Publicado por Branca Alves
Humberto e outros 28 parlamentares de diversos partidos serão os responsáveis pela apreciação dos projetos que compõem a reforma política (Foto: Alessandro Dantas/Liderança do PT)
Antes mesmo de a Câmara concluir a votação da reforma política, o Senado já definiu os integrantes da comissão especial que irá analisar o tema na Casa. O presidente da Casa Alta, Renal Calheiros (PMDB-AL), anunciou que o líder do PT na Casa, Humberto Costa, e outros 28 parlamentares de diversos partidos, divididos proporcionalmente em relação ao tamanho das bancadas, serão os responsáveis pela apreciação dos projetos que compõem a reforma política.
Com isso, o Senado quer analisar as propostas para que sejam examinadas em plenário antes do recesso parlamentar – que ocorre entre 1º e 17 de julho. A comissão será presidida pelo senador Jorge Viana (PT-AC) e terá como relator o senador Romero Jucá (PMDB-PR).
“Temos uma missão muito importante no Senado sobre um tema extremamente impactante na vida política do País e dos brasileiros. Todos nós temos essa consciência e sabemos da necessidade da reforma política para melhorar o sistema político atual, que já se mostra bastante desgastado”, avalia Humberto Costa. Segundo ele, o PT vai batalhar em defesa das suas posições e para que a necessidade e o desejo de mudanças sejam viabilizados.
O parlamentar cita o exemplo da defesa do PT sobre o sistema eleitoral proporcional com lista fechada. De acordo com Humberto, a legenda precisa flexibilizar para construir algo melhor. “As regras hoje não permitem a construção de uma maioria por parte de quem vence uma eleição presidencial e obriga o chamado presidencialismo de coalizão, que, na minha visão, é uma aberração do ponto de vista político, cujas implicações estamos vivendo há muitos anos, sem promovermos mudanças efetivas”, analisa.
Para Humberto, temas como financiamento de campanha, fim da reeleição e coligações, fidelidade partidária e cotas destinadas às mulheres para cadeiras efetivas no Legislativo serão bastante debatidos na comissão especial. “Teremos a oportunidade de fazer alguns ajustes sobre o texto aprovado pela Câmara. A liberação de doações eleitorais de empresas somente a partidos, por exemplo, é uma das questões que pode ser modificada. Do jeito que está, haverá menos transparência nas nossas eleições”, defende.
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