segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ESCOLHA É POLÍTICA E NÃO PESSOAL



Na sexta-feira passada, o senador Armando Monteiro (PTB) passou uma hora conversando com o governador Eduardo Campos (PSB) sobre a sucessão. O encontro foi agendado para o trabalhista transmitir ao comandante-chefe o sentimento da tese de múltiplas candidaturas no Recife, que estaria sendo disseminado em lideranças sem estímulo para apoiar a reeleição do prefeito João da Costa.

Do governador, o senador ouviu a garantia de que não iria interferir na disputa interna do PT. Mas o PT não está dividido. O problema do partido atende pelo nome de João Paulo, que criou João da Costa, com ele rompeu e agora se acha no direito, por uma questão de natureza pessoal, atrair a ira da Frente Popular para passar um trator por cima da criatura.

Política não se faz no campo pessoal nem com o fígado. Em 2010, quando o governador escolheu os dois senadores e rifou João Paulo, nome natural do PT, para ungir Humberto Costa, a opção se deu por uma motivação política. Nada pessoal interferiu. Na visão política do governador e não pessoal, João Paulo faria mais sombra a ele do que Humberto.

Na escolha do candidato a prefeito, as referências e o metabolismo também serão políticos e não pessoais. Além disso, se João da Costa não for o candidato, qual a leitura que será feita pela população?

Que a Frente Popular – leia-se exclusivamente o governador – se curvou aos caprichos de João Paulo. João da Costa é o candidato, disso não há dúvidas. Até porque, sem ele tendo a oportunidade de colocar a sua gestão em julgamento, como João Paulo em 2004, o PT perderia o discurso para convencer o eleitorado de que governa bem o território do Recife. E que o maior colégio eleitoradl do Estado, portanto, deve continuar sendo capitania hereditária da legenda petista. 
 
Do Blog do Magno Martins

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