Postado por Inaldo Sampaio
Ao depor nesta terça-feira na CPI da Petrobras, o ex-diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, reafirmou que manteve contatos com políticos do PP, PT, PSB, PSDB e PMDB, aos quais ajudou financeiramente para suas campanhas eleitorais.
No caso de Pernambuco, os políticos contatados foram os senadores Humberto Costa (PT) e Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o ex-deputado Sérgio Guerra (PSDB).
Costa disse, entretanto, que nunca se reuniu com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nem com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.
Declarou também que o esquema de desvio de recursos da Petrobras para campanhas políticas teve início em 1985 durante o governo de José Sarney e que foi a partir dessa data que servidores de carreira começaram a galgar cargos de direção por indicação política.
Costa confirmou aos membros da Comissão que no acordo de delação premiada celebrado com a Justiça relacionou os nomes dos políticos aos quais ajudou financeiramente: os senadores Humberto Costa (PT-PE), Renan Calheiros (PMDB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-SC), Lindberg Farias (PT-RJ) e Ciro Nogueira (PP-PI), a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney, o ex-deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE), o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o atual senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e outros que não lembrou no momento.
No caso de Fernando Bezerra, ele teria pedido dinheiro ao então diretor da estatal para a campanha à reeleição do governador Eduardo Campos (2010). E foi atendido.
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