quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Da Coluna de Inaldo Sampaio



Meirelles está pouco de “lixando” para municípios
Postado por Inaldo Sampaio

Coluna Fogo Cruzado
Programas do governo federal sob responsabilidade das prefeituras são subfinanciados

Cerca de dois mil prefeitos de vários estados, entre eles Pernambuco, estão em Brasília desde a última terça-feira para pressionar o governo federal a dar-lhes um “crédito de emergência” de 4 bilhões para fechar suas contas de final de ano e pagar o 13º aos seus servidores. Em época de crise é sempre assim. Municípios que sobrevivem apenas do FPM geralmente têm dificuldades para honrar suas obrigações, salvo os que são bem administrados. Eles reconhecem que o valor do repasse do FPM até que tem acompanhado a inflação, mas têm dificuldades para manter o equilíbrio fiscal porque não têm governança sobre todas as despesas. Exemplos? A correção do salário mínimo agora em janeiro e o reajuste do piso salarial dos professores. São duas despesas obrigatórias com as quais os municípios têm que arcar. Como essas, existem outras despesas oriundas do governo federal e atiradas nas costas das prefeituras, cujas verbas que recebem para bancá-las são insuficientes. É o caso do PSF, da merenda e do transporte escolar. Daí ser legítima a pressão dos municípios pelo reajuste de 1% nas verbas que compõem o FPM. Mas se depender apenas da vontade do ministro Meirelles, que também tem seus problemas para fechar as contas do governo federal, esse “décimo terceiro” das prefeituras não será liberado.

Primeiro o “quê” e depois o “quem”

Do deputado Ricardo Teobaldo (Podemos), aliado de Armando Monteiro, sobre a suposta falta de entusiasmo na campanha do petebista: “Não se deve confundir entusiasmo com ansiedade. Quem é seguidor e acompanha o jeito de trabalhar do senador sabe que ele não age com açodamento. Tem posição consolidada na oposição, como atestam as pesquisas, mas não gosta de personalizar projetos. Acha que o importante agora é o ‘para quê’ e não o ‘para quem’”.

Tributo – Estudo do Banco Mundial revelando que 65% das vagas nas universidades públicas estão ocupadas por estudantes que podem pagar pelo ensino confirma o que o ex-deputado Osvaldo Coelho dizia há 20 anos: que os ricos estudam nas universidades federais e os pobres nas faculdades públicas. Osvaldo foi o responsável pela ida da Univasf para Petrolina.

Dependência – Édson Vieira (PSDB), prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, deu uma desacelerada em sua pré-campanha para deputado federal. Só botará o bloco na rua se o ex-ministro Bruno Araújo for candidato a senador.

Troca – O PMDB fará convenção dia 19/12 para oficializar a troca do nome. Sairá o “P” para restaurar-se o nome original: MDB. Este último tinha Ulisses, Tancredo, Alencar Furtado, Simon, Fernando Lyra, etc. O PMDB de hoje tem Sarney, Jucá, Geddel, Moreira Franco, todos egressos do partido (Arena) que deu sustentação ao regime militar.
Resultado de imagem para Paulo Câmara
Fica!!! – Paulo Câmara parece ter reconsiderado a decisão de entregar a gestão de Fernando de Noronha ao nativo que foi indicado pelo PP. Há uma torcida generalizada no governo pela permanência de Luiz Eduardo Antunes, auditor de controle externo do TCE e o melhor gestor que a ilha teve nos últimos anos.

Reforma – Incrível que exista deputados na bancada federal pernambucana contrários à reforma previdenciária. Todos sabem que se trata da mais importante e urgente reforma de que o país precisa, mas dizem que são contra por oportunismo eleitoral. Sabem que sua não aprovação levará o Brasil à falência, mas não dão o braço a torcer. Isto é antipatriótico.

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