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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Equipe de Alckmin dividida: ataca Haddad ou Bolsonaro

Por Magno Martins 

...para ir ao 2º turno

Presidenciável tucano fez enquete em jantar oferecido por Gilberto Kassab

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB-SP) realizou uma enquete num jantar oferecido a ele por Gilberto Kassab (PSD-SP) no começo da semana: deveria atacar Jair Bolsonaro (PSL-RJ) ou Fernando Haddad (PT-SP) para tentar ir ao segundo turno? A maioria apoiou que ele mire no capitão reformado.

Entre os convidados do jantar estavam o tucano Pimenta da Veiga (PSDB-MG) e Jorge Bornhausen (PSD-SC). Alckmin revelou que sua equipe de campanha estava dividida: alguns queriam bater no PT, outros, em Bolsonaro.

O próprio Alckmin tinha dúvidas, mas ponderava que criticar demais Haddad e o PT poderia fortalecer o discurso e aumentar as intenções de votos no capitão reformado. Nesta semana, ele intensificou a carga contra ambos.

ara tentar convencer a plateia de que ainda tem chance de ir para o segundo turno, o ex-governador de São Paulo lembrava que Aécio Neves (PSDB-MG) estava bem atrás de Marina Silva (Rede-AC) em setembro de 2014, quando os dois disputavam a presidência.

Na pesquisa Datafolha dos dias 17 e 18 de setembro, mesmo período de agora, Marina tinha 30% dos votos e Aécio, 17%. A virada só ocorreu na véspera da eleição, quando ele apareceu com 24% no Datafolha e ela, 22%. O tucano foi para o segundo turno —e perdeu de Dilma Rousseff (PT-MG).

Alckmin disse que, se crescer 3%, pode atrair votos úteis de quem rejeita os dois extremos.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Alckmin, um otimista, acha que ainda sobe

Por Magno Martins
Em baixa nas pesquisas e relegado por aliados, Geraldo Alckmin (PSDB) vai se reunir com dirigentes de siglas que compõem sua coligação, nesta terça (18), em SP.

Quer pedir engajamento.

Ciro Nogueira (PP) avisou que não vai conseguir participar.

Alckmin quer mostrar a nova estratégia de campanha, apresentar resultados de pesquisas qualitativas e o roteiro da pregação do voto útil.

Até entusiastas do tucano reconhecem que, hoje, as chances dele são baixas.

Num jantar, no domingo (16), Alckmin disse que, se ganhar três pontos percentuais, torna-se competitivo. Hoje tem 9%. (Daniela Lima – FSP).

sábado, 8 de setembro de 2018

A facada em Bolsonaro “matou” Geraldo Alckmin

Por Magno Martins 
Leopoldo Vieira – Blog Os Divergentes

O atentado contra Jair Bolsonaro, felizmente, foi um susto sem a pior consequência, porém, uma “vítima fatal” foi feita: politicamente, a candidatura Geraldo Alckmin.

O ato contra a vida do capitão reformado dará a carga emocional para blindá-lo dos ataques que a propaganda do PSDB tentava promover para reconquistar os votos perdidos da eleição de 2014.

Bolsonaro agora é vítima da violência, um vento favorável para a mudança de imagem sem comprometer a conhecida essência de sua candidatura.

A pesquisa Ibope de 05|09|18 já trazia indícios claros sobre o futuro da campanha de Alckmin, que oscilou na margem de erro (7% para 9%), tornando seu crescimento uma miragem.

Inócuos na primeira semana de Horário Político para atingir o presidenciável do PSL, os programas do tucano dos últimos dias miraram o governo federal e receberam uma resposta letal.

Entre vídeos, réplicas e tréplicas, o presidente que foi indiciado pela Polícia Federal por propina da Odebrecht no mesmo dia em que o ex-governador de SP fora denunciado pelo Ministério Público, mandou um recado claro: somos todos do “clube dos corruptos”.

O tiroteio deve ter lembrado ao povo que foi às ruas pela deposição de Dilma Rousseff a sensação de traição, quando os partidos que formaram o novo governo foram flagrados em denúncias de corrupção.

Se Bolsonaro já representava com seus 22%+ esta insatisfação, apesar da resiliência altíssima do Sr Ninguém em cenário com o capitão ou até com Lula, após atentado vai ser preciso encontrar um outro adversário do centro à direita para impedi -lo de disputar com a esquerda o segundo round.

E este, no campo do centro à direita, não será ninguém que passe 15 minutos se explicando em rede nacional. Alckmin vai perder a eleição sem saber porquê.

Parte do brasileiro se sente roubada por diversos tipos de “bandidos” (de imposto, de bem-estar, de confiança, de valores, de vida). Resta uma ponta de esperança em uma mudança segura, mas não tem espaço para ela ser comandada pelos próprios “criminosos”. Por enquanto, prefere se “armar” para ter alguma chance ou repetir o “rouba, mas faz” popular, visto como melhor do que o desalento atual.