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domingo, 9 de setembro de 2018

Dilma falou besteira

Por Magno Martins 
Carlos Brickmann

O dilema dos outros - Dilma Rousseff é coerente: falou besteira. Acusou a vítima pelo ataque. Mas a posição oficial do PT é condenar o atentado. É a posição de todos os partidos. Mas a preocupação é outra: como ajustar a propaganda diante dos novos fatos.

O mais preocupado é Alckmin: ele era quem mais criticava Bolsonaro, em busca das intenções de voto tucano que tinha migrado. Na campanha, Alckmin era o administrador sensato, capaz de pacificar o país, e Bolsonaro um político descontrolado, uma espécie de petista visto pelo espelho.

Se os anúncios eram ou não eficientes, ainda não dá para saber. Mas eram vistos, e não só na TV, onde Alckmin tem quase a metade do tempo disponível: segundo O Globo, meio milhão de pessoas viram dois dos vídeos na Internet, e os outros também tinham audiência.

Só que agora não dá para atacar Bolsonaro, que é vítima; nem deixar de atacá-lo, pois aí fica difícil retomar os eleitores perdidos para ele. O PT só não tem esse problema porque precisa explicar que Lula agora é um universitário de terno e gravata, com sobrenome árabe, que não consegue falar sobre nenhum assunto, nem sequer dar um bom-dia, depois de visitar Curitiba.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Sindicância detecta irregularidade na aposentadoria amealhada por Dilma


Josias de Souza


Sindicância realizada com o propósito de checar o processo de aposentadoria de Dilma Rousseff constatou que ela se aposentou irregularmente depois de sofrer o impeachment. Deposta pelo Senado em 31 de agosto de 2016, a ex-presidente petista requereu sua aposentadoria no dia seguinte, numa agência do INSS, em Brasília. Obteve o benefício com a velocidade de um raio.

Notícia veiculada no site da revista Veja informa que a investigação concluiu que a aposentadoria foi concedida a Dilma de forma irregular. Madame furou a a fila do INSS. Fez isso com o auxílio de servidores do órgão. E começou a receber R$ 5,189 —valor máximo permitido em lei— mesmo sem ter apresentado toda a documentação exigida.

Dilma nem precisou dar as caras na agência do INSS. Ex-ministro da Previdência, o petista Carlos Gabas foi à repartição acompanhado de uma secretária de Dilma. Entraram pelos fundos. E foram atendidos na sala da chefe da agência. A aposentadoria foi efetivada nos computadores do INSS em poucos minutos.

Segundo os auditores, o ex-ministro de Dilma mexeu os pauzinhos para que a ex-chefe recebesse tratamento privilegiado. Verificou-se que a servidora do INSS Fernanda Doerl levou em conta informações não comprovadas documentalmente para calcular o tempo de serviço de Dilma.

Faltou um comprovante de órgão federal que atestasse o período que Dilma ostentou a condição de anistiada política. Levou-se em conta um documento estadual, gambiarra não prevista em lei. De resto, Dilma se absteve de agendar o atendimento, como qualquer brasileiro é obrigado a fazer.

Servidor de carreira do INSS, Gabas sofreu uma punição mixuruca: suspensão do serviço público por dez dias. Fernanda, a servidora que apressou a concessão da aposentadoria, tomou apenas uma advertência. O governo cobra de Dilma a devolução do primeiro benefício recebido: R$ 6.188, já incluídos os juros. Ela não parece disposta a mexer na bolsa. Já recorreu contra a decisão. Gabas negas as acusações e atribui a sindicância a perseguição política.

sábado, 19 de agosto de 2017

Dilma Rousseff pode disputar o Senado pelo Piauí ou Maranhão





Dilma tem sido estimulada por aliados a disputar mandato parlamentar (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Em exílio voluntário, a ex-presidente Dilma Rousseff deve ser candidata a um mandato parlamentar em 2018. O PT vem trabalhando sua candidatura ao Senado Federal por um estado do Nordeste. Ademais, segundo a revista Veja, ela já teria recebido os convites dos governadores do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), e do Piauí, Wellington Dias (PT), para disputar por seus respectivos estados. Dilma, todavia, não teria se manifestado.

domingo, 14 de agosto de 2016

Dilma e Collor


Presidente do STF na época do impeachment de Fernando Collor, Sydney Sanches avalia que a presidente afastada Dilma Rousseff, tal como o Collor, cometeu crime de responsabilidade
 “Dilma e Collor usaram as mesmas manobras para encobertar os crimes de responsabilidade e de quebra do decoro no exercício do mandato. A meu ver, ela não escapa dos incisos que tratam do crime de responsabilidade. Usou de manobras para esconder a situação real e trouxe todos esses problemas para o país, que está destroçado”.
Além disso, ele criticou as tentativas dela e do PT para dificultar o processo. “É falta de patriotismo. A paixão pelo poder é uma coisa séria. Esquecem o país, a família, tudo. Enquanto isso, a economia e o país seguem do jeito que estão, sangrando. O mais interessante é que noimpeachment que presidi, do Collor, o maior defensor era o PT de Dilma. Agora estão todos juntos. Na política, a ética é outra”, afirmou Sanches. As informações são do jornal O Globo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Julgamento do impeachment começará no dia 25


Postado por Magno Martins

Da Folha de São Paulo

O julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, começará em 25 de agosto e a petista será intimada sobre o andamento do caso nesta sexta (12), na parte da tarde, depois que seu advogado, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, entregar as alegações finais da defesa.

Assim, o caso poderá ser encerrado ainda em agosto, conforme previsão de senadores da base aliada do governo interino. Dilma será intimada por um oficial de Justiça a serviço do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, responsável por comandar o processo de impeachment, de acordo com a legislação. A presidente, no entanto, não é obrigada a comparecer.

Na semana que vem, Lewandowski se reunirá com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e líderes partidários para traçar o roteiro da sessão que pode demorar até cinco dias. Eles devem combinar procedimentos do rito processual bem como estipular horários para o início e suspensão da sessão a cada dia.

Advogados da acusação, no entanto, já informaram que não pretendem convocar as seis testemunhas a que têm direito justamente para agilizar a conclusão do processo. Um dos autores da denúncia contra Dilma, Miguel Reale Júnior, afirmou que deve levar, no máximo, entre duas e três pessoas.

Senadores aliados a Michel Temer querem concluir o processo em, no máximo, três dias. A pressa se dá para que o interino possa viajar para a China, para participar da reunião de cúpula presidencial do G20, que acontece em 4 e 5 de setembro. Temer quer ir como presidente efetivo do Brasil.

Adversários do interino, no entanto, atribuem a pressa do peemedebista a um medo de que delações de envolvidos na Lava Jato possam enfraquecê-lo a ponto de perder apoio na votação final.

A defesa, por sua vez, pretende levar as seis testemunhas a que tem direito mas ainda não definiu quem será chamado. Senadores da oposição defendem o convite ao procurador do Ministério Público Federal, Ivan Cláudio Marx, que em julho decidiu que as chamadas pedaladas fiscais - atrasos nos pagamentos de valores devidos a bancos e fundos públicos - não podem ser configuradas como crime.

Dilma é acusada de editar três decretos de créditos suplementares sem aval do Congresso e de usar verba de bancos federais em programas que deveriam ser bancados pelo Tesouro, as chamadas "pedaladas fiscais" -quando foram quitadas, em 2015, o valor pago foi de R$ 72,4 bilhões.

Cardozo tem até as 13h40 desta sexta para entregar as alegações finais da defesa. Em seguida, são necessários dez dias de intervalo para que se inicie o julgamento final. Como o prazo não pode começar a ser contado em um final de semana, ele se iniciará na próxima segunda (15).

Nesta quarta (10), o Senado concluiu a votação intermediária do processo, que tornou Dilma ré por 59 votos a 21.

domingo, 7 de agosto de 2016

João Santana agora é o desconstrutor de Dilma



Josias de Souza


Quando o asfalto roncou, em 2013, João Santana, mago do marketing do PT, disse numa entrevista que “os protestos não podiam ser em relação a Dilma.” Autoproclamando-se porta-voz das ruas, Santana afirmou que madame estava a salvo da revolta popular porque seria “honesta”, teria “comando” e estaria “gerindo bem” o governo.

O tripé de Santana —“é honesta”, “tem comando” e “está gerindo bem”— revelou-se uma rematada ficção. A capacidade gerencial de Dilma cabe numa caixa de fósforo. E sobra espaço. Seu comando derreteu em 12 de maio, quando foi exilada pelo Senado no Palácio da Alvorada. Quanto à honestidade, o próprio marqueteiro se equipa para transformar em pó.

O repórter Thiago Bronzatto revela nas páginas de Veja: João Santana e Mônica Moura, sua mulher e sócia, se dispuseram a demonstrar à força-tarefa da Lava Jato que Dilma autorizou, ela própria, as operações de caixa dois que enfiaram dinheiro de má origem na contabilidade de suas campanhas.

Repetindo: o primeiro-casal do marketing não dirá apenas que Dilma sabia da verba que transitava por baixo da mesa. Segundo a dupla, ela comandava o espetáculo. Conforme já noticiado aqui, confirmando-se o impeachment, Dilma descerá à primeira instância do Judiciário como matéria-prima da Lava Jato. Será empurrada para a nova realidade pelo mesmo Santana que ajudou a colocá-la no pedestal.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Dilma enxerga golpistas em todas as instituições


Josias de Souza




Em entrevista ao jornal espanhol El Mundo, Dilma Rousseff reiterou a tese segundo a qual o impeachment é um golpe. Dessa vez, contudo, a presidente afastada foi além. Referindo-se ao Judiciário, ao Legislativo e às Forças Armadas, disse: “Eu não acho que nenhuma instituição participou do golpe enquanto instituição. Acho que integrantes de todas as instituições, de uma forma ou de outra, tiveram presença no golpe.” Embora veja golpistas em todas as instituições, Dilma se absteve de citar nomes.

Prestes a ser julgada pelo Senado, Dilma referiu-se a Michel Temer em timbre mais ácido do que o habitual: “…Não foi apenas um traidor. Ele é mais um usurpador. Ele conspirou pelo golpe. E ele, nesse processo de impeachment, se conduziu de forma muito pouco ética comigo e com o conjunto da população brasileira.”

Em relação ao seu padrinho político, Dilma soou condescendente: “Eu acredito que Lula é um homem íntegro e correto, que tem sido objeto de uma grande perseguição. As pesquisas mostram que é um candidato forte para as eleições de 2018. Não acredito, hoje, que Lula vá ser preso. Se for, haverá uma grande comoção no país. O presidente Lula vai saber responder às acusações de forma correta e mostrar seu compromisso com a justiça do país.”

Ao falar de si mesma, Dilma fugiu da autocrítica, como de hábito, e repetiu: “Eu não pratiquei nenhum ato de corrupção e não tenho conta na Suíça.” Ela não confirmou se comparecerá ao Senado para se defender pessoalmente durante a sessão de julgamento do impeachment: “Minha ideia é comparecer, mas quero ver em que condições.”

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Dilma só contaria até agora com 18 votos no Senado




Postado por Inaldo Sampaio



Levantamento feito por órgãos de imprensa do sul do país revelam que a presidente Dilma Rousseff só conseguiu reunir até agora o apoio de 18 dos 81 senadores para livrar-se do processo de impeachment.

Dos 18, dois são de Pernambuco: Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro Neto (PTB). Para livrar-se da perda do mandato, Dilma vai precisar dos votos de 24 senadores e isso parece cada dia mais difícil.

Os senadores pró Dilma são:

Ângela Portela (PT – RR)

Fátima Bezerra (PT – RN)

Gleisi Hoffmann (PT – PR)

Humberto Costa (PT – PE)

Jorge Viana (PT – AC)

José Pimentel (PT – CE)

Lindbergh Farias (PT – RJ)

Paulo Paim (PT – RS)

Paulo Rocha (PT – PA)

Regina Sousa (PT – PI)

João Capiberibe (PSB – AP)

Lídice da Mata (PSB – BA)

Kátia Abreu (PMDB – TO)

Roberto Requião (PMDB – PR)

Armando Monteiro (PTB – PE

Randolfe Rodrigues (Rede – AP)

Telmário Mota (PDT – RR)

Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM).

Os 39 senadores com os quais o presidente interino Michel Temer já pode contar são os seguintes:

Aloysio Nunes (PSDB – SP)

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

Aécio Neves (PSDB – MG)

Cássio Lima (PSDB – PB)

Dalirio Beber (PSDB – ES)

Flexa Ribeiro (PSDB – PA)

José Aníbal* (PSDB – SP)

Paulo Bauer (PSDB – SC)

Ricardo Ferraço PSDB–ES)

Tasso Jereissati (PSDB – CE)

Dário Berger (PMDB – SC)

Eunício Oliveira (PMDB–CE)

Garibaldi Alves (PMDB-RN)

Marta Suplicy (PMDB – SP)

Romero Jucá (PMDB – RR)

Rose de Freitas (PMDB–ES)

Simone Tebet (PMDB – MS)

Valdir Raupp (PMDB – RO)

Waldemir Moka (PMDB – MS)

Davi Alcolumbre (DEM – AP)

José Agripino (DEM-RN)

Ricardo Franco (DEM – SE)

Ronaldo Caiado (DEM -GO)

Ana Amélia (PP – RS)

Ciro Nogueira (PP – PI)

Gladson Cameli (PP – AC)

Cidinho Santos* (PR – MT)

Magno Malta (PR – ES)

Vicentinho Alves (PR – TO)

José Medeiros (PSD – MT)

Sérgio Petecão (PSD – AC)

Álvaro Dias (PV-PR)

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

Zezé Perrella (PTB-MG)

Lasier Martins (PDT – RS)

Reguffe (s/partido – DF)

Eduardo Amorim (PSC– SE)

Antônio Anastasia (PSDB-MG)

Lúcia Vânia (PSB -GO).

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Dilma critica a corrupção do PMDB sem mencionar que aconteceu sob seu nariz

Josias de Souza


“Não compactuei nem compactuo com a corrupção”, disse Dilma Rousseff, na sexta-feira, ao discursar para militantes petistas na cidade de Recife. A oradora enganou-se. Entusiasmada com a delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, Dilma criticou os “usurpadores” do PMDB com tanto entusiasmo que esqueceu de mencionar um detalhe: a pilhagem ocorreu sob o seu nariz.

Além das confissões de Sérgio Machado, um apadrinhado de Renan Calheiros, há na praça outro corrupto confesso ligado ao PMDB: Fábio Cleto, um afilhado de Eduardo Cunha que serviu aos interesses partidários como vice-presidente de Fundos do Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal. Embora já tenha sido avalizada pelo ministro Teori Zavaschi, relator da Lava Jato no STF, a delação de Fábio Cleto permanece sob sigilo.

Na Presidência, Dilma foi condescente com Machado e Cleto. Governar o Brasil não é de todo ruim. O horário é bom, o dinheiro dá para o gasto, viaja-se muito e há sempre a possibilidade de poder demitir os protegidos de Renan e Cunha, que deve proporcionar uma sensação boa. Mas Dilma manteve a dupla de delatores nos respectivos cargos até o limite da irresponsabilidade.

Machado não chegou a ser demitido por Dilma. Caiu de podre, em novembro de 2014. Quanto a Cleto, só foi enviado ao olho da rua em dezembro de 2015, depois que seu padrinho político deflagrou na Câmara o processo de impeachment de Dilma. Foi afastado por retaliação, não por corrupção. Ouvido à época, Cunha tripudiou: “Para o currículo dele, é melhor não estar nesse governo.''

A vida ofereceu a Dilma várias oportunidades para se livrar Sérgio Machado. E ela desperdicou todas. Em setembro de 2014, época de eleição presidencial, a Procuradoria da República denunciou Machado por improbidade. Fraudara licitação para a compra de oito dezenas de barcaças destinadas ao transporte de etanol. Dilma fingiu-se de morta.

Dias depois, em 10 de outubro, às vésperas da sucessão, veio à luz depoimento do delator delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Ele contou que recebera R$ 500 mil em verbas sujas das mãos de Machado. Dinheiro de propina. Dilma tachou de “estarrecedora” a divulgação do depoimento no período eleitoral. Sobre o conteúdo das denúncias, declarou o seguinte na ocasião:

“Em toda campanha eleitoral há denúncias que não se comprovam. E assim que acaba a eleição ninguém se responsabiliza por ela. Não se pode cometer injustiças.” E seguiu em frente, como se nada tivesse sido descoberto sobre o homem de Renan. Deu-se, então, o inusitado: a empresa PricewaterhouseCoopers, que audita as contas da Petrobras, disse que não assinaria o balanço anual da companhia enquanto Machado fosse presidente da Transpetro.

Dilma não se deu por achada. Foi preciso que Machado tomasse a iniciativa. Pediu licença do cargo. Em nota, escreveu que a acusação de Paulo Roberto era “francamente leviana e absurda, mas mesmo assim serviu para que a auditoria externa PwC apresentasse quedtionamento perante o Comitê de Auditoria do Conselho de Administração da Petrobras.”

Acrescentou: “Decido de forma espontânea requerer licença sem vencimentos pelos próximos 31 dias. Tomo a iniciativa de afastar-me temporariamente para que sejam feitos, de forma indiscutível, todos os esclarecimentos necessários.” Machado ainda renovou a licença um par de vezes antes de bater em retirada.

Hoje, Dilma se escora na corrupção confessada do PMDB para reforçar a tese do “golpe” e defender a sua volta triunfal ao Planalto. Mal comparando, madame age como o homem da anedota, que matou pai e mãe e, no seu julgamento, pediu misericórdia para um pobre órfão.

É como se Dilma quisesse a compreensão de todos para o sacrifício da sanidade nacional em nome da eliminação do mal que ela mesma criou com sua conivência com a roubalheira. No fundo, deve lhe doer a ideia de que fez o papel de uma rainha desastrada, numa peça confusa, em que o protagonista foi o Renan e cujo epílogo é o Cunha.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Dilma hoje no Recife em defesa de seu cargo

Postado por Magno Martins

Depois de passar por João Pessoa e Salvador nos últimos dias, petista participa de dois atos hoje na capital pernambucana

Do Diario de Pernamabuco – Sávio Gabriel

Quarenta e dois dias após sua última visita ao Estado, ainda na condição de presidente titular, Dilma Rousseff (PT) desembarca hoje no Recife. Em avião fretado pela coordenação nacional da Frente Brasil Popular, ela chega ao Reecife por volta do meio-dia, encerrando a “caravana” que fez pelo Nordeste nesta semana - esteve ontem em Salvador e, quarta-feira, em João Pessoa.

Assim como tem feito em outras capitais brasileiras, a petista deverá defender o seu retorno definitivo ao cargo e reforçar que está sendo vítima de um golpe. Além disso, o discurso de Dilma será voltado ao protagonismo das mulheres e à defesa da democracia.

Dilma desembarcará na Base Aérea do Recife e seguirá direto para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde participará de um encontro com docentes, técnicos e estudantes de instituições de pesquisa do Estado. O evento, coordenado pelo Coletivo da Democracia, acontecerá às 13h no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA).

A outra agenda de Dilma será no Pátio do Carmo, na região central da capital pernambucana, onde ela discursará a partir das 17h. “O ato será coordenado pela Frente Brasil Popular, especificamente pelo coletivo das mulheres. O destaque que quisemos dar foi o protagonismo das mulheres em defesa da democracia”, comentou o presidente do PT em Pernambuco, Bruno Ribeiro.
“A expectativa é grande porque Pernambuco é um estado que tem um povo que não foge à luta nem vocação para golpista ou fascista”, comentou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE), Carlos Veras.

Devido às restrições aplicadas pelo presidente interino Michel Temer (PMDB), a vinda de Dilma ao estado será custeada integralmente pelas organizações que compõem a Frente Brasil Popular.

sábado, 11 de junho de 2016

Fracasso na economia dificulta retorno de Dilma

Postado por Magno Martins

Admitir antecipar eleição revela incapacidade de governar até 2018

Blog do Kennedy

O fracasso de Dilma Rousseff na economia dificulta a ideia de tentar antecipar a eleição presidencial de 2018. A presidente afastada propôs uma “consulta popular” a respeito desse tema em entrevista à TV Brasil.

A ideia é uma tentativa do PT de conseguir 27 votos no Senado para barrar a aprovação do impeachment. Dilma vinha sofrendo pressão de parcela do partido para fazer essa proposta desde o início do ano, quando ficou claro que o pedido de impeachment seria aprovado. Mas ela resistiu.

Auxiliares avaliavam que, no cargo, uma proposta desse tipo teria mais força. Hoje, afastada, a proposta tem menos peso. E também funciona como uma confissão de que não teria como governar até o fim de 2018. Apesar de ser um gesto para tentar reverter a aprovação do impeachment, é baixa a chance de sucesso da articulação. Há obstáculos demais.

Teria de ser aprovado um plebiscito pelo Congresso. Dilma teria de marcar data de entrada e também de saída do governo, porque há o medo de que, se barrar o impeachment, ela abandone essa articulação.

Haveria impacto negativo sobre a economia. O mercado financeiro e o empresariado aprovam e apoiam a equipe econômica de Michel Temer. O presidente interino também teria de concordar em abrir mão do poder caso voltasse a ser vice.

Dilma pensa em escrever uma espécie de carta com compromissos para dizer o que faria num eventual retorno ao Palácio do Planalto, mas a credibilidade dela foi consumida pelo fracasso na economia. Só um impacto tremendo da Lava Jato sobre o governo Temer e a classe política daria alguma chance de êxito a essa ideia de antecipar a eleição presidencial.

sábado, 4 de junho de 2016

Dilma falou com Odebrecht sobre propina, diz revista

Postado por Magno Martins



Presidente Dilma Rousseff durante entrevista à Folha

Folha de S.Paulo

A presidente afastada Dilma Rousseff teria conversado pessoalmente com o empreiteiro Marcelo Odebrecht sobre o recebimento de R$ 12 milhões em propina em 2014, na Época das eleições que resultaram em sua reeleição. A informação é da revista "Istoé".

Segundo a reportagem, Dilma se encontrou com Odebrecht entre o primeiro e o segundo turno do pleito. Ele teria lhe perguntado se "deveria mesmo" efetuar uma doação de R$ 12 milhões "por fora" para o marqueteiro João Santana e o PMDB.

"É para pagar", teria respondido a petista.

A reprodução da conversa —a primeira que indica envolvimento direto de Dilma em um esquema de caixa dois para sua campanha, o que é crime— foi dada por Odebrecht, preso pela Operação Lava Jato, que fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

Aos procuradores, o empreiteiro disse que foi procurado em 2014 pelo então tesoureiro da campanha Edinho Silva, que pediu que, além dos R$ 14 milhões que a Odebrecht já havia repassado oficialmente à campanha, R$ 12 milhões "por fora". Metade serviria para pagar o marqueteiro João Santana e a outra metade seria repassada ao PMDB.

O empreiteiro teria, segundo a delação, se recusado a princípio, e decidido procurar Dilma pessoalmente. A presidente teria então confirmado que ele deveria fazer o pagamento.

OUTRO LADO

O ex-ministro da Comunicação Edinho Silva afirmou que "esse diálogo nunca existiu".

"Jamais tratei de pagamentos de fornecedores da campanha Dilma com doadores. O contrato de comunicação da campanha com o publicitário João Santana totalizou R$ 70 milhões –e todos os pagamentos foram feitos legalmente, por meio de transferência bancária, após faturamento. Eu jamais estive com o empresário Marcelo Odebrecht tratando de doações para o PMDB", disse.

"Estive com o empresário Marcelo Odebrecht cumprindo a minha função de coordenador financeiro da campanha, arrecadando recursos, como fizeram outros que cumpriram a mesma função. Da mesma forma, estive com dezenas de outros empresários brasileiros, que podem testemunhar sobre a minha conduta ética e legal. Jamais pedi e nem aceitei recursos que não fossem doados legalmente", afirma.

"Mais uma vez, buscam de todas as formas criminalizar as doações da campanha Dilma, procurando criar desgaste político, e no atual momento, condições para se viabilizar o impeachment", completa Edinho.

A presidente Dilma Rousseff tem negado qualquer envolvimento com esquemas de corrupção e afirmou, em entrevista à Folha, em maio, ter feito apenas pagamentos declarados a João Santana.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

TCU deve julgar contas de Dilma em setembro




Folha de S. Paulo - Dimmi Amora e Valdo Cruz

As contas de governo da presidente Dilma Rousseff de 2015 e os atos que levaram a seu impeachment só serão julgados pelo plenário do TCU (Tribunal de Contas da União) no segundo semestre.

A Folha apurou que o ministro José Múcio pretende pedir ao governo explicações sobre supostas irregularidades apontadas pelos órgãos técnicos. A sessão em qaue ele fará esse pedido está prevista para o meio de junho.

Como o prazo para explicações deve ser 30 dias e as respostas terão que ser analisadas internamente, o calendário do julgamento final no TCU das contas de gestão deve coincidir com o que está sendo preparado no Senado para o julgamento do afastamento definitivo da presidente do cargo, previsto para setembro. Leia mais aqui: TCU deve julgar contas de 2015 em setembro

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Dilma quer Cardozo como advogado pós impeachment

Postado por Magno Martins

Convencida de que será afastada da Presidência por até 180 dias, em votação marcada para quarta-feira, no plenário do Senado, a presidente Dilma Rousseff quer que o titular da Advocacia-Geral da União seja seu advogado.

Ex-ministro da Justiça por cinco anos e dois meses, José Eduardo Cardozo é hoje o mais próximo conselheiro da presidente. Está com ela desde a campanha de 2010. Cardozo pedirá licença à Comissão de Ética Pública porque, a rigor, estará de quarentena.

Trata-se de um período remunerado em que auxiliares não podem exercer atividades profissionais para evitar conflito de interesses.

sábado, 26 de março de 2016

‘Não é verdade’ que governo Dilma está paralisado, assegurou Jaques Wagner


Josias de Souza


Num instante em que a gestão Dilma Rousseff parece esfarelar, o ministro Jaques Wagner, recém-convertido em chefe de gabinete da presidente, sentiu a necessidade de plugar-se à internet para proclamar numa rede social: “Tem muita gente querendo vender a ideia de que o governo está paralisado. Não é verdade.”

Wagner, hoje o ministro mais próximo de Dilma, enumerou três fatos ocorridos que, na opinião dele, constituem evidências de que o governo ainda governa. Ocorreram “nos últimos dez dias”: 1) “Dilma entregou novas moradias do Minha Casa, Minha Vida…”; 2) “A criação de uma nova universidade federal no Mato Grosso.; 3) “Nosso governo enviará ao Congresso nos próximos meses o projeto autorizando a criação da Universidade Federal de Rondonópolis. A nova instituição de ensino deve impactar diretamente 1,5 milhão de pessoas.”

Sobre a asfixia econômica, que impõe aos brasileiros recessão, inflação e desemprego, Jaques Wagner não disse nada. A respeito dessa matéria quem pronunciou meia dúzia de palavras foi o seu colega da Fazenda, Nelson Barbosa: “Todas as coisas que o governo precisa fazer nesse momento envolvem autorização do Congresso para que possamos manter alguns programas e manter alguns investimentos em uma situação em que a receita está caindo.''

Como se vê, o governo depende do Legislativo para desatar os nós da economia. No momento, deputados e senadores dão prioridade ao debate de três temas: impeachment, impeachment e impeachment. Mas Jaques Wagner avalia que o governo não está parado. Afinal, Dilma entregou algumas chaves. Mais: ela criou uma universidade no Mato Grosso. Muito mais: ela planeja propor ao Congresso a criação de outra universidade, em Rondonópolis. Dilma talvez precise correr. A Câmara se equipa para votar o impeachment em abril.


quarta-feira, 23 de março de 2016

Da coluna de Magno Martins


Postado por Magno Martins

Cheiro de impeachment na corte

Reunidos, ontem, em Brasília, para encaminhar ao Congresso a proposta formal de alongamento da dívida dos seus Estados por mais 20 anos, governadores de todo o País perceberam também que o Governo Dilma se fragilizou de tal forma nos últimos dias que dificilmente conseguirá reverter, na Comissão Especial da Câmara, a aprovação do pedido de impeachment.

Informalmente, em conversas ao longo de três encontros – o primeiro de manhã cedo, na casa do governador anfitrião Rodrigo Rollemberg (PSB), em Águas Claras, o segundo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e o último, por fim, com o presidente do Senado, Renan Calheiros – os chefes de Estado mapearam a votação de suas bancadas e concluíram que o impeachment passa.

O processo de impedimento da presidente está sendo analisado na Câmara dos Deputados por uma comissão composta de 65 integrantes, entre governistas e opositores. Em tese, os deputados avaliarão o pedido de impeachment por crime de responsabilidade apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal.

Os deputados que integram a comissão lerão o parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as pedaladas fiscais do Governo de Dilma, ouvirão a defesa da presidente e emitirão um parecer, favorável ou contrário ao impeachment. Esse parecer terá de ser redigido e entregue aos demais parlamentares para que formem suas posições pessoais.

Em seguida haverá votação em plenário. São necessários dois terços favoráveis ao impeachment, ou 342 deputados, para que o processo vá adiante. Neste caso, Dilma será afastada do cargo de presidente por 180 dias, e o julgamento prossegue para o Senado. A sessão entre senadores será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

Nesta etapa também são necessários dois terços favoráveis ao impeachment, ou 51 senadores, para que a destituição da presidente seja efetivada. O presidente, então, passa a ser Michel Temer (PMDB-SP), atual vice-presidente. Na Comissão Especial da Câmara, a oposição tem maioria. O presidente Rogério Rosso (PSD-DF) e o relator Jovair Arantes (PTB-GO) são ligados ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

A maioria dos que integram a Comissão vota pelo impeachment. Na Comissão é dada como certo a aprovação do impedimento e no plenário da Câmara, onde a oposição não teria hoje os 342 votos necessários, o reforço virá do PMDB, que deve anunciar, no próximo dia 30, o afastamento da base do Governo, entregando os ministérios.

É por isso que o ex-presidente Lula, que ainda não conseguiu reverter na justiça a anulação da sua posse no Ministério da Casa Civil, tenta emparedar o PMDB num encontro com o vice-presidente Michel Temer, sumido de Brasília propositadamente. Ontem, após um encontro com o ex-presidente Lula, Renan Calheiros deu a entender que vai trombar com Temer para segurar os votos da bancada. Para ele, o processo de impeachment pode ser “uma coisa normal”, mas que impedimento sem a comprovação de um crime de responsabilidade deve receber outro nome.

“Eu acho que o impeachment, em circunstância normal, é uma coisa normal. Mas é bom que as pessoas saibam e a democracia exige que nós façamos essa advertência, que para haver impeachment tem que haver a caracterização do crime de responsabilidade da presidente da República. Quando o impeachment acontece sem essa caracterização, o nome sinceramente não é impeachment, é outro nome", disse Renan, sem classificar que tipo de crime seria.

O JOGO DE RENAN– Senadores do PT ficaram entusiasmados com os primeiros retornos do encontro do ex-presidente Lula com o presidente do Congresso, Renan Calheiros e o ex-presidente José Sarney. Até então, a avaliação era que o processo de impeachment passaria de forma rápida no Senado, depois de aprovado pela Câmara. Para petistas, se Renan mantiver o compromisso assumido com Lula, o cronograma do processo de impeachment no Senado poderá ser mais lento do que o imaginado inicialmente.

O efeito teleguiado–
 Aliados do deputado Mendonça Filho desconfiam que o deputado Rodrigo Novaes (PSD), que criticou o democrata por não ter entregue cargos no Governo Paulo Câmara após a confirmação da candidatura de Priscila Krause à Prefeitura do Recife, pode ter sido apenas emissário de um recado teleguiado pelo PSB. Em carta postada neste blog, Novaes cobrou de Mendonça a imediata entregue do comando do Lafepe.

Câmara ameniza– Já o governador Paulo Câmara, de passagem ontem por Brasília, falou sobre as cobranças do DEM. Para ele, a manutenção do partido no comando do Lafepe será objeto de uma discussão clara e transparente com a participação do deputado Mendonça Filho, que considera um aliado importante. “Mendonça, como principal líder do Democrata, teve um papel importante na nossa campanha e este novo quadro tem que ser, evidentemente, melhor analisado”, disse.

Aécio confiante– O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), acredita ser “quase impossível” que o Senado impeça a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma, caso seja aprovado pela Câmara dos Deputados. Ele afirmou que tirou esta conclusão após ter conversado com outros senadores. Para a instauração do processo, após passar pela comissão especial, é preciso o voto favorável de 342 deputados no plenário da Câmara.

Desce a rampa com Dilma –
 Quem conhece o perfil e a história do ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento) aposta que, dificilmente, ele tomará uma decisão extrema de abandonar o Governo, mesmo no avançar do processo de impeachment no Congresso a derrocada da presidente seja dada como certa. “Armando é uma pessoa leal e correta. Será capaz de descer a rampa do Planalto ao lado de Dilma no adeus ao poder”, relatou um aliado.

CURTAS

ARTICULAÇÃO– Sobre a nota de ontem, de que estaria recebendo pressões para disputar a Prefeitura de Surubim, o secretário de Agricultura, Nilton Mota, diz que articulou em João Alfredo a unidade de forças rivais, criando um cenário positivo para as próximas eleições. Quanto a Surubim e região, ressalta que desde 2014 vem ampliando a base de apoio ao Governo e segue fortalecendo a unidade neste momento para que o conjunto dessas forças, seguindo a orientação do governador Paulo Câmara, aponte as melhores alternativas para os municípios da região.

VAI DESISTIR– Apesar do discurso oficial do Governo de que insistirá e de que confia na posse do ex-presidente Lula como ministro, o cenário mais realista esboçado no Palácio do Planalto é o de que ele não ocupará a cadeira de titular da Casa Civil. A constatação é que a viagem ao exterior do ministro Gilmar Mendes, do STF, só permitirá que a suspensão da nomeação de Lula seja analisada pelo plenário do STF em duas semanas.

Perguntar não ofende: De que lado, afinal, está o presidente do Senado, Renan Calheiros?

quinta-feira, 17 de março de 2016

Três pernambucanos na comissão do impeachment da presidente Dilma


A comissão é formada por 65 deputados federais

Da Rádio Jornal
 
Foto: Agência


Foi nomeada, há pouco, a comissão do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Quatro dos integrantes anunciados na tarde desta quinta-feira (17) são de Pernambuco.

Os deputados pernambucanos escolhidos foram: Fernando Filho e Tadeu Alencar, do PSB, Mendonça Filho (DEM) e Silvio Costa (PTdoB). Os partidos que têm mais representatividade nessa comissão são: PMDB e PT, com oito; em seguida vem o PSDB, com seis; Partido Progressista (PP), com cinco deputados; PR, PSD e PSB, com quatro; Democratas e PTB, com três; PRB, Solidariedade, Partido Social Cristão, PDT e Pros, com dois representantes cada. Psol, PTdoB e PHS cada um tem um representante.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

PT trata Dilma como tia excêntrica e incômoda


Josias de Souza


Dilma vive com o PT uma fase de estranhamento. Com atraso de duas semanas, o partido festejará seu aniversário de 36 anos neste sábado, no Rio de Janeiro. Crivado de investigações, Lula será o centro das atenções. O petismo irá afagá-lo com um caloroso desagravo. Quanto a Dilma, o PT a trata como uma tia excêntrica e incômoda, que precisa ser convidada para as reuniões de família porque, afinal, é da família.

Os mais impacientes recebem instruções para não ofender Dilma, salvo se for pelas costas ou nas conversas ao pé do ouvido. Os mais compreensivos são orientados a não encorajá-la a fazer um discurso longo. A tolerância que nem todos acham que a tia merece estará em perigo se ela escandalizar os presentes tentando convencê-los a apoiar a reforma da Previdência. Melhor evitar provocações. E só precisarão encontrá-la novamente, com polidez protocolar, em outra reunião familiar.

Ao farejar na atmosfera o tratamento de curiosidade anacrônica que lhe dispensam os companheiros, Dilma abespinhou-se. E começou a construir uma desculpa para, eventualmente, faltar à celebração. Com viagem marcada para o Chile, ela cogita cavar um atraso na agenda, de modo a retardar seu retorno ao Brasil.

Presidente do diretório do PT no Estados do Rio de Janeiro, Washington Quaquá, deu de ombros. Afirmou que o partido “não faz questão da presença de Dilma. Nesta sexta, a Executiva do PT federal deve aprovar um plano econômico alternative. Chama-se Plano Nacional de Emergência. Vai na contramão do que planeja tia Dilma. Inclui da queda brusca dos juros à elevação de gastos sociais e em infraestrutura. Sugere a abertura das arcas das reservas internacionais.

Se Dilma der as caras, será coadjuvante de Lula e atrairá olhares de irritação ou de condescendência. Se não for, liberará o petismo para se entregar ao boicote ao governo do PT. Sem constrangimentos. Prisioneiro de seus padradoxos, o PT pega em lanças contra o impeachment e se opõe ferozmente à hipótese de cassação do mandato presidencial no TSE. Mas já não sabe como lidar com a tia até 2018.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Filiada ao PT, Dilma não precisa de adversários



Josias de Souza

Reunida nesta quinta-feira, a bancada federal do PT deu de ombros para a reforma da Previdência, uma das supostas prioridades de Dilma. “A bancada não é contra que se debata, mas essa não é a questão central do Brasil nesse momento”, disse o deputado Wadih Damous (RJ), resumindo o sentiment da tropa. “O governo conseguiu agora certa estabilidade política, deveria aproveitá-la. Colocar reforma da Previdência como centro da agenda gera tensão na base social do governo, nos movimentos sociais.''

Se Deus intimasse o petismo a optar entre o a conveniência ideológica e o equilíbrio fiscal, os deputados do PT dariam uma resposta fulminante: danem-se as contas públicas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Cenas lamentáveis no Congresso



Postado Por João Alberto

Dilma – Crédito: Roberto Stuckert Filho/PR

Claro que não se trata de novidade, tantas as cenas lamentáveis já vistas no Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados, no Senado, mas o que aconteceu ontem é lamentável sob todos os aspectos. Claro que ela só foi porque está fragilizada politicamente, mas não deixou de ser um gesto sua presença no Congresso. Nada explica as vaias que levou. Partiram de parlamentares mal educados, que estavam diante de uma mulher e de uma Presidente da República. Lamentável sob todos os aspectos.