quinta-feira, 11 de julho de 2013

A REVOLTA DOS PREFEITOS

Os investimentos para os municípios, prometidos pela presidente Dilma, não foram suficientes para agradar os gestores pernambucanos


Prefeitos de Pernambuco não ficaram satisfeitos
com as propostas da presidente Dilma
| Foto: Montagem/LeiaJáImagens

A paciência dos prefeitos com a presidente Dilma Rousseff (PT) parece ter acabado. Os gestores não aprovam a maioria das propostas da líder petista. Na manhã desta quarta-feira (10), durante a 16ª marcha a Brasília em defesa dos Municípios, a majoritária teve seu discurso interrompido várias vezes. Os administradores municipais não se contentaram com o anúncio de R$ 3 bilhões em investimentos e vaiaram várias vezes a presidente. Eles queriam mais. Sem o aumento do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), os prefeitos saíram frustrados do encontro.

Os gestores municipais de Pernambuco teceram várias críticas a petista. Segundo o prefeito da cidade de Moreno, Adilson Gomes, o Dilsinho (PSB), a presidente teve a grande oportunidade de realizar ações satisfatórias para os municípios, mas não conseguiu apresentar propostas concretas. “Acho que não haverá mais nenhum avanço (por parte da presidente). Nenhum anúncio. (...) A presidente vai ter que esclarecer a população. Os programas que ela promove são todos insuficientes. A gente complementa o que vem. A população vai ter que ter conhecimento do que ocorre. E naturalmente a popularidade dela vai cair”, afirmou o socialista.

Para o prefeito do município de Igarassu, Mário Ricardo (PTB), o complemento de recursos para realizar os programas criados do Governo Federal está colocando cada vez mais em risco a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Em termos efetivos os recursos ficam aquém do que a gente necessita. Estamos nos comprometendo (com a Lei de Responsabilidade Fiscal). (...) Ela fez mais um paliativo do que uma proposta concreta. Está faltando à representação dos papéis. Dos entes federativos”, criticou o gestor.

De acordo com o prefeito do município de Ipoijuca, Carlos Santana (PSDB), a presidente precisa ser mais prática no repasse das verbas. “Ela (Dilma Rousseff) tem que ser mais pragmática. Rapidamente aconteceram recursos para a Copa das Confederações e Copa do Mundo. Porque não tem para hospitais e saúde. Por que essa demora?”, questionou o tucano. “Eu já tenho experiência dessa marcha para Brasília. Sei que não sai nada. Eu tenho mais o que fazer”, completou.

Já o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o prefeito do município de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), preferiu não polemizar sobre o encontro dos gestores municipais com a líder petista. Para ele, alguns resultados satisfatórios foram obtidos na reunião. “Foi um encontro regular. Não foi excelente. Claro que a gente esperava mais. Um auxílio maior para a crise, mas conseguimos alguns resultados importantes”, declarou o socialista


do Leia Já/ PEmais.

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