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domingo, 21 de dezembro de 2014

RAUL CASTRO: O MAIS IMPORTANTE É O FIM DO EMBARGO


Publicado por Daniel Leite


(Foto: Estudios Revolución/Cuba Debate)

O presidente de Cuba, Raúl Castro, disse neste sábado que seu país e os EUA deram um passo para normalizar suas relações, mas ainda está pendente o mais importante: o fim do embargo econômico.

Em discurso na Assembleia Nacional, Castro reconheceu que a suspensão do embargo “será uma luta longa e difícil”, que também necessitará da mobilização da comunidade internacional e da sociedade americana.

Ele ainda destacou que a decisão de restabelecer relações diplomáticas com os EUA não significa que Cuba renunciará às ideias socialistas que marcaram o rumo da nação por mais de meio século.

“Não se deve pretender que para melhorar as relações com os EUA Cuba renuncie às ideias pelas quais lutou”, afirmou Castro.

Cuba foi declarada uma nação socialista em abril de 1961, pouco mais de três meses depois que os EUA romperam relações com a ilha e fecharam sua embaixada.

“Foi dado um passo importante, mas ainda falta resolver o essencial, que é o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba, recrudescido nos últimos anos em particular no âmbito das transações financeira”, enfatizou.

O presidente cubano disse estar disposto a falar sobre qualquer tema, mas isso significa que também se deve abordar a situação nos EUA. “Temos firmes convicções e muitas preocupações sobre o que ocorre nos EUA em matéria de democracia e direitos humanos.” Fonte: Associated Press

(Fonte: Estadão Conteúdo).

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

OBAMA COLHE EM CUBA FRUTO QUE JÁ APODRECEU

Josias de Souza




Filhote do Muro de Berlim, o cinquentenário bloqueio econômico dos Estados Unidos a Cuba apodreceu há pelo menos 25 anos, junto com a unificação da Alemanha. Ao reativar as relações diplomáticas de Washington com Havana, Barack Obama apenas colhe o fruto podre. Sem grande esforço, empurra para dentro de sua biografia um feito histórico.

Mal comparando, Obama entrega à historiografia mundial uma passagem análoga à reaproximação com a União Soviética (Roosevelt) e à aterrissagem dos interesses americanos na China comunista (Nixon). Faz isso por pragmatismo político e econômico.

Politicamente, as providências anunciadas por Obama fazem sentido porque, como ele próprio reconheceu, “esses 50 anos mostraram que o isolamento não funcionou”. Fidel Castro aposentou-se. Vestiu agasalho Adidas. Mas não foi deposto.

Economicamente, as medidas são sensatas porque potencializam um processo que liberará o empresariado americano para usufruir da abertura econômica de Cuba, que engatinha. Algo que canadenses, europeus e até brasileiros já vêm fazendo.

O fim do embargo, disse Obama, depende de decisão do Congresso americano, que terá maioria republicana nas duas casas a partir de 2015. Pode demorar um pouco. Mas a excrescência será abolida. Pela simples e boa razão de que manter o embargo não faz o menor nexo.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

COM SEU LEGADO EM JOGO, FIDEL CASTRO COMPLETA 87 ANOS

Enviado por Ricardo Noblat - 

O Globo
Fora de vista, mas longe de estar esquecido, Fidel Castro (foto abaixo) completa 87 anos na terça-feira, num momento em que o regime comunista cubano revê várias das políticas implantadas pelo líder revolucionário.
Nos últimos anos, o aniversário de Fidel é comemorado com discrição. Desta vez, o único evento oficial planejado é a apresentação de um coral junto ao monumento a José Martí, em Havana, na noite de segunda-feira.
Fidel, que em 2008 transferiu o poder a seu irmão caçula, Raúl, raramente é visto em público, e não se sabe ao certo que influência o governante aposentado ainda exerce. De vez em quando, ele reaparece para mostrar a seus seguidores - e também aos detratores - que continua presente.


segunda-feira, 26 de março de 2012

DISSIDENTES CUBANOS SÃO PROIBIDOS DE ASSISTIR À MISSA DO PAPA



Foto: AFP
 
O Globo

Na véspera da chegada do Papa Bento XVI (foto acima) a Cuba, hoje, dissidentes denunciaram que estão sendo impedidos de se dirigir a Santiago de Cuba, onde ele rezará uma missa.

A denúncia ocorre no rastro de fortes expectativas em torno de possíveis pronunciamentos do Pontífice sobre direitos humanos na ilha, além de uma nova controvérsia deflagrada por rumores de que ele poderá se encontrar com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, sem que o Vaticano tenha ainda se pronunciado sobre o pedido do grupo Damas de Branco para uma audiência.

Até agora é certo apenas o encontro de Bento XVI com o presidente Raúl Castro, mas se especula que o Pontífice poderá encontra-se também com o ex-presidente Fidel Castro.

O alerta sobre as medidas tomadas pelo governo para evitar a chegada de dissidentes a Santiago de Cuba foi feito pela blogueira Yoani Sánchez. Em seu perfil, ela disse que um jornalista, dois ativistas e várias integrantes do Damas de Branco foram presos para evitar que vissem o Papa na cidade do oeste da ilha.

"Está acontecendo uma ‘limpeza ideológica’ para impedir que ativistas e dissidentes assistam às missas" do Papa em Cuba, escreveu Yoani. Ela advertiu também que o acesso à internet está sendo cancelado em vários lugares, devido à visita papal. "Já está escrito o roteiro oficial da visita do Papa a Cuba e o pior é que pretende deixar de fora as vozes críticas", disse ela.


Do Blog de Ricardo Noblat

domingo, 25 de março de 2012

IGREJA CATÓLICA TENTA GANHAR ESPAÇO EM CUBA

Foto: Reuters

Religiosos já se preparam para o regime pós-irmãos Castro

Janaina Lage, O Globo

O regime que até a década de 1990 se declarava ateu e que já expulsou religiosos se prepara com empenho quase fervoroso para receber a visita do Papa Bento XVI a Cuba.

Com uma página especial na internet sobre a viagem do Pontífice, editoriais no "Granma", e a concessão de folgas para que funcionários públicos acompanhem os eventos com a presença de Joseph Ratzinger, o governo quer deixar clara a mensagem de um país em transição, onde a Igreja Católica e seu maior representante são bem-vindos.

A preocupação com o potencial uso político da visita do Papa, que marca os 400 anos da descoberta da imagem da Virgem da Caridade do Cobre, padroeira de Cuba, é grande. O número dois do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, afirmou que a passagem do Pontífice ajudará a promover a democracia na ilha e disse não acreditar que a visita será explorada pelo governo.


Por Ricardo Noblat

sábado, 4 de fevereiro de 2012

CUBA O PURO EXERCÍCIO DO ARBÍTRIO


A gente se acostuma com tudo. Até com as coisas mais absurdas, a ponto de esquecer de indagar por que elas são assim e não de outro jeito.

Alguém por aqui conhece a razão oficial para que a saída e o retorno de um cubano ao seu país dependa de autorização do governo?

(O governo negou autorização para que a blogueira Yoani Sánchez visite o Brasil a convite. É a 19a. vez que Yoani é proibida de sair de Cuba.)

Não, não vale alegar que Cuba é uma ditadura. E que, portanto... 

Quando me refiro à "razão oficial" quero dizer: a razão invocada pelo governo cubano.

Certamente não será: "porque somos uma ditadura".

Jamais uma ditadura se reconhece como tal.

Falei há pouco por telefone com o ex-ministro José Dirceu de Oliveira, amigo do governo cubano e hóspede dele quando foi obrigado a se exilar durante a ditadura militar de 64.

José Dirceu desconhece a "razão oficial".

Falei há pouco por telefone também com o escritor Fernando Moraes, autor do célebre "A Ilha", livro lançado em 1976 e que fez um estrondoso sucesso.

Fernando desconhece a "razão oficial".

Vai ver que não existe "razão oficial".

Não faz sentido imaginar que exista o temor de que um cubano aproveite viagem a outro país para transferir dinheiro guardado em segredo.

Ninguém ganha em Cuba o que mereça ser expatriado.

Não faz sentido imaginar que o governo tema ser alvo de críticas de um cubano que só viajou porque ele permitiu. Depois de 53 anos da revolução, uma crítica a mais não abalará o regime.

De resto, se um cubano viajar e falar mal do governo lá fora, naturalmente não desejará voltar. E não lhe deixarão voltar.

Razão econômica não existe. Nada custa ao governo conceder visto de saída. Pelo contrário. Ele até ganha uns trocados com isso.

Sobra um motivo: o exercício do arbítrio em estado puro. 

O governo reafirma o poder que detém sobre a vida dos seus governados, premiando com autorização para que viajem os bem comportados e incapazes de lhe criar problemas.

Não é o caso de Yoani, reconhecida crítica do regime.

Porta-vozes do regime cubano garantem que ela frequenta com assiduidade o escritório do governo dos Estados Unidos instalado em um prédio de 12 andares cravejado de potentes antenas, no centro de Havana. O escritório não passaria de uma base de espionagem da CIA.

A ser verdade, por que o governo não divulga imagens de Yoani entretando e saindo do prédio? Não haveria maior dano à imagem dela.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

BLOGUEIRA CUBANA "DECEPCIONADA" COM AÇÃO DE DILMA

 
De Havana, onde edita seu blog Generación Y, a dissidente cubana e colunista do Estado Yoani Sánchez disse ontem à rádio Estadão ESPN, que está "decepcionada" com a atitude da presidente Dilma Rousseff de evitar o debate sobre direitos humanos em sua passagem por Cuba. "Foi uma pena, uma oportunidade perdida", afirmou Yoani, que uma semana antes recebeu da mesma Dilma a autorização para vir ao Brasil. "Teria sido um bom momento para um gesto diplomático e solidário com os cidadãos, não só com o governo", afirmou a dissidente. Yoani revelou que deve sair hoje a resposta do governo de Cuba ao pedido para viajar para o Brasil. Ela é aguardada no dia 10 em Jequié, na Bahia, onde estreará um documentário em que ela aparece como personagem.


Até agora, segundo contou, ela fez 18 tentativas de sair da ilha, todanegadas. "Se a resposta sair, será agradável. Mas é claro que não estou esperando uma resposta para me exilar. Quero conhecer o Brasil e voltar''. A dissidente lamentou que, no fim das contas, os "mais céticos’ tiveram sua expectativa confirmada: "Eles diziam que eu não deveria alimentar ilusões, que Dilma não tocaria em nenhum tema delicado e difícil". (Gabriel Manzano, de O Estado de S.Paulo).

Do blog do Magno Martins

DILMA

Agenda paralela
Na comitiva da presidente Dilma, os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Alexandre Padilha (Saúde) aproveitaram a visita a Cuba para negociar a implantação de indústria de fármacos brasileira na ilha, em associação com laboratórios cubanos. A ideia é aproveitar a experiência de Cuba na produção de remédios bioativos, considerados uma nova fronteira no setor. Pimentel também discutiu com seu contraparte, Rodrigo Mamierca, a associação de empresas dos dois países para entrar no mercado africano. Cuba, por exemplo, administra hospitais em Angola e o Brasil poderia fornecer equipamentos e remédios.

Por Ilimar Franco de O Globo

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

HAITI: TRAGÉDIA HUMANITÁRIA. CUBA: 53 ANOS DE DITADURA

Neste momento em que a presidente Dilma Roussef visita o Haiti e Cuba, o jornalista bicho-grilo José Adalberto Ribeiro comenta: “O Haiti vive uma tragédia humanitária, depois do terremoto de 2010 que devastou o País, deixou mais de 200 mil mortos e milhões de desabrigados. A população é pobre de Jó. Os governantes são corruptíssimos até o gogó. Noves fora os corruptos, o povo do Haiti merece compaixão e solidariedade.

“Cuba vive uma tragédia política. Lá se vão 53 anos de ditadura tenebrosa nas mãos assassinas dos comunistas. A visita da presidente Dilma Roussef é simbólica, historicamente, e leva um sopro de esperança democrática. Através do BNDES, o Brasil investe algum bilhão de dólares no porto cubano Mariel e financiamento de exportações. São doações, aqui pra nós.

“No ano passado, depois de 25 anos de exílio, o corruptíssimo ex-ditador Baby Doc voltou ao Haiti. Ao invés de ser preso e fuzilado, em nome da higiene social, além de ter os bens confiscados, foi recebido como herói. A ajuda humanitária ao Haiti é feita através da ONU, porque se o dinheiro para a reconstrução do País for entregue diretamente, com certeza será roubado pelos assaltantes de sempre.

“A ditadura comunista de Cuba é esmoler internacional. Se existe a “primavera árabe”, Zeus queira que haja também o advento da democracia e tempos luminosos na ilha-prisão do Caribe”. Sob o título “Haiti: tragédia humanitária. Cuba: 53 anos de ditadura”, o artigo de José Adalberto Ribeiro está postado na íntegra no Menu Opinião.
Por Magno Martins

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

DIREITOS HUMANOS

O Itamaraty, por recomendação da presidente Dilma, avisou o governo de Cuba que daria o visto pedido pela blogueira Yoani Sánchez, e recebeu a sinalização da administração Raúl Castro que ela será autorizada a deixar a ilha.

Por Ilimar Franco