quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Capital do bordado manual


Postado por Magno Martins

Capital da renda e do bordado, Passira tem 28 mil habitantes e sua população vive da agricultura, do artesanato e da movimentada arte de bordar, vista e identificada em quase todas as casas da cidade. A prática do bordado manual ganhou amplitude a partir da década de 1980. Com o tempo, Passira passou a ser identificada como a “Terra do Bordado Manual”.

A fama se consolidou, a atividade gera milhares de empregos e a cidade virou patrimônio cultural do bordado. Uma fez por ano, ocorre a Feira do Bordado Manual de Passira, evento que difunde o trabalho das bordadeiras e faz a comercialização das suas peças de forma mais agressiva, atraindo turistas da região e de outros Estados.

As artesãs do bordado são, também, empresárias, tendo já criado uma cooperativa e uma associação para impulsionar as vendas. A última Feira do Bordado Manual de Passira movimentou mais de R$ 300 mil em três dias. Lá, é montada uma estrutura que conta com oficinas e concurso de bordadeiras. A homenageada deste ano foi a professora Ignês Costa, uma das fundadoras do evento, em 1985.

Existem registros de que o padre Ibiapina mandou construir em Passira uma capela dedicada a São José. O povoado se desenvolveu em torno da capela com o nome de Pedra Tapada, pois existiam na região tanques naturais em forma de pequenas cacimbas, entre os vastos lajedos que se espalham no leito do rio.

O nome está relacionado à serra Passira, próxima à cidade. Vem do tupi-guarani e quer dizer "acordar suave". O IBGE dá outro significado para o nome na língua tupi: segundo o historiador Sebastião Galvão, significa ponta de flecha. O distrito foi criado com a denominação de Malhada, pela lei municipal nº 2, de 19 de dezembro de 1892, subordinado ao município de Limoeiro. Em 1943, o nome mudou para Passira. O município foi criado por pela lei estadual nº 4981, de 20 de dezembro de 1963.

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