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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Meirelles "perdeu" R$ 53 milhões na campanha

Por Magno Martins 
...mas pode ter ganhado muito mais na bolsa

Do Infomoney

Fizemos duas simulações para calcular quanto o candidato já deve ter embolsado com seus investimentos em ações: a primeira de que ele investe em uma carteira média de mercado e a segunda, na Carteira InfoMoney.

A campanha presidencial de Henrique Meirelles (MDB) custou perto de R$ 53 milhões e foi financiada pelo próprio candidato, segundo a declaração de gastos dos candidatos à presidência para o TSE, que ainda pode ser atualizada.

O custo total da campanha foi o maior entre os candidatos à presidência e o que apresentou o pior “custo-benefício”: com 1,2 milhão de votos, cada um custou, portanto, R$ 41. Em comparação, Cabo Daciolo (Patriota), teve o custo mais baixo por voto: ele gastou R$ 808 em toda a sua campanha e terminou com 1,3 milhão de votos, um custo de R$ 0,0005 por voto.

Boa parte do valor gasto por Meirelles na campanha, no entanto, foi compensado por prováveis ganhos no mercado acionário. Isso porque o emedebista declarou no final de 2017 R$ 283.176.015 em ações e a Bolsa segue com alta significativa em 2018 -- no total, o patrimônio do candidato é de R$ 377 milhões.

domingo, 15 de março de 2015

Apesar de negar candidatura, Antônio Campos já entra em clima de campanha


Publicado por Alex Ribeiro


Irmão do ex-governador Eduardo Campos pode ser candidato à Prefeitura de Olinda (Foto: Reprodução/Facebook)

O advogado Antônio Campos (PSB) ainda não admitiu que será candidato à Prefeitura do município de Olinda, mas cartazes com o seu nome já circulam nas redes sociais. No texto divulgado no anúncio, o irmão do ex-governador Eduardo Campos parabeniza a cidade pelos seus 480 anos, completados na última quinta-feira (12).

Outra frase é ainda utilizada no cartaz: “Não vamos desistir. Olinda pode mais”. O texto faz referência a Eduardo Campos que, em uma de suas últimas entrevistas antes de falecer em agosto do ano passado, declarou que “não iria desistir do Brasil”. A afirmação acabou sendo utilizada como bandeira do PSB durante a campanha presidencial.

A notícia sobre a sua possível candidatura de Antônio Campos foi divulgada pela coluna Folha Política, nesta semana. Vale lembrar que o PSB é aliado do atual prefeito, Renildo Calheiros (PCdoB). Os comunistas também podem lançar um postulante no pleito.

Ainda nesta semana o deputado Ricardo Costa (PMDB), que já se lançou como pré-candidato à prefeitura local, utilizou uma imagem parabenizando a cidade com balões pretos, dando a entender que está de luto com a situação do município.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

DEPOIS DE 'MATAR PAI E MÃE', COMITÊS DE CAMPANHA PEDEM COMPAIXÃO PARA ÓRFÃO


Josias de Souza



Depois de transformar a sucessão de 2014 numa espécie de luta de boxe travada na lama, os comitês de Dilma Rousseff e Aécio Neves firmaram no TSE algo muito parecido com um armistício.

As campanhas abdicaram das representações que tinham protocolado uma contra a outra —cerca de 30, só na noite desta quarta-feira seriam julgadas 16 ações. E comprometeram-se a levar ao ar no rádio e na tevê programas de governo, não ataques.

Considerandos-se que a propaganda eleitoral acaba nesta sexta-feira (24), as duas campanhas abriram mão de 48 horas de apertões no nariz, puxões na orelha e chutes no traseiro.

Presidente do TSE, o ministro Dias Toffoli tentou revestir o acordo com um verniz histórico: “Queria, em nome do Tribunal Superior Eleitoral, dizer do imenso gesto para a democracia brasileira que as duas campanhas demonstram neste momento, se comprometendo a fazer campanhas propositivas e programáticas e desistindo de todas as representações. É um momento histórico para esta Corte.”

Deve-se o acordo, em verdade, ao pragmarismo jurídico, não ao apreço pela democracia brasileira. Mantendo as representações, as campanhas de Dilma e Aécio corriam o risco de ter os derradeiros comerciais da campanha retalhados por decisões do TSE. No limite, os últimos programas seriam quase que integralmente censurados. Daí a desistência das ações.

Mal comparando, os comitês dos presidenciáveis comportaram-se na reta final mais ou menos como o criminoso da anedota, que matou pai e mãe e, no dia do julgamento, pediu misericórdia para um pobre órfão.

sábado, 4 de outubro de 2014

AS ELEIÇÕES PASSAM E A SUJEIRA FICA



A eleição ainda não chegou ao fim, mas a sujeira deixada por ela está exposta pelas ruas do Recife. Santinhos, panfletos e adesivos são jogados na via sem nenhum respeito à cidade. Independente da coligação, do partido ou do político, todos dão sua parcela para tirar a beleza das ruas.

Apesar de ser proibido, de acordo com a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), adesivos estão colados em monumentos históricos da capital. Pontes e estátuas não escaparam da propaganda eleitoral.

Em uma rápida circulada pelo Centro do Recife, o colaborar do Blog Alexandre Lopes flagrou vários exemplos de desrespeito ao patrimônio público.

Cabe destacar que a resolução eleitoral 23.404 prevê punição para o político, o partido e a coligação que prejudique a higiene e a estética urbana.

O artigo 14 do documento, que versa sobre propaganda eleitoral, afirma que a violação da norma pode configurar-se em abuso de poder. Segundo o TRE-PE, isso significa que o candidato tem responsabilidade sobre o destino dado ao material de campanha.

“Muitas vezes o candidato alega que não sabia do fato, mas a partir do momento em que ele é notificado, a responsabilidade é do postulante, do partido ou da coligação”, afirma a técnica judiciária do TRE, Liviane Lopes.

A punição para o fato pode ser perda de mandato, cassação do registro ou cassação da diplomação.

Fonte: Blog do de Jamildo
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terça-feira, 30 de setembro de 2014

MARINA CHEGA A COMÍCIO NO RECIFE AO LADO DA FAMÍLIA CAMPOS


Após passou a tarde inteira em campanha no município de Caruaru, a presidenciável Marina Silva (PSB) chegou ao seu comício do Cais da Alfândega, no centro do Recife, por volta das 21h20. A candidata à Presidência apareceu no meio do meio da fala do postuante ao Senado Fernando Bezerra Coelho (PSB), na companhia de Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, que também a acompanhou no Agreste do estado, e quatro dos cinco filhos do casal Campos - sem o caçula Miguel, de menos de um ano de idade.

Magdalena Arraes, avó de Eduardo e viúva do ex-governador Miguel Arraes, está marcando presença no palanque, mas de forma discreta. FBC voltou a discursar: “Eduardo sempre disse que não se deve deixar nada pela metade. Eduardo queria Paulo”. O aspirante a senador assegurou a liderança de Paulo Câmara (PSB), candidato ao governo estadual, e falou da morte da tragédia que matou Eduardo Campos. “De fato quando aquele avião caiu, matou o maior líder de Pernambuco. Mas não matou os sonhos que Eduardo alimentou por toda a sua vida”, destacou, enquanto os filhos do falecido assistiam a tudo.

Raul Henry

O comício foi iniciado às 21h com o discurso de Raul Henry (PMDB), candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Paulo Câmara. Raul pediu votos para Fernando Bezerra. “Ele não vai falar besteira no Senado”, garantiu, alfinetando os adversários. o peemedebista assegurou a importância de eleger toda a chapa majoritária, “para honrar a memória de Eduardo”.

Ao final, o poeta Marinho recitou um poema que reafirmava a importância de votar casado e assou a palavra para Fernando Bezerra Coelho, que chamou Raul para ficar ao seu lado dele palanque. Além da família de Eduardo Campos, a chapa majoritária da Frente Popular divide o palco com o prefeito da capital pernambucana, Geraldo Júlio (PSB), o governador de Pernambuco, João Lyra Neto, e Beto Albuquerque, que concorre à vice-presidência da República (todos do PSB).

Com informações de Ana Luiza Machado, repórter do Diario de Pernambuco

domingo, 28 de setembro de 2014

CAMPANHA ELEITORAL BRASILEIRA, UMA MONTANHA RUSSA SÓ

A presidenta Dilma Rousseff volta a liderar as pesquisas depois de uma reação surpreendente a uma semana do primeiro turno

Cartaz de Dilma é pendurado em um ato de campanha. / ERALDO PERES (AP)

A última pesquisa publicada no Brasil sacudiu de novo a campanha (e o país), revelando algo que parecia impossível um mês atrás: a presidenta Dilma Rousseff volta a estar na liderança com apreciável distância. No fim de agosto, a candidata Marina Silva, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), subia 15 pontos de uma tacada só e, de repente, colocava-se como a favorita da corrida eleitoral para governar o Brasil. Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), segurava o tranco com muita dificuldade e empatava com a rival.

Marina Silva beneficiava-se então do efeito surpresa de se tornar em um dia a candidata presidencial, depois da morte do titular, Eduardo Campos, em um acidente aéreo. A ex-ministra do Meio Ambiente capitalizou bem a comoção que envolveu o país depois do acidente e passou a defender, segundo ela, uma nova forma de fazer política. Menos de um mês depois, tudo mudou: uma pesquisa divulgada ontem pela Folha de S. Paulorevela que a presidenta se distanciou da adversária, a quem agora supera em 13 pontos, o que se traduz em quase 15 milhões de votos. Em uma semana, Dilma Rousseff conseguiu superar Silva em seis pontos percentuais, o que mostra a trajetória (agora) descendente de Marina Silva e a (agora) ascendente da atual presidenta. Uma montanha-russa e tanto.

A tal ponto que há especialistas segundo os quais, mantida essa tendência, Rousseff – que há um mês contemplava com certa impotência o furacão Silva – poderia ganhar no primeiro turno, que ocorre no próximo dia 5 de outubro, isto é, em oito dias: para isso, seria necessário obter mais de 50% dos votos válidos. O terceiro candidato na disputa, Aécio Neves, embora cresça ligeiramente em suas projeções de voto, permanece em terceiro lugar. As eleições brasileiras, por enquanto, continuam sendo um assunto entre duas mulheres.

O que aconteceu? Como pôde Silva desinflar-se assim? Observando-se a trajetória eleitoral da candidata do PSB, parece o voo de uma bala de canhão: sobe desde meados de agosto, chega ao seu ponto mais alto em 5 de setembro, e desde então não para de cair.

Quando iniciou sua corrida à presidência (e sua meteórica ascensão), muitos especialistas asseguraram que o verdadeiro inimigo de Silva era o tempo. O fator surpresa a havia beneficiado, mas, passada a primeira estupefação e encaixado o primeiro golpe, a máquina eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT) começaria a minar o efeito Marina. Rousseff, por lei, e devido às alianças políticas do seu partido, goza diariamente de muitos minutos a mais para fazer campanha na televisão. O PT dispõe de mais de 11 minutos, e o PSB não chega a 3. E Rousseff soube aproveitar isso: concentrou essas mensagens em insinuar que, se Marina Silva ganhar, muitas das conquistas sociais obtidas com o PT (salários sociais às famílias mais pobres, subvenções para moradia…) iriam desaparecer.

Silva se esforçou durante todas estas semanas em desmentir isso. Mas a mensagem colou. Sobretudo nas classes sociais que tanto Silva como Rousseff disputam, a chamada classe C, a nova classe média brasileira, composta por 30 milhões de pessoas que abandonaram a pobreza na última década, sob os governos do PT. Até agora, essa população votava sempre no PT, personificado primeiro em Lula e depois em Rousseff, mas hoje ela está repensando. Os especialistas consideram que o eleitor de Silva é mais volúvel, que o partido que a abriga carece da estrutura e do aparato eleitoral do PT.

Rousseff, além disso, une as críticas à sua rival a uma constante alusão às conquistas obtidas no seu Governo. Fez isso – e foi muito criticada –até no discurso inaugural da 65ª edição da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta semana. Seja como for, a estratégia funciona. Rousseff acusa Silva de ser uma candidata inconsistente e de prejudicar os mais pobres. Silva se defende recordando sua origem muito humilde e esgrimindo um programa de Governo (coisa que os outros candidatos não divulgaram, para evitar críticas e cair em contradições). O problema duplo para Silva é que, do outro lado, o mais conservador Aécio Neves, também empenhado em minar a candidata do PSB – já que sua única oportunidade passa pela derrota dela –, a tacha de 'maria vai com as outras'. E Silva recorda, em cada comício, que militou por mais de 25 anos no PT. O laço apanhou Silva, e está apertando.

Fonte: El País

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

PROPAGANDA DE DILMA ULTRAPASSA LIMITES

Dilma Rousseff - Foto Michel Filho / Agência O Globo


O Globo

A entrada de Marina Silva nas eleições presidenciais de maneira fortuita, devido à morte trágica de Eduardo Campos, era tudo o que o PT não queria.

Não interessava aos petistas que a ex-ministra e ex-senadora conseguisse constituir seu partido, a Rede, a tempo de entrar na disputa de 2014. Ninguém esquecera os 20 milhões de votos arrebanhados por Marina em 2010.

Parece ter faltado competência aos marineiros para conseguir todas as 492 mil assinaturas de eleitores e registrar a Rede nos prazos legais. Mas, embora reclamações tenham sido arquivadas, sempre existirão suspeitas de interferências alopradas em cartórios eleitorais do ABC, onde milhares de assinaturas foram glosadas.

Uma trapaça do destino colocou Marina na corrida presidencial, na cabeça da chapa do PSB, e o medo petista se confirmou. Como reza a tradição da legenda, o partido preparou agressiva campanha contra Marina. Mas ultrapassou todos os limites: da ética, da seriedade, do cinismo.

Antigas armas têm sido acionadas pelos marqueteiros petistas. A do medo, até mesmo usada contra Lula em 2002, logo foi colocada para funcionar. Marina se esquivou com agilidade, ao se comparar a Lula, a quem defendeu naquela campanha, quando era militante petista, futura ministra do Meio Ambiente.

Mas o rolo compressor petista cresceu, tão logo foi constatado que manobras que funcionaram contra tucanos — apresentados pelo PT como perigosos “privatistas” — seriam inócuas contra a ambientalista e ex-petista.

O maniqueísmo e a dose de inverdades contidos no filmete produzido para atacar a proposta de Marina de autonomia formal do Banco Central são exemplares do vale-tudo petista.

A decisão da campanha de Dilma e da própria candidata de mandar às favas os escrúpulos fica exposta em vários aspectos deste e outros ataques a Marina.O primeiro, que a própria Dilma, na campanha de 2010, apoiou a autonomia formal do BC.

O filmete panfletário diz que, num governo Marina, “banqueiros” controlarão o BC e, assim, farão desaparecer a comida da mesa do povo. Ora, o mesmo não acontece nos EUA, Inglaterra, Japão, Alemanha etc. — onde há BCs autônomos. E, se algum banqueiro dirigiu o BC, foi nos governos Lula, quando o ex-CEO do BankBoston, Henrique Meirelles, presidiu a instituição.

Justifica-se, então, o parecer do procurador-geral da União, Rodrigo Janot, junto ao TSE, pela suspensão da propaganda, por “criar estados mentais, emocionais ou passionais” nos eleitores. Ministro do Tribunal, Herman Benjamin disse, ao vetar outra publicidade, esta do PSDB, que um pecado mortal dessas peças de propaganda eleitoral é confundir o eleitor.

De fato. Mas a última pesquisa Ibope/Rede Globo demonstrou que o dom de iludir desta campanha não tem produzido o efeito desejado pelos marqueteiros. A Justiça e o MP precisam estar ainda mais atentos.




Fonte: Blog do Ricardo Noblat

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

JARBAS: "DILMA INAUGUROU OS ATAQUES NA CAMPANHA"


Jarbas afirma que, desesperada, Dilma apela para a mentira (Foto: Clemilson Campos/Folha de Pernambuco)

Crítico ferrenho das gestões petistas, o senador e candidato a deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB), afirmou nesta quarta-feira (17) que a presidente Dilma Rousseff foi quem “inaugurou” os ataques na atual campanha, e que por estar desesperada com o crescimento de Marina Silva (PSB), “parte para a mentira”.

“É Dilma, não é nem o PT. Dilma é que está impondo (os ataques). Ela sabe que a situação dela é de desespero e parte para mentira. Você vê os editoriais de dois grandes jornais nacionais, a Folha e o Estadão, dizerem exatamente isso, de que não é possível uma presidente da República mentir tanto quanto Dilma está mentindo”, disparou o senador, durante um almoço em homenagem ao deputado Tony Gel, promovido pelo Caxangá Ágape, em um restaurante em Boa Viagem.

Na avaliação do senador, a presidente sabe do “perigo” que representa uma eleição em dois turnos, e por isso iniciou a ofensiva. “O segundo turno é feito um táxi, um taxímetro. Ele é zerado no dia 5 à noite. No dia 6, amanhece zerado, com tempo igual, inserções iguais, tudo igual. Aí ela não vai ter condições mais de mentir, pois o País vai estar atento a dois candidatos apenas.”

Jarbas acrescentou que não é a primeira vez que o PT usa, segundo ele, da mentira para vencer as eleições. “O PT já venceu com a privatização da Petrobras, contra (Geraldo) Alckmin e contra (José) Serra (ambos do PSDB). Agora é o pré-sal, autonomia do Banco Central… Tudo isso vai ser esclarecido devidamente quando tiver tempo. Serão duas mulheres que vão disputar uma eleição, com o mesmo tempo”, explicou.

Sobre a disputa estadual, o senador vê o candidato da Frente popular, Paulo Câmara (PSB), numa situação de “conforto” nas pesquisas, mas que é preciso “agilizar a campanha, não errar, ir às ruas em todos os instantes e participar de todos os debates”.

Na avaliação de Jarbas, a campanha não deveria partir para os ataques contra o adversário Armando Monteiro Neto (PTB), como já fez a Frente Popular em inserções. “Temos que manter o guia eleitoral em nível elevado e propositivo. Se eu puder opinar, eu defenderei uma campanha propositiva. Acho que o eleitorado ainda tá muito abalado com tudo, pela pobreza da discussão política nacional, e ela vai querer ver coisas propositivas”, argumentou o peemedebista.

Sobre a disputa ao Senado, ele afirma que Fernando Bezerra Coelho (PSB) vencerá. “Acho que o senador da República é Fernando Bezerra Coelho. Paulo vai ganhar bem e vai puxá-lo, vai ajudar a puxá-lo”, concluiu.




Fonte: Blog da Folha

MARINA SILVA E BETO ALBUQUERQUE

CANDIDATOS SÃO VAGOS AO PROPOR MUDANÇAS NAS LEIS TRABALHISTAS

Sérgio Roxo, Silvia Amorim e Germano Oliveira, O Globo

Aécio, Marina e Dilma ficaram lado a lado no palco do programa do CNBB - Fernando Donasci / Agência O Globo
Os três principais candidatos à Presidência, Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), defendem mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas nenhum especifica quais as alterações propostas para modernizar as relações trabalhistas.

O programa de governo de Marina defende mudanças nas regras trabalhistas, mas não diz como elas seriam feitas. “Em tópicos específicos, em consequência das grandes mudanças ocorridas nas relações de trabalho no país e no mundo, é necessário atualizar a legislação”, diz o texto. A única mudança concreta citada é “a expansão dos setores com direito a se beneficiar das mudanças do regime de contribuição para a Previdência Social, passando do regime de contribuição de 22% sobre a folha de pagamento para o regime de 2% sobre o faturamento”.

O PT entende que a principal proposta para modernizar as relações trabalhistas seria a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo o secretário sindical nacional do PT, Angelo D’Agostini Junior, a redução da jornada é uma estrutura de mão de obra existente nos países de primeiro mundo e precisa ser adotada no país. Para ele, a nova jornada criaria mais empregos, geraria mais consumo e, consequentemente, mais crescimento econômico e melhor cenário para as empresas. O PT, contudo, não quer a aplicação da mudança de uma hora para outra, mas de forma negociada entre patrões e empregados.

O líder do PT na Câmara, Vicente Paulo da Silva (SP), o Vicentinho, acha que além da redução da jornada, é preciso fortalecer a negociação entre empregado e patrão, para deixar a greve como último recurso.

— A Constituição não permite mexer nos benefícios já garantidos pelos trabalhadores — diz Vicentinho.

O programa de governo que Aécio deve lançar na próxima semana trará um item dedicado a direitos trabalhistas. Mas o texto será bastante vago e terá como principal proposta o estímulo às negociações entre sindicatos patronais e de trabalhadores. O documento não proporá qualquer mudança na legislação atual, apesar de muitos na equipe do programa de governo entenderem que elas sejam necessárias já que a CLT foi criada em 1939.

O caminho defendido por Aécio é que qualquer mudança seja feita por meio de negociações entre as partes, e que caberia ao governo “encorajar” esses acordos. Isso vai no rumo de uma proposta que quase passou a vigorar no governo FHC: um projeto de lei, aprovado pela Câmara, estabelecia que acordos trabalhistas firmados entre partes numa negociação se sobreporiam à CLT.

Fonte: O Globo

Read more: http://oglobo.globo.com/brasil/candidatos-sao-unanimes-ao-propor-mudancas-nas-leis-trabalhistas-mas-vagos-nas-alteracoes-13970110#ixzz3Df6EZTHf

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

DUPLA DERROTA PODE FAZER DE AÉCIO FIASCO DO ANO

Josias de Souza



A palavra ainda não foi usada, talvez por cautela, talvez por misericórdia. Mas as pesquisas já insinuam que a participação de Aécio Neves na temporada eleitoral de 2014 pode resultar num fiasco. Seria apenas uma derrota se Aécio ficasse de fora do segundo turno da disputa presidencial. Será um malogro ainda mais estridente se o grupo de Aécio perder para o PT o governo de Minas Gerais.

Se confirmado, o duplo infortúnio não será uma condenação. Em política, os fiascos são sempre embaraçosos. Mas não são necessariamente mortais. Inevitável, porém, constatar o obvio: Aécio corre o risco de sair de 2014 menor do que entrou. No plano federal, a derrota o devolveria a uma fila que deve ter Geraldo Alckmin no primeiro lugar em 2018. Um fiasco estadual intimaria Aécio a dedicar-se à província.

Na corrida pelo Planalto, Aécio desceu à crônica como vítima do fortuito. Encaminhava-se lentamente para um segundo turno contra Dilma quando a morte de Eduardo Campos deu vida à candidatura Marina Silva. O Ibope informa que Aécio cresceu quatro pontos, batendo em 19% das intenções de voto. Mas ele precisaria de mais tempo —ou de um milagre— para arrancar do ringue Dima Rousseff (36%) ou Marina Silva (30%).

Na disputa estadual, Aécio errou sozinho, sem o auxílio do acaso. Escolheu como candidato ao governo mineiro Pimenta da Veiga, um piano difícil de carregar. Dispunha de alternativas mais leves. Hoje, informa o Ibope, Pimenta soma 23% das intenções de voto. O petista Fernando Pimentel, amealha expressivos 43%. Aécio talvez devesse considerar a hipótese de passar o resto da campanha falando ‘uai’ e comendo pão de queijo.




Fonte: Blog do Josias de Souza

sábado, 6 de setembro de 2014

DEBATES?, POR MARIA HELENA RR DE SOUSA


De eleição em eleição os debates nas campanhas políticas empobrecem. Não se discute um tema em profundidade. O que mais nos interessa não é sequer mencionado. Parece que aqueles adultos se reuniram ali para se agredir.

Quantos votos Luciana Genro pretende atrair com aquele seu mantra “os irmãos siameses”? É só o que ela vai fazer nos debates, criticar seus companheiros de jornada. Fico com pena de seu partido, merecia um fim melhor.

Gosto do Eduardo Jorge, pelo menos ele teve uma boa ideia: prolonga os debates lembrando que está na Internet pronto para responder aos seus prováveis eleitores.

Os outros miúdos que me desculpem. Não chego a compreender nossa democracia que os leva aos debates.

Um minuto de TV custa muito caro e os partidos fazem o diabo em época de eleição para conseguir mais meio minuto na telinha. Mas para provar que vivemos numa democracia, o tempo de cada um nos debates é o mesmo. Qual é a lógica?

Há alguma hipótese – que não seja trágica ou escalafobética – de algum dos miúdos vencer Aécio Neves, Dilma Rousseff ou Marina Silva?

Não era melhor empregar o tempo sem perguntas entre os candidatos, só com perguntas vindas de jornalistas, a mesma para os debatedores com mais chances, que os obrigassem a nos informar sobre o que interessa, ou seja, o que pensam sobre e o que pretendem fazer a respeito:

*do direito da mulher ao aborto;

*da liberação do uso da maconha;

*do direito das religiões sobre a saúde de menores;

*de escolas – por favor, sem notebooks – apenas com cadeiras, mesas, luz, lápis, papel, borracha, quadro negro, giz, uma biblioteca básica e, pelo amor de Deus, professores bem pagos;

*de postos de pronto atendimento, com um clínico geral, enfermagem, medicamentos e a ambulância dos bombeiros caso seja necessária a remoção para um grande hospital;

*da reforma de nossos presídios e uma política de recuperação de presos;

*do sistema de transporte nas grandes cidades;

*do sistema ferroviário, como já tivemos nos tempos de Pedro II, unindo nossas cidades, para passageiros e para carga;

*de guardas fazendo a ronda pelas ruas, como já tivemos e que funcionava muito bem. A arma: um bom e estridente apito;

*do que eles preferem – esgoto sanitário em todas as cidades e vilas do país, ou obras suntuosas para as Olimpíadas, que depois levarão a culpa por nosso atraso econômico?

O que não é possível é ver mais uma vez um debate em que nos obriguem a ouvir o que A pensa de B ou o que C tem a dizer sobre o que fez de fantástico, quando sabemos que ele de fantástico só fez promessas...

Da minha parte, só assistirei de agora em diante entrevistas. Debates, para quê?






Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, professora e tradutora, escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005.


Fonte: Blog do Ricardo Noblat

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

LULA PEDE AOS ELEITORES DE PERNAMBUCO PARA VOTAREM NO "MELHOR"

1- O ex-presidente Lula fez um apelo nesta quinta-feira (4), em Petrolina, aos eleitores de Pernambuco, para votarem no candidato a governador que apresenta melhores condições para administrar o Estado.

2- Segundo ele, o “melhor candidato” é o senador Armando Monteiro (PTB), pois tem mais estatura política que o candidato Paulo Câmara (PSB).

3- O ex-presidente pediu também aos eleitores para não votarem em função dele (que apoia Armando) nem do ex-governador Eduardo Campos (que apoiava Paulo Câmara).

4- O voto deve ser dado, disse ele, em função do que os candidatos são e não por influência de padrinhos políticos.

5- Lula desembarcou às 15h no Aeroporto de Petrolina, onde foi recebido pelo prefeito Júlio Lossio (PMDB), os senadores Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT), os deputados federais João Paulo (PT) e Paulo Rubem (PDT) e os deputados estaduais Odacy Amorim (PT) e Adalberto Cavalcanti (PTB).

6- Do aeroporto eles seguiram para a Praça 21 de setembro, onde se realizou um grande comício em prol da campanha de Armando Monteiro (PTB).

7- De Petrolina o ex-presidente voou para o Recife, onde participou de um segundo comício no bairro de Brasília Teimosa, urbanizado pelo prefeito João Paulo quando ele (Lula) era presidente da República.

8- Deste último comício também participou a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), que está perdendo em Pernambuco para a candidata Marina Silva (PSB).

9- Dilma desembarcou no Recife num de sorte. Na véspera, o Ibope mostrou que ele cresceu três pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, que a taxa de aprovação do governo cresceu e a de desaprovação caiu.

10- Além disso, a atividade industrial voltou a crescer após 15 meses sucessivos de desaceleração.

11- Ao pedir o voto para João Paulo, que é candidato a senador, Lula fez uma comparação entre sua trajetória e a do ex-prefeito do Recife.

12- “Esse companheiro tem muito a ver com a minha vida. Ele, como eu, foi sindicalista, um sobrevivente da miséria, entrou na política muito cedo, ajudou a construir o partido (PT), foi vereador ‘tinhoso’, deputado ‘tinhoso’ e o melhor prefeito do Recife por duas gestões. É importante ele ser eleito para o Senado porque na próxima legislatura várias reformas vão passar por lá e nós precisamos de gente com compromisso com o povo trabalhador”.

É isso aí.







Fonte: Blog do Inaldo Sampaio

domingo, 24 de agosto de 2014

O COLECIONADOR DE SANTINHOS POLÍTICOS


Há 12 anos, o aposentado Edson Pedra Rica iniciou um trabalho que só ocorre no período eleitoral. Ele sai às ruas para pegar imagens dos candidatos e colar em seu álbum

Aposentado pretende doar no futuro o acervo ao TRE-PE ou ao Instituto Histórico de Jaboatão dos Guararapes. Foto: Bernardo Dantas/ DP/D.A Press


O ano eleitoral é sinônimo de muito trabalho para os candidatos que disputam cargos públicos. Para o aposentado Edson Pedra Rica, de 65 anos, também. Trabalho esse que ele faz com um sorriso estampado no rosto, apesar de não ganhar um centavo sequer. A atividade é cansativa até mesmo para os mais jovens. Afinal de contas, seu Edson percorre todos os 14 municípios da Região Metropolitana utilizando ônibus e metrô. Às vezes, vai para o Agreste. O que ele faz em cada uma dessas cidades? Recolhe santinhos de candidatos para incrementar seu acervo pessoal.

São seis cadernos e 12 anos de muitas histórias para contar. E ainda há várias páginas em branco que o seu Edson pretende preencher. Tudo começou em 2002, ano de eleição presidencial, quando ele percebeu que tinha recebido muitos santinhos dos candidatos da época. A partir de então, resolveu colecioná-los. “Fiz uma colagem simples, apenas com os santinhos, sem nenhuma informação a mais”, lembra o aposentado, que fala com muito orgulho do trabalho que faz. “Enquanto as pessoas jogam esses papéis fora, eu coleciono, porque amanhã pode servir para qualquer departamento cultural da cidade”. 

Dois anos mais tarde o caderno pequeno, de 96 folhas, foi substituído por um maior, com mais de 200 páginas. O trabalho também aumentou: além de recolher os santinhos, seu Edson passou a registrar também o nome completo de cada candidato, o ano de nascimento e a quantidade de votos nas urnas.

Foto: Bernardo Dantas/ DP/D.A Press
Para que o acervo esteja bem produzido após as eleições, é preciso adquirir os santinhos. O trabalho de coleta tem início sempre às 7h, quando seu Edson sai de casa, em Santo Aleixo, Jaboatão dos Guararapes. Durante o dia, vai ao diretório dos partidos em cada uma das cidades, solicitando os materiais. “Quando não tem, eu ando pela rua. Sempre tem um jogado e eu pego”, comenta ele, que não se incomoda com o calor e com o trabalho de utilizar vários ônibus durante o dia. Os melhores dias de coleta são os sábados. “É dia de feira e os candidatos sempre gostam de fazer caminhadas”, afirma, com razão.

Muitos amigos chegam até a deixar alguns santinhos na casa do aposentado. É uma forma de ajudá-lo nessa árdua tarefa, que só tem fim no dia da eleição. “Eu cumpro meu dever como cidadão e depois vou procurar mais santinhos”. No fim do dia, quando os primeiros resultados começam a ser divulgados, seu Edson se prepara para a segunda etapa do trabalho: a colagem do material.

Organização

É um trabalho meticuloso, que precisa de muita concentração. Tanto que é durante as madrugadas que acontece. “Não tem rádio tocando, nem carro passando. Começo às 21h e fico até o início da manhã”, fala seu Edson, sem esboçar nenhum incômodo pela jornada de trabalho. A organização do material segue uma ordem: nas primeiras páginas, ficam os santinhos dos candidatos eleitos, que são organizados de acordo com a quantidade de votos. Em seguida, os candidatos não eleitos também têm espaço nos livros do aposentado.

“Enquanto Deus me der saúde, pretendo continuar”, finaliza seu Edson, informando que, no futuro, pretende doar o acervo para o Tribunal Regional Eleitoral ou ao Instituto Histórico de Jaboatão dos Guararapes.



Fonte: Diário de Pernambuco

domingo, 15 de janeiro de 2012

PLEBISCITO PODERÁ DEFINIR SISTEMA ELEITORAL

População também definirá o tipo de financiamento das eleições

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A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Decreto Legislativo 497/11, do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), que determina a realização de plebiscito para a escolha do sistema eleitoral que será adotado nas eleições de deputados federais, estaduais e vereadores.

A população também deverá definir o tipo de financiamento utilizado nessas eleições: público, privado ou misto. “O plebiscito é o meio legítimo para aferir o sistema pelo qual o povo quer escolher seus representantes”, argumentou o deputado.

De acordo com a proposta, o plebiscito será realizado juntamente com as eleições de 2012 e as opções apresentadas de sistema eleitoral são as seguintes: proporcional, misto, distrital, distrital misto e distritão (majoritário).

Os modelos serão divulgados em horário eleitoral específico de 30 minutos diários, a ser regulamentado pelo Tribunal Superior Eleitoral, no qual os partidos políticos ou frentes partidárias expressarão os argumentos sobre a opção de sua preferência.

Financiamento

Em relação ao financiamento, o projeto determina que o eleitor votará, em primeiro lugar, na opção público ou privado e, em seguida, definirá pelo financiamento público exclusivo ou misto.

Caso o financiamento público seja escolhido pela maioria, uma lei definirá, até o mês de junho do ano que antecede à eleição, o total de recursos disponíveis para custear a campanha. [ BAND ].

Postado por Jornal de Caruaru