Postado por Magno Martins
Câmara não absorve Maquiavel
Na entrevista exclusiva de fim de ano que concedeu, ontem, ao Frente a Frente, o governador Paulo Câmara (PSB) foi instigado a falar do seu estilo, extremamente moderado, paciente, sem nunca ter recorrido a repreensões em público com aliados ou dado o chamado murro na mesa. “Não vou fazer personagens, o meu estilo é este e não vou mudar”, afirmou.
Câmara reconhece, entretanto, que muitos governantes, como o seu guru e criador Eduardo Campos, em algumas ocasiões de autoafirmação, assustavam pela dureza no trato, mas ressaltou que isso faz parte da personalidade própria de cada político ou gestor e que não passa pela sua cabeça em mudar a forma de governar e se relacionar com as pessoas no exercício do poder.
Nos bastidores, aliados do governador reclamam da sua postura educada e light em alguns momentos que exigiriam mais cara feia, como ocorreu, recentemente, num ato em Palácio em que um secretário puxou o coro de golpista contra o ministro da Cultura, Roberto Freire.
Sendo Eduardo, conforme comentaram políticos mais próximos, a reação teria sido completamente diferente. “Foi um episódio constrangedor e bastante lamentável, mas não houve exaltação de minha parte porque o protagonista imediatamente reconheceu o erro e pediu desculpas”, disse Câmara, referindo-se ao secretário estadual de Cultura, Marcelino Granja.
Em dois anos de Governo, Paulo Câmara enfrentou grandes dificuldades, como greves na Polícia Militar, na Saúde e até o envolvimento do seu nome em denúncias de superfaturamento nas obras de construção da Arena, mas em nenhum momento perdeu a elegância, deixou de usar o seu tom educado e sereno, como é habitual. Mas, provavelmente, porque não é adepto dos ensinamentos de Maquiavel.
Em O Príncipe, sua maior obra, Maquiavel aconselha os governantes sobre como governar e manter o poder absoluto, mesmo que seja necessário utilizar forças militares para alcançar tal objetivo. Sugere que os fins justificam os meios, transmitindo a ideia de que não importa o que o governante faça em seus domínios, tudo é válido para manter-se como autoridade, ou seja, os governantes precisam estar acima da ética e moral dominante para realizar seus planos.
SEM TEMOR – Na mesma entrevista, governador abordou outros assuntos, negou que haverá reforma no secretariado, rebateu o senador Armando Monteiro Neto, que tem bombardeado o Governo de críticas pela onda crescente de violência e disse estar muito tranquila em relação às denúncias de superfaturamento na Arena. “Como houve superfaturamento se a construtora responsável entrou com uma ação na justiça pedindo a reposição de R$ 300 milhões em valores defasados?”
Tavares ou Dueire? –
Na entrevista exclusiva de fim de ano que concedeu, ontem, ao Frente a Frente, o governador Paulo Câmara (PSB) foi instigado a falar do seu estilo, extremamente moderado, paciente, sem nunca ter recorrido a repreensões em público com aliados ou dado o chamado murro na mesa. “Não vou fazer personagens, o meu estilo é este e não vou mudar”, afirmou.
Câmara reconhece, entretanto, que muitos governantes, como o seu guru e criador Eduardo Campos, em algumas ocasiões de autoafirmação, assustavam pela dureza no trato, mas ressaltou que isso faz parte da personalidade própria de cada político ou gestor e que não passa pela sua cabeça em mudar a forma de governar e se relacionar com as pessoas no exercício do poder.
Nos bastidores, aliados do governador reclamam da sua postura educada e light em alguns momentos que exigiriam mais cara feia, como ocorreu, recentemente, num ato em Palácio em que um secretário puxou o coro de golpista contra o ministro da Cultura, Roberto Freire.
Sendo Eduardo, conforme comentaram políticos mais próximos, a reação teria sido completamente diferente. “Foi um episódio constrangedor e bastante lamentável, mas não houve exaltação de minha parte porque o protagonista imediatamente reconheceu o erro e pediu desculpas”, disse Câmara, referindo-se ao secretário estadual de Cultura, Marcelino Granja.
Em dois anos de Governo, Paulo Câmara enfrentou grandes dificuldades, como greves na Polícia Militar, na Saúde e até o envolvimento do seu nome em denúncias de superfaturamento nas obras de construção da Arena, mas em nenhum momento perdeu a elegância, deixou de usar o seu tom educado e sereno, como é habitual. Mas, provavelmente, porque não é adepto dos ensinamentos de Maquiavel.
Em O Príncipe, sua maior obra, Maquiavel aconselha os governantes sobre como governar e manter o poder absoluto, mesmo que seja necessário utilizar forças militares para alcançar tal objetivo. Sugere que os fins justificam os meios, transmitindo a ideia de que não importa o que o governante faça em seus domínios, tudo é válido para manter-se como autoridade, ou seja, os governantes precisam estar acima da ética e moral dominante para realizar seus planos.
SEM TEMOR – Na mesma entrevista, governador abordou outros assuntos, negou que haverá reforma no secretariado, rebateu o senador Armando Monteiro Neto, que tem bombardeado o Governo de críticas pela onda crescente de violência e disse estar muito tranquila em relação às denúncias de superfaturamento na Arena. “Como houve superfaturamento se a construtora responsável entrou com uma ação na justiça pedindo a reposição de R$ 300 milhões em valores defasados?”
Tavares ou Dueire? –
Seca braba – A falta de chuva nos últimos anos fez a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, que abastece 34 cidades do Rio Grande do Norte, ficar com apenas 15% de sua capacidade. Se não chover logo, ela pode entrar no volume morto em seis meses, e comprometer ainda mais a distribuição de água. O nível atual é o mais baixo desde que a barragem foi inaugurada, em 1983, segundo o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs). A última vez que a barragem sangrou – ou seja, teve mais água que sua capacidade máxima e houve escoamento – foi em 2011.
Equipe de Madalena– Com a presença do vice-prefeito Wellington Araújo e do deputado estadual Eduino Britto, a prefeita reeleita de Arcoverde, Madalena Britto (PTB), anunciou, ontem, seus novos secretários: Governo e Coordenação, Carlos Fernando Britto; Educação, Patrícia Padilha; Saúde, Andreia Britto; Assistência Social, Patrícia Mirian Costa de Brito Cavalcanti; Desenvolvimento Econômico, Jussara Pereira Barbosa; Obras e Projetos Especiais, Aildo Biserra da Silva; Serviços Públicos e Meio Ambiente, Freed Gomes da Silva; Comunicação, Teresa Padilha; Finanças, Luciano Britto; Agricultura, José Alberto Vaz; Administração, Aloísio Brito e Turismo e Eventos, Albérico Pacheco.
Jaboatão se livra do pior–
CURTAS
VENDA- A Petrobras anunciou a venda da Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica-Suape) e a Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), que integram o complexo industrial químico-têxtil localizado no Porto de Suape, em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. As empresas passarão a pertencer à mexicana Alpek, que pagará o valor de US$ 385 milhões pela transação, o equivalente a aproximadamente R$ 1,26 bilhão.
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