Geraldo Alckmin decide pela saída do PSDB
Quatro vezes governador de São Paulo e duas vezes candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin foi responsável pela entrada de João Doria na vida pública. Em 2016 atuou fortemente para que Doria fosse o candidato do partido a prefeito da capital paulista. Dois anos depois, ao renunciar ao Palácio dos Bandeirantes para disputar a presidência da República, tentou construir um palanque com o seu vice, Márcio França, do PSB, para alavancar sua candidatura presidencial, porém não conseguiu e João Doria acabou sendo o candidato do PSDB e vencendo a disputa numa eleição acirradíssima com o próprio França.
No crescimento de Jair Bolsonaro nas pesquisas, em especial em São Paulo, Doria abandonou Alckmin completamente e surfou na onda BolsoDoria para derrotar Marcio França, o que azedou ainda mais a relação entre o criador Geraldo Alckmin e a criatura João Doria.
Líder nas pesquisas pela disputa para o Palácio dos Bandeirantes, Alckmin viu Doria montar seu partido para a candidatura do vice-governador Rodrigo Garcia, que deixou o Democratas para filar-se ao PSDB e ser o candidato apoiado por Doria em 2022. E apesar de ser um dos fundadores do PSDB, viu seu espaço no partido ser esvaziado pela força da máquina do Palácio dos Bandeirantes comandada pelo seu agora desafeto João Doria.
Diante da dificuldade de conseguir legenda no PSDB, Alckmin já decidiu que deixará o ninho tucano para ingressar no PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab. Com isso, ele tentará reeditar a dobradinha com Marcio França, do PSB, vitoriosa em 2014, tendo o socialista novamente como seu vice-governador.
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