segunda-feira, 26 de março de 2012

EM BUSCA DE UM DISCURSO



Foto- Divulgação

Os interessados em retirar João da Costa (PT) da corrida eleitoral dizem que ele não tem chances de disputar um segundo mandato por questões políticas e não administrativas. Ou seja, ele não teria se articulado com os caciques do próprio partido e das legendas aliadas, daí as dificuldades para se firmar como candidato.


Uma desculpa completamente esfarrapada, claro, porque se o prefeito do Recife fosse um bom administrador não tinha João Paulo, Humberto Costa, Eduardo Campos, Lula, nem Dilma Rousseff, ninguém conseguiria rifá-lo da disputa porque ele estaria respaldado pela maioria dos recifenses. E a história seria outra, completamente diferente.


Acontece que as ações administrativas de João da Costa são ruins demais porque ou são executadas pela metade ou mal feitas. E isso acontece na recuperação de praças, calçadas e avenidas, na reorganização do comercio ambulante, nas medidas adotadas para fazer o trânsito andar, na iluminação pública, na saúde, na educação, enfim, por toda parte.


Essa história de que ele não pode ser candidato por questões políticas é apenas uma tentativa de montar um discurso para explicar aos eleitores a saída de João da Costa. O que não é fácil. Afinal, depois da desastrada administração do prefeito do Recife, como convencer os recifenses de que outro petista vai ser melhor para a cidade?

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