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domingo, 23 de setembro de 2018

Alckmin estuda lei para exigir igualdade salarial entre homens e mulheres

Candidato participou de ato de campanha em Jundiaí, no interior de São Paulo. A sua vice, Ana Amélia (PP), também reforçou o que disse Alckmin

Por: Folhapress 

Geraldo Alckmin, candidato pelo PSDBFoto: Evaristo Sá/ AFP

O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) disse que cogita exigir em lei a igualdade salarial entre homens e mulheres que exerçam a mesma função com as mesmas qualificações.

"Estamos estudando uma lei que a Alemanha tem de transparência da igualdade. A mulher tem que ter o mesmo salário que o homem em condições iguais de trabalho", afirmou neste sábado (22), em ato de campanha em Jundiaí (SP).

Sua candidata a vice, Ana Amélia (PP), que o acompanhou na agenda, reforçou o pleito.

"As empresas têm que ter essa responsabilidade social, porque é uma questão de gênero relevante", cobrou.

Para ela, contudo, a maior manifestação de machismo reside dentro de casa. “As mulheres hoje que são casadas ou que têm companheiro para fazer uma laqueadura precisam consultar o marido. O homem para fazer vasectomia não precisa consultar a mulher", observou. "Essa é a maior desigualdade que temos."

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Alckmin recebe ultimato de aliados: tem de crescer

Por Magno Martins 
Após ultimato do centrão, Alckmin decide subir tom de ataques a adversários

Com reunião em SP, tucano retomará 'desconstrução de Bolsonaro' e ataques ao PT

Thais Bilenky – Folha de S.Paulo

Cobrado por aliados pela postura considerada morna, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) concordou nesta terça-feira (18) com a necessidade de partir para o ataque para garantir uma vaga no segundo turno.

Até então refratário a fazer colocações mais agressivas, o tucano foi convencido de que o voto conservador continuará na órbita de Jair Bolsonaro (PSL) caso ele não suba o tom.

Após a publicação da reportagem, a campanha afirmou que não houve cobrança e que a decisão foi tomada no domingo (16) e apresentada aos aliados, que consentiram.

O receituário é o mesmo que ele já evidenciou nos últimos dias. Alertará para o que chama de risco de radicalismo de direita, com o capitão reformado, e populismo de esquerda, com Fernando Haddad (PT). A forma é que, segundo aliados, mudará.

A previsão é que Alckmin não deixe que apenas propagandas eleitorais de sua coligação batam em Bolsonaro e no PT, mas ele próprio vá à televisão com a mensagem —que precisa ser exposta por ele de maneira mais clara e direta, na avaliação da campanha. 

O tucano se encontrou, em São Paulo, com seu marqueteiro, Lula Guimarães, e líderes dos partidos de sua coligação, na segunda reunião dessa envergadura desde o início oficial da campanha. 

Estavam presentes representantes dos partidos da coligação como Valdemar Costa Neto, que manda no PR, Marcos Pereira, presidente do PRB, ACM Neto, presidente do DEM, Guilherme Mussi e Aguinaldo Ribeiro, do PP, e Roberto Freire, do PPS.

Solidariedade, PSD e PTB mandaram emissários de segundo escalão.

Nas palavras de ACM Neto, coordenador político da campanha, na saída da reunião, os dois eventos que travavam o debate político foram superados.

“O futuro do Brasil não pode ficar entre uma facada e uma prisão”, afirmou em referência ao ataque a Bolsonaro e à tentativa do ex-presidente Lula de se candidatar, embora cumprindo pena.

É a senha para a decisão de retomar a desconstrução da candidatura do PSL, que foi amenizada depois do ataque em Juiz de Fora (MG).

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Alckmin: um passo adiante, dois atrás

Por Magno Martins 
A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) esperava que ele aparecesse com dois dígitos neste levantamento, mas a oscilação tímida, de 9% para 10%, tende a ampliar a pressão sobre o tucano.

No Sudeste, região em que é mais conhecido, ele registrou os mesmos 12% de agosto neste novo levantamento.

Por sua vez, João Doria (PSDB) vai iniciar ofensiva sobre seu principal rival na corrida pelo governo de São Paulo, Paulo Skaf (MDB). Sua campanha dirá, no rádio, a partir desta terça (11), que o presidente licenciado da Fiesp é o candidato de Michel Temer.

Doria e Skaf apareceram tecnicamente empatados no último Datafolha estadual. Nesse cenário, parte do tucanato passou a defender que ele começasse a desgastar o emedebista.