Enviado por Melissa de Andrade -

O debate sobre o direto à amamentação em público ganhou um novo capítulo esta semana com uma dúzia de mulheres testemunhando na Câmara Municipal de Seattle sobre as agruras que sofrem por serem lactantes.
Resultado: na próxima segunda-feira será votada uma lei que torne ilegal dizer a uma mulher para se cobrir, mudar de lugar ou sair de um estabelecimento se ela estiver amamentando.
É preciso mesmo uma lei que exija educação e respeito para com a mãe que amamenta?
Pelo visto, precisa, sim. Se não de uma lei, pelo menos de conscientização. Muitas mães passam pelo constrangimento de serem “convidadas” a se retirar para o banheiro para continuar a amamentar o filho.
Convenhamos que banheiro de restaurante não é lá o lugar mais adequado para amamentação. Isso quando o pedido não é para deixar o próprio local, incluindo bancos, museus e supermercados. E sem falar nos olhares – ora de reprovação, ora de lascívia.
Seattle está mais para liberal do que conversadora, mas essa questão de expor o corpo (a pele, como eles dizem por aqui) é muito sensível nos Estados Unidos. Será que é agravado pelo fato de a temperatura baixa na maior parte do ano exigir que os residentes fiquem quase sempre cobertos de roupa?
Os apressados em julgar os norte-americanos de puritanos devem lembrar que a questão da amamentação em público também rende calorosos debates no Brasil. Vide o Mamaço realizado no meio do ano passado depois que uma mãe foi impedida de amamentar dentro de um estabelecimento cultural em São Paulo.
Partindo do princípio que nenhuma mulher vai aproveitar o período de amamentação para se exibir, o desconforto está no olhar do outro. Se o paninho que está cobrindo a criança saiu do lugar ou se o seio ficou exposto um momentinho enquanto a criança parou de sugar, isso não deveria causar polêmica.
Aqui existe até um acessório, tipo um avental que se pendura no pescoço, para diminuir a exposição da mãe e do filho. Claro que bom senso independe de lei.
A rigor, uma lei municipal sobre o assunto é desnecessária. Washington, estado onde fica Seattle, já tem leis que protegem as lactantes de amamentarem em qualquer lugar público. A nova lei da cidade de Seattle tornaria a amamentação um direito civil, e qualquer restrição a esse direito seria uma violação passível de multa ou participação em curso sobre o assunto.
Para as mães que se sentem desrespeitadas, essa mudança é uma enorme diferença.

Melissa de Andrade é jornalista e estrategista de mídia social, com mestrado em E-Business no Reino Unido. Recentemente mudou-se com seus três gatinhos para Seattle, de onde mantém o blog Preview e, às sextas, escreve para o Blog do Noblat.
O debate sobre o direto à amamentação em público ganhou um novo capítulo esta semana com uma dúzia de mulheres testemunhando na Câmara Municipal de Seattle sobre as agruras que sofrem por serem lactantes.
Resultado: na próxima segunda-feira será votada uma lei que torne ilegal dizer a uma mulher para se cobrir, mudar de lugar ou sair de um estabelecimento se ela estiver amamentando.
É preciso mesmo uma lei que exija educação e respeito para com a mãe que amamenta?
Pelo visto, precisa, sim. Se não de uma lei, pelo menos de conscientização. Muitas mães passam pelo constrangimento de serem “convidadas” a se retirar para o banheiro para continuar a amamentar o filho.
Convenhamos que banheiro de restaurante não é lá o lugar mais adequado para amamentação. Isso quando o pedido não é para deixar o próprio local, incluindo bancos, museus e supermercados. E sem falar nos olhares – ora de reprovação, ora de lascívia.
Seattle está mais para liberal do que conversadora, mas essa questão de expor o corpo (a pele, como eles dizem por aqui) é muito sensível nos Estados Unidos. Será que é agravado pelo fato de a temperatura baixa na maior parte do ano exigir que os residentes fiquem quase sempre cobertos de roupa?
Os apressados em julgar os norte-americanos de puritanos devem lembrar que a questão da amamentação em público também rende calorosos debates no Brasil. Vide o Mamaço realizado no meio do ano passado depois que uma mãe foi impedida de amamentar dentro de um estabelecimento cultural em São Paulo.
Partindo do princípio que nenhuma mulher vai aproveitar o período de amamentação para se exibir, o desconforto está no olhar do outro. Se o paninho que está cobrindo a criança saiu do lugar ou se o seio ficou exposto um momentinho enquanto a criança parou de sugar, isso não deveria causar polêmica.
Aqui existe até um acessório, tipo um avental que se pendura no pescoço, para diminuir a exposição da mãe e do filho. Claro que bom senso independe de lei.
A rigor, uma lei municipal sobre o assunto é desnecessária. Washington, estado onde fica Seattle, já tem leis que protegem as lactantes de amamentarem em qualquer lugar público. A nova lei da cidade de Seattle tornaria a amamentação um direito civil, e qualquer restrição a esse direito seria uma violação passível de multa ou participação em curso sobre o assunto.
Para as mães que se sentem desrespeitadas, essa mudança é uma enorme diferença.
Melissa de Andrade é jornalista e estrategista de mídia social, com mestrado em E-Business no Reino Unido. Recentemente mudou-se com seus três gatinhos para Seattle, de onde mantém o blog Preview e, às sextas, escreve para o Blog do Noblat.
Do Blog do Ricardo Noblat