A candidatura do secretário estadual de Governo, Maurício Rands, para tentar barrar em prévias no PT o direito do prefeito João da Costa de disputar a reeleição, é obra do governador Eduardo Campos (PSB), arquitetada, vale a ressalva, por debaixo dos panos.
Obra, não. É, na verdade, um golpe no PT, porque Rands há muito deixou de ser petista, encarnando em estilo, ação e na alma a mais ortodoxa figura do eduardismo no Estado. O golpe do governador pode não vingar, virar uma peça de ficção.
Rands não une o PT. Alguém, por exemplo, já viu alguma manifestação pública de apoio velado do deputado João Paulo à candidatura dele? E na Frente Popular de Armando Neto (PTB), Cadoca (PSC) e Eduardo da Fonte (PP)?
Principal líder do PT no Estado, João Paulo está com uma pulga atrás da orelha. E com razão! Apoiar Rands é entregar de bandeja ao PSB o poder que o PT detém no Recife há 12 anos, porque o candidato anti-João da Costa não se dobrará ao PT.
Nem tampouco à cartilha do partido, sendo, portanto, com a caneta na mão, um discípulo fiel e fervoroso do governador, já tão poderoso hoje, sem oposição, governando o Estado como se fosse líder de um partido único e soberano.
João, Armando, Cadoca e Eduardo da Fonte sabem, além do mais, que Rands eleito representa sua ascensão ao comando da Prefeitura por oito anos. Neste caso, para João Paulo, principalmente, seria adiar o projeto de voltar à PCR em 2020.
Se isso não fosse suficiente, paira no ar também a desconfiança de que, eleito prefeito do Recife, com um vice do PSB, Rands poderá dois anos após, em 2014, se transformar no candidato do governador à sua sucessão, passando a Prefeitura ao controle do PSB. Fala-se que o vice será Danilo Cabral.
Há uma palavra mais apropriada do que golpe por debaixo dos panos para esse desfecho? Os petistas, coitados, que abram os olhos!
Obra, não. É, na verdade, um golpe no PT, porque Rands há muito deixou de ser petista, encarnando em estilo, ação e na alma a mais ortodoxa figura do eduardismo no Estado. O golpe do governador pode não vingar, virar uma peça de ficção.
Rands não une o PT. Alguém, por exemplo, já viu alguma manifestação pública de apoio velado do deputado João Paulo à candidatura dele? E na Frente Popular de Armando Neto (PTB), Cadoca (PSC) e Eduardo da Fonte (PP)?
Principal líder do PT no Estado, João Paulo está com uma pulga atrás da orelha. E com razão! Apoiar Rands é entregar de bandeja ao PSB o poder que o PT detém no Recife há 12 anos, porque o candidato anti-João da Costa não se dobrará ao PT.
Nem tampouco à cartilha do partido, sendo, portanto, com a caneta na mão, um discípulo fiel e fervoroso do governador, já tão poderoso hoje, sem oposição, governando o Estado como se fosse líder de um partido único e soberano.
João, Armando, Cadoca e Eduardo da Fonte sabem, além do mais, que Rands eleito representa sua ascensão ao comando da Prefeitura por oito anos. Neste caso, para João Paulo, principalmente, seria adiar o projeto de voltar à PCR em 2020.
Se isso não fosse suficiente, paira no ar também a desconfiança de que, eleito prefeito do Recife, com um vice do PSB, Rands poderá dois anos após, em 2014, se transformar no candidato do governador à sua sucessão, passando a Prefeitura ao controle do PSB. Fala-se que o vice será Danilo Cabral.
Há uma palavra mais apropriada do que golpe por debaixo dos panos para esse desfecho? Os petistas, coitados, que abram os olhos!
Por Magno Martins
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