Ex-lateral e ex-treinador de futebol morreu de infarte fulminante nesta terça-feira. Com grande legado no futebol, Torres era comentarista do Sportv atualmente
Carlos Alberto Torres se vai aos 72 anos, deixando lembranças para o futebol mundial
(Foto: AFP)
Herói da Copa de 1970, Torres recebe homenagem ao erguer atual taça da Copa do Mundo
(Foto: Bruno Domingos/Arquivo Lance!)
Carlos Alberto Torres iniciou sua carreira no Fluminense
(Foto: Reprodução)
Em seguida, passou pelo Santos, onde atuou ao lado de nomes como Pelé, Pepe, Zito e Gilmar dos Santos Neves
(Foto: Arquivo LANCE!)
Além de erguer a Taça Jules Rimet no México, Carlos Alberto fez o último gol da goleada por 4 a 1 do Brasil sobre a Itália em 1970
(Foto: Reprodução)
Carlos Alberto Torres ainda teve uma passagem pelo Botafogo
Carlos Alberto Torres (Foto: Divulgação)
De volta ao Fluminense, Carlos Alberto Torres ergueu mais um título carioca na "Máquina Tricolor"
(Foto: Arquivo/ Agência O Globo)
Carlos Alberto Torres ainda teve passagem pelo Flamengo onde a geração de Zico despontava
(Foto: Reprodução)
Como treinador, Carlos Alberto Torres levou o Botafogo à Copa Conmebol de 1993
(Foto: Ricardo Cassiano/Lancepress!)
Carlos Alberto Torres se reencontra com Zagallo, seu técnico na Copa de 1970
(Foto: Gilvan de Souza/lancepress!)
Carlos Alberto Torres em entrevista especial ao LANCE! em 2001
(Foto: Gilvan de Souza/lancepress!)
Carlos Alberto Torres ainda foi vereador pelo Rio de Janeiro entre 1989 e 1993
(Foto: Gaspar Nobrega/Lancepress!)
Carlos Alberto Torres era comentarista da Sportv
(Foto: AFP)
Rio de Janeiro (RJ)
O futebol brasileiro perdeu um de seus maiores símbolos. Capitão da Seleção Brasileira na Copa de 1970 e responsável por erguer a Taça Jules Rimet, o ex-lateral-direito e ex-treinador Carlos Alberto Torres morreu nesta terça-feira, aos 72 anos, no Rio de Janeiro (RJ), vítima de enfarte fulminante. O "Capita" era comentarista do Sportv.
Lateral-direito que despontou no Fluminense, logo sagrou-se campeão carioca em 1964. Em seguida, transferiu-se para o Santos para jogar ao lado de nomes como Pelé, Pepe, Gilmar dos Santos Neves e Zito. Pelo clube, venceu cinco paulistas, duas Taças Brasil e um Rio-São Paulo.
Seu bom desempenho no clube da Vila Belmiro o fizeram defender a Seleção Brasileira, onde, no ano de 1970, lhe coube a responsabilidade de ser o capitão de uma constelação. Na Copa de 1970, em meio a nomes como Gérson, Tostão e Pelé, Torres foi quem ergueu a Taça Jules Rimet ao final da vitória por 4 a 1 sobre a Itália (na qual, com a camisa 4, marcou o último gol).
Em 1971, após uma breve passagem pelo Botafogo, retornou ao Alvinegro praiano, onde ainda venceu o Paulista de 1973. Depois, novamente voltou a vestir a camisa do Fluminense, na época da "Máquina Tricolor", quando sagrou-se campeão carioca nos anos de 1974 e 1975.
Após defender o Flamengo em 1977 onde Zico dava seus primeiros passos, foi ao lado de Pelé desbravar o futebol dos Estados Unidos, atuando por clubes como o New York Cosmos e o California Surf.
TREINADOR, POLÍTICO E COMENTARISTA
Depois de pendurar as chuteiras, Carlos Alberto Torres dedicou-se à carreira de treinador. Além de conduzir o Flamengo (no qual teve duas passagens) ao título brasileiro de 1983, deixou boas lembranças em outros dois clubes nos quais havia jogado: pelo Fluminense (que também comandou por duas vezes), foi campeão carioca de 1984 e no Botafogo (no qual passou por três vezes), conquistou a Copa Conmebol de 1993.
Ainda teve passagens como técnico por clubes como Corinthians, Náutico, Atlético-MG, Paysandu, pelo futebol mexicano e pelas seleções de Omã e Azerbaijão. Fora dos gramados, teve um mandato como vereador entre 1989 e 1993 no Rio de Janeiro e, recentemente, era comentarista do canal Sportv.
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