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O Brasil
por Inaldo Sampaio
O ministro Luís Roberto Barroso, o novo terror da Suprema Corte, revogou na noite deste sábado (31) as prisões das pessoas que forem detidas na “Operação Skala” por solicitação da Procuradoria-Geral da República.
Segundo nota oficial, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou ao Supremo Tribunal Federal que “as medidas cumpriram o objetivo geral”.
Estavam presos o advogado José Yunes, amigo do presidente há mais de 50 anos, o coronel da reserva João Baptista Lima Filho, também coordenador de campanhas eleitorais de Temer e o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi, pai do líder do MDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP).
As prisões temporárias expirariam na segunda-feira e poderiam ser renovadas por mais cinco dias.
Na sexta-feira, o presidente Michel Temer se disse vítima de uma “trama”, afirmando que tentam impedir sua candidatura à reeleição.
Sem citar Raquel Dodge nem Luís Roberto Barroso, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República criticou as prisões.
“Tentam mais uma vez destruir a reputação do presidente Michel Temer. Usam métodos totalitários, com cerceamento dos direitos mais básicos para obter, forçadamente, testemunhos que possam ser usados em peças de acusação. Repetem o enredo de 2017, quando ofereceram os maiores benefícios aos irmãos Batista para criar falsa acusação que envolvesse o presidente. Não conseguiram e repetem a trama, que, no passado, pareceu tragédia, agora soa a farsa”, diz a nota do governo.
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