Enviado por Ricardo Noblat -
Tiro no pé, por Merval Pereira
Merval Pereira, O Globo
Oito anos depois da aquisição de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, que deu um prejuízo bilionário em dólares à Petrobras, dois dos responsáveis pelos relatórios favoráveis à compra, que a presidente Dilma classificou de “técnica e juridicamente falhos”, estão em maus lençóis.
O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró foi demitido ontem pelo Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora (BR) do cargo de diretor financeiro que ocupava na companhia, subsidiária da Petrobras, numa tentativa de circunscrever a crise a decisões pessoais.
Já o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que elaborou o contrato de compra da refinaria e por isso é alvo de investigação, está preso, acusado de participar de uma larga operação de lavagem de dinheiro.

Mas não apenas eles. A compra da refinaria de Pasadena está sendo questionada por cinco senadores junto à Procuradoria Geral da República: Randolfe Rodrigues, do PSOL; Pedro Simon, do PMDB; Ana Amélia, do PP; Cristovam Buarque, do PDT; e Rodrigo Rollemberg, do PSB, querem explicações da própria presidente Dilma, que presidia o Conselho da Petrobras quando a compra foi autorizada.
Advogados consultados por mim lembram que o Conselho de Administração, segundo a lei 6.404 (Lei das S.A.), é órgão da gestão/administração da companhia e, portanto, os conselheiros são responsáveis, juntamente com a Diretoria Executiva, civil e criminalmente pelas decisões que porventura venham a prejudicar a companhia que dirigem.
Tiro no pé, por Merval Pereira
Merval Pereira, O Globo
Oito anos depois da aquisição de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, que deu um prejuízo bilionário em dólares à Petrobras, dois dos responsáveis pelos relatórios favoráveis à compra, que a presidente Dilma classificou de “técnica e juridicamente falhos”, estão em maus lençóis.
O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró foi demitido ontem pelo Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora (BR) do cargo de diretor financeiro que ocupava na companhia, subsidiária da Petrobras, numa tentativa de circunscrever a crise a decisões pessoais.
Já o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que elaborou o contrato de compra da refinaria e por isso é alvo de investigação, está preso, acusado de participar de uma larga operação de lavagem de dinheiro.
Mas não apenas eles. A compra da refinaria de Pasadena está sendo questionada por cinco senadores junto à Procuradoria Geral da República: Randolfe Rodrigues, do PSOL; Pedro Simon, do PMDB; Ana Amélia, do PP; Cristovam Buarque, do PDT; e Rodrigo Rollemberg, do PSB, querem explicações da própria presidente Dilma, que presidia o Conselho da Petrobras quando a compra foi autorizada.
Advogados consultados por mim lembram que o Conselho de Administração, segundo a lei 6.404 (Lei das S.A.), é órgão da gestão/administração da companhia e, portanto, os conselheiros são responsáveis, juntamente com a Diretoria Executiva, civil e criminalmente pelas decisões que porventura venham a prejudicar a companhia que dirigem.
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