Coluna Fogo Cruzado

A revelação do ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, de que na fase mais aguda da Lava Jato preparou-se para entrar no STF, armado, a fim de assassinar o ministro Gilmar Mendes e depois suicidar-se, teve uma repercussão devastadora nos meios políticos. Sabe-se que após a chegada do próprio Gilmar e depois do ministro Joaquim Barbosa, o primeiro indicado pelo ex-presidente FHC e o segundo pelo ex-presidente Lula, a Suprema Corte virou um ambiente de grande tensão, com ministros agredindo ministros e protagonizando cenas que não são mais vistas sequer em câmaras municipais de lugares atrasados. Joaquim acusou certa vez o ministro Gilmar de cercar-se de “capangas” do seu Mato Grosso e o ministro Luís Roberto Barroso, hoje, sequer dirige a palavra ao desafeto de Janot. É certo que a exemplo da Câmara Municipal de Verdejante, o plenário do STF e a Procuradoria Geral da República também são formados por pessoas de carne e osso. Mas transformar uma divergência jurídica num assassinato e num autocrime é algo que jamais se viu no Brasil desde o suicídio de Getúlio Vargas.
País beligerante
Uma coisa pode não ter nada a ver com a outra. Mas desde que o presidente Bolsonaro foi eleito com o discurso da “segurança” e prometendo flexibilizar a venda de armas no país, nossa Pátria ficou mais violenta. Os índices de assassinatos podem até estar caindo, mas nunca se falou tanto em armas, vingança, mortes, como se fala hoje.
A volta da UDN
Recém filiado à UDN (União Democrática Nacional), que está requerendo seu registro no TSE, o sindicalista Albérisson Carlos, presidente da Associação dos Cabos e Soldados de Pernambuco, vai disputar a prefeitura de Camaragibe pelo novo partido. Ele se candidatou a deputado estadual em 2018 e quase chega lá: 48 mil votos.
Adeus ao PSDB
Ao desfiliar-se ontem do PSDB após 19 anos de militância, o secretário Pedro Eurico sinaliza que pretende encerrar sua vida pública como deputado estadual. Ele foi, em certo período, o melhor parlamentar de Pernambuco. Mas havia sempre governos precisando dele para fazer o que ora faz na Secretaria de Justiça e Direitos Humanos.
Satélite da direita
Pedro Eurico não desconhece os avanços obtidos pelo Brasil nos dois governos de FHC – A derrota da inflação e a conquista da estabilidade monetária. Mas após a queda de Dilma, diz ele, o PSDB “passou a ser um partido que caminha para o populismo e para o fisiologismo, tornando-se apenas um satélite da nova direita brasileira”.
Volta, Yves!
Yves Ribeiro prepara uma grande festa política, em Paulista, na próxima segunda-feira (30), quando estará transferindo de Igarassu para lá o seu domicílio eleitoral. Ele gosta de prefeitura. Foi duas vezes prefeito de Itapissuma, duas vezes de Igarassu e duas de Paulista. Tentou voltar a Igarassu em 2016, mas foi derrotado por Mário Ricardo (PTB).
Direito de defesa
Há certo exagero de interpretação quando se diz que a tese majoritária no STF de que, nas “alegações finais”, a defesa deve falar depois da acusação, vai devolver às ruas todos os réus da Lava Jato, inclusive o ex-presidente Lula. A tese nada mais representa de que um princípio consolidado do “sagrado direito de defesa”.
Foi compromisso
Presidente regional do Solidariedade, o deputado Augusto Coutinho está seguro de que o governador Paulo Câmara vai honrar o compromisso assumido com ele e o prefeito de Olinda, Professor Lupércio (SD): o PSB não lançará candidato a prefeito naquela cidade. Apoiará a reeleição do atual, o único que o SD tem em Pernambuco.
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