segunda-feira, 2 de abril de 2018

Da coluna de Inaldo Sampaio


O PSB está atrás do seu “Luciano Huck”

por Inaldo Sampaio


Coluna Fogo Cruzado

PSB procura copiar o PFL e o PPS que também foram atrás de figuras populares para disputar a eleição

O PSB aguarda para o próximo dia 5 a filiação do ex-ministro Joaquim Barbosa (STF) ao partido para ser o seu candidato a presidente da República. O ex-ministro já disse àqueles que o procuraram que não tem temperamento para ser político, que não tem estômago para “engolir sapo” e que o Brasil não está culturalmente amadurecido para colocar um negro na Presidência da República como fizeram os Estados Unidos com Barack Obama. Mesmo assim o PSB insiste nessa tecla pelo simples fato de o ex-ministro ser uma figura popular. Presidia o STF quando foi julgada a Ação Penal 470 (mensalão) que levou vários petistas à cadeia. Mas afora essa popularidade momentânea, que qualidades tem Joaquim Barbosa para presidir o Brasil? Nunca passou pelo parlamento onde se exercita o princípio do contraditório, tem enormes dificuldades para conviver com os que pensam diferente dele (foi por isso que largou o STF aos 59 anos de idade), é arrogante, autoritário e não reúne nenhuma qualidade para exercer a arte da política. Guardadas as devidas proporções, temos o PSB imitando o finado PFL, que sem candidato competitivo em 1989 foi atrás de Sílvio Santos e mais recentemente o PPS que bateu à porta de Luciano Huck para ser seu candidato presidencial. Se o PSB quer ter candidato próprio a presidente, que procure em seus próprios quadros alguém que venha da política. Ir atrás de um juiz aposentado só porque ele se tornou popular é tão condenável quanto a atitude do PPS que foi atrás de um animador de TV para entrar na competição. Política é coisa séria.

O prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Édson Vieira (PSDB), organizou uma boa estrutura em Fazenda Nova para divulgar a candidatura de sua mulher, Alessandra Vieira (PSDB), a deputado estadual. Os milhares de pessoas que estiveram na cidade-teatro de 24 a 31/3 para assistir à “Paixão de Cristo” saíram de lá sabendo que a 1ª dama de Santa Cruz é candidata.

Imposto único – Durante sua recente passagem pelo Recife, o empresário e presidenciável Flávio Rocha (PRB) lembrou que teve dois mandatos de deputado federal pelo RN e que foi o autor do projeto do “imposto único”, que nenhum governo tem interesse em aprovar.

Visão paulista – Pepessista disciplinado, o senador Cristóvam Buarque (DF) acompanhará o partido no apoio a Geraldo Alckmin (PSDB) se esta for a decisão do diretório nacional, mas continua achando que o tucano “tem uma visão muito paulista do Brasil”.

Giro externo – O presidenciável Ciro Gomes (PDT) aproveitou o feriado da Semana Santa para proferir palestras no exterior. Passou por Barcelona (Espanha), Montpellier (França) e Harvard (EUA). Em todas as palestras poupou críticas a Lula, mas deu bordoadas no PT.

O arrependimento – Marina Silva (REDE) se confessa hoje arrependida por ter defendido na campanha de 2014 a independência do Banco Central. Nem ganhou a confiança da “direita” e perdeu milhares de votos das “esquerdas”, que sempre combateram” esse ponto de vista.

O time – Marina não é mais novidade nessas eleições (perdeu em 2010 e em 2014), mas continua cercada por gente competente. Estão na sua assessoria econômica os economistas Eduardo Gianetti da Fonseca, André Lara Resende e Ricardo Paes de Barros.

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