Josias de Souza

O PSDB tem Aécio Neves e Geraldo Alckmin, dois candidatos a 2018 que não dizem que são candidatos. Tem também José Serra, um candidato a estorvo para atazanar a vida de seus correligionários. O estatuto do partido prevê a realização de eleições prévias. Mas elas não foram regulamentadas. Esses elementos conduzem os tucanos à antessala de um incêndio sem saída de emergência. Quando o PSDB cair em si, as chamas da divisão interna já terão derretido o projeto de voltar ao Planalto.
Neste domingo, Aécio e Alckmin estrelaram as convenções estaduais que elegeram novos presidentes para os diretórios do PSDB em seus Estados. O encontro de São Paulo converteu-se numa espécie de ato inaugural da presumida candidatura presidencial de Alckmin. Na convenção mineira, discursou um Aécio reenergizado: “Se não venci as eleições, hoje o meu ânimo é ainda maior.''
Antes que recomece a velha guerra interna entre os tucanos dos dois maiores colégios eleitorais do país, o PSDB se tornaria uma legenda menos previsível se introduzisse método na sua balbúrdia. Faria isso se providenciasse a regulamentação das prévias previstas no seu estatuto.
É cedo? Claro que não. Para funcionar, o processo deve ser deflagrado no início de 2016 com uma campanha de filiação partidária que aproveite as eleições municipais. Os tucanos trombeteariam a seguinte mensagem: filie-se ao PSDB e ajude o partido a escolher o candidato à Presidência.
Ao longo do ano pré-eleitoral de 2017, os tucanos promoveriam um intenso debate nacional. Quem tivesse o que dizer subiria no caixote. Com alguma sorte, 16 anos depois de ter saído do Planalto, o PSDB chegaria ao início de 2018 dispondo de algo parecido com uma crítica propositiva aos governo do PT. O processo daria uma alma ao PSDB. E as prévias consagrariam o candidato que fosse mais competente ao informar o que tem a oferecer.
Fora desse script, o tucanato ofecerá à plateia mais do mesmo: esconde-esconde e desconversa. Um partido que puxa a bola de ferro do mensalão mineiro com um pé e arrasta as correntes do cartel paulista dos trens com o outro já deveria ter aprendido que o ódio, sozinho, não ganha eleição.
Em privado, Lula condiciona seu retorno à capacidade de recuperação de Dilma Rousseff. Mas se tudo o que o PSDB tiver a oferecer for uma briga interna e o horror ao PT, vai acabar empurrando Lula para a disputa e estimulando o eleitor a perdoá-lo por ter vendido Dilma por lebre.
O PSDB tem Aécio Neves e Geraldo Alckmin, dois candidatos a 2018 que não dizem que são candidatos. Tem também José Serra, um candidato a estorvo para atazanar a vida de seus correligionários. O estatuto do partido prevê a realização de eleições prévias. Mas elas não foram regulamentadas. Esses elementos conduzem os tucanos à antessala de um incêndio sem saída de emergência. Quando o PSDB cair em si, as chamas da divisão interna já terão derretido o projeto de voltar ao Planalto.
Neste domingo, Aécio e Alckmin estrelaram as convenções estaduais que elegeram novos presidentes para os diretórios do PSDB em seus Estados. O encontro de São Paulo converteu-se numa espécie de ato inaugural da presumida candidatura presidencial de Alckmin. Na convenção mineira, discursou um Aécio reenergizado: “Se não venci as eleições, hoje o meu ânimo é ainda maior.''
Antes que recomece a velha guerra interna entre os tucanos dos dois maiores colégios eleitorais do país, o PSDB se tornaria uma legenda menos previsível se introduzisse método na sua balbúrdia. Faria isso se providenciasse a regulamentação das prévias previstas no seu estatuto.
É cedo? Claro que não. Para funcionar, o processo deve ser deflagrado no início de 2016 com uma campanha de filiação partidária que aproveite as eleições municipais. Os tucanos trombeteariam a seguinte mensagem: filie-se ao PSDB e ajude o partido a escolher o candidato à Presidência.
Ao longo do ano pré-eleitoral de 2017, os tucanos promoveriam um intenso debate nacional. Quem tivesse o que dizer subiria no caixote. Com alguma sorte, 16 anos depois de ter saído do Planalto, o PSDB chegaria ao início de 2018 dispondo de algo parecido com uma crítica propositiva aos governo do PT. O processo daria uma alma ao PSDB. E as prévias consagrariam o candidato que fosse mais competente ao informar o que tem a oferecer.
Fora desse script, o tucanato ofecerá à plateia mais do mesmo: esconde-esconde e desconversa. Um partido que puxa a bola de ferro do mensalão mineiro com um pé e arrasta as correntes do cartel paulista dos trens com o outro já deveria ter aprendido que o ódio, sozinho, não ganha eleição.
Em privado, Lula condiciona seu retorno à capacidade de recuperação de Dilma Rousseff. Mas se tudo o que o PSDB tiver a oferecer for uma briga interna e o horror ao PT, vai acabar empurrando Lula para a disputa e estimulando o eleitor a perdoá-lo por ter vendido Dilma por lebre.
Esta briga só acrescenta as chances de Lula vencer em 2018. Escrevi isso há poucas horas da eleição passada para Presidente da Republica.
ResponderExcluirFalta ao Aécio Neves e ao Alckmin, sensibilidade política para perceber que essa briga interna só prejudica o PSDB. Se fosse eles estaria correndo o Brasil, fortalecendo o partido nos locais onde na eleição passada não recebeu boa votação.Inclusive em Taquaritinga, única cidade onde o PSDB foi vitorioso em 2014.