sexta-feira, 7 de novembro de 2014

DISCURSO DE AÉCIO NADA TEVE DE NOVO


Coluna Fogo Cruzado – 7 de novembro
Foto: Orlando Brito

Aécio deu um “tom eleitoral” ao seu primeiro discurso no Senado após o segundo turno da eleição presidencial

Esperava-se mais de Aécio Neves no primeiro discurso que fez no Senado após o segundo turno da eleição presidencial. A expectativa do país era que desse o “tom político”, e não “eleitoral”, do comportamento do PSDB em relação ao próximo governo na linha do que costumava fazer o seu avô, Tancredo Neves, sempre que ia à tribuna da Câmara ou do Senado para marcar posição contra o regime militar. O discurso do senador não teve nada de novo em relação ao que já havia dito na última campanha presidencial. Centrou-o no escândalo da Petrobras, que já está sendo apurado por duas CPIs, o Ministério Público Federal e o TCU, quando poderia ter-lhe dado uma conotação mais ampla de quem realmente está preocupado com as futuras gerações e não com a próxima eleição presidencial que vai se realizar em 2018. Foi um discurso de quem perdeu a eleição e não de quem pretende liderar a oposição durante os próximos quatro anos.

Hora de desmontar os palanques

O senador eleito Fernando Bezerra (PSB) clarificou ontem sua posição em relação ao governo federal. “Estamos na oposição e vamos trabalhar na oposição, mas isso não significar interditar o diálogo com quem está no governo”, disse ele. O senador afirmou também que a campanha política chegou ao seu final e que é hora de desmontar os palanques, ou seja, de trabalhar duro junto ao governo federal para que o fluxo de recursos para Pernambuco não seja interrompido.

Jantar – Diferentemente do que se disse aqui, havia dois peemedebistas de Pernambuco no jantar que Michel Temer ofereceu anteontem, em Brasília, a cerca de 140 correligionários: Raul Henry (vice-governador eleito) e Júlio Lossio (prefeito de Petrolina). Raul não costumava ir a reuniões do “PMDB governista”. Mas como agora é governo resolveu rever o comportamento.

CPI – Seis vereadores de Garanhuns requereram a instalação de uma CPI para apurar supostas irregularidades do prefeito Izaías Régis (PTB) no preenchimento de cargos em comissão.

Saída – Como o PTB de Arcoverde ficou pequeno para abrigar a prefeita Madalena Britto e o deputado federal eleito, Zeca Cavalcanti, um dos dois terá que sair antes de setembro de 2015.

Ficção – Basta ler a prestação de contas de alguns deputados federais de Pernambuco para se chegar à conclusão de que o ex-deputado Thales Ramalho tinha razão: “Em papel cabe tudo”.

Volta – Derrotado na disputa por uma cadeira de deputado estadual nas últimas eleições, o ex-prefeito de Igarassu e de Paulista, Yves Ribeiro (foto), já recebeu a garantia do seu partido (PSB) de que não ficará desemparado. Voltará à Casa Civil para ocupar uma de suas diretorias.

Força – No PSB já há quem concorde entregar a 1ª secretaria da Assembleia ao deputado Guilherme Uchoa (PDT) em reconhecimento aos serviços prestados por ele aos dois governos de Eduardo Campos. Caso isto venha a ocorrer, ele continuará mais forte do que está hoje.

Alento – Descrentes com a possibilidade de o Governo de Pernambuco institucionalizar o FEM (Fundo de Apoio aos Municípios) a partir de janeiro do próximo ano, prefeitos já se mobilizam para pressionar seus deputados a aprovarem ainda este ano, em 2º turno, a “PEC do FPM”. Se ela passar, haverá um reforço de caixa nas prefeituras de cerca de R$ 3,5 bilhões a contar de julho de 2015.

Ameaça – Diz uma regra da política que quem quer sair de partido pede desfiliação e vai embora, jamais fica ameaçando. Políticos do PR de Pernambuco já ameaçaram diversas vezes promover uma “desfiliação em massa” em solidariedade a Inocêncio Oliveira, destituído da presidência, mas até agora ninguém saiu. Até porque não têm para onde ir porque todos os outros são iguais

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