de fome”.

Futurologia – Confirmando-se a derrota de Aécio no próximo domingo, a Frente Popular entrará em 2014 com três candidatos à prefeitura do Recife: Geraldo Júlio (PSB), Daniel Coelho (PSDB) e Priscila Krause (DEM). O PT, favorecido pela eventual vitória de Dilma, tentará reconquistá-la com o senador Humberto Costa ou mesmo com o deputado derrotado João Paulo.

Gratidão – Em caso de vitória de Dilma, ela será eternamente grata a Marília Arraes (PSB), única pessoa da família de Eduardo Campos que se negou a apoiar Aécio Neves (PSDB).

Playboy – Para contrapor-se à imagem de “playboy”, com que o PT tentou carimbá-lo, Aécio passou a viajar o Brasil em companhia da filha, Gabriela, para mostrar que também tem família.

Cardápio – De Lula, 4ª passada, num comício em Campo Grande (MS): “Pobre, depois do meu governo, deixou de comer pescoço de galinha. Agora só compra peito, coxa e sobrecoxa”.

2º turno – O PT vai garantir no próximo domingo mais um governo estadual para o partido: o do Ceará. Graças à força dos irmãos Ciro e Cid Gomes, que se filiaram ao PROS após sair do PSB rompidos com Eduardo Campos, será eleito o deputado estadual Camilo Santana.

Paixão – O advogado Antônio Campos agradece aos membros do PSB que andaram cogitando o nome dele para disputar a prefeitura de Olinda em 2016, mas diz que não tem interesse nesse projeto. Sempre participou da política, secundariamente. Mas sua grande paixão é a literatura.

Perfil – Coordenador da campanha de Paulo Câmara (PSB) no Pajeú, o ex-prefeito de Itapetim, Adelmo Moura (PSB), declarou no Recife que ele deixou “ótima impressão” perante os sertanejos por duas coisas: “humildade e simplicidade”. Já o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) registrou numa entrevista o fato de o governador eleito ser “bom caráter” e uma pessoa oriunda da classe média.

Ministro – Tivesse o PTB apoiado Dilma, o senador Armando Monteiro (PE) seria um forte candidato ao Ministério do Desenvolvimento Econômico, em caso de vitória dela no próximo domingo. Como o partido não está na coligação que apoia a atual presidente, o senador pernambucano pode até fazer parte do próximo governo, mas na “quota pessoal” dela, e não do partido.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

ÚLTIMA CHANCE DE AÉCIO É O DEBATE



Coluna Fogo Cruzado – 23 de outubro

O Brasil experimentou inicialmente a “onda Marina”, depois a “onda Aécio” e agora ensaia a “onda Dilma” nesta reta final do segundo turno

O Brasil chega à última semana da campanha presidencial literalmente dividido: 47% dos eleitores propensos a votarem em Dilma, 43% em Aécio Neves e 4% de indecisos, segundo a pesquisa do Datafolha divulgada ontem. No primeiro turno da eleição, ensaiou-se a “onda Marina” logo após a ex-senadora substituir Eduardo Campos na chapa presidencial do PSB. A candidata apareceu numa das pesquisas com 51% dos votos válidos, dando a entender que era a bola da vez. A “onda”, porém, desmanchou-se rápido quando o Brasil passou a conhecer melhor as suas fragilidades. Veio em seguida a “onda Aécio” após a chegada do tucano ao 2º turno. Ele também figurou em algumas pesquisas com mais de 50% dos votos válidos. Agora desponta a “onda Dilma” malgrado 75% dos eleitores terem confessado, lá atrás, que queriam um “governo de mudanças”. Aécio ainda tem uma chance de virar o jogo: o debate da Globo de amanhã à noite.

A mudança não desejada

Aécio cometeu um erro grave ao anunciar que Armínio Fraga, ex-presidente do BC no governo FHC, seria seu ministro da fazenda. O “mercado” gostou da escolha. Mas a média dos eleitores, não. Isso ficou claro após Dilma ter explorado na TV declarações de Armínio dizendo que o salário mínimo no país está alto demais e que é necessário tirar dos bancos públicos algumas de suas atribuições. É como se o eleitor dissesse o seguinte: “A gente quer mudar, mas não por aí”.

Time – O governador eleito Paulo Câmara (PSB) não terá muitas caras novas no 1º escalão, que será formado por pessoas que já trabalharam no governo Eduardo Campos, com raras exceções. Antônio Figueira, Renato Thiebaut e José Neto são nomes certos para o time. Já Danilo Cabral, Tadeu Alencar e Felipe Carreras (PSB) também são opções, mas preferem a Câmara Federal.

Sertão – O escritor, pesquisador e folclorista Zelito Nunes (UFRPE) lançará amanhã no Clube Alemão, a partir do meio dia, o seu mais recente trabalho, intitulado: “No sertão onde eu vivia”.

Tradição – Desde que passou a PEC da reeleição (1997), nenhum governador do RS conseguiu ser reeleito e Tarso Genro (PT) não será exceção à regra. Vai perder para Ivo Sartori (PMDB).

Vitória – Surubim fez majoritários na cidade, tanto para a Alepe como para a Câmara Federal, dois filhos da terra (do PSB): Danilo Cabral (12.202) e Nilton Mota (8.170), respectivamente.

Vácuo 1 – Único irmão de Eduardo Campos, o advogado Antônio Campos (foto) já tem o nome cogitado no PSB para disputar a prefeitura de Olinda em 2016. Não se sabe se tem interesse. Mas se tiver a chance é grande, sobretudo por ter levado para lá a Fliporto, da qual é curador.

Vácuo 2– Com a morte de Eduardo Campos, os grandes líderes políticos do Nordeste passaram a ser Jaques Wagner (PT) e Cid Gomes (PROS). O primeiro fez o sucessor na Bahia (Rui Costa) e o segundo deverá fazer também no Ceará (Camilo Mendonça), de acordo com as pesquisas.

Adeus – Remanescente do velho PTB (fase pré-64), o gaúcho Cibilis Viana morreu ontem no RJ aos 94 anos de idade. Foi chefe de gabinete de Brizola nos governos do RS e do RJ, um dos líderes da “cadeia da legalidade” que lutou pela posse de Jango em 61, após a renúncia de Jânio Quadros, e um dos fundadores do PDT junto com os pernambucanos Lamartine Távora e José Carlos Guerra.

Núcleo – Caso seja eleito presidente, Aécio garante que o “núcleo do governo” será formado pelo PSDB, PSB, PP e o “lado bom” do PMDB. Bobagem do candidato tucano porque quem controla o PMDB é Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, Henrique Alves, Eduardo Cunha, Moreira Franco e outras figuras carimbadas da política. E sem o apoio desse partido não se governa o Brasil.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

AGRESSÃO A DILMA FEZ MAL A AÉCIO



Coluna Fogo Cruzado – 22 de outubro

Aécio começou a cair nas pesquisas após o debate do SBT, quinta-feira da semana passada, no qual foi extremamente duro com a presidente Dilma Rousseff

Até quinta-feira da semana passada, Aécio estava à frente de Dilma (51% a 49%) na disputa pela Presidência da República, embora no limite da margem de erro. Nos cinco dias seguintes, porém, caiu um ponto no Sudeste e Dilma cresceu cinco, perdeu dois no Sul e a presidente, um; perdeu dois no Nordeste e Dilma cresceu três, perdeu nove no Centro Oeste e a presidente cresceu seis, e perdeu um no Norte, ao passo que a petista cresceu quatro. Enquanto isso, a avaliação positiva do governo Dilma subiu para 42% e a negativa caiu para 20%, a menor desde novembro de 2013. Para completar o rol de notícias ruins para o tucano, a vantagem dele nas grandes cidades caiu de nove para um ponto percentual e sua taxa de rejeição ultrapassou a de Dilma (40% x 39%), tudo segundo o Datafolha. Como o único fato relevante que houve no período foi o debate do STB, conclui-se que o Aécio agressivo que apareceu na TV foi a causa da queda.

O marketing e a política

O “marketing” é um complemento da “política”, mas não deve jamais substituí-la. Candidato que permite isto geralmente se ferra. Aécio, neto de Tancredo Neves, construiu a imagem de político suave em mais de 30 anos de vida pública. No debate do SBT, porém, foi na onda dos seus marqueteiros e classificou Dilma de “leviana” e “mentirosa”. Desconhece o verso de Capiba segundo o qual “em mulher não se bate nem com uma flor”. E perdeu 4% do eleitorado feminino.

Debandada – Inocêncio Oliveira considera insustentável sua permanência no PR porque acha que foi traído pelo deputado Anderson Ferreira, que o substituiu na presidência. Por isso irá a Brasília na próxima terça-feira em busca de novo partido para chamar de seu. Caso encontre legenda disponível, levará consigo um deputado federal, três estaduais, 17 prefeitos e 52 vices.

Bagunça – Dos sete prefeitos que o PMDB atualmente possui em Pernambuco, nenhum votou em candidatos do partido para a Assembleia Legislativa. É cada um por si e nada acontece.

Dúvida – A pergunta que mais se ouviu ontem nos corredores da Alepe foi a seguinte: “E se Dilma (PT) for reeleita, qual o tratamento que o Palácio do Planalto dará a Paulo Câmara?”

Ausência – Wolney Queiroz (PDT), deputado federal reeleito, não participou da carreata “pró Aécio” que a Frente Popular fez em Caruaru no último domingo. É eleitor de Dilma (PT).

Alternância – Do ex-governador Roberto Magalhães (foto) sobre o resultado das últimas pesquisas: “Dilma está com 12 anos de poder – 8 como ministra de Lula e 4 como presidente da República. Se ganhar, terá ficado no poder 16 anos. Vai querer concorrer com Fidel Castro?”

Desdém – Por causa do apoio do PSB à candidatura de Aécio, o Planalto já cortou, inclusive, a relação institucional que mantinha com Pernambuco. Dois ministros estarão hoje em Floresta (Miriam Belchior e Francisco Teixeira) e o governador João Lyra Neto sequer foi avisado.

Abstenção – A taxa de abstenção no próximo domingo, especialmente naqueles estados que já escolheram o governador no 1º turno como é o caso de Pernambuco, é o que mais preocupa os aliados de Dilma (PT). Isso porque os candidatos a deputado, eleitos ou derrotados, não gastam dinheiro e tempo na campanha dos outros. Quem ganhou está descansando e quem perdeu curte a derrota.

Invasão – Desde a derrota de Humberto Costa na disputa eleitoral pela prefeitura do Recife, em 2012, a militância do PT estava encolhida. Nem mesmo agora em 2014, na campanha de João Paulo para senador, notou-se a presença dos petistas nas ruas. De ontem para cá, todavia, depois que pesquisas apontaram Dilma à frente de Aécio, a militância ocupou as ruas de Petrolina, Goiana e Recife.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

PERNAMBUCO PODE DECIDIR A ELEIÇÃO


Coluna Fogo Cruzado – 16 de outubro


Dilma Rousseff e Aécio Neves estão numa luta desesperada pelo espólio de Marina Silva em Pernambuco, que soma dois milhões de votos

Dilma perdeu para Marina em Pernambuco no primeiro turno da eleição presidencial. A diferença foi de quatro pontos porcentuais, ficando Aécio Neves em terceiro lugar com apenas 6% dos votos válidos. Pernambuco foi o único Estado do Nordeste onde a candidata do PT perdeu a eleição, não só pela força da Frente Popular, que partiu fechada com Marina Silva, como pela comoção que se seguiu ao desaparecimento de Eduardo Campos. A batalha agora do segundo turno é pelo espólio de Marina, que obteve em Pernambuco mais de dois milhões de votos. Do ponto de vista nacional, Aécio herdou, segundo as pesquisas, 66% dos votos de Marina. Mas esse percentual em Pernambuco pode ser um pouco maior porque o1º turno foi polarizado entre Dilma e Marina. Quem não vota em Dilma, portanto, deverá caminhar com o senador mineiro. Daí Pernambuco ser um forte candidato a ser o cenário da batalha final.

A transição administrativa

O governador João Lyra Neto nomeará hoje ou amanhã o coordenador da equipe de transição, seguindo o modelo de lei estadual de autoria de sua própria filha, a deputada Raquel Lyra (PSB). A comissão será paritária, com três representantes do atual governo e três indicados pelo governador eleito Paulo Câmara (PSB). A comissão vai cumprir apenas uma formalidade porque Câmara já sabe de cor e salteado como vai receber o Estado a partir de janeiro de 2015.

É cedo – Júlio Lossio (PMDB), prefeito de Petrolina, estaria trabalhando com duas opções à sucessão municipal: o deputado reeleito Odacy Amorim (PT), a mais provável, e o deputado eleito Lucas Ramos (PSB), que pretende ser prefeito, sim, mas não agora, dado que tem apenas 28 anos. Sua prioridade, no momento, é cumprir bem o seu mandato de deputado estadual.

Debate – Aécio (PSDB) venceu todos os debates até agora, tanto no 1º como no 2º turno. Mas como eleição não é “concurso” isso não significa que ele será o vencedor no próximo dia 26.

Fico – A permanência de Roberto Amaral no PSB está incomodando muita gente, especialmente de Pernambuco, que impediu sua eleição à presidência do partido, mas ele já disse que não sai.

Espólio – Cálculos do próprio PSDB: se Aécio conseguir herdar os votos que Marina obteve em SP no 1º turno (25,1% dos válidos), ante 25,8% de Dilma, já pode comprar a roupa da posse.

Inclusão – Colega de Joaquim Francisco (foto) na Faculdade de Direito da UFPE, o ex-deputado José Thomaz Nonô (DEM) coordena a campanha de Aécio em Alagoas e diz que vai tentar incluir Maceió e Aracaju na agenda dele, amanhã, “nem que seja para dar um bom dia”.

Honra – Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, diz ser “questão de honra” para Lula a vitória de Dilma (PT) em Pernambuco. Isso é o tipo de declaração de político amador. Pois, se Aécio Neves (PSDB) sair vitorioso, como ficará a “honra” do ex-presidente?

Neutro – Erundina (PSB-SP) considera um “equívoco” o apoio do PSB ao senador Aécio Neves (PSDB) por três razões: ter sido dado em bases “não programáticas”, contribuir para eternizar a histórica polarização entre o PT e o PSDB, e representar a negação do “discurso da mudança” que foi feito por Eduardo Campos/Marina Silva. A posição mais coerente, disse ela, seria a neutralidade.

Vingança – Lula priorizou três estados do Nordeste neste 2º turno da eleição: PE, RN e CE. Aqui deseja vingar-se do PSB, por ter ficado com Aécio, e não com Dilma. No RN, tentará derrotar Henrique Alves (PMDB), que proibiu o PT de fazer parte de sua coligação. E no CE quer impor uma derrota a Eunício Oliveira (PMDB) por ter ajudado Tasso Jereissati (PSDB) a voltar ao Senado.