No início de maio entrei nos ritmos, na cultura, e nas danças da África. Éramos 11 bispos (quase todos de Pernambuco): visitamos algumas missões de Moçambique e de Angola.
A viagem foi organizada pela Comunidade Obra de Maria que acompanha peregrinações para Roma, Terrasanta e Santuários da Europa, e promove também atividades sociais e programas de evangelização em vários países fora do Brasil. O nosso objetivo era conhecer a realidade cultural e religiosa da África: foi de lá que chegaram, alguns séculos atrás, os escravos negros trazendo para a nossa cultura tradições e expressões religiosas que ainda estão presentes na alma do nosso povo.
No dia 3 de maio estávamos em Johanesburgo, maior cidade da África do Sul: lá não podíamos deixar de fazer uma rápida visita à casa de Nelson Mandela, o grande líder da integração entre brancos e negros, e conhecer o Estádio onde se realizou a última Copa do Mundo de futebol. Afinal também nós brasileiros teremos a nossa Copa em 2014! Mas não era esse o destino da nossa viagem: Johanesburgo era apenas a cidade de passagem e de apoio técnico para prosseguir a nossa peregrinação.
Ao chegarmos a Moçambique, país que até 1992 foi completamente destruído por uma guerra civil interna que durou mais de 20 anos, encontramos logo os sinais da miséria e da desorganização social. Para quem chegava de Caruaru, com todas as suas feiras, foi interessante descobrir que lá as feiras acontecem a toda hora e em todas as ruas e praças, com a mercadoria espalhada no chão! Conhecemos as obras sociais sustentadas pela Fazenda da Esperança e pela Obra de Maria numa das regiões mais pobres do Moçambique. Mais de mil crianças e jovens recebem formação humana e cristã que os prepara para a universidade.
A segunda etapa da viagem nos levou para Luanda, capital da Angola. Uma cidade imensa com mais de sete milhões de habitantes: é um grande canteiro de obras depois de muitos anos de guerra civil. Fomos recebidos pelos bispos e pelo povo sempre com o mesmo entusiasmo e alegria. Danças, fé músicas, ritmos: no meio de tantos problemas sociais conhecemos os trabalhos pastorais e sociais da nossa Igreja. Fomos ao norte da Angola para visitar a diocese de Cabinda, onde o Bispo preparou para nós uma festa na sua Catedral. Em todos os lugares da visita foram destacadas as boas relações com o Brasil (o mesmo idioma, o português, facilita a comunicação) e os bispos nos disseram que as Dioceses estão com as portas abertas não só para os jovens, mas também para famílias e Padres!
O nosso retorno ao Brasil aconteceu no dia 11 de maio. O que ficou da viagem? Além das malas cheias de camisas coloridas e de outras lembranças nós somos gratos ao povo angolano e moçambicano pela acolhida festiva, pelo testemunho de uma fé alegre e contagiante, pela beleza da cultura africana em todas as suas expressões. E lamentamos a situação de extrema pobreza, sobretudo nas periferias das grandes cidades.
Voltei da África com uma certeza: todas as pessoas, criadas à imagem e semelhança de Deus, são chamadas a construir a paz, a fraternidade e a justiça! Todas as raças têm os seus valores, a sua beleza, a sua história que deve ser respeitada. O racismo é sempre um pecado contra a humanidade e contra Deus que nos criou com a mesma dignidade. Entrar nos ritmos da África é, para mim, um compromisso de viver.
No dia 3 de maio estávamos em Johanesburgo, maior cidade da África do Sul: lá não podíamos deixar de fazer uma rápida visita à casa de Nelson Mandela, o grande líder da integração entre brancos e negros, e conhecer o Estádio onde se realizou a última Copa do Mundo de futebol. Afinal também nós brasileiros teremos a nossa Copa em 2014! Mas não era esse o destino da nossa viagem: Johanesburgo era apenas a cidade de passagem e de apoio técnico para prosseguir a nossa peregrinação.
Ao chegarmos a Moçambique, país que até 1992 foi completamente destruído por uma guerra civil interna que durou mais de 20 anos, encontramos logo os sinais da miséria e da desorganização social. Para quem chegava de Caruaru, com todas as suas feiras, foi interessante descobrir que lá as feiras acontecem a toda hora e em todas as ruas e praças, com a mercadoria espalhada no chão! Conhecemos as obras sociais sustentadas pela Fazenda da Esperança e pela Obra de Maria numa das regiões mais pobres do Moçambique. Mais de mil crianças e jovens recebem formação humana e cristã que os prepara para a universidade.
A segunda etapa da viagem nos levou para Luanda, capital da Angola. Uma cidade imensa com mais de sete milhões de habitantes: é um grande canteiro de obras depois de muitos anos de guerra civil. Fomos recebidos pelos bispos e pelo povo sempre com o mesmo entusiasmo e alegria. Danças, fé músicas, ritmos: no meio de tantos problemas sociais conhecemos os trabalhos pastorais e sociais da nossa Igreja. Fomos ao norte da Angola para visitar a diocese de Cabinda, onde o Bispo preparou para nós uma festa na sua Catedral. Em todos os lugares da visita foram destacadas as boas relações com o Brasil (o mesmo idioma, o português, facilita a comunicação) e os bispos nos disseram que as Dioceses estão com as portas abertas não só para os jovens, mas também para famílias e Padres!
O nosso retorno ao Brasil aconteceu no dia 11 de maio. O que ficou da viagem? Além das malas cheias de camisas coloridas e de outras lembranças nós somos gratos ao povo angolano e moçambicano pela acolhida festiva, pelo testemunho de uma fé alegre e contagiante, pela beleza da cultura africana em todas as suas expressões. E lamentamos a situação de extrema pobreza, sobretudo nas periferias das grandes cidades.
Voltei da África com uma certeza: todas as pessoas, criadas à imagem e semelhança de Deus, são chamadas a construir a paz, a fraternidade e a justiça! Todas as raças têm os seus valores, a sua beleza, a sua história que deve ser respeitada. O racismo é sempre um pecado contra a humanidade e contra Deus que nos criou com a mesma dignidade. Entrar nos ritmos da África é, para mim, um compromisso de viver.
Por JOrnal de Caruaru
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