Postado por Magno Martins
Felipe pode prejudicar João Embora o Conselho de Ética do PSB tenha aberto, ontem, processo de punição contra os 11 deputados que votaram a favor da reforma da Previdência, a tendência é que o castigo seja atenuado. Quem manda, hoje, no partido, é o núcleo pernambucano, liderado por Paulo Câmara e Geraldo Júlio, que já defenderam para Felipe Carreras tratamento diferenciado em relação aos demais rebeldes.
Por que tal distinção? Evitar a fuga de Carreras para outra legenda é manter intacta a pré-candidatura de João Campos à Prefeitura do Recife. Tão logo se confirmou o posicionamento firme do deputado no plenário da Câmara, lideranças de outros partidos passaram a assediá-lo.
A oposição não tem um nome em potencial para enfrentar João e por isso mesmo Carreras, se vier a tamanho impasse que o leve a ser afastado do PSB, se transforma, automaticamente, no adversário que o PSB não esperava na sucessão de Geraldo Júlio.
Só advertência – O presidente do Conselho de Ética, Alexandre Navarro, é pernambucano, cria do ex-governador Eduardo Campos. Mora em Brasília há muito tempo, trabalhou no Ministério da Ciência e, hoje, é fiel escudeiro do prefeito Geraldo Júlio. Seu parecer, portanto, não será pela expulsão dos 11 deputados, mas por uma simples advertência, ou seja, nem um cartão amarelo.
Injeção – Nos próximos dias, no embalo da aprovação da reforma da Previdência, o Governo deve anunciar uma série de medidas para injetar dinheiro da economia, como a liberação do FGTS e o programa de privatizações. Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, estão decididos a aprovar projetos que beneficiem o Governo Federal com recursos de curto prazo.
Defesa – O deputado Alberto Feitosa, coordenador da Frente Parlamentar da Execução dos Orçamentos Federal e Estadual, tem sido um grande defensor das bandeiras municipalistas. Depois de cobrar ao Governo a liberação das emendas, defendeu, ontem, um cronograma para pagamento do FEM.
POPULISMO – Nem o secretário estadual de Meio Ambiente, Antônio Bertoti, nem mesmo administrador de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha, meteram a colher na manifestação populista de Bolsonaro de acabar a taxa paga por turistas na ilha. O Governo emitiu uma nota dizendo que a taxa é federal.
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