Lições a serem extraídas dos números da mais recente pesquisa de intenção de votos para presidente da República do Instituto Datafolha, divulgados ontem, pelo Jornal Nacional:
1 - Espantosa a resistência da candidata Marina Silva (PSB). Ela sobrevive sem grandes escoriações à pancadaria que lhe movem Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). De resto, Marina tem sido alvo de críticas da imprensa.
2 - Se bem aplicada, pancadaria produz efeitos. Embora tenha oscilado apenas dentro da margem de erro em relação à pesquisa Datafolha anterior, Marina já teve 10 pontos percentuais na frente de Dilma na simulação de segundo turno. Sua vantagem caiu para quatro pontos percentuais.
3 - A rejeição de Marina passou de 11% em meados de agosto último para 18%. A de Dilma, de 34% para 33%.
4 - Salvo se o acaso fizer uma surpresa, só restará a Aécio apoiar Marina no segundo turno. A intenção de votos dele caiu de 20% em meados de agosto para 15%. A rejeição aumentou de 18% para 23%.
5 - A Dilma não resta outro caminho que não seja o de continuar espancando Marina no horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Precisa ultrapassá-la nas intenções de voto do primeiro turno, se possível, abrindo uma vantagem confortável. No momento as duas estão em empate técnico. E Dilma precisa aumentar a taxa de rejeição de Marina. Cabe a Marina se segurar onde está para, aí, sim, no segundo turno, com tempo de propaganda igual ao de Dilma, enfrentá-la em melhores condições.
| Dilma Rousseff e Marina Silva |
Fonte: Blog do Ricardo Noblat
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