Autor Clécio Dias

"Sou intrigada do meu pai há 10 anos. Prometi que nunca mais ia falar com ele, mas recebi a notícia de que ele está muito doente! Não sei o que fazer..."
Oi, amiga, você não tem escolha! Já deveria estar do lado dele, ajudando seus irmãos. Não importa o que ele lhe fez, nada mais importa agora.
Seu receio de chamá-lo de pai tem duas bases muito fortes: o "rancor" e o "orgulho". Eles andam juntos e quando um deles está desaparecendo, o outro o traz de volta!
Você não percebeu ainda, mas essa situação é como um palco onde todos estão lhe assistindo. A doença do seu pai não exige seu perdão, mas sua atitude.
O que está em jogo não é sua atuação como filha, mas como ser humano. O orgulho e o rancor são como uma âncora que te puxa para o fundo...
Suspenda esse sentimento ruim que lhe deixa submersa nas suas mágoas. Esse é um momento crucial onde você mesma precisa muito mais de si do que seu pai...
Não perca mais tempo, vai lá para perto dele. Chegue em silêncio, mesmo que ele não te veja, esteja perto. Com suas mãos fortes segure as mãos fracas dele...
A vida é como uma gangorra: hoje ele padece no leito do hospital, amanhã poderá ser qualquer um de nós. Você não precisa pedir perdão nem perdoar com palavras...
Deixe suas ações falarem. Não exija recompensas, não reclame reconhecimento, apenas faça. Não importa se o perdão não disser nada...
Volte para perto do seu pai, pois pode ser a última oportunidade de vocês! Não se importe com o passado, salve seu futuro!
Tome a frente da situação! Faça muito mais que seus irmãos. Faça por ele o que não fez nos últimos 10 anos. Sente-se nos pés da cama dele até ele se curar...
Mas se ele morrer, que morra nos seus braços...
Texto de Clécio Dias.
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