Diferentemente do que ocorreu em São Paulo, não houve pompa no anúncio da parceria firmada na capital baiana. Ali, a união foi sacramentada numa discreta reunião dos presidentes dos diretórios municipais –José Carlos Aleluia (DEM) e Sérgio Passos (PSDB).
Testemunharam a cena vereadores e deputados estaduais dos dois lados. O candidato ACM Neto não compareceu. Tampouco o deputado tucano Antonio Imbassahy, que reivincidava a cabeça da chapa, deu as caras.
Passa-se agora à discussão sobre a escolha do vice e à articulação para tentar atrair outras legendas para a aliança. O blog perguntou a Aleluia se o DEM ainda espera contar com o apoio do PMDB de Geddel Vieira Lima. E ele: “Temos o desejo de ter o PMDB, ainda que apenas num eventual segundo turno.”
Considerando-se o cenário atual, esboça-se em Salvador uma disputa que terá como principais contendores ACM Neto, Nelson Pellegrino (PT), candidato do governador Jaques Wagner, e Mário Kertész (PMDB), o nome empinado por Geddel.
Nas pesquisas, ACM Neto aparece em primeiro. O tucano Imbassahy, agora excluído do tabuleiro, vinha em segundo. E o petista Pellegrino, em terceiro. Na divisão do tempo de televisão, a aliança com o PSDB assegura ao candidato do DEM algo como 5 minutos. O postulante do PT deve ter o dobro disso.
A despeito de dispor de uma vitrine eletrônica menor, Aleluia soa otimista: “Estamos dialogando com outros partidos. Mas já temos um tempo suficiente para fazer a campanha. O Neto entra na disputa com a certeza de que irá ao segundo turno. E tem chances de ganhar no primeiro, se tivermos poucos candidatos.” A ver.
Por Josias de Souza
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