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Publicado em: 08-04-2013 - Por: Inaldo Sampaio - Fogo Cruzado, O Brasil
Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 8 de abril
A essa altura dos acontecimentos, o Partido Socialista Brasileiro já deve ter chegado à conclusão de que a candidatura do governador Eduardo Campos a presidente da República é mesmo irreversível. Ela tomou uma dimensão que não era esperada pelo comando partidário, conforme se viu na última sexta-feira, na cidade de Santos, onde o governador foi recebido como candidato, superando em cumprimentos e entusiasmo o senador Aécio Neves, que lá estivera um dia antes.
Como bem observa o vice-governador João Lyra Neto, Eduardo Campos não pode dizer ainda que é candidato e também que não é. Dizer que é candidato, agora, seria entrar em contradição com o seu próprio discurso, que considera prematuro iniciar o debate sobre a sucessão de 2014 quando a presidente Dilma Rousseff não concluiu ainda sequer o seu terceiro ano de mandato. E excluir-se do jogo também não é certo porque isso poderia desmobilizar as forças políticas que desejam apoiá-lo.
Em todo caso, o PSB chegou à conclusão de que o “timing” do governador não pode passar do mês de setembro. Não se trata de data aleatória e sim ligada ao prazo da lei para novas filiações e troca de partido. Até lá, portanto, ele terá que decidir se será mesmo candidato. Mesmo que isso não implique pôr a campanha nas ruas imediatamente. Não é do interesse dele antecipar a campanha. Mas é necessário tomar a decisão até aquela data para amarrar ou liberar o exército político que já recrutou.
Por Inaldo Sampaio.
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