Os investimentos para os municípios, prometidos pela presidente Dilma, não foram suficientes para agradar os gestores pernambucanos

Prefeitos de Pernambuco não ficaram satisfeitos
com as propostas da presidente Dilma
| Foto: Montagem/LeiaJáImagens
A paciência dos prefeitos com a presidente Dilma Rousseff (PT) parece ter acabado. Os gestores não aprovam a maioria das propostas da líder petista. Na manhã desta quarta-feira (10), durante a 16ª marcha a Brasília em defesa dos Municípios, a majoritária teve seu discurso interrompido várias vezes. Os administradores municipais não se contentaram com o anúncio de R$ 3 bilhões em investimentos e vaiaram várias vezes a presidente. Eles queriam mais. Sem o aumento do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), os prefeitos saíram frustrados do encontro.
Os gestores municipais de Pernambuco teceram várias críticas a petista. Segundo o prefeito da cidade de Moreno, Adilson Gomes, o Dilsinho (PSB), a presidente teve a grande oportunidade de realizar ações satisfatórias para os municípios, mas não conseguiu apresentar propostas concretas. “Acho que não haverá mais nenhum avanço (por parte da presidente). Nenhum anúncio. (...) A presidente vai ter que esclarecer a população. Os programas que ela promove são todos insuficientes. A gente complementa o que vem. A população vai ter que ter conhecimento do que ocorre. E naturalmente a popularidade dela vai cair”, afirmou o socialista.
Para o prefeito do município de Igarassu, Mário Ricardo (PTB), o complemento de recursos para realizar os programas criados do Governo Federal está colocando cada vez mais em risco a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Em termos efetivos os recursos ficam aquém do que a gente necessita. Estamos nos comprometendo (com a Lei de Responsabilidade Fiscal). (...) Ela fez mais um paliativo do que uma proposta concreta. Está faltando à representação dos papéis. Dos entes federativos”, criticou o gestor.
De acordo com o prefeito do município de Ipoijuca, Carlos Santana (PSDB), a presidente precisa ser mais prática no repasse das verbas. “Ela (Dilma Rousseff) tem que ser mais pragmática. Rapidamente aconteceram recursos para a Copa das Confederações e Copa do Mundo. Porque não tem para hospitais e saúde. Por que essa demora?”, questionou o tucano. “Eu já tenho experiência dessa marcha para Brasília. Sei que não sai nada. Eu tenho mais o que fazer”, completou.
Já o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o prefeito do município de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), preferiu não polemizar sobre o encontro dos gestores municipais com a líder petista. Para ele, alguns resultados satisfatórios foram obtidos na reunião. “Foi um encontro regular. Não foi excelente. Claro que a gente esperava mais. Um auxílio maior para a crise, mas conseguimos alguns resultados importantes”, declarou o socialista
do Leia Já/ PEmais.
Prefeitos de Pernambuco não ficaram satisfeitos
com as propostas da presidente Dilma
| Foto: Montagem/LeiaJáImagens
A paciência dos prefeitos com a presidente Dilma Rousseff (PT) parece ter acabado. Os gestores não aprovam a maioria das propostas da líder petista. Na manhã desta quarta-feira (10), durante a 16ª marcha a Brasília em defesa dos Municípios, a majoritária teve seu discurso interrompido várias vezes. Os administradores municipais não se contentaram com o anúncio de R$ 3 bilhões em investimentos e vaiaram várias vezes a presidente. Eles queriam mais. Sem o aumento do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), os prefeitos saíram frustrados do encontro.
Os gestores municipais de Pernambuco teceram várias críticas a petista. Segundo o prefeito da cidade de Moreno, Adilson Gomes, o Dilsinho (PSB), a presidente teve a grande oportunidade de realizar ações satisfatórias para os municípios, mas não conseguiu apresentar propostas concretas. “Acho que não haverá mais nenhum avanço (por parte da presidente). Nenhum anúncio. (...) A presidente vai ter que esclarecer a população. Os programas que ela promove são todos insuficientes. A gente complementa o que vem. A população vai ter que ter conhecimento do que ocorre. E naturalmente a popularidade dela vai cair”, afirmou o socialista.
Para o prefeito do município de Igarassu, Mário Ricardo (PTB), o complemento de recursos para realizar os programas criados do Governo Federal está colocando cada vez mais em risco a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Em termos efetivos os recursos ficam aquém do que a gente necessita. Estamos nos comprometendo (com a Lei de Responsabilidade Fiscal). (...) Ela fez mais um paliativo do que uma proposta concreta. Está faltando à representação dos papéis. Dos entes federativos”, criticou o gestor.
De acordo com o prefeito do município de Ipoijuca, Carlos Santana (PSDB), a presidente precisa ser mais prática no repasse das verbas. “Ela (Dilma Rousseff) tem que ser mais pragmática. Rapidamente aconteceram recursos para a Copa das Confederações e Copa do Mundo. Porque não tem para hospitais e saúde. Por que essa demora?”, questionou o tucano. “Eu já tenho experiência dessa marcha para Brasília. Sei que não sai nada. Eu tenho mais o que fazer”, completou.
Já o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o prefeito do município de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), preferiu não polemizar sobre o encontro dos gestores municipais com a líder petista. Para ele, alguns resultados satisfatórios foram obtidos na reunião. “Foi um encontro regular. Não foi excelente. Claro que a gente esperava mais. Um auxílio maior para a crise, mas conseguimos alguns resultados importantes”, declarou o socialista
do Leia Já/ PEmais.
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