sábado, 26 de maio de 2012

NA POLÍTICA É ASSIM!

AS GRANDES ALIANÇAS SE TORNAM INVARIAVELMENTE UM MOLHO DE GATO, ALGUÉM TEM QUE SEGURAR TODOS POR UM PERÍODO, DEPOIS OS GATOS COMEÇAM A BRIGAR E MOLHO SE DESFAZ. NA POLÍTICA É ASSIM!
 (Jânio Arruda)
  Fotos Google
 
Diario político

Marisa Gibson mgibson.pe@dabr.com.br
Não é só o PT

Recurso eficiente para garantir eleições majoritárias, as grandes alianças que reúnem um aglomerado de partidos das mais distintas feições são instrumentos que se esgotam no desejo que as legendas mais fortes que integram estes grupos têm de chegar ao poder. Foi assim com a União por Pernambuco, que se esfacelou por desentendimentos entre o PMDB de Jarbas Vasconcelos, o DEM de Mendonça Filho e o PSDB de Sérgio Guerra. O mesmo acontece agora com a Frente Popular, entre o PSB de Eduardo Campos, o PT de Humberto Costa e o PTB de Armando Monteiro Neto (PTB). O PT não quer largar o osso da Prefeitura do Recife porque pensa em 2014, da mesma forma o PTB, assim como o PSB que, se não quer a prefeitura, faz de sua omissão no processo eleitoral no Recife uma arma para manter todos sob sua guarda reservando em tese o seu poder de mando na sucessão de Eduardo. Estes são os motivos que amarram a Frente Popular no Recife, com o agravante de que o governador não quer se mexer devido sua aliança com o ex-presidente Lula, da qual depende o fortalecimento do PSB em várias capitais, passo importante para o seu projeto nacional. A briga do PT já provocou grandes estragos, mas apesar do desconforto ninguém na Frente Popular ousa romper o cerco petista em torno da prefeitura. Se de um lado Eduardo teme o poder de Lula por causa do seu projeto nacional, Armando receia desagradar Eduardo por causa do seu projeto estadual. Enfim, em que pese o desgastante processo sucessório em que mergulharam os petistas, não é só o PT o responsável pelo o que vem ocorrendo no Recife. Para preservar seus espaços para 2014, Eduardo Campos e Armando Neto optaram pela passividade. O senador lançou a tese do candidato alternativo mas permanece a moita e o governador, do alto dos seus 90% de aprovação, refugia-se nas agendas positivas para não se queimar na fogueira petista.

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