Mostrando postagens com marcador DIOCESE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DIOCESE. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de abril de 2012

DIOCESE TRANSMITIRÁ MISSA AO VIVO COM AUXÍLIO DO SINAL DO PROJETO "CIDADE CONECTADA".

.


Uma parceria entre a Prefeitura e a Diocese de Caruaru disponibilizará a transmissão ao vivo da Missa dos Santos Óleos, que será realizada nesta quinta-feira santa, 05, a partir das 09h, na Igreja de São Francisco de Assis, localizada no bairro do mesmo nome. A celebração solene será presidida pelo bispo diocesano de Caruaru, Dom Bernardino Machió, e contará com a presença de todo o clero.

É a primeira vez que a Diocese de Caruaru irá transmitir uma missa através do seu site. Durante a Missa dos Santos Óleos o bispo consagra os três óleos utilizados durante os sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos. Na oportunidade, ainda são renovadas todas as promessas sacerdotais dos padres presentes.

Para que essa transmissão seja efetuada a Prefeitura de Caruaru disponibilizou os meios físicos necessários para a recepção e uso do sinal wireless do projeto “Cidade Conectada”. “Para nós é muito gratificante poder auxiliar a transmissão desta celebração e ofertar o sinal wi-fi da Prefeitura”, destacou o coordenador de processamento de dados da Prefeitura de Caruaru, Welder Lima.

“É com grande alegria que estamos nessa parceria com a prefeitura para transmissão da Santa Missa, queremos que todos os fiéis possam participar dessa celebração e partilhar conosco esse dia”, pontuou Hélio Pessoa, relações institucionais da Diocese de Caruaru. Durante cerca de 3h, os fiéis poderão acompanhar a transmissão da missa através do site (http://www.diocesedecaruaru.com.br/). 
 
Por Jornal de Caruaru

domingo, 4 de dezembro de 2011

DOM BERNARDINO MARCHIÓ: TEMPO DE ESPERA E DE RENOVAÇÃO

Postado por Jornal de Caruaru

A Igreja Católica se prepara para o Natal com o tempo litúrgico chamado Advento. São quatro domingos que nos ajudam a preparar a nossa mente e o nosso coração para acolher a vinda do Salvador. E a Igreja nos convida a cantar: “Vem Senhor, vem nos salvar. Vem sem demora nos dar a paz”.

É o sentimento do povo que espera ansiosamente a libertação. Este tempo tem dupla característica: Preparação para as solenidades do Natal, nas quais se recorda a primeira vinda do Filho de Deus no meio dos homens (advento natalício), simultaneamente, tempo em que, com esta recordação, os corações se dirigem para a expectativa da segunda vinda de Jesus no fim dos tempos (advento escatológico). Enquanto isso, a espiritualidade do Advento nos atualiza sobre a vinda hoje do Senhor em nossas vidas. Por isso, seria muito importante termos algumas atitudes neste tempo:

a) Atitude de ESPERA: Alegre chegada e amorosa acolhida. A chegada de uma pessoa importante é sempre bem preparada e desejada. Ora, o Senhor Jesus é a pessoa mais importante em nossa vida e na história. Por isso, a sua chegada merece uma boa e santa preparação.

b) Atitude de RENOVAÇÃO: O advento é tempo de conversão e penitência. A cor roxa usada na liturgia lembra essa atitude. Jesus se encarna para fazer do homem uma nova criatura. A Igreja recomenda aos fiéis o sacramento da confissão, que é um grande instrumento de renovação espiritual e de preparação para o Natal.

c) Atitude de ORAÇÃO: A oração é elemento primordial da espiritualidade cristã. Precisamos rezar mais e melhor neste advento em preparação ao Natal do Senhor. Aprender a rezar é aprender a viver.

d) Atitude de CARIDADE FRATERNA: A caridade é a essência do nosso ser e agir cristão. Por isso, somos chamados a rever nossos relacionamentos de amizade, de fraternidade, de convivência na família, com os amigos, com os colegas de trabalho e com a vizinhança. A novena de Natal em família, além de ser um momento forte de evangelização de mossas famílias, é um instrumento precioso de aprofundamento de nossas relações de amizades e de comunhão fraterna.

O ideal cristão é viver, sempre, reconciliando com Deus e com o próximo. Há pessoas que por onde passam espalham discórdias. A vida é muito curta para viver odiando as pessoas e semeando discórdias. Por isso, ofereça a Jesus neste Natal um coração reconciliado com seus irmãos e amigos. Para tanto, precisamos dar e receber o perdão!

Como gesto concreto de amor ao próximo e compromisso com a missão, a Igreja no Brasil, durante o Advento, promove a Campanha de Evangelização com o objetivo de sustentar a formação dos evangelizadores. A Diocese de Caruaru lança um apelo a todos os Diocesanos para ajudar a reestruturação do Seminário e do Centro de Pastoral. A coleta do terceiro Domingo do Advento (11 de dezembro) ajudará a nossa Igreja a formar melhor os seus padres e os leigos e leigas engajados na Missão.

sábado, 19 de novembro de 2011

FANATISMO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Diante da realidade, vejo que não existe só fanático religioso ou de futebol. São muitos e mais graves os fanatismos que nos rodeiam, fazendo de nós objetos de joguetes nas mãos de alheios, escravos das máquinas. O nosso ser gente, pessoa, com coração e sentimentos humanos para humanizar as relações, é substituído pela frieza da técnica cada vez mais ágil e cheia de surpresas.

A civilização da máquina, dos computadores traz um ingrediente tremendamente perigoso, chamado fanatismo. Os relacionamentos entre pessoas acabam acontecendo online. O Orkut, MSN, Twitter, blogs etc. vem substituindo o contato humano de coração a coração.

O fanatismo tecnológico acaba com a vida de pessoas que necessitam de afeto, carinho, calor humano. Caminhamos para uma desumanização cada vez maior. O ser humano cercado de botões e automatismos perde o sentido profundo de ser gente; isso tem sabor de morte.

Outro fanatismo, não menos pior, é o fanatismo político. As comunidades marcadamente cristãs são levadas a viver, não só durante o pleito eleitoral, mas depois e por muito tempo, as chagas da divisão, do ódio, da inimizade.

A luta por partidos, a defesa ferrenha de candidatos, por puro fanatismo, como se fosse a única verdade, o único candidato verdadeiro e justo na face da terra, cria e continua criando verdadeiro clima de guerra.

Pessoas amigas, parentes e vizinhos já não se conhecem mais depois das eleições. Essa é a conseqüência mais forte e lamentável que fica na sociedade e na Igreja. Por mais cristão que seja, por mais abertura que se tenha, por mais liberdade que se promova, sempre fica a marca diabólica do fanatismo político sem razão e muito menos coração.

Não de hoje e nem de amanhã, assistimos verdadeiras guerras promovidas pelo fanatismo religioso. Como entender que pelo fato de eu crer de modo diferente, de cultivar um sentido religioso que foge às convicções de outros, ou até do que é mais sagrado para mim, eu tenha que ser exorcizado da face da terra?

Como entender hoje que, em nome de Deus, se deve matar ou morrer? No meu pobre entender, não tem outra explicação do que o fanatismo criado pela visão obtusa da verdade para mim. Com que direito, em base a que verdade se justifica a exclusão, o preconceito, o julgamento de quem se salva ou não, e até o direito de matar ou morrer só porque me fechei em uma única e pura verdade para mim?

Certamente não existem parâmetros para justificar na nossa cultura, que alguém seja tomado pelo poder do fanatismo religioso, e comece a estabelecer aqui na terra o julgamento dos homens e do mundo. Só tem um único e eterno Juiz. Aliás, Ele é a Justiça.

Diante deste quadro que poderia continuar a ladainha dos fanatismos, quero aqui recordar que fomos criados homens e mulheres à imagem e semelhança de Deus, para sermos livres, a fim de viver a vida na sua dimensão mais humana possível.

Podemos estabelecer critérios, normas, estilos de vida, jeitos de viver sem ignorar tudo o que existe de mais moderno e técnico. Porém, o resgate cada vez mais urgente do valor da pessoa, do humanismo cristão, que tem sua raiz no amor humano, no afeto, no carinho, no sentir o outro como gente, fará com que, na força do amor gratuito e generoso, que vem aquele que é o Amor, se viva a verdadeira vida.

Assim teremos um mundo onde a cultura da vida triunfará sobre a cultura da morte. Sem fanatismos, com a mente e o coração abertos, podemos começar a amar de verdade.
Do Jornal de Caruaru