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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Bolsonaro e seus espias no dia da votação

Por Magno Martins 

Sigla de Bolsonaro vai criar ‘disque-denúncia’ para receber relatos de apoiadores no dia da votação

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Dando eco ao discurso de Jair Bolsonaro (PSL) –que por mais de uma vez levantou sem provas suspeições sobre o processo eleitoral–, a direção do PSL quer montar uma espécie de disque-denúncia para receber relatos de supostas irregularidades no dia da votação. A Justiça já dispõe desses canais e, inclusive, lançou um aplicativo para facilitar o envio de queixas. Não é tudo. O partido vai lançar cartilhas e uma plataforma para orientar voluntários que queiram atuar como fiscais nas seções.

Segundo a legislação, cada partido ou coligação pode nomear até dois fiscais para acompanhar uma mesa receptora de votos. O PSL quer dar capilaridade a isso e colocar voluntários auxiliando os trabalhos desses delegados.

Além de estimular teorias conspiratórias, os relatos dos apoiadores servirão para municiar eventuais questionamentos ao TSE.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Por telefone, Bolsonaro cobrou seu guru sobre nova CPMF


Por Magno Martins
Vazamento do plano, que ainda não está fechado, gerou desconforto

Eduardo Bresciani – O Globo

Internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando do atentado sofrido há duas semanas, Jair Bolsonaro (PSL) ligou logo na manhã desta quarta-feira para cobrar do economista de sua campanha, Paulo Guedes, explicações sobre a proposta de criação de uma "nova CPMF". A informação publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo" sobre a proposta exposta por Guedes a um grupo de investidores gerou a primeira crise entre o candidato e aquele a quem nominou de "Posto Ipiranga" para assuntos econômicos.

Bolsonaro não tinha sido consultado sobre o plano e reclamou que a forma como o assunto chegou à imprensa obrigava a campanha a esclarecer de forma detalhada como seria eventual implementação, até porque o candidato já prometeu algumas vezes redução de tributos.

Em entrevista ao GLOBO nesta tarde, o economista tratou a tributação sobre movimentações financeiras como uma alternativa em estudo para substituir entre quatro a seis tributos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados.

Antes mesmo de o economista vir a público se explicar, a campanha correu para as redes sociais para dar o tom. “Nossa equipe econômica trabalha para redução da carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!”, diz publicação feita nas contas do presidenciável nas redes.

A surpresa com a proposta não foi apenas do presidenciável. Na mesma terça-feira em que debateu o tributo com investidores, Guedes se reuniu com os principais integrantes da campanha e nada falou sobre o tema. O presidente do PSL de São Paulo, deputado Major Olímpio, também questionou o economista sobre o tema logo pela manhã

domingo, 16 de setembro de 2018

A fé de Bolsonaro

Por Magno Martins 
Um candidato deve ser avaliado por suas declarações ou por ações pregressas?

Hélio Schwartsman – Folha de S.Paulo

Uma pessoa deve ser julgada por sua fé ou por suas obras? A pergunta, que tem origem teológica, aplica-se a políticos. Um candidato deve ser avaliado por suas declarações ou por ações pregressas?

Longe de mim sugerir que promessas, propostas e programas de governo, que, grosso modo, compõem o campo da fé, não signifiquem nada. Com maior ou menor acuidade, eles sinalizam o caminho que o candidato pretende seguir e constituem uma espécie de compromisso firmado com o eleitor.

Políticos sempre irão exagerar um pouco nas juras feitas durante a campanha, mas seria um erro achar que o voto equivale a um cheque em branco. Dilma Rousseff descobriu do pior modo possível que há limites para o chamado estelionato eleitoral.

No mais, se discurso fosse tudo, bastaria aos candidatos dizer que irão implantar a sociedade ideal que conquistariam 100% dos votos. Mas até o mais simplório dos eleitores sabe que não deve acreditar em tudo que políticos prometem. Assim, ao menos para a parcela do eleitorado que pretende fazer uma escolha mais racional do que emocional, só o que resta é confrontar a profissão de fé do candidato com suas obras.

Nesse quesito, por tudo o que li e vi até agora, a candidatura que se revela mais incoerente é a de Jair Bolsonaro, que apresenta um programa ultraliberal na economia, mas ostenta, como deputado, um longo histórico de posições ultraestatistas.

Assinale-se que outros candidatos competitivos também passaram por mudanças. Marina Silva foi do campo da esquerda para um ideário econômico mais liberal e Ciro Gomes caminhou do PDS, sucedâneo da Arena, para a centro-esquerda. Suas transições, contudo, foram paulatinas e temos registro de posições intermediárias. Já com Bolsonaro, a guinada foi muito mais rápida e se deu no contexto de uma disputa eleitoral. Fica difícil pelo menos não suspeitar de que sua conversão tenha mais a ver com oportunismo do que com convicção.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Efeito mártir é modesto

Por Magno Martins 
Bolsonaro deve disputar com Alckmin vaga no segundo turno

Hélio Schwartsman - Folha de S.Paulo

Foi relativamente modesto o efeito mártir provocado pelo ataque a JairBolsonaro. Como mostra o Datafolha, as intenções de voto no candidato do PSL oscilaram apenas dois pontos percentuais para cima, apesar da ampla exposição no noticiário, e a rejeição a seu nome até subiu em relação ao levantamento anterior. O que isso significa para a corrida eleitoral?

Tudo o que não é proibido pelas leis da física pode acontecer. Em tese, até o cabo Daciolo pode ser eleito presidente. Mas, com base nas pesquisas, na literatura técnica, no histórico dos pleitos e no que se convencionou chamar de sabedoria política, podemos classificar como remota a possibilidade de o bombeiro militar sagrar-se vencedor.

Até que novos e mais surpreendentes imprevistos venham a abalar nossas profissões de fé bayesianas, o mais provável é que a disputa se dê entre Bolsonaro, Ciro, Marina, Alckmin e Haddad.

Mais até, dá para afirmar com alguma confiança que haverá dois turnos e que uma das vagas será ocupada por um representante da esquerda, e a outra, por alguém do campo da direita. Isso significa que Ciro e Haddad vão brigar por um dos lugares, e Bolsonaro e Alckmin pelo outro. A melhor chance de Marina seria fazer colar o discurso antipolarização, mas seu escasso tempo de TV não a ajuda.

Se a transferência de votos de Lula ocorrer como o PT espera, Haddad leva vantagem sobre Ciro. Se a coisa não for tão automática, o PT terá desperdiçado um tempo vital ao retardar a oficialização da candidatura do ex-prefeito de São Paulo.

Quem se encontra na situação mais complicada é Alckmin. Ele não tem alternativa que não a de bater em Bolsonaro, mas não pode errar na dose. Com o rival convalescendo numa UTI, o risco é que a tentativa de desconstrução se volte contra o tucano. É um problema difícil de resolver, mas não impossível. Não faltam inconsistências na candidatura do militar reformado.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Bolsonaro vai virando sparring do segundo turno

Por Magno Martins

Josias de Souza

A nova pesquisa do Ibope retrata um duplo favoritismo de Jair Bolsonaro. Com 22% das intenções de voto, o capitão continua com um pé no segundo turno. Mas vai ganhando a aparência de candidato favorito a fazer do seu adversário no segundo turno o próximo presidente do Brasil.

Bolsonaro lidera o ranking da rejeição: 44% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Esse índice faz do capitão o adversário dos sonhos de todos os seus rivais, uma espécie de sparring. Perderia no segundo round para Ciro Gomes (44% a 33%), Geraldo Alckmin (41% a 32%) e Marina Silva (43% a 33%).

Hoje, no seu melhor cenário, Bolsonaro empata tecnicamente com Fernando Haddad: amealha 37%, contra 36% atribuídos ao estepe de Lula, que ainda nem teve a candidatura formalmente lançada pelo PT.

Para desassossego de Bolsonaro, todos os seus adversários têm índices de rejeição bem menores que os dele: Marina (26%), Haddad (23%), Alckmin (22%) e Ciro (20%). E o candidato do PSL exibe na campanha um discurso que favorece a divisão, não a soma. É útil para solidificar o apreço dos convertidos. Revela-se ineficiente, porém, na atração de novos adeptos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Jair Bolsonaro fez do JN sua ‘plataforma de tiro’

Por Josias de Souza
“A mesa é giratória, avisou William Bonner, recomendando a Jair Bolsonaro que ocupasse sua cadeira “com cuidado”. O capitão exonerou o anfitrião de suas preocupações: “Isso aqui tá parecendo uma plataforma de tiro de artilharia. Então, estou confortável aqui.” Elevado à categoria de mito por 22% do eleitorado, o imponderável carregava suas virtudes no coldre. Não tinha respostas a oferecer. Distribuiu rajadas. Mostrou que, bem treinado, adapta-se a qualquer cenário —ao Vietnã das redes sociais tanto quanto à trincheira da Rede Globo.

Bonner quis saber, por exemplo, como o entrevistado faria para combater a violência com “mais violência” sem ferir a “gente honesta e trabalhadora” que vive nas favelas brasileiras. Sem piscar e sem remorsos, Bolsonaro reiterou que o policial tem que ter licença para “ir com tudo para cima” dos bandidos. “…Se matar dez, 15 ou 20 —com dez ou 30 tiros cada um, ele tem que ser condecorado e não processado.”

Em certos momentos, Bolsonaro parecia não enxergar entrevistadores à sua frente. Não falava para Bonner e Renata Vasconcelos. Dirigia sua mensagem à plateia que o assistia em casa. Não chegou ao topo das pesquisas entregando-se a dúvidas ético-existenciais sobre o direito de um presidente de exterminar a bandidagem. A violência é o próprio pretexto para Bolsonaro. E o eleitorado do capitão, na frente do televisor, eliminando o inimigo sem sair do sofá. Matando de mãos limpas, com o auxílio luxuoso da “plataforma de tiro” do Jornal Nacional.

A surra que tomou de Marina Silva no debate da Rede TV! deixou Bolsonaro em estado de alerta. Treinado, foi à jugular de Renata Vasconcelos quando indagado sobre a desigualdade de gênero. Chegando ao Planalto, não fará nada para evitar que mulheres recebam contracheques 25% menores que os dos homens?

Confrontado com suas contradições, Bolsonaro recorreu a uma velha tática de guerra: semeou a cizânia nas fileiras do inimigo. “Estou vendo aqui uma senhora e um senhor, eu não sei ao certo, mas com toda certeza há uma diferença salarial aqui, parece que é muito maior para ele do que para a senhora…”

Antes que Bonner balbuciasse uma resposta, Renata viu-se compelida a tomar as rédeas da reação: “…Vou interromper vocês dois. Eu poderia até, como cidadã, e como qualquer cidadão brasileiro, fazer questionamentos sobre os seus proventos, porque o senhor é um funcionário público, deputado há 27 anos, e eu, como contribuinte, ajudo a pagar o seu salário. O meu salário não diz respeito a ninguém. E eu posso garantir ao senhor, como mulher, que eu jamais aceitaria receber um salário menor de um homem que exercesse as mesmas funções e atribuições que eu.”

Como que decidido a evitar que a jornalista virasse uma segunda Marina Silva, Bolsonaro preocupou-se em dar a última palavra. Insinuou que há dinheiro público também nos vencimentos dos entrevistadores: “Vocês vivem em grande parte aqui de recursos da União. São bilhões que recebem o sistema Globo, de recursos da propaganda oficial do governo.”

Bolsonaro não estava interessado em redimir-se de eventuais pecados. Convencido de que seus eleitores perdoam tudo, queria dividir culpas. Como pode se apresentar como um cultor de novas práticas se recebeu auxílio-moradia da Câmara mesmo tendo apartamento em Brasília?, quis saber Renata. E Bolsonaro: “Agora, vão me desqualificar por ter recebido auxílio-moradia, que é legal, como a ‘pejotização’ de vocês também é legal?”

Diante da insistência da entrevistadora, Bolsonaro aproveitou a audiência do telejornal mais assistido do país para divulgar um anúncio da sessão de imóveis: “Meu apartamento está à venda. Quem quiser comprar está à disposição. Agora estou morando num funcional”, disse, antes de insinuar novamente que os jornalistas também recorrem a subterfúgios legais para pagar menos imposto: “A forma de vocês receberem por PJ (Pessoa Jurídica) também é legal. Está na lei. E eu não estou criticando isso aí.”

Imunizado contra o veneno de sua dependência em relação ao economista Paulo Guedes, Bolsonaro ensaiara também a resposta para a previsível pergunta sobre os riscos de uma separação. Provocado por Bonner, o candidato injetou na resposta um sujeito oculto: Fátima Bernardes.

“Bonner, quando nós nos casamos —eu com a minha esposa, você com a sua— nós juramos fidelidade eterna. E aconteceu um problema no meio do caminho, que não cabe a ninguém discutir esse assunto. Duvido, pelo que conheço de Paulo Guedes, (…) que esse descasamento venha, esse divórcio venha a acontecer.”

E se acontecer? “O único insubstituível nessa história sou eu, que daí troca todo o ministério. Fora isso, se por ventura vier a acontecer, pode ter certeza, né?, que não será por um capricho meu ou o capricho dele. Que nós estamos imbuídos, eu e Paulo Guedes estamos imbuídos, em buscar dias melhores para o nosso Brasil. E nós não queremos uma aventura nesse processo.”

No final da entrevista, Bonner questionou Bolsonaro sobre a pregação intervencionista do seu vice, o general Hamilton Mourão. “Vou ler aqui a frase dele: ‘Os poderes terão que buscar solução. Se não conseguirem, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução’. (…) Que solução seria essa que os militares teriam que impor ao Brasil?” E o capitão: “Isso aconteceu em 64, e na forma da lei…” Bonner perdeu até a noção do tempo: “Nós estamos em 2021, candidato.”

Bolsonaro ensaiou uma defesa do golpe militar. Bonner atalhou: “Os historiadores sérios se referem a 1964, candidato, como um golpe militar…” A cena seguinte deixaria o entrevistador surpreso. Repetindo algo que fizera em sabatina da Globonews, o capitão escorou sua retórica num editorial escrito pelo fundador do Grupo Globo há 34 anos. “O senhor vai repetir isso?”, reagiu Bonner. Bolsonaro não se deu por achado: “…Deixa os historiadores pra lá. Eu fico com Roberto Marinho, o que ele declarou no dia 7 de outubro de 1984, vou repetir aqui.”

Bolsonaro recitou de cor o texto de Marinho: “Participamos da revolução democrática de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, distúrbios sociais, greves e corrupção generalizada”. E completou: “Repito a pergunta aqui: Roberto Marinho foi um ditador ou um democrata? É a história…”

Está virando uma praxe. Pela segunda vez, o capitão empurrou a Globo para a defensiva. Assim como a sabatina da TV por assinatura, a entrevista no canal aberto terminou com uma nota de esclarecimento: “…O candidato Bolsonaro esqueceu-se, porém, de dizer que, em 30 de agosto de 2013, O Globo publicou editorial em que reconheceu que o apoio editorial ao golpe de 1964 foi um erro…”

Bolsonaro aproveitou a “plataforma de tiro” da Globo para disparar mensagens repetidas aos seus fieis. Com ridículos oito segundos no horário eleitoral que começará a ser veiculado no sábado, ganhou de presente 27 minutos de vitrine nacional. Usou o tempo para despertar a fidelidade dos seus eleitores às vésperas dos ataques que os adversários lhe farão na TV, especialmente o tucano Geraldo Alckmin.

O sucesso de Bolsonaro é proporcional à decadência do sistema político. A dúvida é se o candidato conseguirá amplificar o discurso para além do cercadinho em que está confinado o seu rebanho.

Os convertidos que deram a Bolsonaro o prestígio que o levou ao Jornal Nacional parecem decididos a promover um encontro da política com os seus limites. Os adversários do capitão colocam a culpa no povo, que ainda não aprendeu a votar.

O diabo é que as pesquisas informam que o capitão está bem posto nos nichos mais escolarizados e endinheirados do eleitorado. Nesse universo, há muita gente que está tão ocupada fazendo a história que não consegue compreendê-la. Há pessoas que querem virar a página de qualquer jeito. Nem que seja para trás. O cardápio de candidatos estimula a autoflagelação.

PSDB suspende vereador pró-Bolsonaro em SP

Por Josias de Souza
O diretório do PSDB em São Paulo abriu um procedimento disciplinar contra o vereador tucano Mauro Neves, do município de Presidente Prudente. Acusa-o de infidelidade partidária. Suspendeu-lhe a filiação e concedeu-lhe prazo de cinco dias para que explique uma declaração de voto no presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL.

Policial militar, Mauro Neves encontrou-se na semana passada com Bolsonaro, que visitou várias cidades do interior paulista. Caminhou com o rival do tucano Geraldo Alckmin pelo centro de Presidente Prudente. Disse à reportagem do Estadão:

“Nunca escondi [o apoio a Bolsonaro] e, se acharem que devem me punir por isso, não terei o que fazer. Sou tenente da PM e, na corporação, a rejeição [à candidatura de Alckmin] é muito grande.” Ironicamente, o vereador mantém o apoio a João Doria, que disputa o governo de São Paulo pelo PSDB.

A infidelidade de Mauro Neves pode resultar na expulsão dele dos quadros do PSDB. Por ora, o vereador é o único defensor da chapa híbrida ‘Bolsodoria’ a ser importunado pelo PSDB. Algo que o transforma numa espécie de boi de piranha —aquele bicho que é jogado no rio para ser comido, enquanto o resto da manada escapa.

Também na semana passada, na mesma incursão pelo interior de São Paulo, Bolsonaro foi festejado pelo prefeito tucano da cidade de Glicério, Ildo de Souza, o Ildo Gaúcho. O tucanato poupou o prefeito sob a alegação de que ele não declarou que vota em Bolsonaro.

De fato, Ildo Gaúcho não utilizou o vocábulo “voto”. Ele apenas subiu no palanque de Bolsonaro, discursou em sua homenagem, permitiu que ele desfilasse sua candidatura na sede da prefeitura… E ainda criticou a aliança de Alckmin com centrão: “Cada um faz suas escolhas e coligações, mas depois colhe os votos do que plantou”.

Se o PSDB fizer da punição dos filiados que flertam com Bolsonaro um cavalo de batalha, arrisca-se a promover um morticínio de tucanos. E o massacre pode ser inútil, pois o problema vem de fora para dentro: em São Paulo, Estado em que a hegemonia tucana dura mais de duas décadas, Bolsonaro amealhou 21% das intenções de voto no Datafolha, contra 18% atribuídos a Alckmin.