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Sobre a lista tríplice para diretor de escola
Publicado em: : Inaldo Sampaio
Coluna Fogo Cruzado – Folha de Pernambuco – 16 de maio
Veio com atraso a decisão do secretário Anderson Gomes de alterar o modelo de eleição para a escolha dos diretores de escola na rede estadual de ensino. Antes, fazia-se a eleição direta e o candidato que obtivesse mais votos seria nomeado diretor, mesmo que fosse um salafrário. Agora, uma lista tríplice com os nomes dos candidatos mais votados será enviada ao governador, que escolherá um deles para dirigir a unidade educacional, ainda que não tenha sido o mais votado.
O modelo de eleição direta pura e simples veio no bojo da redemocratização do país, que ficou 20 anos impedido de eleger o seu presidente da República, os governadores dos estados e os prefeitos das capitais. Mas com o passar dos anos se revelou inconsequente. A eleição acabou servindo de trampolim para carreiristas políticos de toda espécie, que faziam uso do processo eleitoral não para apresentar uma plataforma de trabalho pela melhoria da escola, e sim com finalidade política.
O sistema da lista tríplice dará opções ao governador para nomear aquele que realmente tiver compromisso com a melhoria física da escola e também com a qualidade do ensino, exigindo-se previamente dos candidatos que passem por um curso de capacitação. À comunidade escolar interessa ter um diretor que vista a camisa da escola, lute pela melhoria do ensino público e defenda o interesse dos alunos e dos professores. E, para chegar a esse nível, o novo modelo é melhor que o anterior.

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