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sábado, 31 de março de 2012

DESTA VEZ O LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO SE SUPEROU

Foto Google

A MELHOR DEFINIÇÃO DE GLOBALIZAÇÃOQUE OS PROFESSORES NUNCA ENSINARAM.

PERGUNTA: QUAL É A MAIS CORRETA DEFINIÇÃO DE GLOBALIZAÇÃO?

RESPOSTA: A MORTE DA PRINCESA DIANA.

PERGUNTA: POR QUÊ?

RESPOSTA: UMA PRINCESA INGLESA COM UM NAMORADO EGÍPCIO, TEM UM ACIDENTE DE CARRO DENTRO DE UM TÚNELFRANCÊS, NUM CARRO ALEMÃO COM MOTOR HOLANDÊS, CONDUZIDO POR UMBELGA, BÊBADO DE WHISKY ESCOCÊS, QUE ERA SEGUIDO POR PAPARAZZIS ITALIANOS, EM MOTOS JAPONESAS. A PRINCESA FOI TRATADA POR UM MÉDICO CANADENSE, QUE USOU MEDICAMENTOS AMERICANOS.

E ISTO É ENVIADO A VOCÊ POR UMBRASILEIRO, USANDO TECNOLOGIA AMERICANA (BILL GATES) E PROVAVELMENTE, VOCÊ ESTÁ LENDO ISSO EM UM COMPUTADOR GENÉRICO QUE USACHIPS FEITOS EM TAIWANE UM MONITOR COREANO MONTADO POR TRABALHADORES DE BANGLADESH, NUMA FÁBRICA DE SINGAPURA, TRANSPORTADO EM CAMINHÕES CONDUZIDOS PORINDIANOS, ROUBADOS POR INDONÉSIOS, DESCARREGADOS POR PESCADORESSICILIANOS, REEMPACOTADOS PORMEXICANOS E, FINALMENTE, VENDIDO A VOCÊ POR CHINESES, ATRAVÉS DE UMACONEXÃO PARAGUAIA

ISTO É GLOBALIZAÇÃO!

E QUEM SOU EU?

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou.... Vejam só que dilema!

Na ficha da loja sou CLIENTE, no restauranteFREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.

Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado sou CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios sou MASSA . Em viagens TURISTA , na rua PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO e no hospital viro PACIENTE. Nos jornais sou VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope sou ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.

Se sou corintiano, SOFREDOR. Agora, já vireiGALERA. (se trabalho na ANATEL , souCOLABORADOR) e, quando morrer... uns dirão...FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO, para o povão... PRESUNTO.... Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui... ARREBATADO...

E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !

E pensar

Luiz Fernando Veríssimo.


Colaboração do leitor e amigo Edson Siqueira

domingo, 5 de fevereiro de 2012

ESPECULAÇÕES

Enviado por Luis Fernando Veríssimo -
Geral
Especulações

Descobriram, na Espanha, uma cópia idêntica da Mona Lisa do Leonardo da Vinci. O que provocou várias especulações:

1 — O xerox e o scanner são mais antigos do que se pensava.

2 — O autor da pintura foi o próprio Da Vinci, que fez várias cópias da sua Gioconda para vender no mercado paralelo.

3 — O autor foi um discípulo de Da Vinci que copiou a obra do mestre.

A última hipótese é a mais provável, mas as especulações não ficarão por aí. O fascinante em descobertas como esta é que, como é impossível saber exatamente o que aconteceu há séculos, tudo é especulação e a imaginação se solta. A pintura revelada agora tem seus mistérios. A Mona Lisa copiada parece mais jovem do que a original. Seu sorriso é mais inocente do que enigmático — é o de uma Mona Lisa antes de saber das coisas da vida.

Um fundo preto que distinguia a cópia do original foi retirado e apareceu um fundo igual ao pintado por Da Vinci. Por
que o discípulo teria camuflado a paisagem toscana do mestre? Outros discípulos fizeram cópias parecidas, e que fim estas levaram?

A imaginação se solta. No seu livro “A mouthful of air”, Anthony Burgess lembra uma tese, ou uma lenda, que se espalhou sobre a feitura da versão inglesa da Bíblia encomendada pelo rei James I e publicada em 1611. O rei convocou um time de quarenta e sete tradutores do grego e do hebraico, alguns para traduzir o Velho Testamento, outros para traduzir o Novo, alguns para as partes proféticas e outros para as partes poéticas.

E, segundo a lenda, provas das escrituras poéticas teriam sido distribuídas entre os poetas profissionais da época para darem uma polida no texto, desde que não desvirtuassem a tradução. O que explicaria a presença do nome de Shakespeare no Salmo 46 — “shake” a 46 palavra a contar do princípio, “speare” a 46 palavra a contar do fim.

Segundo Burgess, sem nenhuma esperança de ter algum tipo de posteridade com seus versos, o poeta teria ao menos deixado seu nome, mesmo cifrado, numa obra histórica. Mas o próprio Burgess não acreditava na lenda.

O passado, já disse alguém, é uma terra estranha. Só se pode conhecê-lo pela especulação e visitá-lo pela imaginação. E se a Mona Lisa da Espanha for a verdadeira e a do Louvre uma cópia? Como a presença ou não do Shakespeare entre os tradutores dos salmos, jamais saberemos. Blog do Noblat no twitter