Final constrangedor
Se para o Brasil como sede do mundial a Copa foi um sucesso, para a presidente Dilma se transformou num palanque constrangedor. Levou vaias e insultos na abertura e na final.
Sem aparentemente se intimidar mais com as ofensas que ouviu em sua participação na abertura, ela começou a ouvir vaias assim que foi focalizada pelo telão.
A presidente se posicionou ao lado de Ângela Merkel, chanceler da Alemanha, e de dirigentes da Fifa para a entrega de medalhas aos vice-campeões e aos campeões da Copa. As vaias contra Dilma se transformaram em coro na hora em que os jogadores da Alemanha levantaram a taça.
“Ei, Dilma, vai...”, gritaram alguns brasileiros, repetindo o contestado grito da abertura da Copa do Mundo. Quando os fogos ganharam os céus do Rio de Janeiro e os jogadores da Alemanha voltaram a festejar, no entanto, Dilma acabou esquecida.
Mas, ai o estrago já estava feito, conforme previsto e alertado pelo marqueteiro da presidente. A maioria dos brasileiros que arcou com os caros ingressos da final do Mundial se juntou aos alemães para fazer festa, enquanto muitos argentinos ainda lamentavam a derrota na prorrogação.
A TV-Globo, entretanto, abafou as hostilidades contra a presidente e o bajulador Galvão Bueno ainda ensaiou um discurso de reprovação num tom ridículo, como de fato ele é.
Em nenhum momento, nem quando entregou o troféu ao capitão do selecionado alemão Dilma exibiu um sorriso, deixando transparecer o grande constrangimento pelas vaias e insultos.
A presidente sabia que seria vaiada? Ela e todo o Maracanã! Foi o preço que pagou e que certamente terá reflexos agora e ao longo da campanha eleitoral. Na realidade, nem com uma vitória brasileira na final Dilma teria escapado das manifestações hostis.
DOM FRANCISCO – Na fala que encerrou o primeiro comício regional da campanha de Paulo Câmara, candidato da Frente Popular a governador, em Afogados da Ingazeira, Eduardo Campos fez uma homenagem à memória de Dom Francisco Mesquita, ex-bispo do Sertão do Pajeú, afirmando ter sido uma das vozes mais respeitadas em defesa do povo sertanejo. “Era um homem de visão, corajoso, eloquente, defensor dos pobres e dos mais humildes”, afirmou.
A briga no Facebook–
Reviravolta paraibana – A intervenção do PT nacional na executiva da Paraíba, desfazendo a aliança com o PSB do governador Ricardo Coutinho, candidato à reeleição, pode ter um efeito contrário. Sem querer alinhamento ao PMDB, que lançou a candidatura do senador Vital do Rego, o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), deve anunciar seu apoio a Coutinho.
O contraparente – Do candidato do PTB a governador, Armando Monteiro Neto, ao rebater provocações de Eduardo: “Em Pernambuco, em que pese o abusivo uso das máquinas patrocinado por Eduardo, a utilização de métodos nada republicanos, de ameaças e intimidações dirigidas às lideranças em todas as regiões do Estado, o seu ex-auxiliar, afilhado e contraparente, não decola”.
Com o diabo –
CURTAS
ARREPENDIDO– Ao discursar em Afogados da Ingazeira, o candidato do PSB ao Planalto, Eduardo Campos, disse que um ex-aliado em Araripina debandou para a campanha adversária em Pernambuco (Armando), mas não aguentou uma semana e voltou para o palanque do PSB. Como não deu nome aos bois, muita gente imaginou tratar-se do deputado Raimundo Pimentel.
DEBATE– O companheiro Drayton Nejaim promove, hoje, um jantar debate com o candidato a governador pelo PSB, Paulo Câmara, no Empresarial JCPM, a partir das 19 horas, com a participação de um grupo de jornalistas, entre eles este blogueiro. Em outra data será com Armando Monteiro.
Perguntar não ofende: Foi a elite branca que vaiou Dilma, mais uma vez?
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