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quinta-feira, 24 de junho de 2021

Redução de partidos

 

 Partidos Políticos Brasileiros e suas ideologias [resumo]

 – Na eleição de 2022, os partidos precisarão ter 2% dos votos válidos para deputado federal, distribuídos por ao menos nove estados, para não serem atingidos pela cláusula de barreira. A votação corresponde a eleger 11 deputados. As exigências aumentarão nos pleitos seguintes até chegarem aos 3% dos votos em 2030. A ideia da cláusula de barreira é reduzir o número de partidos existentes no Brasil. Hoje, são 33 as siglas com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

sábado, 8 de junho de 2019

O PR é mais um partido a mudar de nome



Posted By João Alberto


Anderson Ferreira/Divulgação

Dentro da onda de mudança nos nomes dos partidos políticos, o PR- Partido da República- volta a se chamar PL- Partido Liberal. Em Pernambuco é presidido pelo prefeito Anderson Ferreira e tem os deputados federais Sebastião Oliveira e Fernando Rodolfo e os estaduais Rogério Leão e Henrique Queiroz Filho.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

PSB pode decidir fusão com PPS nesta quarta-feira

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Jucá: partidos queriam quintuplicar suas verbas


Josias de Souza


Relator do Orçamento da União de 2015, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) está sob bombardeio por ter triplicado as verbas destinadas ao fundo partidário, elevando-as de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões. Abandonado na trincheira, ele decidiu, por assim dizer, entregar seus cúmplices. Disse ter tonificado essa rubrica “a pedido de todos os partidos.” Contou que, se dependesse dos dirigentes das legendas, o valor teria sido quintuplicado, subindo para R$ 1,48 bilhão.

“Os partidos pediram R$ 1,2 bilhão a mais”, declarou Jucá na tribuna do Senado. “Eu, como relator, entendi que deveria fazer um acréscimo de R$ 500 milhões.” Em verdade, a adição providenciado por Jucá foi de R$ 578 milhões. Em tempos de Lava Jato, o senador deu a entender que os colegas foram a ele de pires na mão porque as fontes privadas secaram.

“Estavam todos apavorados. Não havia recursos para que os partidos pudessem funcionar neste ano. Por conta de várias questões políticas, as doações empresariais cessaram.”

Esse tema ganhou as manchetes depois que Dilma Rousseff sancionou o Orçamento sem vetar o fundo partidário turbinado. Politicamente debilitada, a presidente foi generosa com os partidos num instante em que seu governo se prepara para anunciar cortes bilionários nos gastos e investimentos previstos no Orçamento que acaba de ser sancionado.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), que se opõe à elevação do fundo partidário, brincou com o descoforto de Jucá. Disse que os partidos o deixaram “pendurado no pincel.” Jucá reiterou: “a solicitação foi de todos os partidos”. E a senadora: “Vossa Excelência matou a bola no peito e agora recebe uma bola pelas costas. Está pagando o preço de uma conta que não é só sua, é uma conta que deve ser compartilhada com os dirigentes partidários.”

Discursando antes de Jucá, o senador Regufe (PDT-DF) caprichara nas críticas à benevolência do colega para com os partidos. Em resposta, Jucá dedurou o presidente do partido do orador rival. “Respeito a posição do senador Reguffe, mas ele deve cobrar do presidente [do PDT, Carlos] Lupi, que mandou um ofício por escrito pedindo R$ 1,2 bilhão. Se o partido não quiser receber o recurso, ele o devolve. Ninguém é obrigado a gastar, não!”

Num aparte ao pronunciamento de Jucá, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) deu o braço a torcer: “Eu acho que nós erramos coletivamente e precisamos fazer o mea-culpa.” Para Ferraço, faltou sensibilidade ao Congresso e também à presidente, que não exerceu o seu poder de veto.

Ferraço empilhou as razões que os congressistas e Dilma ignoraram, todas relacionadas aos “sacrifícios sem precedentes” que a conjuntura impõe aos brasileiros: a inflação alta, a elevação do desemprego, o balanço “estarrecedor” da Petrobras… “O ambiente é de muita icerteza, é de manifestações impopulares. O Congresso errou. Eu faço o meu mea-culpa. E errou a presidente Dilma em não vetar, porque um erro não justifica o outro.”

Jucá não se deu por achado. “Nós temos um orçamento de R$ 1,4 trilhão. O governo acaba de crescer R$ 26 bilhões em receita, e eu digo com muita tranquilidade que não serão R$ 500 milhões, cortando-se o funcionamento pleno dos partidos, que vão resolver o problema do país. Pelo contrário, eu acho que o problema do país se resolve pela política, resolve-se pela afirmação política, resolve-se com o funcionamento pleno dos partidos.”

O relator do Orçamento disse recear que os críticos passem a mirar acima do fundo partidário. “Daqui a pouco, alguém vai dizer: ‘Quanto custa o Congresso? Vamos fechar o Congresso porque é uma economia que se vai fazer?” Defensor do financiamento privado das campanhas, Jucá enxergou na reação à mexida que fez no Orçamento uma evidência de que o brasileiro não aceita eleições bancadas com verbas públicas.

“Fizemos as contas. Se o financiamento público de campanha passar, o que vai haver no fundo partidário serão R$ 6 bilhões para campanha. E não acredito que a maioria da sociedade brasileira concorde em tirar R$6 bilhões da educação, da saúde, da mobilidade urbana, do Minha Casa, Minha Vida, para colocar em fundo partidário para financiar candidatura de ninguém.”

domingo, 19 de abril de 2015

Fim das coligações: sem chance de aprovação

Postado por Magno Martins

O Globo – Ilimar Franco

As três grandes siglas (PT, PMDB e PSDB) não têm votos para aprovar o fim das coligações nas eleições proporcionais. Se fosse adotada, a Câmara teria 22 legendas, e não 28, como tem hoje.

O cientista político Jairo Nicolau fez uma simulação e concluiu que os partidos médios (PP, PSD, PR, PTB, DEM, PRB, PDT, SDD, PSC, PROS, PCdoB, PPS e PV) perderiam cadeiras. Isso dá 298 votos contrários. Há, ainda, os 22 deputados de partidos nanicos. Além disso, por circunstâncias regionais, eleitos pelos três maiores também poderiam se colocar contra. Por fim, a adoção da cláusula de desempenho, que reduziria as siglas a menos de dez, enfrentaria a mesma oposição.

sábado, 11 de abril de 2015

Na TV, o PDT exala farisaísmo e enxovalha a memória de Darcy e Brizola


Mário Magalhães


Carlos Fayal, Darcy e Brizola: outros tempos – Foto reprodução



O programa do PDT que foi ao ar na TV ontem à noite, pago às custas, como os dos demais partidos, do trabalho suado dos cidadãos, fartou-se na exibição de imagens do engenheiro Leonel Brizola e do antropólogo Darcy Ribeiro.

Para assistir à inserção, basta clicar aqui.

Pioneiros do partido, depois que o general Golbery do Couto e Silva, no ocaso da ditadura, afanou-lhes a sigla do PTB, os falecidos estadistas trazem lembranças agradáveis a uma agremiação que busca legitimidade e votos. Suas trajetórias são associadas à defesa da educação para todos, à proteção da infância e da juventude, às causas dos mais pobres.

Os fariseus grassam na política brasileira, mas o dito Partido Democrático Trabalhista logrou conquistar horas atrás o título de campeão do farisaísmo.

Como evocar a memória de Brizola e Darcy, cujas vidas foram dedicadas ao ensino público, e ao mesmo tempo ter deputados federais na Comissão de Constituição e Justiça pelejando pela redução da maioridade penal?

Se a legislação for mudada, os jovens mais pobres terão menos chances de superar a pobreza, e os mais jovens ainda serão recrutados para o crime.

O PDT que um dia foi de Brizola agora tem a cara do deputado Major Olímpio, um tipo que Darcy não hesitaria em chamar de fascistoide.

O partido que encheu a tela da TV com o velho Briza é o que, no plenário da Câmara, acaba de chancelar com 13 dos seus 18 votos a terceirização e a precarização do trabalho.

O PDT que foi de Darcy Ribeiro, o ministro mais à esquerda do governo João Goulart abatido em 1964.

Não é que o PDT de Lupi, o atual dono do partido, esteja costeando o alambrado, na tirada gaudéria que Brizola imortalizou.

O alambrado já ficou para trás há muito tempo.

Trair velhos ideais já não espanta ninguém.

Mas poderiam deixar Leonel Brizola e Darcy Ribeiro fora dessa.

domingo, 15 de março de 2015

Congresso quer dobrar valor de repasses a partidos


Postado por Magno Martins

Orçamento 2015 terá emenda que realoca R$ 570 milhões ao Fundo Partidário - Com a criação de cada vez mais partidos e com as dificuldades para receber doações de empresas devido à Operação Lava Jato, congressistas tentarão dobrar o valor dos recursos que a União repassará neste ano às legendas pelo Fundo Partidário.

Na próxima terça (17), o relator da proposta de Orçamento para 2015, senador Romero Jucá (PMDB-RR), apresentará uma emenda ao seu parecer final em que realoca recursos para o fundo em cerca de R$ 570 milhões. Esse dinheiro é usado pelas legendas para financiar atividades e campanhas eleitorais.

O aumento representa praticamente o dobro dos R$ 289,5 milhões propostos pelo governo originalmente. No ano passado, os partidos receberam R$ 392,4 milhões.

O governo tentou votar a proposta do Orçamento de 2015 na última quarta (11), mas a oposição impediu que ela fosse analisada porque Romero Jucá ainda não havia detalhado as mudanças que fez ao projeto. (Da Folha Online).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O novo PL

 por Paulo Veras em Opinião


Foto: Agência Brasil

Por Adriano Oliveira, cientista político

O Brasil tem excesso de partidos. O Brasil tem pluralidade de partidos. Em razão da pluralidade, coalizões, que possibilitam a governabilidade, são formadas. A pluralidade de agremiações partidária incentiva a representação das diversas visões de mundo dos brasileiros. Os partidos brasileiros não são ideológicos e o excesso deles fortalece a ausência de programas de governo programáticos.

As assertivas apresentadas são verdadeiras. Embora sejam contraditórias. A verdade da afirmação depende das visões de mundo e do julgamento de cada observador. Portanto, não é frutífera a discussão sobre o quantitativo de partidos políticos. Aliás, é exaustiva e inconclusiva. Entretanto, novas agremiações possibilitam novas dinâmicas política e eleitoral.

Prevejo novas dinâmicas caso o Partido Liberal (PL) seja criado pelo sábio Gilberto Kassab. A primeira dinâmica a ser possivelmente modificada é a relação de força entre PMDB e PT no Congresso Nacional, em particular, na Câmara dos Deputados. O PL deverá receber parlamentares, prefeitos e governadores de diversos partidos, dentre os quais, PSB, DEM, PSDB e PMDB. Além disto, a fusão entre PL e PSD é uma possibilidade. Independente da fusão, o PL adquirirá força para se contrapor ao PMDB.

No conflito PL e PMDB, o PT, ou melhor, o governo Dilma, pode optar por ter o PL como parceiro em alguns instantes da relação Legislativo-Executivo. Ao fazer esta opção, o PMDB perderá força junto ao governo Dilma. A criação do PL enfraquece o poder do PMDB no governo Dilma – Hipótese. O surgimento do PL tende a enfraquecer quantitativamente os partidos PSB, PSDB, DEM e PMDB. Prevejo que o PSB tende a ter perdas de parlamentares e governadores. Tais perdas lhe colocarão na base do governo Dilma.

O PL será abrigo para candidatos nas próximas eleições municipais. Qual será o parceiro preferível do PL na eleição de 2016? O PL não terá parceiros preferíveis. A conjuntura de cada município ditará os rumos do partido. Porém, em Pernambuco, é possível que o PL venha a ofertar candidato a prefeito do Recife. Tal possibilidade é crível, pois o PL poderá receber atores relevantes da política pernambucana insatisfeitos com a Frente Popular de Pernambuco.

O PL será mais um instrumento de conquista de espaços de poder. Não espere do PL, ou de qualquer outro partido, programa ideológico. O PL contribuirá para a construção de novas dinâmicas política e eleitoral, já que fortalecerá atores, em particular, Gilberto Kassab.

Adriano Oliveira é doutor em Ciência Política e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

segunda-feira, 5 de maio de 2014

FRENTE POPULAR DE PERNAMBUCO JÁ CONTA COM 20 SIGLAS

Publicado por Branca Alves


Mendonça Filho e Augusto Coutinho comandam o DEM e SDD, em Pernambuco (Foto: Diego Nigro/ArquivoFolha)

Por Amanda Seabra
Da Folha de Pernambuco

O pré-candidato da Frente Popular de Pernambuco ao Governo do Estado, Paulo Câmara (PSB), que já conta com a maior coligação da história em número de partidos, somará mais duas legendas à sua base de apoio: o DEM e o Solidariedade (SDD). No total, o socialista terá o apoio (e o tempo de TV) de 20 siglas, formando uma das mais heterogêneas frentes em termos ideológicos. Adversários históricos como o PCdoB, PSB, PSDB e DEM, entre outros, compartilharão o mesmo palanque. Os presidentes estaduais dos dois novos partidos da coligação, os deputados federais Mendonça Filho e Augusto Coutinho, respectivamente, farão o anúncio oficial da adesão hoje, em uma entrevista coletiva no Mar Hotel, às 14h30.

Do lado do PSB, que até bem pouco tempo coligava com o PT tanto em Pernambuco como no Governo Federal, não se fala em desconforto com a entrada das legendas de orientação mais à direita no grupo político. Para o presidente estadual da sigla socialista, Sileno Guedes, desde quando assumiu o Governo do Estado em 2007, Eduardo Campos vem conseguindo “trazer a paz para a política” de Pernambuco.

“O que está acontecendo é que os partidos e as lideranças estão se reunindo em torno de um projeto que vem dando certo, por tudo que já aconteceu e por tudo que ainda vai acontecer. Então, recebemos esse apoio com muita tranquilidade e cada um continua com a sua posição política”, justificou Guedes.

A complexa frente que sustenta a pré-candidatura de Paulo Câmara entra em contradição com o que vem sendo difundido por Eduardo Campos (PSB), País afora, em seu projeto presidencial. Nacionalmente, o ex-governador de Pernambuco ataca as alianças do governo do PT com partidos que anteriormente combatia, afirmando que a atual gestão se rendeu à “velha política”. Por outro lado, no Estado, a população assistiu a união de Campos com peemedebistas, democratas e tucanos.

Mas a crise ideológica não fica só por conta do PSB e adjacências. O DEM também vem enfrentando resistência interna para aderir ao projeto socialista. Uma das maiores lideranças da legenda na Região Metropolitana, a vereadora Priscila Krause, que é pré-candidata a deputada estadual, não aprovou a decisão e deverá se manter independente na campanha. Na última semana, o único deputado estadual do DEM, Maviael Cavalcanti, anunciou que não tentará a reeleição por discordar de como a política é feita atualmente.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

TROCA, TROCA FEDERAL

Publicado  Por: Inaldo Sampaio
Dos 25 deputados da bancada de Pernambuco, cinco trocaram de partido
 

Vinte por cento da bancada federal de Pernambuco trocou de partido nos últimos 15 dias visando às eleições do ano que vem.

Foram eles:

a) Pastor Zacarias Vilalba – Trocou o PRB pelo PP

b) Sílvio Costa – Trocou o PTB pelo PSC

c) Carlos Eduardo Cadoca – Trocou o PSC pelo PCdoB

d) José Augusto Maia – Trocou o PTB pelo PROS

e) Augusto Coutinho – Trocou o DEM pelo Partido Solidariedade.

O pastor Vilalba perdeu o apoio da Igreja Universal para disputar a reeleição e por isso vai tentar um novo mandato pelo PP, onde já estão os deputados federais Eduardo da Fonte e Roberto Teixeira. O candidato da Igreja será o também pastor Carlos Miguel.

TROCA, TROCA PARTIDÁRIO


Publicado  | Por: Inaldo Sampaio

Encerrado o prazo para troca de partido para quem pretende disputar mandato nas eleições do próximo ano, 11 dos 49 deputados estaduais pernambucanos se abrigaram em outras legendas.

Foram eles:

a) Isaltino Nascimento – Trocou o PT pelo PSB

b) André Campos – Trocou o PT pelo PSB

c) Clodoaldo Magalhães – Trocou o PTB pelo PSB

d) Marcantônio Dourado – Trocou o PTB pelo PSB

e) Mary Gouveia – Trocou o PHS pelo PSB

f) Francismar Pontes – Trocou o PSD pelo PSB

g) Adalberto Cavalcanti – Trocou o PHS pelo PTB

i) Tony Gel – Trocou o DEM pelo PMDB

j) Ricardo Costa – Trocou o PTC pelo PMDB

l) Everaldo Cabral – Trocou o PSD pelo PP

m) Cleiton Collins – Trocou o PSC pelo PP.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ANDRÉ CAMPOS ABRE TEMPORADA DE TROCA-TROCA

FOTO GOOGLE
Publicado Por: Inaldo Sampaio Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 11 de setembro

O deputado André Campos saiu na frente do governador João Lyra Neto e se filiou ontem ao PSB para disputar a reeleição. Ele fez bem ao dar adeus ao PT, pois nada tem a ver com esse partido. Ingressou nele dez anos atrás pelas mãos do mano, Carlos Wilson, que também não tinha cara de petista, mas pelo menos era amigo do ex-presidente Lula, assim como o ministro do TCU, José Múcio Monteiro Filho também o é, sem nada ter a ver com o “petismo”.

Além do vice, que deve se filiar ao PSB até o próximo dia 30, também irão se abrigar no partido do governador Eduardo Campos os deputados estaduais Clodoaldo Magalhães e Marcantônio Dourado. Outros três ainda aguardam orientação palaciana para saber se se filiam ao PDT ou ao Partido Social Democrático (PSD). A ideia da poderosa frente governista é formar um “chapão” com 50 fortes candidatos para abocanhar metade das vagas da Assembleia Legislativa.

Nos pequenos partidos o troca-troca também será intenso até 4 de outubro próximo. Quem vai inaugurá-lo no dia 14 é o presidente da Força Sindical, Aldo Amaral. Ele já trocou o PDT pelo PRB, para ser candidato a deputado federal. Fez a filiação formal há três semanas, no gabinete do deputado Ossésio Silva. Mas a festiva será no próximo sábado no Clube dos Oficiais.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

AINDA NÃO É UM RELACIONAMENTO SÉRIO

Solidariedade: o mercador do tempo na TV

Para obter adesões ao seu novo partido, o Solidariedade, o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), está oferecendo aos governadores os cerca de dois minutos de propaganda que a nova legenda terá direito. O partido deve nascer com uma bancada de 30 deputados. O acordo é feito assim: o governador transfere um ou mais deputados para o Solidariedade e ganha o tempo de TV no pleito estadual.

Quem quer comprar horário nobre?

Paulinho já fez este acordo com os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Beto Richa (PSDB-PR), André Puccinelli (PMDB-MS), Cid Gomes (PSB-CE) e Eduardo Campos (PSB-PE). O presidente do PSDB, Aécio Neves, que ontem esteve com Paulinho, está transferido três tucanos para garantir o tempo de TV do futuro aliado. Na semana passada, numa casa no Lago Sul de Brasília, no escritório do advogado Tiago Cedraz, cerca de 30 deputados participaram de encontro do novo partido.

Devido ao alinhamento com a oposição, o Solidariedade só aceita deputados do PSB e do PSDB quando estes têm problemas regionais internos para disputar a reeleição.
 (O GLOBO - Ilimar Franco).

segunda-feira, 12 de março de 2012

PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL

é partido demais..
Novato PPL comprova inchaço de quadro partidário


Foto: Agência Brasil

Da Veja.com

Getulismo, protecionismo, nacional-desenvolvimentismo. Poderia ser um resumo de um livro de história sobre o Estado Novo, mas são referências da mais jovem legenda partidária do Brasil, o Partido Pátria Livre (PPL), que estreará nas urnas neste ano.

Com uma organização amadora, ideias ultrapassadas, nenhuma figura de renome e, até agora, zero voto, já que não disputou eleição, a legenda já recebe recursos do Fundo Partidário – em 2011, durante apenas três meses de existência, foi agraciada com mais de 120.000 reais. O partido também começou a testar a paciência da população na propaganda gratuita no rádio e na TV.

Formado por ex-integrantes do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), que praticou crimes durante a ditadura e depois se transformou em uma facção do PMDB, o PPL tem tudo para se tornar um coadjuvante de terceira linha. Mas, fiel à tradição nacional, já nasce apoiando o governo federal.

O nascimento do PPL é mais um sintoma da total anarquia do quadro partidário brasileiro, em que as siglas têm firmeza ideológica inversamente proporcional à fome de poder e de recursos públicos. As legendas de direita sumiram do mapa ou abandonaram as próprias ideias. Boa parte das de esquerda flexibilizou o discurso ao chegar ao poder na mega-aliança capitaneada pelo PT. Os nanicos radicais e sem voto são cada vez mais numerosos: nesse time, o PPL se soma a PCB, PCO, PSTU e PSOL.

A fragmentação excessiva torna os governos reféns de amplas e heterogêneas coalizões, sem as quais não conseguiriam maioria no Congresso. Os partidos aliados cobram seu preço: o loteamento dos cargos do Executivo. Não é por acaso que o Brasil tem 39 ministérios e uma das menores oposições do mundo: ninguém quer ficar de fora.

O apetite por cargos, aliás, desencadeou uma crise envolvendo o governo da presidente Dilma Rousseff e a base aliada. Comandados pelo PMDB, líderes governistas impuseram ao governo uma amarga derrota no Congresso ao rejeitar a recondução de Bernardo Figueiredo a diretor-geral da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) - indicação pessoal da presidente. A votação do Código Florestal, na Câmara, será o grande teste da relação de Dilma com sua base.

Na ciência política, um regime em que haja mais de sete partidos no Congresso é considerado fortemente pluripartidário. O Parlamento brasileiro tem 23 - só quatro são de oposição. A livre criação de partidos foi retomada no país em 1981. Com a primeira disputa presidencial, em 1989, o número de legendas se elevou. Alguns teóricos acreditavam que o quadro partidário se enxugaria naturalmente pelos anos seguintes, mas isso não aconteceu. Das siglas existentes à época, apenas oito sobreviveram até hoje. Mas, de lá para cá, outras 21 ganharam vida.

O excesso numérico não é exatamente o problema. Nos Estados Unidos, existem mais partidos do que o Brasil. Mas apenas dois, o Republicano e Democrata, conseguem eleger representantes no Congresso. Não há recursos do estado a alimentar legendas sem expressão. "O financiamento público impede a redução no número de partidos", diz Leonardo Barreto, cientista político da Universidade de Brasília .

O financiamento público dos partidos não se justifica. As legendas sem expressão não deveriam receber esses recursos porque não têm votos e não representam a população. As legendas de expressão não deveriam receber esses recursos porque não precisam deles para sobreviver.

Mudanças - A reforma política em discussão no Congresso pode agravar a situação. Se for aprovado o texto do relator Henrique Fontana (PT-RS), as campanhas serão financiadas inteiramente com recursos públicos, o que deve incentivar a criação de partidos incapazes de andar com as próprias pernas.

O texto do petista também não prevê uma cláusula de barreira, que exigiria critérios mais rígidos para o funcionamento dos partidos. Mas, por outro lado, pode contribuir para corrigir a proliferação de partidos de aluguel: o fim das coligações em eleições para vereador e deputado: "A minha visão é de que isso gera uma reacomodação politizada, não à força, na política brasileira", diz Fontana. O cientista político Leonardo Barreto concorda: "Para sanear o sistema partidário, bastaria extinguir as coligações".

Na verdade, o Congresso já chegou a criar uma cláusula de barreira em 2006: para poder assumir cargos eletivos em qualquer plano, as legendas teriam de obter ao menos 5% de votos na disputa pela Câmara dos Deputados. A regra acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) meses depois. Mas, enquanto vigorou, a cláusula causou a extinção de legendas como o PAN (o Partido dos Aposentados da Nação) e o Prona (do ex-deputado Enéias Carneiro). Ambas preferiram se fundir a siglas maiores: o PTB e o PL, respectivamente.

Pré-candidato do PPL à prefeitura de São Paulo e presidente do diretório estadual da legenda, Mário Manso diz que não há problemas com a instabilidade do quadro partidário: "Partidos são como pessoas: nascem, crescem e, se não souberem dar resposta aos problemas do Brasil, morrem", afirma.

PSD - A disseminação de legendas tornou a identidade das siglas brasileiras um mistério indecifrável. Qual é a diferença de ideias entre PSB e PT? Entre PTB e PDT? Entre PR e PP? Poucos se arriscam a teorizar. Em eleições regionais, o PSOL já se aliou ao PCdoB, que por sua vez divide coligações com o DEM. Ironicamente, os dois partidos que protagonizam a polarização do debate político nacional, PT e PSDB, têm mais semelhanças do que divergências programáticas.

Neste aspecto, o PSD é um avanço: nasceu como o único partido que flutua sobre o espectro ideológico. O importante é ganhar eleição. Nada de direita, esquerda e centro - postura que permite o namoro simultâneo com Dilma Rousseff e José Serra. Não que petistas e tucanos fiquem escandalizados com isso: em Belo Horizonte, a terceira maior cidade do país, o prefeito Márcio Lacerda (do PSB) foi eleito com apoio simultâneo de PT e PSDB. A dobradinha deve se repetir este ano. 
Do Blog do Jamildo