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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Morre Do "Petinha" de Santa Cruz do Capibaribe PE

  Clécio Dias.

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Quem percorre o "comércio monstruoso" do Moda Center num dia 'imenso" de feira talvez se pergunte espantado: "como começou tudo isso?"
Teve início há mais de 50 anos quando um grupo de mulheres começou a costurar em máquinas rústicas sem que nenhuma delas soubesse que estava dando os primeiros passos para aquela cidade pequena se tornar o maior centro de confecções da América Latina.
Uma delas se chama "Petinha". Uma mulher ousada e criativa, com quase 40 anos à época. Elas balançavam o pé na máquina e traçavam com pedaços de pano coloridos as famosas "colchas de retalhos".
"Petinha" sabe costurar: ela até separa os pedacinhos de pano e vai os conectando tão perfeitamente que as "cobertas" passam a colorir as calçadas das ruas. Elas são artistas do tecido e vão presentear sua cidade com um nome único no mundo: "Capital da Sulanca"!
Não demora muito para as colchas multicores, feitas pelas artesãs da costura, saírem das calçadas quentes para ganharem o mundo!
Daquelas "guerreiras" que deram o pontapé inicial com tanta habilidade, somente ela ainda estava viva, até hoje, como se trouxesse no rosto a expressão eterna da história das costureiras e da cidade delas!
Hoje, Santa Cruz tem a obrigação de despedir-se com grandeza de "Petinha". Mesmo quem não sabia da sua existência e da sua importância para essa cidade...
E o Moda Center, o gigante tão cheio de roupas coloridas, deve se descolorir por três dias, para se vestir de preto, pois a Capital da Sulanca está de LUTO!
Texto de Clécio Dias.
 

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Conselho de Clécio

Autor Clécio Dias

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    "Sou intrigada do meu pai há 10 anos. Prometi que nunca mais ia falar com ele, mas recebi a notícia de que ele está muito doente! Não sei o que fazer..."
    Oi, amiga, você não tem escolha! Já deveria estar do lado dele, ajudando seus irmãos. Não importa o que ele lhe fez, nada mais importa agora.
    Seu receio de chamá-lo de pai tem duas bases muito fortes: o "rancor" e o "orgulho". Eles andam juntos e quando um deles está desaparecendo, o outro o traz de volta!
    Você não percebeu ainda, mas essa situação é como um palco onde todos estão lhe assistindo. A doença do seu pai não exige seu perdão, mas sua atitude.
    O que está em jogo não é sua atuação como filha, mas como ser humano. O orgulho e o rancor são como uma âncora que te puxa para o fundo...
    Suspenda esse sentimento ruim que lhe deixa submersa nas suas mágoas. Esse é um momento crucial onde você mesma precisa muito mais de si do que seu pai...
    Não perca mais tempo, vai lá para perto dele. Chegue em silêncio, mesmo que ele não te veja, esteja perto. Com suas mãos fortes segure as mãos fracas dele...
    A vida é como uma gangorra: hoje ele padece no leito do hospital, amanhã poderá ser qualquer um de nós. Você não precisa pedir perdão nem perdoar com palavras...
    Deixe suas ações falarem. Não exija recompensas, não reclame reconhecimento, apenas faça. Não importa se o perdão não disser nada...
    Volte para perto do seu pai, pois pode ser a última oportunidade de vocês! Não se importe com o passado, salve seu futuro!
    Tome a frente da situação! Faça muito mais que seus irmãos. Faça por ele o que não fez nos últimos 10 anos. Sente-se nos pés da cama dele até ele se curar...
    Mas se ele morrer, que morra nos seus braços...
    Texto de Clécio Dias.