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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Aliados a Ciro: contenha-se, não dá pra errar mais

Por Magno Martins 
Ciro Gomes (PDT) teve longa conversa com a cúpula de sua campanha. Foi dito a ele que, agora, não dá mais para errar.

Em miúdos: chega de piti.

O diagnóstico é o de que há pouco tempo para viabilizar uma terceira via, ou o pedetista será esvaziado.

Já a campanha de Fernando Haddad (PT) estuda a melhor forma de se contrapor a Bolsonaro em um eventual segundo turno. Há dúvidas sobre o impacto de uma aliança com diversos partidos, por exemplo. O temor é o de que isso reforce a imagem de anti-establishment do rival.

O mesmo receio habita o PSL. Dirigentes da sigla dizem que não devem aceitar apoio formal de outras legendas –só gestos individuais. Uma aliança poderia tirar peso do discurso de que ele é “contra tudo isso que está aí”.

O PT espera, porém, que o crescimento do capitão reformado nas pesquisas e a mensagem ponderada que vem sendo pregada por Haddad estimulem movimentos da sociedade civil contra Bolsonaro.

A coordenação da campanha petista quer que Haddadconceda menos entrevistas e faça mais em atos nos grandes centros do país. Estão previstas viagens para PE, RS e RJ. (Daniela Lima – Folha Painel)

domingo, 16 de setembro de 2018

Ciro está queimado entre os militares

Por Magno Martins 
A declaração de Ciro Gomes a “O Globo” fez do pedetista persona non grata entre militares.

Ele disse que, se fosse presidente, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, seria demitido e “provavelmente pegaria uma cana” por ter dito que a legitimidade do próximo mandatário pode ser questionada.

Villas Bôas é muito querido nas Forças.

Ele tem uma doença degenerativa, mas segue à frente do Exército, de cadeira de rodas e respirador, com o respaldo dos pares. (Folha Painel

sábado, 8 de setembro de 2018

Ciro retoma campanha. Diz que avisou sobre violência

Por Magno Martins 

Candidato à Presidência pelo PDT não teve reforço na segurança durante evento em Sobral (CE)

Marcel Rizzo – Folha de S.Paulo

Após cancelar compromissos de campanha em Natal e São Luís, devido ao atentado sofrido por Jair Bolsonaro (PSL), o candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) voltou a ter contato com eleitores em seu berço político, na noite desta sexta (7), na região de Sobral (CE), cidade a 240 km de Fortaleza.

Ele chegou de jatinho ao acanhado aeroporto da cidade de pouco mais de 200 mil habitantes e, enquanto descia do avião, o portão que dava acesso à pista foi aberto, deixando que simpatizantes se aproximassem. Não havia, segundo sua assessoria, aumento do efetivo de segurança da Polícia Federal, o que deverá ocorrer nos próximos dias.

"Cansei de avisar que descambaria para a violência e só precisamos apoiar quem trabalha, quem produz, e enfrentar o ódio com amor, com esperança de que o brasileiro vai virar o jogo", disse Ciro, afirmando ainda que o atentado sofrido por seu adversário faz com que sua responsabilidade seja maior para propor um caminho que supere o ódio que, segundo ele, está desagregando o Brasil.

Ciro desceu do avião e logo subiu num carro aberto, que andou por pontos importantes de Sobral, como o arco de uma das praças centrais, e seguiu para Massapê, cidade a 20 km, de pouco mais de 30 mil habitantes, e berço de um aliado importante dos Ferreira Gomes no Ceará, o presidente da Assembleia Legislativa Zezinho Albuquerque, onde foi realizado um comício.

No palanque ao lado do presidenciável, além do deputado estadual, estavam seu irmão, Cid Gomes (PDT), ex-governador cearense que tenta uma vaga no Senado, a candidata a vice Kátia Abreu, que discursou por alguns minutos sobre as mulheres, e o governador Camilo Santana (PT).

O petista tenta a reeleição e terá dois palanques, o de seu partido, que nos próximos dias deve oficializar Fernando Haddad (PT) como cabeça da chapa, e Ciro, um de seus padrinhos políticos. Quando falou, porém, o governador evitou pedir voto a Ciro, apesar de elogiar a inteligência do candidato a presidente.