sábado, 13 de junho de 2015

Marco Maciel o Católico História contada por Magno Martins


Histórias de repórter (31)

Postado por Magno Martins
Católico praticante, Marco Maciel, mesmo em campanha, nunca perdeu uma missa aos domingos. Até mesmo nas pequenas cidades dos longínquos sertões ele dava um jeito para escapar da programação política para rezar e também comungar. Em avião, já o vi lendo a Bíblia em várias oportunidades.

Devotado ao catolicismo, Maciel quando candidato a presidente da República em 1984 pelo chamado Colégio Eleitoral, que na disputa final Tancredo Neves derrotou Paulo Maluf, além de cumprir o ritual da missa aos domingos, incluía na sua agenda uma visita ao arcebispo do Estado em que estivesse visitando.

Na campanha de 1990, candidato a senador na chapa vitoriosa do governador Joaquim Francisco, Maciel cumpria uma maratona eleitoral no Agreste. Em um dia, a chapa majoritária conseguia fazer entre cinco a seis comícios, além de caminhadas, que Joaquim adorava, carreatas e até cavalgadas.

O final do roteiro era Gravatá, mas neste dia Maciel tinha um compromisso em Brasília que não poderia faltar, estando com passagem marcada por volta das 19 horas. Passou o dia inquieto, preocupado em não poder bater seu ponto na Igreja, conhecer o padre e se comungar.

No Interior, as missas são realizadas às 18 horas, horário tradicional, com igrejas lotadas por fiéis. Percebendo que perderia seu voo, Maciel pediu ao coronel Tarcísio, que resolveria todas as broncas de logística da campanha, uma missão quase impossível: antecipar o horário da missa em Gravatá para às 17 horas.

Na chegada à igreja, Tarcísio explicou a situação ao sacristão, que era admirador e eleitor de Maciel, mas não teve jeito. O sacristão não tinha autonomia para tomar tal decisão alegando também que a comunidade católica não ia entender que naquele domingo a missa fosse antecipada.

Foi quando o coronel teve a ideia de recorrer ao padre. Conversa vai, conversa vem, sem saída para a bronca, foi direito ao assunto: “padre, nós custeamos todas as despesas de uma missa extra, me quebre esse galho, pelo amor de Deus”.

Pela primeira vez, os sinos da igreja começaram a bater as quatro e meia da tarde, meia hora antes, para uma missa que, além de Marco Maciel, foi assistida apenas por duas ou três carolas, o que levou o padre a fazer uma segunda missa no dia, no horário tradicional. Mas deixou Maciel feliz.

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