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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Gestão Paulo Câmara terá 2.269 comissionados e 863 funções gratificadas

Secretaria de Saúde é a que tem o maior número de comissionados

Paulo Câmara quer reduzir folha de pagamento do governo estadual em 20%

Em meio ao silêncio do governador Paulo Câmara (PSB), que completou o terceiro dia seguido sem agenda pública, o Diário Oficial do Estado publicou nessa quarta-feira (21) o quantiativo de cargos do governo estadual. No total, a máquina administrativa terá 2.269 cargos comissionados e 863 funções gratificadas, que só podem ser ocupadas por funcionários concursados. Das 22 secretarias, a que ficou com o maior número de vagas foi a de Saúde. No total, são 372 postos para comissionados e 182 destinados a funções gratificadas. A Secretaria de Imprensa, por sua vez, detém 23 cargos dos quais 22 são comissionados e apenas um ocupado por um funcionário efetivo do Estado.

A reportagem do Jornal do Commercio tentou contactar o Secretário de Administração, Milton Coelho, mas ele passou o dia em reuniões ontem. As explicações sobre a estrutura administrativa a partir deste ano ficaram a cargo do chefe da assessoria especial do governador, José Neto. “Hoje (ontem), foram publicados os quantitativos de cada secretaria. Até o dia 31 sai um outro decreto com as definições de cada secretaria relativas aos cargos. Será possível saber que determinado órgão terá um assessor de projetos estratégicos, um gestor de informática, um gerente de convênios”, exemplificou.

De acordo com José Neto, a reforma administrativa aprovada pelos deputados estaduais este mês prevê pouco mais de 2.500 cargos comissionados, mas como o governo não usará todo esse número será possível uma economia de 20% com a folha de pagamento do Estado ou o equivalente a R$ 18 milhões por ano. A gestão João Lyra terminou com 2.634 comissionados e para chegar ao número atual 79 foram cortados e outros congelados.

“Se for comparar a estrutura que hoje existe com a futura, há uma diferença bem significativa. A partir de 31 de janeiro, todas as pessoas que são ocupantes do atual cargo serão exoneradas automaticamente e partir de 1 de fevereiro só as pessoas que vão permanecer no governo é que serão nomeadas”, detalhou José Neto. 

Há 11 categorias de comissionados e todas são representadas por símbolos na estrutura administrativa. Os funcionários cuja referência dentro do governo é DAS receberão um salário de R$ 10.570,00. O menor salário fica para aqueles que ocuparão o cargo de assessoramento nível 5 (CAS-5), com um vencimento de R$ 1.162,78. 

O PSB chegou ao governo do Estado em 2007 com Eduardo Campos e naquele ano o número de comissionados era 2.226. Em 2012, já no segundo mandato do socialista, esse número foi a 3.536. Em 2013, quando o ex-governador já mirava a presidência da República, houve uma redução de 969 cargos.

Pagamos para divulgação de Feliciano


Marco Feliciano fez um DVD para divulgar seu mandato parlamentar. Foram 25 000 cópias, pagas pela Câmara, por módicios 87.500 mil reais.
O pastor também imprimiu 200 000 folhetos sobre seu mandato. Custaram um pouco menos: 65.000 mil reais.
Em outubro, a Câmara já havia pagado 67.500 mil reais para que Feliciano imprimisse 15 000 exemplares de um livro sobre seus quatro anos.
Com soma total de 220.000 reais, para divulgação do Feliciano.
(Lauro Jardim - Veja Online)

domingo, 14 de dezembro de 2014

TÍTULO DE CIDADÃ TAQUARITINGUENSE

ENTREGA DO TÍTULO DE CIDADÃ NORTETAQUARITINGUENSE A JOANA CABELEIREIRA, PROJETO DO VEREADOR JÂNIO ARRUDA.



FOTO ALDO ROCHA

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

MEU CASO É INSIGNIFICANTE PERANTE CRIMES DA PETROBRAS, DIZ ANDRÉ VARGAS

Após cassação, ex-deputado afirma se sentir 'injustiçado'; ligações com doleiro da Lava Jato motivaram processo na Câmara

Por, Estadão

O deputado cassado André Vargas (sem partido-PR), que perdeu o mandato após votação em plenário da Câmara em razão de ligações com o doleiro Alberto Youssef, afirmou que seu caso é "insignificante" dos "crimes da Petrobrás".

"Me sinto injustiçado, pois, além de não ter tido meu direito defesa, fui cassado em função de voo que até o momento nem inquérito no Supremo virou", afirmou. Vargas, um dos líderes do PT paranaense, deixou o partido em meio às acusações de envolvimento com Youssef, principal alvo da Operação Lava Jato.

A representação que culminou com o pedido de cassação foi originada a partir da denúncia de que Vargas usou um jatinho pago pelo doleiro para uma viagem com a família. O relator do processo no Conselho de Ética, deputado Julio Delgado (PSB-MG), defendeu que o ex-petista trabalhou em favor dos interesses da rede articulada por Youssef.

Plenário da Câmara durante votação da cassação de André Vargas (Imagem: Valter Campanto / Agência Brasil)

BOLSONARO REPETE AGRESSÃO A MARIA DO ROSÁRIO. E SÓ O PSDB NÃO VIU!

Há momentos em que o importante não é voto, mas a decência.


Por Ricardo Noblat,

Nada impede que PT e PSDB compartilhem das mesmas posições caso haja motivo suficiente para isso. Por tal motivo entenda-se, por exemplo, a seriedade. Ou o bem comum. Ou os interesses superiores do país.

PT, PC do B, PSB e PSOL pediram ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados a abertura de processo para cassar por quebra de decoro parlamentar o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Há dois dias, no plenário da Câmara, Bolsonaro ofendeu a honra de sua colega Maria do Rosário (PT-RS) ao dizer que não a estupraria “por que ela não merece”. Bolsonaro incorreu no mesmo crime, ontem.

Disse em entrevista ao jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul:

– Ela [Maria do Rosário] não merece [ser estuprada] porque é muito ruim, porque é muito feia. Não faz meu gênero. Jamais a estupraria.

A frase é clara. Por “ruim” e “feia”, Maria do Rosário não merece ser estuprada. Se fosse boa e bonita... Seria capaz de fazer o gênero do deputado mais votado nas eleições deste ano no Rio de Janeiro?

A agressão de Bolsonaro a Maria do Rosário chocou todas as pessoas de bom senso que tomaram conhecimento dela. Ninguém dentro do PSDB tomou conhecimento? Se tomou, ninguém se chocou?

Exigir a cassação de Bolsonaro, um político fascista e obsceno, mal algum faria à imagem do PSDB. Pelo contrário.

Os políticos mais conservadores do país – mas não somente eles – votaram no PSDB. A direita, que tem o direito a existir e a disputar a preferência do distinto público, votou no PSDB - mas não somente ela.

Isso não significa que conservadores e direita fossem capazes de assinar embaixo do que Bolsonaro disse. E que para não perder o voto deles, o PSDB se visse obrigado a fingir que não viu nada e que não ouviu nada.

Há momentos, mesmo para políticos e partidos, que o mais importante não é voto a se conquistar ou a manter. Mas a decência, mercadoria cada vez mais escassa por aqui.

Se quiser, o PSDB ainda poderá despertar do seu sono pesado.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

'VAMOS DOMINAR ESSE PAÍS'


Youssef escreveu ao vice-presidente da Câmara: “(Será) tua independência financeira. E a nossa também, claro.” A resposta: "Kkkkk.”


José Casado, O Globo

Ensaia-se em Brasília um grande acordo com o objetivo de suavizar punições ao condomínio político-empresarial que fraudou em licitações, lavou dinheiro de corrupção em campanhas e provocou prejuízos bilionários à Petrobras.

No governo, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, estrutura um “cartel de leniência”, no qual algumas empreiteiras pagariam multas. Como resultado, ficariam limitadas investigações sobre a dimensão dos desvios, os pagamentos de subornos e a conivência de instituições financeiras.

Na Câmara, líderes do PT, do Solidariedade e do PMDB advogam por indulgência para os deputados André Vargas e Luiz Argôlo.

Vargas, paranaense de 50 anos, foi flagrado em maracutaias com Alberto Youssef, agente pagador de propinas, quando ocupava a vice-presidência da Câmara pelo PT. Argôlo, baiano de 34 anos, foi surpreendido em obscuras transações com Youssef na posição de vice-líder do partido Solidariedade, ligado à Força Sindical.

Há oito meses adiam-se os seus processos de cassação, por corrupção. Não foram à votação porque assim quis o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, candidato do PMDB de Eduardo Cunha e Michel Temer a um ministério no governo Dilma Rousseff.

Alegações de dificuldades para o Legislativo atuar em ano eleitoral soam tão falsas quanto contratos de assessoria de Youssef com empreiteiras: em 1992, apenas 96 horas antes de uma eleição municipal, 474 deputados decidiram, por voto secreto, afastar Fernando Collor da Presidência da República, por corrupção.

Agora, tem-se uma confluência de interesses partidários e governamentais. Alguns querem evitar a decisão até o recesso, que começa em dez dias. Outros propõem a votação, que é aberta, mas sem estímulo ao quorum. Para cassar mandatos são necessários, pelo menos, 257 votos a favor — a maioria absoluta do plenário.

Punidos nas urnas, Vargas e Argôlo não foram reeleitos. Se premiados no Legislativo, permanecem elegíveis para cargos públicos, até eventual decisão contrária do Judiciário.

Contra ambos há fartura de evidências. Entre elas, meio milhar de telefonemas e mensagens que retratam a aposta na impunidade.

Em setembro do ano passado, por exemplo, festejavam as perspectivas milionárias de um convênio com o Ministério da Saúde. Youssef era sócio oculto de um laboratório farmacêutico, em Indaiatuba (SP), cujo galpão abrigava seis dúzias de máquinas enferrujadas após 30 anos de inatividade. O Labogen só produzia papéis falsos: em 30 meses falsificou 1.945 operações de câmbio para ocultar a remessa de US$ 113,3 milhões ao exterior.

Numa segunda-feira (16/9) técnicos do ministério visitaram o laboratório-fantasma. Viram máquinas camufladas com reluzentes folhas de sucata de alumínio. Dias depois, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP), solenizou a assinatura de “parceria” com o Labogen e os laboratórios EMS e da Marinha.

Youssef escreveu ao vice-presidente da Câmara: “(Será) tua independência financeira. E a nossa também, claro.” A resposta: "Kkkkk.”

Argôlo não se conteve: “A gente vai dominar esse país” — teclou para Youssef, que retrucou: “Se Deus quiser, vamos sim.” O vice-líder do Solidariedade arrematou, em despedida: “Porque somos bons.”




Alberto Youssef (Imagem: Geraldo Magela / Agência Senado)

José Casado é jornalista.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

CÂMARA QUER PARCERIAS COM BID PARA SAÚDE E EDUCAÇÃO

Por Magno Martins

Paulo Câmara (PSB)

O governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) se reuniu ontem, com a representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Daniela Carrera-Marquis, para discutir o andamento dos projetos e programas em parceria com a instituição, além de identificar novas oportunidades de financiamentos para o Estado.

“É um reencontro com o BID, agora como governador. Entendo que devemos fortalecer essa parceria e criar novas oportunidades, especialmente nas áreas sociais, como Saúde e Educação”, explicou, relembrando que como secretário do Governo Eduardo Campos teve oportunidade de trabalhar em conjunto com o banco de desenvolvimento.

Paulo Câmara afirmou que, a partir de janeiro, pretende acelerar os projetos existentes e buscar novos financiamentos. A representante do BID acertou uma visita a Pernambuco ainda no primeiro trimestre de 2015. A reunião na sede do BID também contou com as presenças do coordenador da transição de Paulo, Renato Thièbaut, e da especialista em operações do BID Claudia Veiga.

O governador eleito disse que as novas parcerias com o BID, na área da Saúde, por exemplo, devem beneficiar a descentralização do atendimento médico, de alta e média complexidade e da Saúde da mulher. Todas propostas que fazem parte do seu programa de governo.

Daniela Carrera-Maquis também sugeriu uma maior presença de pequenas empresas de Pernambuco no ConectAmericas, a principal comunidade online de empresas da América Latina e do Caribe dedicada a promover o comércio e investimentos internacionais.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

TCE-PE APONTA DESAFIOS DO ESTADO PARA O GOVERNADOR ELEITO

O aumento no déficit com as despesas da Previdência é um dos gargalos destacados pelo órgão


Em Brasília, o detalhamento da situação de Pernambuco foi entregue pelo conselheiro Marcos Loreto ao governador eleito Paulo Câmara (PSB) / Foto: JC Imagem

Em Brasília, o detalhamento da situação de Pernambuco foi entregue pelo conselheiro Marcos Loreto ao governador eleito Paulo Câmara (PSB)

Foto: JC Imagem


O Tribunal Contas de Pernambuco (TCE-PE) apresentou ontem, no seminário “Pacto pela Boa Governança: um retrato do Brasil”, um relatório direcionado à situação de Pernambuco contendo um diagnóstico sobre as áreas da saúde, educação, previdência social e infraestrutura. Assim como na esfera federal, o aumento no déficit com as despesas da Previdência Social no Estado é um dos desafios destacados pelo órgão.

Em Brasília, o detalhamento da situação de Pernambuco foi entregue pelo conselheiro Marcos Loreto ao governador eleito Paulo Câmara (PSB), que participou do seminário. “Esse manual (Boa Governança) é um trabalho de colaboração que aponta os principais gargalos do Estado”, explicou Loreto. 

Tomando como base o demonstrativo das receitas e despesas previdenciárias dos servidores públicos do Estado, referentes ao exercício de 2012, e apresentando uma projeção dos anos seguintes, o tribunal observa que as despesas previdenciárias sofrerão um aumento no período de 2013 a 2025. Em 2016, estão projetadas em R$ 3,63 bilhões. Mas é em 2025 que atingem o ápice, no valor de R$ 4,33 bilhões. O período de redução só seria iniciado em 2033, baixando para R$ 4,19 bilhões.

Já as receitas sofrem ligeira redução no período de 2016 (R$ 1,75 bilhão) a 2025 (R$ 1,69 bilhão). Depois, apresentam valores quase constantes no período de 2033 a 2088. O TCE recomendou que o governo do Estado promova a efetiva implementação do Fundo Previdenciário (Funaprev) e institua a previdência complementar para os novos servidores.

Na saúde, o tribunal fez um alerta sobre as condições de atendimento no interior. Segundo o documento, a baixa oferta de leitos hospitalares e equipamentos de saúde no SUS resultou numa migração de pacientes para a Região Metropolitana do Recife a procura de atendimento. Na educação, a inadimplência das prestações de contas dos repasses financeiros feitos para as gerências de educação (82,20%) e escolas estaduais (61,79%) também é um problema a ser sanado.

Fonte: jconline.ne10.uol.com.br

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

CÂMARA VAI ESPERAR A POSIÇÃO DO PARTIDO PARA DEPOIS SE POSICIONAR


O governo eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), vai esperar a posição do seu partido, amanhã, para depois posicionar-se sobre o segundo turno da eleição presidencial.
Já os três governadores que o partido elegeu em 2010 já tomaram partido em favor da eleição da presidente Dilma Rousseff.

São eles Renato Casagrande (ES), Ricardo Coutinho (PB) e Camilo Capiberibe (AP).
Casagrande foi derrotado, domingo, pelo peemedebista Paulo Hartung, que teve o apoio de Aécio Neves (PSDB).
Coutinho vai enfrentar no próximo dia 26 o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que é do mesmo partido de Aécio. E Camilo Capiberibe tem o PT na sua coligação.

Já o candidato a vice na chapa de Marina Silva, Beto Albuquerque, também é a favor do apoio a Aécio Neves.

sábado, 4 de outubro de 2014

A UM DIA DA ELEIÇÃO, PAULO CÂMARA FAZ CARREATA COM GRAVAÇÃO DE EDUARDO CAMPOS PEDINDO VOTO

Foto: Rafael Medeiros/PSB

Faltando apenas dois dias para a eleição, o ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara, candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, realizou uma carreata pelo Recife, no final da tarde e início da noite dessa sexta-feira (3), onde um carro de som trazia uma gravação da voz do ex-governador Eduardo Campos pedindo voto para o afilhado político.

“Digam por onde vocês andarem, vamos eleger Paulo e Fernando, para que possamos zelar pelas nossas conquistas”, dizia a gravação na voz de Campos. O ex-governador faleceu no dia 13 de agosto, em um acidente aéreo na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, em meio à sua candidatura pela Presidência da República.

A carreata dessa sexta não constava da agenda pública do candidato do PSB. Os socialistas percorreram os bairros de Jardim São Paulo, Areias, Vila da Sudene, Ipsep, Madalena, Torre, Várzea, CDU, Sítio dos Pintos e UR7.

Paulo Câmara havia encerrado oficialmente a campanha no dia anterior com um comício no Centro do Recife, acompanhado da ex-primeira-dama de Pernambuco Renata Campos e de três dos filhos do ex-governador. Na ocasião, o socialista afirmou que não havia se preparado para governar sem o padrinho político; frase que foi explorada pelos adversários.


Segundo pesquisa do Instituto Maurício de Nassau (IPMN) divulgada na quinta (2), Câmara lidera as intenções de voto para o Governo de Pernambuco com 44% da preferência do eleitorado. O principal adversário, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), que tem apoio do PT, aparece com 31%.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

IBOPE: PAULO TEM 42% E ARMANDO 34%

Do G1


Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (1º) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para o governo de Pernambuco:

Paulo Câmara (PSB): 42%
Armando Monteiro (PTB): 34%
Zé Gomes (PSOL): 1%
Jair Pedro (PSTU): 0%
Miguel Anacleto (PCB): 0%
Pantaleão (PCO): 0%
Brancos e nulos: 9%
Não souberam responder: 13%

No levantamento anterior do instituto, divulgado em 23 de setembro, Paulo Câmara aparecia com 39% e Armando Monteiro, com 35%. Encomendada pela TV Globo, a pesquisa é a quinta do Ibope após o registro das candidaturas.

Segundo turno
O Ibope fez uma simulação de segundo turno entre Paulo Câmara e Armando Monteiro. Os resultados são os seguintes:

Paulo Câmara (PSB): 43%
Armando Monteiro (PTB): 34%
Brancos e nulos: 8%
Não souberam responder: 14%

Realizada entre os dias 28 e 30 de setembro, a pesquisa contou com 2.002 entrevistas em 81 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levada em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o protocolo número PE-00034/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo número BR-00916/2014.

Rejeição
O Ibope também pesquisou em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum. Confira abaixo:

Pantaleão (PCO): 28%
Zé Gomes (PSOL): 24%
Jair Pedro (PSTU): 24%
Miguel Anacleto (PCB): 23%
Armando Monteiro (PTB): 21%
Paulo Câmara (PSB): 16%
Poderia votar em todos: 11%
Não sabe ou não respondeu: 22%

AGORA É PAULO

CÂMARA DEFENDE PERNAMBUCANO NA PRESIDÊNCIA DO PSB


Do Diário de Pernambuco

Um dia depois de o prefeito do Recife Geraldo Júlio (PSB) afirmar que nunca pleiteou a presidência nacional do PSB, o candidato ao Governo do Estado pela Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), afirmou, na manhã de hoje, que defende a escolha de um pernambucano para comandar a sigla nacionalmente depois que o ex-governador Eduardo Campos, que presidia o partido, faleceu vítima de um acidente aéreo. A reunião para a escolha do novo presidente está marcada para o dia 13.

Paulo esteve reunido com integrantes do Sindicato dos Cultivadores de Cana de Açúcar do Estado de Pernambuco (Sindicape) e, além de ouvir as propostas do setor, criticou a presidente Dilma Rousseff, dizendo que "ela vai entregar o país pior do que pegou".

Sobre o processo de escolha do novo presidente do PSB, o socialista disse que ainda não entrou no debate interno da sigla por falta de tempo, mas que o nome escolhido provavelmente conduzirá o partido como Eduardo conduzia.

"Defendo um pernambucano. Mas isso não é uma questão fundamental. A gente quer o melhor do PSB, e se não for um pernambucano, que seja uma pessoa que tenha condições de levar à frente o projeto do partido. Independentemente do nome escolhido, Pernambuco certamente vai ter voz ativa na legenda, como sempre teve, até porque temos a expectativa de eleger uma grande bancada de deputados federais este ano", afirmou.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

EM DEBATE FRANCO NA GLOBO, CÂMARA VIRA ALVO DE ATAQUES E REVIDA

Por JAMILDO

Candidatos no último debate antes das eleições de domingo. Foto: Igo Bione/JC Imagem.

Por Jamildo Melo, editor do Blog
Com a colaboração de Marcela Balbino, repórter do Blog

O debate da TV Globo, o último antes das eleições e o mais franco entre os candidatos ao governo do Estado, acabou se transformando em um ringue, com dois lutadores tentando a todo custo derrubar o candidato do PSB, que está a frente nas pesquisas, com larga vantagem. Armando Monteiro, do PTB, e Zé Gomes, do PSOL, uniram esforços, cada um a seu modo, para atacar o socialista Paulo Câmara, que não fugiu do embate e devolveu várias bordoadas, quando pode.

O petebista partiu logo para o ataque na primeira pergunta, contra Paulo Câmara, tentando jogar Lula e Dilma contra o palanque socialista ao falar de projetos para Pernambuco. Como o socialista reconheceu a ajuda federal, mas disse que Eduardo fez muito por Pernambuco, por saber tirar projetos do papel, Armando Monteiro reclamou que ele tinha um discurso decorado e que o reconhecimento era injusto.
Nos bastidores da gravação, marqueteiros e assessores dão as últimas orientações aos candidatos. Foto: Igo Bione/JC Imagem

Paulo Câmara devolveu. “Fico impressionado com Armando. quando Dilma estava em baixa, ele escondia. Agora que ela crescer nas pesquisas, ele cita Dilma. Mas ela parou o Brasil, fez a inflação voltar e não acabou com a corrupção. O governo Federal ajudou porque somos competentes”, disse.

Polarizando com os dois opositores ao mesmo tempo, o socialista entrou na alça de mira do candidato do PSOl, Zé Gomes. Com a palavra, ele pediu ao socialista que divulgasse quem eram os doadores dos R$ 8 milhões que amealhou. Paulo Câmara pareceu titubear, ao informar que não tinha a informação, mas que a repassaria. Depois, argumentou que o partido segue as regras eleitorais e que este não era o debate que as pessoas queriam. Zé Gomes repetiu o slogan segundo o qual quem paga a banda escolhe a música, para acusar Paulo Câmara de não ter independência e ser a cara da velha política. Paulo Câmara retrucou que o partido recebia mais doações porque a maioria das pessoas gostaria que Pernambuco continuasse avançando.

Na segunda rodada, foi a vez de Paulo Câmara e Armando Monteiro trocarem farpas. O socialista pediu que ele comentasse a proposta para os servidores públicos. O petebista o acusou de promover um arrocho salarial e agir com descaso, tratar mal os servidores e não ter autoridade para agora falar em melhorias. O socialista fez o mais duro ataque ao petebista até então na campanha, revelando publicamente o que já vinha sendo dito nos bastidores e pelas redes sociais.

“Quem não tem experiência na gestão pública não sabe o que está falando. Armando Monteiro nunca administrou nada no serviço público. O que fez na iniciativa privada gerou processos trabalhistas e demitidos que não receberam. Quem cuida do privado deste jeito não pode cuidar do público. O que o senhor administrou no setor privado deixou muita gente endividada e muita gente quebrada”. Na resposta, o petebista chamou Paulo Câmara de demagogo.

Os dois principais candidatos voltaram a se pegar de forma dura na seqüência. A iniciativa coube ao petebista. Armando Monteiro reclamou da forma abusiva com que a morte de Eduardo Campos foi usada na campanha e que ele, como pupilo, deveria apresentar-se como candidato. Paulo Câmara respondeu que tinha respeito por Eduardo Campos e que falaria dele pelo resto da vida, porque servia de inspiração para ele. “Não é você que vai me dizer a hora que eu vou falar ou não de Eduardo Campos”, frisou.

Na lata, Armando Monteiro disparou que o socialista não teria lastro nem estrutura. “Eduardo Campos era o técnico e o maestro. Você ficou com um time sem maestro nem técnico. Não se pode ficar a mercê de experimentalismo”, criticou. Na réplica, o socialista acusou o petebista de pensar em conchavo com amigos como José Sarney, Fernando Collor e Renan Calheiros.

No segundo bloco, o clima já não foi tão quente, por se tratar de temas mais propositivos, mas não deixou de haver ironias e farpas para todos os lados.

Os dois principais protagonistas voltaram a se enfrentar de forma dura tendo como mote o saneamento. O petebista disse que a PPP da Compesa era elitista pois só cuidava da Região Metropolitana do Recife e que iria usar recursos do BNDES para levar cobertura até o interior. Na sua fala, cometeu o vacilo de colocar Dilma como parceira da iniciativa, como se fosse condição para a realização da operação. Paulo aproveitou a deixa. “Dilma não vai ser revanchista (caso ele seja eleito e não Armando). Armando, isto é revanchismo? o povo pernambucano não gosta disto. Não vamos ficar com o pires na mão”. Armando Monteiro pediu direito de resposta ainda ano ar, mas acabou sendo recusado, com a argumentação de que não houve ofensa pessoal.

Quando foram comentar o tema educação, os dois voltaram às farpas. Com ironia, Armando Monteiro disse que o problema era que Paulo Câmara só começou a andar pelo Estado depois que virou candidato e que havia se especializado em cobrar impostos de quem não podia pagar. Paulo Câmara então respondeu que quem não conhecia a área de Educação era ele, que havia apontado o Ceará como exemplo, antes que os números do Ideb fossem divulgados, colocando Pernambuco em quarto lugar no ranking nacional.

A última peleja entre os dois teve como mote a área de saúde. Dando a parecer que iria fazer uma revelação bombástica, Armando Monteiro falou em gastos de R$ 4 bilhões em uma rubrica da área e perguntou, com ironia, para onde o dinheiro havia ido. Também com ironia, o ex-secretário da Fazenda disse que era do SUS e recomendou que conhecesse melhor a gestão pública.

Armando Monteiro reclamou que o socialista não respondeu adequadamente.
“Como sempre, Paulo não responde às perguntas, é só decoreba, faz voltas e diz que tem experiência, mas não responde. É inseguro. Não tem o perfil que Pernambuco precisa para ser um governante”, disse o petebista.

Na despedida, Paulo câmara voltou a falar de Eduardo Campos e pediu votos para Marina Silva (PSB), enquanto o candidato do PTB ainda lançou uma última ironia aos socialistas, ao pedir que Pernambuco não se curvasse às vontades de um grupo.

Além de acabar por deixar claro que o objetivo maior e único do partido era tentar eleger o primeiro deputado estadual da legenda, Zé Gomes, do PSOL, nas suas considerações finais, voltou a falar nos doadores e até estabeleceu hora e local (TRE) para a apresentação dos documentos. A fala acabou gerando polêmica com o staffsocialista.

Quando as câmeras foram desligadas, o marqueteiro do PSB, Edson Barbosa, reclamou que foram dirigidas oito perguntas a Paulo Câmara e duas a Armando Monteiro, classificando a atuação do PSOL como linha auxiliar do PTB. O candidato negou. Paulo Câmara, ao sair dos estúdios, disse que não ia se prestar a ir ao TRE e que se Zé Gomes quisesse que olhasse a declaração na internet, no site do TRE. O PSOL soltou depois uma nota de repúdio (LEIA ABAIXO).

“Eu poderia imaginar muita coisa, menos que o PSOL estivesse de brincadeira. Eu estou envergonhado com o PSOL como força auxiliar do Armando”, disse Barbosa. “Eu estou triste, eu tenho direito. Oito perguntas para Paulo e duas para Armando e duas para Zé. Eu estou envergonhado”, lamentou.

“Linha auxiliar uma ova”, rebateram os membros do PSOL, rememorando a frase dita pela presidenciável Luciana Genro (PSOL) no debate com os presidenciáveis. No episódio, Aécio Neves (PSDB) afirmou que o PSOL era uma linha auxiliar do PT e Genro rebateu usando a frase repetida pelos correligionários locais.

Ao deixar os estúdios, Paulo Câmara ironizou com o fato de ter sido alvo principal dos adversários. “Tive a oportunidade de ser sabatinado pelos candidatos e ter respondido a todas as perguntas. Então tive oportunidade de responder praticamente todos os temas do debate”, disse o socialista.

Quanto ao desafio lançado por Zé Gomes, o postulante afirmou que as informações são públicas e estão disponíveis no site do TRE. “As empresas estão no site, têm construtoras, têm fornecedoras, tem tanta gente que presta serviço e quer contribuir com um Pernambuco melhor. Isso é uma regra do jogo, regra da legislação eleitoral”, explicou Câmara, afirmando que não recebe doações de pessoas que não participam da construção de um Estado melhor.

VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA DO PSOL

O PSOL de Pernambuco, através de sua Executiva e da coordenação de campanha Zé Gomes Governador, vem a público lamentar o comportamento inadequado da assessoria do candidato Paulo Câmara, que, durante entrevista de Zé Gomes após o término do debate televisivo, dirigiu-se de forma desrespeitosa ao nosso candidato, interrompendo a coletiva e insultando o nosso partido.

O referido assessor insurgiu-se ao se ver instado a cumprir o compromisso assumido por Paulo Câmara durante o debate, de apresentar os doadores originários de R$ 8 milhões transferidos, via conta do diretório do PSB, para sua campanha, conforme a segunda prestação de contas parcial, feita em 2 de setembro. Paulo Câmara foi convidado pelo candidato do PSOL a prestar as informações com hora e data determinados: no Tribunal Regional Eleitoral, às 14h do dia 1º de outubro.

O assessor buscou, diante desta intervenção sofrível, esquivar-se do compromisso feito, ao tentar apresentar, no ato de sua interrupção à entrevista, supostos documentos que esclareceriam o que o candidato não esclareceu durante o debate e busca omitir do eleitorado pernambucano.

O PSOL repudia o ato desrespeitoso contra o nosso candidato e não aceita manobras que retirem da população a transparência que exigimos ao cobrar quem são os verdadeiros financiadores deste projeto político. O destempero da assessoria do candidato Paulo Câmara reflete o mau desempenho no debate, em contraste com a excelente atuação, verificada facilmente, de nossa candidatura.

Por fim, reafirmamos que aguardaremos no local e horário marcados as informações cobradas por nosso candidato, em nome da transparência no processo eleitoral. Que Paulo Câmara não se acovarde diante do compromisso que assumiu perante as câmeras e o povo pernambucano.

Executiva Estadual do PSOL
Coordenação de Campanha Zé Gomes Governador

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

CÂMARA PARTICIPA D CARREATAS NO AGRESTE


(Foto: Wagner Ramos/Divulgação)

Um dia antes de a candidata do PSB, Marina Silva, desembarcar no Estado para cumprir agendas de campanha, os candidatos da Frente Popular ocuparam as ruas de duas das principais cidades do Agreste pernambucano neste domingo (28).

Depois de cumprir agenda no Cabo, os candidatos ao Governo, Paulo Câmara (PSB), e ao Senado, Fernando Bezerra Coelho, comandaram carreatas em Caruaru e Gravatá.

Em Caruaru, ao lado dos candidatos estiveram Ao lado de Paulo e Fernando, estavam o governador João Lyra Neto (PSB) e o prefeito José Queiroz (PDT), além dos candidatos a deputado federal, Wolney Queiroz (PDT), e estadual, Laura Gomes e Raquel Lyra (ambas do PSB).

Já em Gravatá, a organização afirmou que cerca de 1,3 mil veículos, entre carros e motos, acompanharam a caravana, que passou pelos principais bairros.

“Eu só tenho a agradecer a vocês por essa recepção. Muito obrigado, Gravatá! Esse carinho todo só fortalece ainda mais a nossa caminhada e o meu compromisso de governar, a partir de 2015, para esse povo. Vocês terão um governador presente no município”, declarou Câmara, em Gravatá.

Fonte: Blog da Folha

AGORA É PAULO

sábado, 27 de setembro de 2014

EM DEBATE MORNO, NA TV CLUBE, CANDIDATOS AO GOVERNO DO ESTADO SE REPETEM

POR JAMILDO

Armando Monteiro, Zé Gomes e Paulo Câmara participaram de debate nesta sexta-feira (27). Foto: BlogImagem
Por Jamildo Melo, editor do Blog
Com a colaboração de Marcela Balbino, repórter do Blog


O debate desta noite na TV foi animado como um jogo de golfe.

No encontro da TV Clube, o primeiro bloco, frio, já dava a tônica do que seria o confronto entre os candidatos ao governo de Pernambuco. Réplicas e tréplicas repetitivas acabaram prejudicando a audiência.

O candidato de oposição, Armando Monteiro Neto, pareceu abdicar de uma postura mais agressiva em relação a Paulo Câmara, como ocorreu na TV Jornal, possivelmente com receio de ver a ampliação de sua rejeição, que dobrou, como mostrou a mais recente pesquisa da Nassau, para o Jornal do Comercio. É um dilema que terá que enfrentar nesta reta final. Não por acaso, evitou tratar do tema avião de Eduardo Campos.

O candidato de situação, Paulo Câmara, nitidamente foi orientado a falar menos de Eduardo Campos e apresentar mais propostas. No vídeo, também mostrou melhor desenvoltura do que no debate da TV Jornal, quando sorria até ao falar de temas mais delicados.

A questão da comoção com a morte do ex-governador somente foi registrada no final do encontro, quando o petebista aproveitou a despedida para dar uma estocada no adversário. “Pessoas tentaram tirar partido político da comoção”, declarou, depois de frisar que sempre caminhou com as próprias pernas, em outra alusão depreciativa ao socialista.

O primeiro ataque mais duro de Armando Monteiro somente veio a ser desferido no terceiro bloco, quando repetiu que Eduardo era um líder e tinha articulação nacional, como ele. “Time precisa de um técnico, orquestra precisa ter maestro”

Armando Monteiro Neto repetiu ainda as críticas ao desempenho do Estado no Pacto pela Vida, em uma guerra sem fim de números, além de ter classificado como inaceitável o desempenho no Minha Casa, Minha Vida no Estado.

Em outro bloco, o petebista tentou jogar, mais uma vez, o ex-secretário de Fazenda contra os pequenos e médios empresários, ao citar o mecanismo de antecipação da tributação para o pessoal do Simples Nacional. “Os pequenos estão financiando o Estado”, acusou. Na réplica, Paulo Câmara defendeu a medida usando como argumento o combate à sonegação. Se todos pagam, quem não paga não pode ter como obter vantagem, em uma espécie de concorrência desleal.

Um exemplo de um Armando Monteiro Neto mais light, sem partir para o ataque mais franco, se deu quando debateu com Paulo Câmara a questão do saneamento e a PPP da Compesa, que o PT de Humberto Costa tentou satanizar na eleição municipal passada. Nesta semana que passou, ao lado do candidato a senador pelo PT João Paulo, Armando ensaiou fazer críticas ao programa, de olho no voto dos urbanitários. Na TV, mesmo frisando que não havia nada a ser celebrado e que o interior precisaria receber investimentos diretos da Compesa, o oposicionista chegou a elogiar a iniciativa. “Precisamos fazer a PPP e fortalecer a Compesa”.

No terceiro bloco do debate, Paulo Câmara lançou mão de um questionamento para exaltar uma ação que ele coordenou, enquanto secretário da Fazenda, e criticar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Antes de questionar a opinião de Armando Monteiro sobre o Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), o socialista afirmou que os municípios estão sofrendo um “arrocho econômico promovido pelo governo federal”.

Armando respondeu cravando que o fundo não pode ser “uma bolsa de apoio aos prefeitos” e cobrou contrapartidas das prefeituras para obter o benefício financeiro.

“O governo federal tem dado um grande apoio aos municípios. As máquinas que foram dadas às prefeituras, o transporte escolar, o programa de creches do governo federal e o apoio sem limite à construção de escolas. O governo federal tem feito muito no apoio aos municípios”, defendeu Armando, acrescentando que considera o FEM uma “boa ideia”. Mas o senador alertou que “são necessários critérios mais seletivos na transferência dos recursos”.

Na ótica de Armando, o ideal seria vincular a distribuição do FEM ao desempenho educacional dos municípios.

Candidato do blá-blá-blá

O candidato do PSOL, Zé Gomes, que poderia ajudar a apimentar o debate, por ser um franco atirador, não ajudou muito, superando-se na mesmice. Em dado momento, revelou que vai aos campos de futebol desde criança. Que bom! Com este diferencial, teria condições de apresentar soluções para a violência, mas elas não vieram. Além de só atirar pedra, abusa da repetição do discurso ideológico. Inventivo, recorreu desta vez até ao poeta Carlos Pena Filho, para falar de sonhos de inclusão e não sonhos de ganância.

Por falar em decoreba, ao falar de violência e Pacto pela Vida, Paulo Câmara lembrava um menino de Olinda, repetindo sempre o mesmo discurso. Repetiu também a proposta de corredores exclusivos e bilhete único. Repetiu também a promessa de contratar mais 8 mil policiais, para a área de segurança.

Armando Monteiro Neto, no penúltimo bloco, depois de ser acusado de ser igual ao socialista, de ser a continuidade do modelo de Eduardo Campos, criticou Zé Gomes. “Você defende um modelo que eu não sei bem qual é. Híbrido ou socialismo radical”, pontuou. Zé Gomes é a prova viva e ambulante de que a mentalidade estelita não tem propostas, só um discurso vazio.

NOTAS DE BASTIDORES – O marqueteiro de Paulo Câmara, Edson Barbosa, preferiu não dar cartaz para o adversário Armando Monteiro nem na credencial para o debate. O número 14, da frase “O voto na Record 2014″, foi dobrado para não dar crédito ao opositor, cujo número nas urnas é 14. Superstição nunca é demais…

Antes do debate, Armando Monteiro dirigiu-se para a bancada da apresentadora, Isly Viana, pensando que era a dele. Mas rapidamente foi orientado a se dirigir ao local correto. Desvio de rota…

Nos intervalos do debate, os conselheiros corriam para auxiliar os candidatos. Do lado de Paulo Câmara estavam Geraldo Julio e Edson Barbosa. No auditório, o ex-governador Joaquim Francisco assistia atentamente ao debate.

Do lado de Armando Monteiro estavam o senador Humberto Costa (PT), o vice Paulo Rubem, o senador João Paulo (PT) e os marqueteiros.

MILITÂNCIA – Se dentro dos estúdios o clima estava ameno entre os candidatos, longe das câmeras a militância estava em polvorosa. Do lado da Frente Popular, bagaços de cana-de-açúcar estavam espalhados pelo chão. Segundo os militantes, uma alusão à trajetória de Armando Monteiro, que vem de uma família de usineiros. A ideia do grupo era taxar Armando de “usineiro falido”.

Militantes jogaram cana-de-açúcar para associar nome de Armando a um usineiro falido. Foto: BlogImagem.


A atitude é uma resposta ao debate na TV Jornal, no início de setembro, em que militantes da corrente de Armando Monteiro Neto (PTB) jogaram cascas de laranja no veículo que levava Paulo Câmara, em referência às supostas empresas laranjas envolvidas na compra do jatinho Cesnna Citation.

Se não foi lembrado dentro dos estúdios, a polêmica do avião veio à tona no grito de guerra dos militantes do candidato trabalhista, que trouxeram cartazes com ilustrações de laranjas.

O cuscuz 40, citado no cartaz, é uma referência antiga, usada em 2012 por João Paulo na eleição de Geraldo Julio. O petista, que na época era vice de Humberto Costa (PT), dizia que o Recife estava parecendo até um cuscuz de tão amarelo.

Foto: BlogImagem.


PAULO CÂMARA

PAULO ABRE 9 PONTOS DE VANTAGEM SOBRE ARMANDO NA PESQUISA DATAFOLHA


Pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (26) pela TV Globo aponta o candidato do PSB ao Governo do Estado, Paulo Câmara, com 43% de intenções de voto, ante 34% do candidato do PTB, Armando Monteiro Neto.

Brancos e nulos somam 8% e indecisos, 12%. A pesquisa foi realizada nos dias 25 e 26 deste mês de setembro com 1.222 questionários em 44 municípios pernambucanos e sua margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na pesquisa anterior, divulgado em 10 de setembro, Paulo Câmara tinha 39% e Armando Monteiro, 33%.

O Datafolha fez também uma simulação de segundo turno e ele também foi favorável ao candidato do PSB: 45% x 39%.

No quesito “rejeição”, Armando ganha de Paulo Câmara. É rejeitado por 20% dos eleitores, ante 14% do candidato do PSB.