terça-feira, 5 de maio de 2015

Da coluna de Inaldo Sampaio


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Grito de Amaral não será ouvido no PSB
 
Postado  por Inaldo Sampaio


Coluna Fogo Cruzado – 5 de maio

Roberto Amaral integra a corrente política do PSB que encara a defesa do “socialismo” como dogma político

O protesto do ex-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, externado por meio desta “Folha”, contra a fusão do seu partido com o PPS, não terá desdobramentos no âmbito interno porque ele não tem mais força dentro da legenda. Amaral é um dos remanescentes da ala do partido que encaram o “socialismo” como dogma e por isso ficou sem espaço depois que o PSB abriu suas portas para receber políticos de quaisquer tendências, desde que estivessem dispostos a cerrar fileiras com a candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República. Foi essa mudança de postura que, conforme ele lembra no documento, levou o PSB a receber políticos sem qualquer afinidade com seu ideário histórico a exemplo do Pastor Eurico (PE), do deputado Heráclito Fortes (PI) e do ex-deputado Paulo Bornhausen (SC). Amaral tem seus motivos para se indignar, porém o pragmatismo político do “novo PSB” não levará em conta suas opiniões.

O PSB mira as capitais

Sob o comando de Carlos Siqueira, o PSB viabilizou até agora 08 candidatos a prefeito de capitais: Geraldo Júlio (Recife), Luciano Ducci (Curitiba), Romário (Rio de Janeiro), Roberto Rocha (São Luís), Renato Casagrande (Vitória), Vanderlan Siqueira (Goiânia), Kátia Born (Maceió) e Serafim Correia (Manaus). O 9º deverá ser Marta Suplicy (SP) que se desligou do PT na semana passada e está a caminho do PSB. As prioridades são Recife, RJ e São Paulo.

História – Pelas ligações que tem com os tucanos, esperava-se que o PPS fosse ser incorporado pelo PSDB, mas Roberto Freire fez opção pelo PSB lembrando as “relações históricas” que há entre os dois partidos. O PPS, diz Freire, foi o 1º partido a dar apoio a Eduardo Campos para presidente, tirando-o do isolamento, na hora em Ciro e Cid Gomes (CE) negaram-se a apoiá-lo.

Erro – Só a OAB-PE acreditava que a Corte Especial do Tribunal de Justiça daria provimento ao seu recurso pelo afastamento de Guilherme Uchoa da presidência da Alepe. Erro de cálculo.

Voo – Filho de um camponês de Itambé, Sílvio Costa (PSC) ficou feliz por ter vindo e voltado para Brasília no avião presidencial, ao lado de Dilma, no dia da inauguração da fábrica da Fiat.

Fim – Tadeu Alencar (PSB) diz que já há consenso na comissão especial da reforma política para extinguir uma das poucas coisas que deram certo no país nos últimos 20 anos: a reeleição.

Espaço – É legítimo que o PPS queira saber, antecipadamente, que espaços irá ocupar no PSB de Pernambuco, mas está tão fragilizado que não tem o direito de exigir nada. Não tem sequer um prefeito ou um deputado estadual. E Raul Jungmann está na Câmara Federal como quarto suplente da Frente Popular.

Recuo – Em troca do fim da greve dos professores, o Governo do Estado se comprometeu a rever as punições aplicadas aos grevistas, inclusive de natureza pecuniária. Nesse particular, o governador Paulo Câmara imitou os seus antecessores. Todos, sem exceção, aplicaram punições aos grevistas e depois voltaram atrás.

Moto – Pelas contas do médico João Veiga, de janeiro a março deste ano deram entrada no Hospital da Restauração vitimadas por acidente de moto 946 pessoas. O tratamento de cada acidentado custará aos cofres públicos (SUS) entre R$ 120 mil e R$ 190 mil, com uma particularidade: 75% das vítimas não tinham habilitação, 57% tinham ingerido bebida alcoólica e 52% estavam sem capacete.

Giro – Relator da LDO na Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional, o deputado Ricardo Teobaldo (PTB) circulará hoje por quatro ministérios em companhia do prefeito de Limoeiro, Tiago Cavalcanti (PTB), que é seu sobrinho. Tiago é filho do também ex-prefeito José Arthur, que desafiou o pai, Moura Guerra, na década de 70 e se candidatou pelo velho MDB que fazia oposição ao regime militar.


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